Lançamento do Observatório de Inovação Social de Florianópolis

O Cepagro integra a rede de iniciativas identificadas pelo Observatório de Inovação Social de Florianópolis, uma nova plataforma digital que será lançada em 21 de setembro, às 18:30, no auditório da Esag – Udesc. A plataforma é colaborativa, de livre acesso, que visa mapear, dar visibilidade e fortalecer a rede de Inovação Social na região da capital catarinense. Confira mais sobre o Observatório de Inovação Social de Florianópolis no vídeo de lançamento!

 

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Sensibilização de consumidores é um dos focos do Projeto Misereor em Rede

Eduardo Rocha, da equipe do projeto e presidente do Cepagro, facilita a oficina de SAN na Escola Sul da CUT

O projeto do Cepagro com outras três organizações do Sul do Brasil (AS-PTA, Vianei e CETAP) trabalha na sensibilização e articulação de consumidores e consumidoras para que optem por alimentos agroecológicos sempre que possível. No sábado 19 de agosto, por exemplo, a equipe do projeto facilitou uma oficina sobre Segurança Alimentar e Nutricional na Escola de Formação Sindical Sul da Central Única de Trabalhadores (CUT), no bairro Ponta das Canas, para cerca de 15 pessoas, consumidores/as da Feira que acontece ali quinzenalmente aos sábados. “Foi uma roda de conversa bem interessante, discutindo o papel do consumidor dentro da teia de produção e consumo”, afirma Erika Sagae, da equipe do projeto.

No sábado seguinte, 26 de agosto, a equipe do projeto participou de uma atividade na escola SOCIESC, no bairro Itacorubi. Numa parceria com o Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (LACAF-UFSC), foi feita uma sensibilização com pais e mães dos/as estudantes sobre o funcionamento de células de consumo de alimentos agroecológicos.  O objetivo foi divulgar e ampliar o número de consumidores de produtos agroecológicos que circulam ali, já que toda 6ª feira os agricultores do grupo Flor do Fruto da Rede Ecovida entregam alimentos no estacionamento da escola.    “Montamos uma stand e a medida que os pais iam circulando pela escola e nos perguntavam , explicávamos como funciona a célula de consumo”, conta Erika Sagae.

Projeto Misereor em Rede: articulando estudantes, técnicos/as e agricultores/as

 

Atividades do Projeto Misereor em Rede movimentam o Campeche

Entre rodas de conversa e intercâmbios de saberes, o Projeto Misereor em Rede tem movimentado e dado visibilidade às agriculturas urbanas do bairro Campeche, no Sul da Ilha de Santa Catarina. As atividades reúnem representantes de hortas comunitárias, agricultores/as urbanos/as, funcionários de Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e Postos de Saúde, além de parcerias da Epagri, proporcionando ricas trocas de saberes e experiências – além de saborosos momentos de degustação com Plantas  Alimentícias Não Convencionais (PANCs).

No dia 18 de agosto, uma 6ª feira, 12 participantes do projeto  se reuniram no Jardim do Simples – quintal produtivo no Campeche – para iniciar a discussão sobre Agricultura Urbana no âmbito da Rede Ecovida de Agroecologia.  “O Jardim do Simples é um espaço particular no Campeche com uma proposta de fomentar atividades de interação com a comunidade . Lá foi possível visitar o banheiro seco, o galinheiro e uma área com mais de 30 espécies frutiferas e PANCs”, conta Erika Sagae, técnica de campo do projeto e doutoranda em Geografia com a temática de Agricultura Urbana.  Ela avalia que “criou-se um laço de amizade entre as pessoas”. Como encaminhamento desta atividade, o grupo decidiu que fará encontros periódicos, visitando outras hortas urbanas e experiências de Agricultura Urbana em Florianópolis.

Na semana seguinte, no dia 24 de agosto, cerca de 40 pessoas, entre profissionais dos postos de saúde do Ribeirão da Ilha, Caieira da Barra do Sul e Tapera, além de moradores do Ribeirão participaram de um intercâmbio na Horta Comunitária do PACUCA, o segundo de uma série de 4 atividades em parceria com a Epagri com a temática de PANCs.  A proposta foi trazer elementos teóricos, preparar receitas e também mobilizar a comunidade para atividades comunitárias. Além da visita à Horta do PACUCA, os/as participantes fecharam a atividade com um saboroso lanche a base de PANCs no Jardim do Simples.  “É importante ressaltar o interesse das pessoas em participar das atividades. Do primeiro encontro, com 15 pessoas, para este segundo tivemos um aumento considerável de participantes”, afirma Erika Sagae.

 

 

 

Cepagro integra o debate sobre promoção da saúde

 

 

O Cepagro participou nos dias 14 a 17 de agosto, em Brasília, do 10º Seminário Alianças Estratégicas para Promoção da Saúde. O evento teve o objetivo de reunir organizações da sociedade civil para articular e trocar experiências em ações de promoção da saúde, focando nos temas da alimentação e tabagismo. A organização foi da Aliança de Controle do Tabagismo + Saúde (ACT) e Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC). “O Cepagro faz parte da Comissão Nacional para Implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CONICQ), e seu papel é socializar o conhecimento sobre a problemática do tabaco nas comunidades e interfaces com as quais interagem, no caso, agricultores familiares plantadores de fumo”, explica a agrônoma Gisa Garcia, da equipe técnica do Cepagro.

Técnica Gisa Garcia, do Cepagro

O Cepagro também faz parte da Aliança Pela Alimentação Adequada e Saudável, formada por organizações da sociedade civil de interesse público, profissionais, associações e movimentos sociais com objetivo de desenvolver e fortalecer ações coletivas que contribuam com a realização do Direito Humano à Alimentação Adequada por meio do avanço em políticas públicas para a garantia da segurança alimentar e nutricional e da soberania alimentar no Brasil. As referências da Aliança para construir as mudanças necessárias são as políticas públicas como a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, a Política Nacional de Alimentação e Nutrição e o Guia Alimentar para a População Brasileira.

O evento abordou essas duas temáticas através de painéis, debate, advocacy e seminário. A abertura do evento foi com a diretora executiva da Aliança de Controle do Tabagismo + Saúde, Paula Johns, e o diplomata e ex-ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Ele enfatizou a importância do Sistema Único de Saúde como um direito e como uma forma de conseguir que toda a população brasileira tenha acesso à prevenção e tratamento de doenças.

Agenda 2030, Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável e Saúde Global

“A Agenda 2030 foi criada para colocar o mundo em um caminho mais sustentável e resiliente, um plano de ação para as pessoas, o planeta e a prosperidade”, afirma Gisa Garcia. Durante o Seminário, o representante do GT Agenda 2030 expôs os 5 objetivos, do total de 17, relacionados à promoção da saúde: erradicação da pobreza, fome zero e agricultura sustentável, saúde e bem estar, água potável e saneamento e redução das desigualdades. Estes tópicos integram a missão da Aliança pela Alimentação Adequada e Saudável, fortalecendo e mostrando ainda mais a importância da sociedade civil organizada na busca por um mundo mais justo e saudável.

Monitoramento das indústrias e conflitos de interesse

“A indústria alimentícia é ligada à grandes corporações internacionais e tem forte influência nas políticas públicas”, explica Gisa Garcia. Ela conta que esse painel mostrou como identificar campanhas e patrocínios tendenciosos dessas grandes empresas na promoção de bem estar e saúde.

Debates

O Seminário teve também um debate sobre “Medidas regulatórias que impactam na prevenção de Doenças Crônicas não Transmissíveis”, em que destacou-se a taxação sobre refrigerantes, bebidas açucaradas e bebidas adoçadas com adoçantes artificiais. A receita desse imposto seria repassada para o tratamento e prevenção de doenças relacionadas a maus hábitos alimentares. A medida já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e Comissão de Educação (CE) da Câmara de Deputados e segue tramitando.

Advocacy no Senado e Câmara dos Deputados

A programação do evento contou com atividades preparatórias para realizar advocacy no Senado e na Câmara dos Deputados, buscando incidir politicamente em diversos projetos de leis que favorecem ou desfavorecem ambientes saudáveis. O Cepagro ficou em duas frentes:

– promover a rejeição da PLC 34/2015, que trata da fragilização da identificação de alimentos e produtos que tem origem de matéria prima transgênica. Santa Catarina apresentou 16 moções de repúdio à esse PLC, um caso inédito nesse temática, por isso, fez-se presente nos gabinetes de 2 senadores de SC, Dário Berger e Dalírio Beber, informando-os que a agricultura familiar e agricultura agroecológica catarinense estão contra essa PLC.

– entregar o relatório do Seminário de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco, realizado em Florianópolis em junho deste ano, para a Secretaria Especial da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural. O documento traz importantes subsídios para as chamadas de ATER da Diversificação.

Seminário sobre Fatores de Risco Doenças Crônicas não Transmissíveis

Senador chileno Guido Girardi

Realizado no Auditório Antônio Carlos Magalhães, no Senado Federal, o Seminário foi coordenado pelo Senador Cristovam Buarque (DF) e reuniu entidades da sociedade civil (IDEC, ACT, USP) e do governo (Ministério da Saúde, FNDE), todas relacionadas a saúde pública. Foram apresentados evidências sobre o estado de saúde da população brasileira decorrentes de seus hábitos alimentares cada vez menos saudáveis, e como as políticas que favorecem as grandes corporações da indústria alimentícia têm influência nesse resultado. Para reverter esse quadro, as políticas públicas que criam ambientes saudáveis são extremamente importantes. O senador da República do Chile, Guido Girardi, convidado para o evento, destacou que a rotulagem adequada é fundamental para as escolhas alimentares saudáveis e mostrou como a proibição da publicidade direcionada ao público infantil tem grande influência na escolha por alimentos mais saudáveis. “A sociedade não consome só alimentos, mas também a publicidade na televisão”, afirmou Guido Girardi. Ana Paula Bortolleto, nutricionista do Idec, também fez parte da discussão e completou dizendo que o direito à informação é uma ferramenta importante para proteger os consumidores da publicidade enganosa e abusiva de alimentos e bebidas, mas que “não é cumprido por grande parte das empresas”.

Na avaliação de Gisa Garcia, “o Cepagro volta para casa com sua rede de contatos ainda mais fortalecida, com mais conhecimento e experiências nas temáticas, e com o compromisso de promover a saúde, seja em espaços de produção de alimentos junto aos agricultores, seja em espaços públicos, através de incidência política”.

com informações e fotos de Gisa Garcia

 

Feira de Sementes reúne 3 mil pessoas no Paraná

Cerca de 3 mil pessoas, entre agricultores e agricultoras, estudantes, técnicos/as e ativistas da Agroecologia participaram da 15ª Feira Regional de Sementes Crioulas e da Agrobiodiversidade e 1ª Festa dos Guardiões de Sementes, realizada nos dias 11 e 12 de agosto no município de Teixeira Soares, no Paraná. O Cepagro esteve presente através de uma articulação do Projeto Misereor em Rede, com um grupo formado pela educadora Maria Dênis Schneider, da diretoria e equipe técnica da organização, junto com Letícia Barbosa e David Soares, membros de coletivos de Agricultura Urbana de Florianópolis, além da estudante de agronomia Camila Tavares.
 De acordo com Maria Dênis, “A Feira teve grande presença e participação de agricultoras e agricultores que são as guardiãs e guardiões das sementes da vida”. Ela conta que na tarde do dia 11 as escolas do município de Teixeira Soares visitaram a Feira. “Os estudantes questionaram muito sobre cada semente e levaram algumas pra casa pra suas famílias plantarem”, relata Maria Dênis.
O Cepagro levou sementes de girassol, arroz cateto, milho cunha, feijão rosa, feijão guandu e soja orgânica, oriundas do grupo Semente Puras da Comunidade Luz Figueira, no interior de Minas Gerais. Dênis conclui que “Foram 2 dias muito intensos de grandes aprendizados com as guardiãs e os guardiões de sementes. Em cada troca de sementes, em cada diálogo, éramos brindadas com muitos ensinamentos de cuidados para com a terra e com as sementes”.
com informações e fotos de Maria Dênis Schneider
Veja mais fotos do encontro abaixo e na fanpage do Coletivo Triunfo.

Cepagro segue na incidência política pela Diversificação Agroecológica

Uma comissão com representantes do Cepagro, Fundação do Câncer, Centro de Apoio e Promoção da Agroecologia (CAPA) e Departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais (DESER) entregou hoje ao Chefe de Gabinete da Secretaria Especial da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário (SEAD), Nelson Andrade, o relatório do Seminário de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco, realizado em Florianópolis no início de junho. O documento traz importantes subsídios para as chamadas de ATER da Diversificação. Na foto, o coordenador de Desenvolvimento Rural do Cepagro, Charles Lamb, passa o documento a Nelson Andrade.

foto: ASCOM – SEAD

Núcleo Litoral Catarinense e Cepagro participam de capacitação sobre SPG em Torres

A coordenação do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida e os agrônomos Gisa Garcia e Francys Pacheco, da equipe técnica do Cepagro, estiveram em Torres (RS) na semana passada participando de uma capacitação sobre o novo sistema informatizado de registro de dados das famílias da Rede. A comitiva também aproveitou para intercambiar experiências com iniciativas de coletivos de consumidores locais, além de firmar os entendimentos sobre os Sistemas Participativos de Garantia. A atividade foi realizada com apoio da Fundação Inter-Americana.

No primeiro dia da visita, 8 de agosto, o grupo conheceu a cooperativa de consumidores EcoTorres, onde tiveram um bate-papo com Laércio Meirelles, um dos idealizadores da Rede Ecovida, sobre o processo de formação da Rede e o contexto politico da época, além de possíveis rumos deste coletivo que reúne quase 4.500 famílias de agricultores e agricultoras agroecológicos. O coordenador da EcoTorres, Beto Johann, contou sobre a iniciativa de consumidores em criar uma cooperativa para que tivessem acesso a um alimento saudável, limpo e que valorizasse a produção local.

Na 4ª feira, 9 de agosto, o grupo visitou a sede da Associação Ecovida de Certificação Participativa, onde foram apresentados ao novo sistema de cadastro de famílias da Rede Ecovida. Cristiano Motter, técnico do Centro Ecológico, explicou que a partir desse ano todos os dados da propriedade e de produção das famílias membros da Rede serão incluídos nessa plataforma online, o que permitirá gerar automaticamente os certificados e relatórios específicos sobre os grupos e Núcleos, como por exemplo, áreas de produção, diversidade de alimentos, entre outros.
com informações e fotos de Gisa Garcia