Histórico

O Cepagro  – Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo – foi fundado em 20/04/1990 por pequenos agricultores e técnicos interessados na formação de pequenas redes produtivas locais, como forma de viabilização das propriedades rurais familiares.

Em 1996, fomos reconhecidos como Entidade de Utilidade Pública pelo Governo do Estado de Santa Catarina, com a Lei nº 10.212/96, e pelo Município de Florianópolis, com a Lei4846/96.

Ao longo de sua existência, e através de profunda e contínua reflexão crítica, o Cepagro vem se reestruturando para melhor atender a atual realidade sócio-cultural e econômica de SC – no que tem obtido bons resultados através dos projetos que executa, atuando sempre em forma de rede, parcerias e convênios.

No âmbito desta reestruturação, traçou-se uma proposta de Projeto Institucional que reafirma a importância de se manter o Cepagro atuante e com propósito de trabalho orientado para organização popular de comunidades rurais e urbanas, ampliando sua atuação na Agroecologia.

Atuação em espaços deliberativos

Cabe ressaltar que o Cepagro integra diferentes espaços públicos: Conselho Estadual do Pronaf, Comissão Estadual de Produção Orgânica, Conselho Estadual do Desenvolvimento Rural, membro do Centro Ecumênico de Apoio ao Desenvolvimento-CEADes, Fórum Estadual e Fórum Regional de Economia Solidária, Comitê Estadual de Alternativas para a Cultura do Tabaco/DFMDA, Rede Monte Cristo, Coordenação da Rede Ecovida e outros.

Por serem espaços representativos e deliberativos, possibilitam a interlocução com diferentes esferas dos governos e sociedade civil, favorecendo a criação e a implementação de políticas públicas voltadas para o interesse da agricultura familiar e comunidades urbanas, reforçando a relação entre micro e macros esferas.

A partir da incidência de atividades de formação, acompanhamento técnico e organização, estabelecemos cotidianamente, com o público beneficiário dos projetos executados, reflexões críticas sobre a realidade vivenciada, vislumbrando potenciais e limites ao processo de busca de alternativas. Espera-se, assim, contribuir para a construção de bases que possibilitem uma boa perspectiva para o futuro da Agricultura Familiar e das comunidades urbanas, unificando de maneira integrativa estes dois universos.

Relação com a UFSC

Nossos projetos junto aos apoiadores públicos e privados, nacionais ou internacionais, são elaborados considerando a UFSC como parceira nas ações e trabalhos desenvolvidos, envolvendo de maneira direta estudantes e professores.

Para tanto, disponibilizamos espaço físico, estrutura de trabalho e auxílio na orientação de estagiários, bolsistas, pesquisadores, estudantes da graduação e pós-graduação, participando de projetos acadêmicos durante e em final de curso.

O Cepagro também auxilia na complementação à Extensão Universitária, possibilitando aos interessados nas diferentes linhas de atuação da Entidade estabelecer aprofundamentos práticos e teóricos das práticas coletivas e Agroecológicas de produção e organização, na esfera rural e urbana.

Para que se conheçam os elementos que caracterizam o trabalho do Cepagro, e para que seja possível também perceber melhor este exemplo de relação entre este e a UFSC, segue resumo dos anos 2006 e 2007:

– Inserção de estudantes nas atividades de campo decorrentes dos Projetos junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário – 10 alunos bolsistas.

– Inserção de estudantes de Agronomia no projeto Agricultura Urbana em parceria com Prefeituras, escolas municipais de Florianópolis, comunidades carentes e associações comunitárias – 03 alunos bolsistas.- Participação na preparação do estágio de vivência dos acadêmicos da quarta fase – todo inicio de semestre.

– Palestras sobre as temáticas da Agroecologia, agricultura de grupo e Rede Ecovida para os cursos de Agronomia, Geografia, Moradia Estudantil – demandas de professores e estudantes, aproximadamente 150 alunos.

– Encaminhamento e supervisão de estudantes para estágio em outras organizações parceiras do Cepagro, através de convênio firmado junto à UFSC – 04 alunos em 2007.

– Capacitação profissional de alunos que se tornaram Agrônomos durante os trabalhos no Cepagro – 10 alunos, três trabalhando hoje na própria instituição.

– Encaminhamento, supervisão e apoio na realização do estágio de conclusão de curso e intercâmbios nacionais e internacionais de alunos da graduação e pós-graduação da UFSC, UDESC e UNISUL na região de atuação do Cepagro- 06 alunos.

– Estabelecimento de parceria com o Projeto Família Casca da UFSC, potencializando ações de educação ambiental, compostagem urbana e atuação no espaço urbano- 12 alunos da Agronomia.

– Formalização de convênio junto a FAPEU para efetivação de prestação de trabalhos específicos do GPVoisin, na área de Projetos planialtimétricos, visando a produção animal a base de pasto.

– Participação da Equipe Técnica do Cepagro em bancas de TCC – 06 alunos em 2006/07.

– Apresentação de projetos ao edital PROEXTENSÃO em parceria com Departamentos e professores desde o ano 1998, sendo que para 2007 dois projetos de extensão estão contemplados, sendo: Rede de Iniciativas Ecológicas e Solidárias em Comunidades Rurais e Urbanas de Santa Catarina, e Fortalecimento Institucional da Associação da Microbacia Rio Cachoeira do Norte, município de Palhoça, litoral centro-sul do estado de Santa Catarina com o CFH/Geografia, contemplando 03 bolsistas.

– Ainda na relação com a Universidade, houve em dez/2006 a realização do V Encontro Regional de Agricultores da Rede Ecovida de Agroecologia, no espaço do CCA. Evento que reuniu mais de 80 participantes, representativos dos Grupos de base, compreendendo 10 municípios da região Litorânea e Alto Vale.

Estudos e temáticas em discussão

– Aproximação com professores das áreas da Mecanização Agrícola e da Engenharia Sanitária, a fim de realizar trabalho conjunto na área de biocombustíveis, oriundos da reciclagem do óleo de cozinha / Projeto Agricultura Urbana.

– Proposição de parceria entre Núcleo de Meio-Ambiente e Desenvolvimento da UFSC e Cepagro, conciliando desenvolvimento territorial com prática Agroecológica.

– Seqüência de trabalho com o Museu Etnológico na realização de viagens de intercâmbio entre aldeias Guaranis do Litoral Catarinense, favorecendo a troca de sementes sagradas e re-introdução de espécies da flora e fauna nativas, como as abelhas sem ferrão.

– Elaboração de lista de pequenas propriedades de agricultores ligados ao Núcleo Regional Litoral Catarinense que podem receber alunos para estágios extra-curriculares e curriculares, a fim de desenvolverem atividades ligadas à produção agroecológica, beneficiamento de produtos, comercialização e agroturismo.

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