Ciclo de oficinas “Saber na Prática” continua em 2017

gama3778Contemplado pelo Programa de Apoio a Projetos da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), o ciclo de oficinas “Saber na Prática”, que trabalha temáticas de agroecologia para o público em geral, terá continuidade em 2017. O diretor-presidente do Cepagro, Eduardo Daniel Rocha, e o coordenador urbano da entidade, Júlio César Maestri, participaram no dia 17 de janeiro da cerimônia de entrega das placas e assinatura do convênio com a ACIF.

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O diretor-presidente do Cepagro, Eduardo Rocha, recebe a placa do presidente da ACIF

O programa apoiará a realização de 5 oficinas, com temáticas como: compostagem, hortas residenciais e escolares, plantas medicinais e plantas alimentícias não convencionais (PANCs). Eduardo ressalta que o projeto do Cepagro foi o único aprovado que tem enfoque de educação ambiental. Para mais informações, o email de contato é sabernapratica.cepagro@gmail.com.

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Júlio Maestri explica as temáticas das oficinas

Com apoio de fundação canadense, agricultores investem em alternativas ao cultivo de tabaco

“Se a gente compra no nosso local, todo mundo sai ganhando. Diminui o nosso custo de frete e dá um estímulo pros outros produzirem”. A avaliação de José Will, agricultor e gerente da agroindústria Conservas Will, de Nova Trento, foi feita durante a visita de Robert Thomas, representante da fundação canadense SHARE, que está apoiando o empreendimento através de um projeto articulado pelo Cepagro. A visita aconteceu no dia 9 de janeiro, com a equipe do Cepagro acompanhando Thomas na visita à agroindústria e também em duas propriedades de famílias que participam do projeto.

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Visita da Fundação SHARE à agroindústria Conservas Will

Os recursos concedidos pela SHARE servirão para a Conservas Will comprar alimentos  in natura de 6 famílias de agricultores que no momento produzem tabaco. Cada uma das 6 famílias poderá vender até R$ 2 mil em matéria-prima para a agroindústria. Os alimentos cultivados nesta primeira etapa são:  pepino, couve-flor, cenoura, beterraba, brócolis e vagem. A primeira compra será por volta de maio/junho deste ano.

Visita a propriedade fumicultora participante do projeto
Visita a propriedade fumicultora participante do projeto

Construída como uma alternativa da família Will para abandonar a fumicultura, agora a agroindústria passa a representar um primeiro canal de escoamento para a produção de alimentos de mais famílias que desejam fazer a mesma transição da produção de fumo para a de alimentos. Uma delas é a de Saul Jaczczak, da comunidade Rio Veado, em Nova Trento, que no momento cultiva 75 mil pés de tabaco. Beneficiário também do projeto Cepagro/FRBL, Saul pretende fornecer beterraba e vagem para as Conservas. Ele afirma que também quer começar a produzir abóbora para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), canal que ele também passou a considerar após o contato com a agroindústria.

Bob Thomas, da SHARE, conversa com o agricultor Saul Jaczczak
Bob Thomas, da SHARE, conversa com o agricultor Saul Jaczczak na estufa de fumo da família
Outro participante do projeto é o agricultor Odirlei Bonikoski, da comunidade Três Barras, em Nova Trento.
Outro participante do projeto é o agricultor Odirlei Bonikoski, da comunidade Três Barras, em Nova Trento.

 

 

Projeto Misereor em Rede faz mapeamento de agricultura urbana e consumo de alimentos agroecológicos

Equipe do Projeto Misereor em Rede
Equipe do Projeto Misereor em Rede

Resultado de uma articulação entre Cepagro e outras três organizações do Sul do Brasil – CETAP, ASPTA e Centro Vianei de Educação Popular – o Projeto Misereor em Rede promoveu em 2016 diversas atividades com produtores agroecológicos urbanos e consumidores. O objetivo geral da iniciativa é promover e articular dinâmicas locais e regionais de produção, processamento e abastecimento agroecológico em organizações do campo e da cidade, orientadas em relações solidárias e nos princípios da Segurança Alimentar das populações. Para 2017, com o apoio da Misereor e juntamente com as entidades parceiras do projeto em rede, as atividades de oficinas, intercâmbios e incidência politica continuarão fortalecendo as ações de articulação e promoção da Agroecologia seja no campo ou na cidade.

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Horta Comunitária do PACUCA, no bairro Campeche, em Florianópolis.

Em Florianópolis, onde o Cepagro atua, já foi feito um mapeamento das iniciativas de produção agroecológica a partir de quintais produtivos, hortas comunitárias, hortas escolares e em postos de saúde.  Os resultados finais da pesquisa serão apresentados no livro que esta sendo elaborado e será editado até o final do projeto. De acordo com a equipe local do projeto – composta pela educadora Erika Sagae e o administrador Eduardo Rocha, da diretoria do Cepagro -,  Florianópolis apresenta particularidades quando se discute Agricultura Urbana, pois áreas com características rurais estão fortemente presentes no espaço urbano, apresentando uma escala de produção onde o produtor tem a renda da propriedade como sua principal fonte de sustento. Além disso, apresenta hortas comunitárias em espaços públicos, com finalidades sociais e terapêuticas. “Contamos com o apoio de diversos pesquisadores e colaboradores para a construção de metodologias e ferramentas de análises da pesquisa, tanto com os agricultores urbanos quanto com os consumidores”, explica Erika Sagae.

Feira Orgânica do CCA
Feira Orgânica do CCA

Também foram feitas visitas de campo e entrevistas com grupos específicos de consumidores de cestas, além de entrevistas com fregueses de feiras. As feiras mapeadas foram: Viva Cidade, no Centro de Florianópolis; a Feira Orgânica do Centro de Ciências Agrárias e a Feira da UFSC no campus Trindade. A necessidade de maiores informações quanto às diferenças entre produtos agroecológicos e orgânicos, bem como com relação aos tipos de certificação existentes, foram alguns aspectos apontados.

O projeto também previa assessoria e capacitação com coprodutores e organizações para que fossem parceiros na construção de dinâmicas locais de abastecimento. Atividades de oficinas sobre compostagem, segurança alimentar e nutricional, produção de mudas foram oferecidas aos consumidores e produtores urbanos no ano de 2016 e continuarão a ocorrer em 2017.

Intercâmbio em Palmeira (PR), promovido pela ASPTA
Intercâmbio em Palmeira (PR), promovido pela ASPTA

Além disso, os beneficiários do projeto puderam participar de intercâmbios no Paraná e Rio Grande do Sul, em atividades promovidas pelas entidades parceiras, configurando momentos de grande troca de experiências e aprendizados. As atividades ocorreram no município de Palmeiras (PR), durante o Encontro de Troca de Sementes promovido pela ASPTA, e no Encontro Sananduvense de Diversidade Orgânica  realizado pelo CETAP. (RS)

Mantendo sua missão de incidência politica em Segurança Alimentar e Nutricional, o Cepagro teve forte atuação no Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável (COMSEAS) e no Conselho Estadual de Segurança Alimentar, em ambos ocupando a presidência.

 

Revolução dos Baldinhos lança campanha de financiamento coletivo

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Referência nacional em gestão comunitária de resíduos orgânicos e agricultura urbana, a Revolução dos Baldinhos busca agora o apoio da população em geral para manter suas atividades em 2017. Com a finalização dos projetos que a financiavam e ainda esperando receber uma remuneração do Poder Público pelos serviços ambientais prestados, a Revolução – que mensalmente recicla toneladas de resíduos orgânicos na Comunidade Monte Cristo, em Florianópolis – lançou na última 2ª feira, 16 de janeiro, uma campanha de financiamento coletivo para arrecadar 60 mil reais, necessários para subsidiar as atividades do grupo comunitário durante pelo menos 6 meses. A campanha, disponível no link juntos.com.vc/baldinhos, fica no ar até o dia 17 de março.

O processo de cadastro e doação é fácil e prático, dura menos de 10 minutos. A equipe do Cepagro está toda mobilizada para colaborar na iniciativa, e conta com o apoio de todxs amigxs, parceirxs e entusiastas da Revolução dos Baldinhos para não deixar o projeto morrer. Que tal começar 2017 contribuindo com a agricultura urbana?

Saiba mais sobre a campanha neste vídeo. A REVOLUÇÃO AGRADECE!

Cepagro participa de encontro de SPG no México e inicia articulação do Convênio com IAF

A participação da equipe do Cepagro no II Encuentro, Taller y Feria de Certificación Participativa y SPG, promovido entre os dias 25 e 27 de novembro pelas organizações mexicanas Centro Campesino e Tijtoca Nemiliztli no município de Hueyotlipan (estado de Tlaxcala, a 105 km da Cidade do México), marcou o início da articulação do Comitê Gestor do convênio que a entidade firmou em setembro deste ano com a Inter-American Foundation (IAF). Além de apresentar as experiências do Cepagro dsc_0013em SPG e fomento à agroecologia, durante o evento os técnicos Charles Lamb e Ana Carolina Dionísio puderam conversar com representantes do Centro Campesino e da Asociación de Productores Orgánicos do Paraguay (APRO) para convidá-los a integrar o Comitê Gestor do projeto, que será formado por 5 ou 6 organizações brasileiras e de outros países latinoamericanos, compondo uma instância de coordenação compartilhada das ações e tomada de decisões participativas. Nos próximos três anos de atividades, o Cepagro trabalhará em cooperação com a IAF e seus donatários para articular uma rede de colaboração em torno da agroecologia, promovendo a troca de experiências e o compartilhar de conhecimentos entre organizações latino-americanas.

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baixa8O Encontro de Hueyotlipan já foi um exemplo de evento combinando momentos de formação, troca de experiências e articulação para outras iniciativas. Estavam presentes organizações dos estados mexicanos de Tlaxcala, Hidalgo, Oaxaca, Puebla e Michoacan, e todas apresentaram suas ações nos eixos de produção, garantia e comercialização de produtos agroecológicos. A experiência em certificação participativa da Tijtoca Nemiliztli – associação consolidada em 2016 e que teve sua primeira inspiração para formar um SPG durante o Encontro Ampliado da Rede Ecovida realizado em Florianópolis em 2012 – é única no México.

baixa7Fora a Tijtoca, a outra possibilidade de certificação participativa é pelos Mercados Alternativos (Tianguis), que funcionam como organismos de controle social, cada um tendo sua comissão de verificação. Segundo Humberto Morales, coordenador do Centro Campesino – entidade que assessora a Tijtoca – a participação de organizações de outros estados e também de outros países traz mais credibilidade para o SPG frente à autoridades locais, contribuindo para a expansão dele em mais regiões mexicanas.

baixa3No momento, cerca de 40 propriedades familiares (“fincas”) são certificadas pela Tijtoca Nemiliztli, na maioria quintais produtivos. Há também 15 produtores de grãos, além de micro-agroindústrias,  produções de cogumelos e também de cosméticos. A participação ativa de consumidores na comissão de verificação da Tijtoca é um dos seus diferenciais, pois fortalece a noção de “olhar externo” para as propriedades que integram a rede de certificação, de acordo com Rafael Palafox, um dos coordenadores da associação. Além disso, os produtores de grãos devem cultivar exclusivamente sementes crioulas para serem certificados.

baixa32Com um foco marcante em quintais produtivos voltados ao autoconsumo e comercialização de excedentes, o SPG da Tijtoca Nemiliztli acaba tendo um vínculo forte com as mulheres. Isso porque os chamados huertos de traspatio, a “pequena produção” nos arredores das casas é uma atividade frequentemente a cargo delas. Desta forma, não é surpreendente que a discussão sobre gênero esteja na pauta de organizações presentes, como o Grupo Vicente Guerrero e do Centro Económico Social Julián Garcez, ambas de Tlaxcala. “Trabalhamos a temática de gênero desde 2004, através de uma parceria com o Centro de Direitos Humanos”, explica a agricultora e comerciantes Martha Zempoaltecal, do Grupo Vicente Guerrero. Além da prevenção do HIV, as organizações também atuam na prevenção ao tráfico de mulheres indígenas na região.

baixa12A gestão de recursos hídricos foi outra temática apresentada por diversas organizações, já que a disponibilidade de água para a agricultura é problemática no México, seja pela escassez ou pela contaminação. A construção de cisternas e sistemas de captação de água da chuva e biodigestores para tratamento de dejetos animais e humanos foi uma solução apresentada por diversas organizações para superar este desafio.

baixa9Como encaminhamentos da sistematização das apresentações do encontro, percebeu-se a mudança de mentalidade demandada para o avanço da agroecologia. “A resistência à mudança ocorre também porque existe um foco só no econômico, sem considerar o impacto ambiental e na saúde”, explica Humberto Morales. Neste sentido, campanhas de conscientização junto a consumidores é uma estratégia que caminha junto com a sensibilização dos agricultores. “Tocamos o coração, para daí mudar a cabeça e então a propriedade”, completa Morales. Além desses eixos, os da incidência política e articulação em rede também são fundamentais, como explica Martha Zempoaltecal: “É necessário que nos organizemos e nos fortaleçamos para conseguirmos mais valorização de nossos produtos. E fazermos alianças e articulações para fortalecer os processos”.

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Se a comercialização também foi outro desafio apontado por praticamente todas as organizações participantes, nada como a promoção de uma Feira para pensar soluções conjuntos e ampliar a divulgação dos produtos. No domingo de encerramento do evento, a Calle Juarez, em frente à Casa Ejidal de Hueyotlipan, foi fechada para a montagem do mercado com produtos agroecológicos das associações que estiveram no evento, apresentações culturais, rodas de conversa temáticas e preparação de receitas.

dsc_0252Conhecer as organizações participantes foi fundamental para compreender um pouco mais dos desafios, demandas e soluções na promoção em agroecologia fora do contexto brasileiro. O diálogo do Cepagro com outras organizações será fundamental para definir as temáticas a serem trabalhadas e o planejamento de atividades do projeto, dentre as quais estão previstas: a realização de três seminários (2 no Brasil e 1 em outro país), além de 5 oficinas de intercâmbio para troca de experiências e melhores práticas (sendo 2 no Brasil e 3 em diferentes países da América Latina). As oficinas serão momentos de formação e troca de conhecimentos com foco em temas baixa45relacionados à agroecologia, como práticas sustentáveis de agricultura, comercialização de produtos agroecológicos, certificação participativa, gênero, gestão sustentável da água e de resíduos orgânicos. Os seminários incluirão a presença de especialistas e também treinamento em desenvolvimento organizacional. Neste projeto, uma das principais ferramentas de comunicação e aprendizado será a plataforma virtual Red Colaborar.

 

 

 

 

 

 

Revolução dos Baldinhos e Cepagro reaplicam a Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos no RN

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A tecnologia social da Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana da Revolução dos Baldinhos começou a ser reaplicada em empreendimentos imobiliários do Programa Minha Casa, Minha Vida.  Através  da articulação com a Associação de Apoio às Comunidades do Campo do RN (AACC), o técnico do Cepagro Júlio Maestri e a coordenadora comunitária da Revolução, Ana Karolina da Conceição, estiveram em Macaíba, no Rio Grande do Norte, nos dias 5 e 6 de dezembro para iniciar a capacitação da comunidade local, com a participação de cerca de 35 moradores e mais 15 crianças. “A formação teve como objetivo disseminar a gestão local e fortalecer a comunidade através de uma mudança de olhar aos nossos resíduos orgânicos, que podem virar a base para uma agricultura agroecológica”, explica Júlio Maestri. Além da comunidade e a equipe da AACC, estiveram presentes na formação o Grupo Mandala de Permacultura/UFRN e representantes das Secretarias de Agricultura, Habitação, Trabalho e Assistência Social do município.
baixa6O Residencial Campinas, que receberá a tecnologia social certificada pela Fundação Banco do Brasil, possui 403 habitações. Durante as oficinas, Júlio e Ana Karolina compartilharam o passo a passo da Revolução, os principais desafios e as maiores motivações e o método UFSC de compostagem.
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Segundo Maestri, a abordagem dos encontros buscou estimular a participação coletiva, “respeitando a experiência de participante e motivando ao máximo o empoderamento do pessoal para, a partir destas inspirações, iniciarmos um envolvimento comunitário para reciclagem orgânica, hortas e trocas de saberes”.
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Também foram visitadas famílias que já têm hortas em casa e foram convidadas a apresentar as variedades para todo o grupo. Um dos resultados da oficina foi a elaboração de um planejamento coletivo, em que o grupo se denominou Revolução dos Baldinhos – Residencial Campinas – Macaíba/RN.
baixa1Neste início da reaplicação, houve a formação do Grupo Comunitário, que integrou 18 famílias. Esses multiplicadores já iniciaram com a separação dos seus resíduos orgânicos nos baldinhos. O próximo passo será a sensibilização de novas famílias, a implantação de PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) no empreendimento e a elaboração de hortas comunitárias e residenciais, de acordo com o ritmo dos envolvidos. Também foram integrados grupo de permacultura e algumas secretarias, para que a iniciativa possa se consolidar e refletir estas questões no município e entorno.
* com informações de Júlio Maestri e fotos de Juliano Duend’Jah

Engenheiros de Farinha de SC promovem encontro em Santo Antônio de Lisboa

??????????Após receber o Prêmio de Boas Práticas em Salvaguarda do Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), o Ponto de Cultura Engenhos de Farinha realiza um encontro no Engenho dos Andrade, em Santo Antônio de Lisboa, no próximo sábado, 17 de dezembro. O objetivo do evento é prosseguir qualificando a articulação da Rede de Engenhos Artesanais de Farinha de Santa Catarina, que engloba famílias “engenheiras” desde Imbituba até Bombinhas, passando por Palhoça, Florianópolis e Angelina. As atividades começam às 9h da manhã e vão até às 18h.

O Ponto de Cultura foi uma iniciativa do Cepagro que promoveu ações de valorização dos engenhos artesanais de farinha catarinenses entre 2010 e 2014. No ano passado, ficou em quarto na premiação do IPHAN dentre 121 ações espalhadas pelo Brasil.  Na programação desse reencontro, além de avançar no mapeamento participativo dos Engenhos no Estado, acontece a exibição do documentário Engenhos da Cultura: Teias Agroecológicas e uma roda de conversa sobre os engenhos de farinha e áreas rurais no Plano Diretor de Florianópolis.

Outro ponto importante do encontro – além do cardápio cheio de quitutes de engenho – é a oficina sobre a Política de Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, com Regina Helena Santiago (IPHAN/SC). Isso porque esta nova fase do Projeto marca a continuidade da mobilização para construir a proposta de Registro dos Engenhos de Farinha como Patrimônio Cultural do Brasil de forma colaborativa entre as várias iniciativas do Estado.

A participação no evento é aberta e gratuita, mas espera-se uma contribuição de R$ 30 para o almoço e café, além da confirmação de presença pelo email engenhosdefarinha@gmail.com até a 5ª feira (15 de dezembro).

SERVIÇO:

O quê: Encontro de Articulação da Rede de Engenhos de Farinha de SC
Quando: Sábado, 17 de dezembro, às 9h
Onde: Casarão e Engenho dos Andrade (Caminho dos Açores, 1180, Santo Antônio de Lisboa).