Cepagro promove Hortas Pedagógicas em Antônio Carlos

Na última sexta, 21 de julho, a equipe do Cepagro esteve em Antônio Carlos, na Grande Florianópolis, ministrando um seminário sobre metodologia de Hortas Pedagógicas para cerca de 70 educadoras, educadores e funcionárias da rede de ensino desse município. Estavam presentes também técnicas da Epagri e o Secretário Municipal de Agricultura, Osvaldino Gesser. A partir de agosto, o Cepagro implementará uma horta pedagógica na Escola Municipal Dom Afonso Niehues, num projeto piloto resultante de uma parceria entre Prefeitura de Antônio Carlos, Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) e Cepagro.

O seminário começou com uma apresentação sobre o Cepagro com o diretor administrativo da organização, Rafael Beghini
A agrônoma Karina Smania de Lorenzi enfatizou o caráter interdisciplinar e pedagógico das hortas

“O objetivo da Horta na escola não é só ensinar como plantar, mas trazer uma nova ferramenta pedagógica. A Horta é como um laboratório vivo”, explicou a agrônoma Karina Smania de Lorenzi, da equipe do Cepagro, na abertura do evento. Desenvolvida ao longo de anos atuando no Programa Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia (PEHEG), a metodologia de hortas pedagógicas do Cepagro caracteriza-se por conjugar o calendário agrícola com o ano letivo, além de propiciar a abordagem de várias disciplinas no trabalho com a terra e as plantas. Compostagem e alimentação saudável também são eixos trabalhados nessa metodologia.

Ícaro Pereira, agrônomo do Cepagro, falou sobre a importância da compostagem nas escolas
A professora Enedina Maura Duarte compartilhou sua experiência com hortas pedagógicas na educação infantil

Após a apresentação da metodologia por Karina e Ícaro Pereira, também do Cepagro, a professora aposentada Enedina Maura Duarte compartilhou sua vivência como educadora que apostou nas hortas no Núcleo de Educação Infantil São João Batista, no Rio Vermelho. Ela contou que, apesar da resistência inicial da equipe da escola em implementar a horta, o envolvimento das crianças e dos seus pais e mães era gratificante. O resultado das apresentações da equipe técnica junto com a da professora não poderia ser melhor: o público pôde ter uma percepção bem apurada das transformações que acontecem no ambiente escolar a partir da horta. “Eu achei que iria ser útil pra iniciar a compostagem, já que uma porcentagem alta do lixo do nosso município pode ser compostada. Mas eu não imaginava que servia pra todas as matérias”, afirmou o Secretário da Agricultura de Antônio Carlos, Osvaldino Gesser.

Plantas Alimentícias Não-Convencionais são tema da última oficina “Saber na Prática”

Realizada no último sábado, 15 de julho, no Posto de Saúde do Rio Vermelho, a atividade teve colheita e preparação de receitas com plantas que vemos todos os dias em terrenos e calçadas, mas que não sabemos como são deliciosas e nutritivas.  “Muitas delas dificilmente encontraremos num mercado ou numa feira, mas que podem ser saboreadas”, explica o biólogo André Ganzarolli Martins, que facilitou a oficina junto com a farmacêutica Denise Rodrigues.  “Explorar mais as PANCs na alimentação traz inclusive benefícios ecológicos, pois aproveitamos mais a biodiversidade”, avalia Denise. Esta foi a última oficina do ciclo “Saber na Prática”, que contou com suporte do Programa de Apoio a Projetos da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF).

A oficina teve três momentos. No primeiro, André fez uma exposição dialogada sobre as PANCs. De acordo com ele, existem basicamente três grupos: plantas nativas, plantas exóticas e também partes de plantas já conhecidas que não são consumidas frequentemente (como a folha da batata-doce).

Num segundo momento, as/os participantes visitaram a horta do Posto de Saúde para começar a identificar algumas PANCs. Olfato e paladar somaram-se à visão no esforço de perceber o que poderia ser consumido ou não. Mas a riqueza da biodiversidade das Plantas Alimentícias Não Convencionais estava do outro lado da rua, num terreno baldio.

Malvavisco, Crespa Japonesa, Folha Pepino, Bela Emília… A cada metro andado, André e Denise apontavam alguma planta cujas folhas ou flores poderiam ser saboreadas. Neste ponto da oficina, André faz uma ressalva: é importante conhecer bem as PANCs para evitar intoxicações. Além  disso, colher e consumir as plantas que estão nos fundos dos terrenos, não as próximas à beira da estrada.  “Muitas dessas eu já conhecia porque nossos antepassados comiam, mas a aroeira eu não sabia que dava pra comer”, disse Jucélia Beatriz Vidal, moradora do Quilombo Vidal Martins, que fica no Rio Vermelho.

De volta ao Posto de Saúde, a oficina continuou com preparação de receitas, capitaneada por Denise Rodrigues. O cardápio foi: suco de banana com crespa japonesa, pasta de grão de bico com ora-pro-nobis, maionese de cará com açafrão e um pesto de capuchinha. Para sobremesa, um doce de amendoim com passas, ameixa e um calda de manga com hibisco. Além de deixar a todas e todos com água na boca, Denise trouxe muitas informações sobre o valor nutricional e propriedades medicinais das PANCs e ingredientes utilizados, junto com orientações sobre o uso de sal, açúcar e gordura na nossa alimentação.

Antes da tão esperada degustação, todas e todos montaram pratos com as receitas preparadas, abusando das cores de flores comestíveis nos canapés de abobrinha e folhas e capuchinha e ora-pro-nobis. Praticando o desapego, as pessoas trocaram seus pratos com as/os colegas.

Ao final, como sempre, só elogios para a atividade: “Já tinha ouvido falar de PANCs, mas não conhecia ainda. Vim por curiosidade e acabei me apaixonando”, conta Raquel de Souza, que veio do Ribeirão da Ilha até o Rio Vermelho só para participar da atividade.

 

 

[ CARTA ABERTA ] Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Florianópolis paralisa atividades

Decisão foi tomada ontem, 12 de julho, diante da precariedade das condições de trabalho e atuação do Conselho. Saiba mais na carta aberta reproduzida abaixo:

Florianópolis, 12 de julho de 2017

Carta Aberta à Sociedade de Florianópolis

Comunicamos a paralisação total das atividades desempenhadas pelo Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional de Florianópolis (COMSEAS/FPÓLIS) referente ao não cumprimento do Art 9° da Lei N°9355/2013, onde estabelece que a Secretaria Municipal de Assistência Social de Florianópolis (SEMAS) é responsável administrativamente pelo conselho. Esclarecemos tal afirmação ao expor a situação precária ao qual se encontra o COMSEAS/FPÓLIS.

Há mais de três anos ativo, o Conselho até o momento não apresenta minimamente uma estrutura administrativa. Não contamos com secretaria executiva, materiais de consumo/escritório, equipamentos eletrônicos, linha telefônica e orçamento. Deixamos claro que durante todo este período sem suporte administrativo o Conselho teve uma postura construtiva em tentar articular e entender de melhor maneira as dificuldades da SEMAS em prover tal estrutura. Cabe ressaltar que durante muito tempo as representações deste conselho buscaram resolver e encaminhar questões que são de competência do poder executivo municipal conforme legislação vigente. Porém, a postura não se tornou recíproca por parte da SEMAS, e até o momento houve pouco retorno sobre as insistentes solicitações feitas. Apesar de termos conhecimento sobre a possível contratação de um estagiário para compor a equipe administrativa do conselho, deixamos claro que somente esta contratação não é o suficiente para atender às necessidades do COMSEAS/FPÓLIS.

Salientamos a importância da continuidade das atividades desempenhadas no COMSEAS/FPÓLIS, espaço de articulação do governo e da sociedade civil organizada com o objetivo de propor, deliberar e monitorar as ações e programas voltados para a Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional Sustentável, política esta, que assegura o direito humano fundamental à alimentação adequada. A cidade de Florianópolis enfrenta graves situações de Insegurança Alimentar e Nutricional e que muitas dessas situações poderiam ser mitigadas e resolvidas se o COMSEAS/FPOLIS estivesse em plena atividade. É notório e perceptível que a falta de estrutura inviabiliza a implementação e a consolidação dessa importante política acarretando na estagnação e acesso da sociedade ao direito humano à alimentação adequada.

Desta forma manteremos o posicionamento de paralisar a atividades deste conselho por entender que o poder público municipal tem que cumprir suas obrigações legais, constitucionais e morais.

Agradecemos a compreensão de todas e todos e o apoio nessa luta.

Cordialmente,

Eduardo Daniel da Rocha
Presidente do COMSEAS/FPOLIS

 

Oficina “Saber na Prática” aborda Produção de Mudas

Uma bela manhã agroecológica compartilhando saberes sobre produção de mudas: essa foi a oficina Saber na Prática realizada no SESC Cacupé no dia 1 de julho (sábado). Estiveram presentes participantes de diversas localidades de Florianópolis, entre elas a Diretora Sociocultural da ACIF, Maria Teresa Schultz, que destacou a importância  das iniciativas apoiadas pela ACIF e da sua continuidade após a finalização do Programa de Apoio a Projetos 2017 (PAP). O ciclo Saber na Prática é uma parceria entre Cepagro e ACIF que leva a agroecologia para comunidades de Florianópolis através de oficinas  práticas com diversas temáticas. A próxima atividade será neste sábado, 15 de julho, com o tema Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs).

A oficina começou com uma caminhada pela mata nativa e pela horta agroecológica conduzida pelo Engenheiro Agrônomo Ícaro Pereira e o Engenheiro Ambiental Guilherme Bottan, onde técnicas de coleta de estacas e sementes e transplantes de plantas jovens foram trabalhadas.

Num segundo momento, já dentro do viveiro e com a participação do Engenheiro Agrônomo do SESC Cacupé Renato Trivella e da Engenheira Agrônoma do CEPAGRO Karina Smania de Lorenzi, iniciaram-se as práticas utilizando os materiais coletados.

Foram abordados temas como diferentes tipos de recipientes (vasos) e preparo do substrato (terra). Em seguida foram feitas práticas de preenchimento dos recipientes com o substrato preparado e plantio das estacas e sementes coletados.

Equipe de facilitadorxs da oficina.

“O maior aprendizado ocorreu nestes momentos práticos onde surgem as dúvidas e muitas informações foram trocadas entre os participantes para resolver a questão elencada. A oficina foi um sucesso e e os participantes saíram dali com uma linda experiência e com os braços cheios das mudas que eles mesmos prepararam”, afirma a agrônoma Karina Smania de Lorenzi. “Agradecemos especialmente ao Engenheiro agrônomo Renato Trivella, que nos recebeu de portas abertas em um espaço de Educação Ambiental tão bem cuidado por ele e sua equipe”, completa. O SESC Cacupé conta com pátio de compostagem, viveiro de mudas e uma horta agroecológica onde recebe escolas, comunidade e grupo de pessoas interessadas.

Cepagro mantém representação no CONSEA/SC

Em eleição realizada na última sexta, 7 de julho, o Cepagro manteve sua representação no Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Santa Catarina (CONSEA/SC). O titular da cadeira será o agrônomo e educador Natal João Magnanti, com a educadora do campo Erika Sagae na suplência. A eleição foi realizada num  Fórum Eletivo da Sociedade Civil e aconteceu Plenarinho da Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Após 30 dias serão escolhidas a Presidência e a mesa diretiva do Conselho.

No total, foram escolhidas 18 organizações da sociedade civil, sendo 6 representações de Povos e Comunidades Tradicionais, para compor o Conselho.​ “O papel da sociedade civil num conselho como este é o de controle social. No caso de uma organização da Agroeoclogia, é levar a pauta do movimento na construção de politicas públicas que atendam a demanda do acesso ao alimento de qualidade a toda a população no que concerne ao direito humano a alimentação​ adequada”, explica Erika Sagae, que também é vice-presidente do Cepagro.

Além da eleição, também foi feita na última sexta uma homenagem à agricultora Adélia Maria Schmitz, do Movimento das Mulheres Camponesas. Adélia participa há 13 anos do CONSEA/SC.

Compostagem: solução eficiente e de baixo custo para a gestão de resíduos orgânicos

Esse foi um dos principais entendimentos construídos e reforçados durante o Seminário “A Compostagem de Pequeno Porte como solução para os municípios de Santa Catarina”, realizado na última 2ª feira, 3 de julho, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina. Promovido pelo Cepagro em parceria com o LACAF, FATMA, COMCAP, UFSC e apoio da FAPESC, o evento reuniu representantes de experiências comunitárias e corporativas de gestão de resíduos orgânicos e do poder público para discutir as potencialidades e desafios na implementação da compostagem em larga escala para tratamento de resíduos sólidos.  Durante o Seminário também foram lançados o boletim técnico Critérios Técnicos para Elaboração de Projeto, Operação e Monitoramento de Pátios de Compostagem de Pequeno Porte e o audiovisual Revolução dos Baldinhos: Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana, elaborado pelas instituições promotoras do evento.

“O que muitos chamam de lixo, para nós representa o renascimento da vida”. A visão sobre os resíduos orgânicos expressa pelo diretor-presidente do Cepagro, Eduardo Daniel da Rocha, é uma das mudanças de paradigma necessárias para uma melhor gestão dos nossos detritos nas cidades. Considerando que entre 30 a 50% do volume de resíduos enviados para aterros e lixões brasileiros seja de matéria orgânica, considerá-la como um material passível de reciclagem – e de transformação em adubo – significa não só uma diminuição dos custos de transporte e aterramento, mas também a promoção de benefícios socioambientais.

Promulgada em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos tem como uma de suas premissas a diminuição do volume de resíduos enviados para aterros. “A compostagem é estratégica para o município atingir as metas de desvio do aterro”, afirma a Gerente de Planejamento, Gestão e Projetos da Companhia de Melhoramentos da Capital (COMCAP), Karina da Silva de Souza. Neste sentido, a construção de parâmetros técnicos para pátios e técnicas de compostagem é fundamental. É a esta demanda que o boletim técnico  Critérios Técnicos para Elaboração de Projeto, Operação e Monitoramento de Pátios de Compostagem de Pequeno Porte vem atender.

O professor Oscar José Rover, do Centro de Ciências Agrárias e coordenador do projeto executado pelo Cepagro com apoio da FAPESC para fortalecimento da Revolução dos Baldinhos, reforça que, além de tecnicamente bem feito, o processo de gestão de resíduos orgânicos deve ter também envolvimento das comunidades. “Temos que olhar também para a gestão social”, afirma. Isso porque é imprescindível que os resíduos orgânicos sejam separados corretamente dos outros rejeitos já dentro das casas, dessa sensibilização de cidadãs e cidadãos depende o sucesso da gestão descentralizada da fração orgânica.

Eugênia Gaspar da Costa, da INOVA, e Renato Trivella, do SESC.

Nas diversas experiências de compostagem apresentadas durante o Seminário, a etapa da sensibilização tem suma importância. É o caso do Programa Feira Sustentável, implementado pela Prefeitura de São Paulo em parceria com a empresa INOVA e o Cepagro para tratar resíduos orgânicos de feiras livres da região da Lapa. Eugênia Gaspar da Costa, da INOVA, explicou durante o Seminário que agentes ambientais fizeram a conscientização junto aos feirantes para que a segregação na fonte fosse realizada corretamente. Segundo Eugênia, o Pátio Piloto da Lapa, implantado em 2015-2016, recebe semanalmente cerca de 60 toneladas de resíduos, além de restos de podas e palhadas. “Cada feira produz diariamente cerca de 1 tonelada de resíduos orgânicos. Em São Paulo são cerca de 388 feiras”, explica, ressaltando o potencial dos pátios de compostagem para tratamento desse material.

Cíntia da Cruz, da Revolução dos Baldinhos, e Júlio Maestri, do Cepagro

Em Florianópolis, a compostagem em várias escalas também já é uma realidade. Utilizando o chamado Método UFSC de Compostagem, sistematizado e reaplicado por professores e estudantes do Centro de Ciências Agrárias da UFSC, a Comcap implementou em 2008 um pátio de compostagem no Centro de Tratamento de Resíduos da instituição, no bairro Itacorubi. De acordo com Flávia Vieira Orofino, engenheira da Comcap, no pátio são tratadas mensalmente cerca de 600 toneladas de resíduos orgânicos, oriundos principalmente de grandes geradores (hotéis, restaurantes, empresas) e trazidos ali pela Associação Orgânica. Fechando o ciclo do alimento, a Comcap implementou no ano passado no Jardim Botânico do Itacorubi uma horta comunitária onde o composto serve de base para agricultura urbana. No Jardim Botânico também há estações pedagógicas demonstrativas de compostagem, onde são realizadas oficinas.

Silvane Dalpiaz do Carmo, da Floram

Aliar o tratamento local de resíduos orgânicos com educação ambiental é a proposta também do projeto Família Casca, desenvolvido com apoio da Fundação Municipal de Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) no Parque Ecológico do Córrego Grande. Moradores e moradoras da região podem trazer seus resíduos orgânicos ali, além de levar minhocas para casa para usar em minhocários. “Mas essas atividades estão dentro de um circuito de educação ambiental”, explica a educadora ambiental Silvane Dalpiaz do Carmo, da Floram. Ela ressalta que o fato de o Parque estar num local público e de fácil acesso permite a sensibilização ambiental da comunidade.

“Se a comunidade não fechar junto, não tem como. A sensibilização é fundamental”. Visitando semanalmente as cerca de 150 famílias que participam do projeto Revolução dos Baldinhos, a agente comunitária Cíntia da Cruz reforça a importância da conscientização de moradoras e moradores para que a gestão de resíduos tenha sucesso. Além de resolver um problema sanitário e trazer uma possibilidade de geração de renda através da venda do adubo, a compostagem na Chico Mendes também fez diferença da auto-estima da comunidade, de acordo com Cíntia. Isso porque a Revolução dos Baldinhos tornou-se conhecida para muito além da Chico Mendes, sendo inclusive certificada como tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil, o que abriu as portas para sua reaplicação em empreendimentos do Programa Minha Casa, Minha Vida.

Outro desdobramento significativo da Revolução foi a adoção da compostagem pelo SESC de Santa Catarina. Na unidade do Cacupé, em Florianópolis, um pátio de 700m² trata diariamente 250kg de resíduos orgânicos dos restaurantes da instituição, conforme apresentado pelo engenheiro agrônomo Renato Trivella. O composto produzido é doado para interessados e também alimenta o viveiro de mudas da instituição.

“O resíduo orgânico é o único que dá pra fechar todo um ciclo, por isso tem potencial de integração com outras políticas públicas”, afirma o analista ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Lúcio Costa Proença. Segurança Alimentar, Agroecologia e Produção Orgânica e Mudanças Climáticas são algumas das políticas públicas que podem ser trabalhadas juntamente com a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Para ele, urge passarmos do paradigma do aterramento para o da reciclagem da fração orgânica, que representaria inclusiva uma diminuição da emissão de gás carbônico nos aterros devido à decomposição de restos de comida.

Como disse o agrônomo e vereador Marcos José de Abreu, que mediou parte do evento, “por enquanto só conseguimos medir os benefícios da compostagem através das toneladas desviadas dos aterros. Mas se considerarmos também a diminuição das emissões de CO², consumo de combustíveis e contaminação de lençóis freáticos, os benefícios ambientais e econômicas aumentam”.

Confira também as reportagens da TV Assembléia Legislativa e da TV UFSC sobre o evento, além da matéria do portal Desacato.info.

Veja abaixo o álbum completo do Seminário.

 

 

 

Ministério do Meio Ambiente lança Manual de Compostagem elaborado em parceria com Cepagro e SESC

Buscando popularizar e disseminar conhecimento sobre a reciclagem de resíduos orgânicos através da compostagem, o Ministério do Meio Ambiente lançou na última quarta, 21 de junho, o manual Compostagem Doméstica, Comunitária e
Institucional de Resíduos Orgânicos. A publicação é o primeiro resultado do Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2015 entre a Secretaria de Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, o Serviço Social do Comércio de Santa Catarina (Sesc/SC) e o Centro de Estudo e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro). A parceria tem por objetivo estabelecer intercâmbio de experiências, informações, material técnico, metodologias e tecnologias referentes à gestão comunitária e institucional de resíduos orgânicos, associada à agricultura urbana e à educação ambiental.

Com linguagem acessível e ilustrações lúdicas, o manual traz técnicas de compostagem doméstica, comunitária e institucional de resíduos orgânicos e aborda o “Método UFSC” (em referência à Universidade Federal de Santa Catarina, onde foi mais estudado e adaptado às condições brasileiras), que consiste em uma estratégia segura e de baixo custo. A publicação está disponível neste link.

E não perca, no dia 3 de julho, o Seminário “A Compostagem de Pequeno Porte como solução para os municípios de Santa Catarina”, que acontece na ALESC a partir das 8h. Durante o evento será lançado a publicação Critérios Técnicos para Elaboração e Projeto, Operação e Monitoramento de Pátios de Compostagem de Pequeno Porte, elaborada pelo Cepagro em parceria com a Comcap e Fatma e com apoio da FAPESC.  Inscrições e informações pelo email seminariocompostagem@gmail.com.

(informações de Waleska Barbosa, da ASCOM-MMA)