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Crianças ensinam pais e mães a fazer Compostagem

Com o ano letivo chegando ao fim na Escola Municipal Dom Afonso Niehues, em Antônio Carlos (SC), as/os estudantes do 5º ano fizeram uma oficina sobre compostagem para pais e mães durante a Festa da Família que aconteceu no dia 6 de dezembro. As crianças explicaram os princípios da compostagem e montaram uma leira. A atividade faz parte das atividades da Horta Pedagógica implantada na Escola com a assessoria dos engenheiros agrônomos Karina Smania de Lorenzi e Ícaro Pereira, da equipe técnica do Cepagro.

De acordo com a professora Elisângela Decker, a teoria e prática da valorização e separação dos resíduos orgânicos na Horta Pedagógica transformou o olhar das crianças: “Quando a Karina e o Ícaro chegaram falando sobre decomposição e compostagem, os estudantes achavam que era algo meio nojento, sujo. Após o trabalho realizado, já não têm mais essa visão. Iam pra horta e realmente colocavam a mão na composteira. Antes os resíduos eram considerados lixo, e a partir da compostagem perceberam que tinha uma utilidade”.

 

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Estudantes de Antônio Carlos aprendem sobre compostagem e alimentação no ambiente da Horta Escolar

Cerca de 280 estudantes da Escola Municipal Dom Afonso Niehues, em Antônio Carlos (SC), estão desde agosto cultivando alimentos e aprendizados na Horta Pedagógica assessorada pelos engenheiros agrônomos Karina Smania de Lorenzi e Ícaro Pereira, da equipe técnica do Cepagro. Todas as turmas da escola, do 1º ao 5º ano, já trabalharam na horta ao longo desses meses. No laboratório vivo da horta, as crianças vivenciam o ciclo dos alimentos, da transformação de resíduos orgânicos em adubo através da compostagem até a colheita e preparação de receitas, feitas agora ao final do semestre.

“Já percebemos mudanças positivas. Uma delas foi a separação de resíduos orgânicos. Junto com os alunos do 5º ano fizemos uma sensibilização na escola, onde foram distribuídos baldes para os resíduos orgânicos e os estudantes estão fazendo a compostagem”, afirma Karina de Lorenzi. Na festa de final de ano da escola, a equipe Cepagro e a criançada ministrarão uma oficina de compostagem para os pais e mães da comunidade escolar. Haverá também distribuição de mudas.

A preparação de receitas com os alimentos colhidos na horta faz parte da metodologia Cepagro de educação agroecológica. “Eles já estão colhendo, fazendo receitas junto com a nutricionista Kalina Lima e também levando alimentos da horta para casa”, diz Karina.

Outro impacto positivo da horta foi na paisagem, segundo Karina: “Um espaço que estava em desuso hoje é um laboratório vivo. Depois da criação dos canteiros e plantio, os alunos estão tendo a chance de presenciar o crescimento das plantas e o aparecimento de muitos animais. A horta instiga muito a curiosidade dos alunos, pois sempre está acontecendo alguma coisa nova”, afirma a agrônoma.

 

Lúdica, didática e comunitária: Gestão de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana no Curso do Cepagro

Realizado de 20 a 23 de novembro, o III Curso de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana contou com a participação de mais de 40 pessoas, entre estudantes, representantes do poder público, lideranças comunitárias, educadores e educadoras e também jornalistas de vários municípios de Santa Catarina e de outros estados. Mais do que ensinar a fazer compostagem, o Curso teve o objetivo de compartilhar experiências e conhecimentos em rodas de conversa e visitas de campo para fomentar a Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos em outros contextos, de acordo com o coordenador do eixo urbano de projetos do Cepagro, Júlio César Maestri. O Curso foi promovido pelo Cepagro e FAPESC, em parceria com a UFSC, FATMA e COMCAP.

Abordar a compostagem de forma lúdica e criativa foi a atividade de abertura do Curso, no Jardim Botânico do Itacorubi. Com muitxs educadoras e educadores entre os participantes, o agrônomo Júlio Maestri explicou não só o passo-a-passo da compostagem e listou os materiais necessários, mas trouxe várias dicas para trabalhar o tema em contextos educacionais e comunitários. Com a TV Composteira – uma caixa de madeira com uma das paredes feita de vidro – é possível visualizar e entender como funciona o processo de transformação de resíduos orgânicos em adubo.

Na parte da tarde, os/as participantes montaram uma leira de compostagem no Centro de Valorização de Resíduos Orgânicos do Jardim Botânico de Florianópolis. Com a orientação dos engenheiros agrônomos Júlio MaestriAline Assis e Guilherme Bottan, a turma colocou a mão na palha, nos resíduos, na serragem e no composto, aprendendo na prática o passo a passo das camadas da leira e os cuidados na sua manutenção. 

O segundo dia de atividades foi dedicado às visitas de campo: Revolução dos Baldinhos na parte da manhã e Horta Pedagógica e Comunitária do Pacuca, no bairro Campeche, à tarde. “Os visitantes conheceram a comunidade e o rotina dos agentes comunitários, visitando os pontos de separação direta na fonte pela comunidade e a agrofloresta da Margarida dos Santos na beira da BR”, conta a agente comunitária Cíntia Aldaci Cruz. “Descobrindo que não existem lugar certo pra plantar, a gente é que faz! Também participaram da prática no Pátio de Compostagem, tirando duvidas e aprimorando conhecimentos”, completa. 

Já no Sul da Ilha, na Horta Comunitária do PACUCA, o grupo foi guiado pelos voluntários Bianca Pulice e David Soares, conhecendo as leiras de compostagem que recebem resíduos orgânicos do bairro e os canteiros de hortaliças, legumes e ervas medicinais, cultivados de forma agroecológica e seguindo princípios de consórcios entre as plantas. De acordo com Ataide Silva, uma das lideranças da iniciativa, a compostagem do Pacuca recebe em média 2 toneladas de resíduos orgânicos por semana, chegando a produzir 70 toneladas de adubo por ano. Todo o trabalho que move a Horta do Pacuca é realizado por cerca de 10 voluntários, que desde 2015 vêm transformando aquele terreno na Rua da Capela com muito trabalho, carinho e amor pela terra, como afirmou o guardião Anilton Bardança.

Na quarta-feira, 22 de novembro, o Curso abriu as portas para o público em geral, durante o Seminário INTEGRANDO REVOLUÇÕES, que trouxe para o Jardim Botânico a Revolução dos Baldinhos e outras duas experiências inspiradas por ela: a Revolução de Macaíba (RN) e a Cooperativa de Resíduos Orgânicos de Paragominas (PA). 

 

 

O Curso terminou com a elaboração de planos de ação em gestão de resíduos orgânicos para as diversas localidades presentes. Demandas de grupos que gostariam de iniciar planos e as vivências de projetos já consolidados foram intercambiadas na vivência.

SEMINÁRIO “INTEGRANDO REVOLUÇÕES” DEBATE INICIATIVAS EM GESTÃO COMUNITÁRIA DE RESÍDUOS ORGÂNICOS

O III Curso de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana teve como parte da programação o Seminário “Integrando Revoluções”, que aconteceu no dia 22 de novembro às 14h no Jardim Botânico do Itacorubi. A atividade reuniu representantes da Revolução dos Baldinhos, da Cooperativa de Compostagem de Paragominas/PA e da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN, que relataram experiências com Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos. Assim como o Curso, o Seminário “Integrando Revoluções” foi gratuito e promovido pelo Cepagro em parceria com a FAPESC, COMCAP, UFSC, FATMA, contando com o apoio do Ministério da Agricultura. Após o Seminário, representantes de ONGs,  universidades e comunidades do Rio de Janeiro, Macaíba/RN, Paragominas/PA, São Francisco do Sul, Itapema/SC e Florianópolis se reunirão para elaborar planos de ações em gestão de resíduos orgânicos para suas localidades. A Banda Cores de Aidê encerrou o evento.

Mesa de abertura do seminário composta por representantes do poder público e ONGs

A abertura do seminário foi realizada com representantes das organizações que promoveram o evento.  Em seguida, representantes da Revolução dos Baldinhos e outras duas experiências de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos a Cooperativa de Compostagem de Paragominas/PA e da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN junto com o vereador Marcos José de Abreu ocuparam a mesa e relataram suas experiências na mobilização comunitária para agricultura urbana. A mesa foi coordenada pelo professor Oscar José Rover do Centro de Ciências Agrárias da UFSC. 

Representantes das experiencias em gestão de resíduos orgânicos de Macaíba/RN, Paragominas/PA e Revolução dos Baldinhos de Florianópolis/SC.

Projeto “Revolução dos Baldinhos e Agricultura Urbana” inspira outras experiências pelo país

As duas experiências do Norte e Nordeste do país, a Cooperativa de Compostagem de Paragominas e a Revolução dos Baldinhos de Macaíba foram inspiradas na primeira Revolução dos Baldinhos e Agricultura Urbana aqui do sul, em Florianópolis, na comunidade Chico Mendes. O projeto do Sul implementado em 2008 e certificado como “Tecnologia Social” pelo Banco do Brasil em 2011. Em seguida, replicado em Macaíba/RN e em Paragominas/PA.

A experiência paraense teve início em 2015, quando o técnico Júlio Maestri esteve em Paragominas/PA para realizar a mobilização de famílias com objetivo de replicar o Modelo de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana realizado pelo Cepagro. A experiência teve seu início junto ao projeto Sustentabilidade Ambiental do empreendimento Morada dos Ventos (Minha Casa Minha Vida/CAIXA), no local vivem 1.100 famílias,  contou com o apoio integral do poder público e se transformou em uma cooperativa.

A iniciativa do Rio Grande do Norte foi concebida em empreendimentos imobiliários do Programa Minha Casa, Minha Vida.  Por meio de uma parceria entre  a Associação de Apoio às Comunidades do Campo do RN (AACC), o Cepagro, e a Revolução dos Baldinhos da comunidade Chico Mendes foi realizada uma capacitação em dezembro de 2016 em Macaíba/RN com a participação de 50 pessoas. Facilitaram essa capacitação o técnico do Cepagro  Júlio Maestri e a coordenadora comunitária da Revolução, Ana Karolina da Conceição. A capacitação facilitada pela equipe do Cepagro foi o ponto de partida para a criação da “Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN. “As pessoas (em Macaíba/RN) não sabiam o que era compostagem até a chegada do Cepagro para dar assessoria técnica. Então aprendemos a construir hortas e a fazer nosso próprio adubo” disse Maria Heloísa Lima  da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN durante o seminário “Integrando Revoluções”

No seminário, representantes das experiências do Norte e Nordeste do país foram as primeiras a relatar como se deram as atividades em suas localidades. “Ao contrário das experiências aqui presentes (Revolução dos Baldinhos da comunidade Chico Mendes, Florianópolis e Macaíba/RN), a nossa experiência com gestão de resíduos orgânicos teve iniciativa do poder público, da prefeitura de Paragominas que enxergou a possibilidade de geração de trabalho e renda por meio da compostagem”. disse Rosilene Oliveira, Assistente Social do CRAS Comunidade Morada dos Ventos em Paragominas/PA e colaboradora da Cooperativa de Compostagem de Paragominas.

Rosilene Oliveira, Assistente Social do CRAS Comunidade Morada dos Ventos em Paragominas/PA e colaboradora da Cooperativa de Compostagem de Paragominas.
Maria Heloísa Lima  da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN durante o seminário “Integrando Revoluções”

Poder público

Sobre o patrocínio das entidades públicas ainda há uma lacuna que precisa ser preenchida, segundo Ana Karolina da Conceição coordenadora da Revolução dos Baldinhos na comunidade Chico Mendes, “Diferente da experiência da colega lá do Norte, aqui é preciso mais apoio, sempre vamos cobrar isso, porque o que fazemos é tarefa do poder público.” avaliou Ana Karolina. O Diretor Presidente do Cepagro, Eduardo Rocha reforçou a importância da participação mais ampla do poder público. “Essas experiências têm a participação pontual de agentes e técnicos públicos, é necessário ampliar a participação governamental na gestão de resíduos” disse Eduardo Rocha.

Eduardo Rocha – Diretor Presidente do Cepagro à esquerda. Profº Oscar Rover do Centro de Ciencias Agrárias –  UFSC à direita.

Participação da comunidade

Para as participantes de Paragominas/PA a comunidade tem papel essencial para o desenvolvimento do projeto. “A participação da comunidade é fundamental para o desenvolvimento da gestão comunitária de resíduos. Na nossa experiência essa foi a parte mais difícil, mas hoje somos referência para outras regiões do norte do país.” disse Rosilene Oliveira. Segundo Cínthia Cruz é necessário sensibilizar as pessoas sobre a causa da gestão comunitária de resíduos orgânicos e a agricultura urbana. “A sensibilização é um trabalho difícil, mas tem que ser feito, porque sem a comunidade não há Revolução” diz Cíntia Cruz que divide a coordenação do Projeto com Ana Karolina da Conceição na comunidade Chico Mendes.

A força da mulher

“A grande força de trabalho é de mulheres! Os homens desistem mais fácil. Nós persistimos e colocamos nossa força naquele propósito (compostagem). É um trabalho pesado, muito pesado, mas insistimos nele porque acreditamos nisso (Gestão de Resíduos Orgânicos) ” disse Sonia Maria Oliveira – Diretora Financeira da Cooperativa de Compostagem Resíduos Orgânicos de Paragominas. A socióloga Janaína Henrique Santos ainda afirma: “Não existe agricultura urbana sem as mulheres”. Janaína também compôs a mesa representando a iniciativa de Macaíba/RN. A socióloga chamou a atenção para a condição das mulheres nas iniciativas, eventos e movimentos que envolvem a Agricultura Urbana e solicitou para que as reividicações do feminismo também nessa mobilização fossem respeitadas e não ficassem às margens desse Movimento Social.

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Planos de ações

No dia seguinte ao Seminário “Integrando Revoluções” representantes de ONGs,  universidades e comunidades do Rio de Janeiro, Macaíba/RN, Paragominas/PA, São Francisco do Sul, Itapema/SC e Florianópolis se reuniram para elaborar planos de ações em gestão de resíduos orgânicos para suas localidades.

Os planos de ações eram elaborados por grupos que continham participantes da localidade-alvo da ação, e participantes que eram de outras comunidades, e que ajudavam a elaborar os planos a partir das experiências já consolidadas.

Para Macaíba/RN  o tema central do plano de ação para aquela localidade é de criar mecanismos de fortalecer a Revolução de Baldinhos de Macaíba, e envolver mais a comunidade com a gestão de resíduos orgânicos. Em Paragominas tembém foram concentrados esforços em planos de ações para maior envolvimento da comunidade e fortalecer a cooperativa local de compostagem e gestão de resíduos orgânicos, a Coompag.

A AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, organização do Rio de Janeiro que atua no fortalecimento da agricultura familiar e a promoção do desenvolvimento rural sustentável, enviou representantes para conhecerem as experiências relatadas no seminário e participarem do III Curso de Gestão de Resíduos Orgânicos. Para o Rio de Janeiro o plano de ação se concentrou na implementação da compostagem.

 

Para Florianópolis, os planos de ações se concentraram tanto na implementação da compostagem quanto no fortalecimento das experiências já existentes. Philipe  Bellettini, cozinheiro integrante do movimento Slow Food, e mora  no bairro Agronômica e Carine Bergeman do Bairro Costa de dentro conversaram com as lideranças dessas comunidades sobre as experiências relatadas no Seminário “Integrando Revoluções”, no caso do bairro Agronômica para implementação da compostagem em condomínios. A experiência do projeto “Revolução dos Baldinhos e Agricultura Urbana” do bairro Chico Mendes segue com plano de ações para o fortalecimento da iniciativa e continuar servindo de referência para outras iniciativas.

Organizações das cidade de Brasília/DF e Bombinhas/SC também enviaram representantes para III Curso de Gestão de Resíduos Orgânicos realizado pelo Cepagro. Esses representantes não puderam participar do plano de ações, mas seguem em diálogo com Júlio Maestri, técnico do Cepagro e  com outros participantes do curso para troca de experiências e conhecimento.

O contato contínuo com os participantes faz parte também do planejamento de ações do III Curso de Gestão de Resíduos Orgânicos realizado pelo Cepagro. A finalidade do contato permanente entre os participantes do curso, o Cepagro e os representantes das experiências relatadas em seminário é criar uma rede de colaborativa, para que os integrantes troquem conhecimentos e solicitem ajuda em qualquer dificuldade técnica.

Seminário aborda Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos de Norte a Sul do País

Como parte da programação do III Curso de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana, acontece na próxima 4ª feira, dia 22 de Novembro, às 13h45, o Seminário “Integrando Revoluções”. A atividade será no Jardim Botânico do Itacorubi e vai reunir representantes da Revolução dos Baldinhos junto com outras duas experiências de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos: a Cooperativa de Compostagem de Paragominas/PA e da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN. O encerramento será comandado pela banda Cores de Aidê. O evento é aberto e gratuito, resultado de uma parceria do Cepagro com a FAPESC, COMCAP, UFSC, FATMA e com apoio do Ministério da Agricultura. Para mais informações, escreva para gestaocomunitariaderesiduos@gmail.com.

Revolução dos Baldinhos e Cepagro participam de Seminário sobre cooperativismo e empoderamento feminino em Lages (SC)

A Revolução dos Baldinhos participou no último sábado, 11 de novembro, do 1º Seminário de Sensibilização para o Associativismo e Cooperativismo promovido pelo Programa de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas Trabalho) em Lages (SC). O evento foi voltado para mulheres trabalhadoras da região da Associação dos Municípios da Região Serrana (AMURES) e reuniu cerca de 200 pessoas. “Promovemos este Seminário porque sentimos a necessidade de instigá-las a trabalhar na lógica do associativismo e da economia solidária, além de empoderá-las para que se sintam capazes de formar grupos”, afirma a psicóloga Maria Rita Werner, do ACESSUAS Trabalho, responsável pela organização do evento.

Ana Karolina da Conceição apresenta a Revolução dos Baldinhos durante o Seminário.

Ao lado de agricultoras e representantes de grupos de mulheres artesãs e profissionais da assistência social, Ana Karolina da Conceição, uma das coordenadoras da Revolução dos Baldinhos, apresentou a experiência do projeto e falou sobre a formalização da cooperativa de gestão de resíduos orgânicos que elas estão levando a cabo. Na roda de conversa mediada pela técnica em Agroecologia Carolina Couto Waltrich, da equipe do Centro Vianei de Educação Popular, brilharam as histórias de superação daquelas mulheres, que através da organização em grupos conseguiram transpor os desafios como baixa renda e desigualdade de gênero para materializar seus sonhos e conquistar mais autonomia e qualidade de vida.

Dirlei Conceição Luiz faz parte da Associação de Mulheres do Cruzeirinho, no município de Cerro Negro (SC). que reúne 12 famílias desta comunidade. Com apoio do Centro Vianei de Educação Popular, as mulheres do Cruzeirinho acessaram uma linha de crédito para construir estufas de produção de hortaliças, que elas certificam através da Rede Ecovida e entregam na alimentação escolar do município.
Belmira Antunes da Cruz integra um grupo de mães da Comunidade Santa Terezinha do Boqueirão, em Lages. Juntas, elas produzem peças de crochê que são vendidas em feiras, além de produzirem hortaliças agroecológicas, comercializadas também em feiras e entregues na alimentação escolar do município. “Tem dia que algumas não vêm porque o marido não deixa, mas a gente continua!”, conta Belmira.
Karol: a Revolução dos Baldinhos mudou a autoestima dela e também da Comunidade Chico Mendes.

Reunir, produzir, comercializar: de peças de crochê a hortaliças agroecológicas, passando pelo “ouro negro” do adubo produzido a partir de resíduos orgânicos, os relatos de experiências mostraram o impacto positivo para a renda e a autoestima das mulheres  quando elas resolvem trabalhar unidas. No caso da Revolução dos Baldinhos, “o projeto mudou também a autoestima do meu bairro”, afirma Ana Karolina, moradora da comunidade Chico Mendes, uma das mais socioeconomicamente vulneráveis de Florianópolis.

Da cidade para o campo: Projeto Misereor em Rede difunde a Agroecologia

Grupo que visitou a propriedade da família Cognacco, em Leoberto Leal.

Neste mês de novembro, as atividades do Projeto Misereor em Rede continuam difundindo a Agroecologia para a população, em atividades como oficinas, intercâmbios e visitas de campo. No sábado, 11 de novembro, representantes da comunidade e profissionais dos Postos de Saúde do Ribeirão da Ilha e Alto Ribeirão participaram de uma oficina de compostagem no Jardim Botânico do Itacorubi. E no domingo, 12 de novembro, um grupo de consumidores e consumidoras da Feira Agroecológica do Campeche visitou a propriedade da família Cognacco, na comunidade Vargem dos Bugres, em Leoberto Leal (SC), onde são cultivados muitos dos alimentos que abastecem a Feira.

Turma da Oficina de Compostagem no Jardim Botânico.

A oficina de compostagem do sábado foi facilitada pela equipe da COMCAP e fez parte de uma série de atividades realizadas no Posto de Saúde do Ribeirão da Ilha através de uma parceria entre Cepagro e Epagri. “Agora também contamos com apoio da COMCAP e das Secretarias de Saúde e Agricultura de Florianópolis”, explica Erika Sagae, da equipe de campo do Projeto. Nos próximos encontros, será implantada uma horta naquela unidade de saúde. “Agradecemos a todxs que participam com entusiasmo da atividade, incentivando e acreditando na Agricultura Urbana em Florianópolis”, completa Erika.

 

 

No domingo, um grupo de 10 consumidores e consumidoras, além da equipe Cepagro e estudantes do Centro de Ciências Agrárias, foram ao interior de Leoberto Leal, a 150 km de Florianópolis, para conhecer a propriedade de Gilmar e Lúcia Cognacco, família que todos os sábados traz uma grande diversidade de alimentos agroecológicos para a Feira Agroecológica do Campeche.

Além de disfrutar das belas paisagens do interior de Santa Catarina, o grupo (re)conheceu na prática e no campo o esforço de toda a família para produzir alimentos bons, limpos e justos. Comentários sobre a distância percorrida pelo agricultor todas as semanas para fazer a Feira, a união da família no trabalho pela agroecologia e o cuidado no cultivo dos alimentos e criação dos animais brotavam a todo momento entre os participantes. Para a família, foi mais uma oportunidade de reconhecimento e valorização pela sua jornada agroecológica.