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Erexim (RS) sedia o 10º Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia

Entre os dias 21 e 23 de abril, Erexim, no Rio Grande do Sul, será a sede de um dos maiores eventos de agroecologia e agricultura orgânica do Brasil: o 10º Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia. Com um público esperado de 1.500 pessoas, o evento reunirá agricultores e agricultoras, estudantes, técnicos/as e equipes de organizações promotoras da agroecologia do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. O evento acontece no Parque de Exposições da ACIEE, em Erexim, no Rio Grande do Sul.

Os Encontros Ampliados acontecem a cada dois anos e representam a instância máxima de decisão e confraternização da Rede Ecovida de Agroecologia, que abarca quase 4 mil famílias agricultoras do Sul do Brasil. Através do diálogo e das trocas de saberes entre os vários agentes promotores da Agroecologia reunidos ali, busca-se promover a articulação dos Núcleos da Rede Ecovida para fortalecer e reafirmar os compromissos do Movimento Agroecológico com o Cuidado, a Cultura e o Bem Viver – três elementos escolhidos como o tema do 10º Encontro. A programação traz oficinas, seminários e debates e a Feira de Saberes e Sabores, com todo o colorido, a qualidade e variedade da produção agroecológica. A Feira é aberta ao público e promoverá a sensibilização, informação, vendas e trocas de produtos ecológicos.

Sendo um importante espaço de discussão e construção política, durante o Encontro Ampliado também serão desenhadas propostas para a construção de políticas públicas que contribuam para a expansão da Agroecologia e que fortaleçam as ações da Rede Ecovida. Além disso, será elaborada coletivamente uma carta aberta do evento, através das considerações feitas nos seminários e oficinas do Encontro. Para as dinâmicas internas da Rede, o Encontro será o momento de planejar suas linhas de atuação e ações específicas para os próximos dois anos. Também será realizada a eleição da nova coordenação da Rede Ecovida de Agroecologia e a aprovação de novos Núcleos. Atualmente, a Rede conta com 28 núcleos.

O Encontro Ampliado contará também com a presença de representantes de organizações latino-americanas promotoras da agroecologia, oportunizando espaços de diálogo e articulação para além do território sul-brasileiro. Posteriormente ao Encontro Ampliado, estas organizações participarão do Encontro de Donatários da Fundação Inter-Americana, em que o Cepagro também estará presente.

Engenhos artesanais de Santa Catarina realizam Encontro em Garopaba

Realizado no último domingo, 2 de abril, o III Encontro da Rede de Engenhos Artesanais de Santa Catarina integra um ciclo de eventos viabilizados com recursos do Prêmio de Boas Práticas em Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, concedido pelo IPHAN ao Cepagro em 2015, pelo trabalho realizado no Ponto de Cultura Engenhos de Farinha, projeto que entre 2010 e 2014 promoveu diversas ações de valorização do patrimônio agroalimentar e cultural representado pelos engenhos de farinha catarinenses, através do Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura. 

texto e foto: Ana Carolina Dionísio (Cepagro)

Passava um pouco das 9h da manhã quando parte da equipe do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha chegou ao Engenho do Ademir, uma casa de madeira com chão batido numa encosta de morro na comunidade da Costa do Macacu, em Garopaba. Ao entrar no engenho, deixaram pra trás a bela paisagem da Praia do Siriú para encontrar o café posto na mesa e o proprietário do local, Ademir Rosalino, pilotando o fogão a lenha na preparação do almoço. “Fazer comida pra 40, 50 pessoas não me preocupa. Mas é que aqui é casa de engenho, depois da farinhada a gente só amontoa tudo num canto, aí fica tudo bagunçado”, desculpa-se o agricultor de 57 anos. Junto com as famílias dos 8 irmãos e outras 2 de vizinhos, ele continua fazendo farinha no engenho – antes propriedade do seu pai e do seu tio – “só por farra”. Nessa brincadeira, na farinhada do ano passado foram processadas ali cerca de 25 toneladas de mandioca, que renderam 52 sacos de farinha, ou 2.340 kilos. “Aí quando termina a farinhada é aquele chororô. Até me ofereceram um engenho pra comprar, mas eu não quis. Prefiro vir aqui com eles”, conta a agricultora Alice Gonçalves Vieira, vizinha de Ademir e parceira imprescindível nas farinhadas.

Ademir e Alice, vizinhos e parceiros de farinhadas

Com a ajuda da família e dos vizinhos, Ademir conseguiu deixar o engenho organizado para o III Encontro da Rede de Engenhos Artesanais de Santa Catarina, que aconteceu ali no último domingo, 2 de abril, promovido pelo Ponto de Cultura Engenhos de Farinha, com apoio também do Projeto Misereor em Rede, articulado pelo Cepagro. Os coxos e o cevador foram acomodados próximos às paredes, os balaios e alqueires (caixas de madeira para medir o volume de farinha) empilhados num canto e as ferramentas acomodadas dentro do forno para ceder espaço a engenheiros e engenheiras da mandioca de Garopaba, Biguaçu, Imbituba, Palhoça e Florianópolis, além do Secretário de Turismo de Garopaba, membros do Movimento Slow Food e outros parceiros e entusiastas da iniciativa, como o historiador Francisco do Valle Pereira (NEA-UFSC) e a antropóloga Alessandra Schmitt (da ONG AMA-Garopaba). De acordo com a educadora Giselle Miotto, que colabora na articulação da Rede e ajudou na facilitação do evento, o Encontro tinha o objetivo de “fortalecer a Rede, que será a base para trabalhar a proposta de registro junto ao IPHAN mais adiante”, referindo-se à construção coletiva e participativa de um dossiê para chancelar os engenhos de farinha como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Buscando esse fortalecimento da Rede, as atividades começaram com a engenheira agrônoma Flora Castellano, do Projeto Slow Food-UFSC-MDA, apresentando uma linha do tempo da Rede de Engenhos, cujos primórdios remontam aos trabalhos do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha, projeto que entre 2010 e 2014 promoveu diversas ações de valorização do patrimônio agroalimentar e cultural representado pelos engenhos através do Programa Cultura Viva, do Ministério da Cultura. Na sequência, a agricultora Catarina Gelsleuchter, proprietária de um engenho em Angelina (SC), falou sobre sua experiência na Rede Ecovida de Agroecologia, para trazer aos participantes um pouco do que é integrar um coletivo com esse caráter. “Me sinto outra pessoa, pois sabemos que não estamos sozinhos. Agora também falamos com mais orgulho que somos agricultores”, contou Catarina.

Se pensar os objetivos da Rede é fundamental para seu fortalecimento, refletir sobre as motivações das pessoas para vir ao próprio Encontro é um dos passos iniciais. A partir do que já havia sido apontado nos Encontros anteriores, a equipe do PdC sistematizou as motivações das pessoas, que serviu de ponto de partida para a reflexão do domingo. Tradição, paixão e resistência foram evocadas várias vezes, assim como os impasses vividos pelos engenheiros e engenheiras artesanais.

Um dos principais é quanto às restrições sanitárias sofridas pela farinha de mandioca produzida artesanalmente, o que inclusive barra a certificação orgânica desses produtos. Para obter um selo “Orgânico Brasil” do Ministério da Agricultura, os engenhos teriam que enquadrar-se nos parâmetros de agroindústrias normais, com adequações na infra-estrutura e processos produtivos. “Nem temos interesse em ter essa certificação oficial, pois isso descaracterizaria o nosso produto”, afirma Catarina Gelsleuchter. Na lógica sanitarista, os saberes tradicionais de forneiro artesanal do seu marido, Celso Gelsleuchter, por exemplo, pouca importância teriam. Marlene Borges, da Associação Comunitária Rural de

A agricultora Catarina Gelsleuchter fala sobre sua vivência na Rede Ecovida de Agroecologia.

Imbituba (ACORDI), pondera que “a rigidez sanitária chega a alguns absurdos, principalmente quanto a edificação. Mas a questão sanitária é importante. Às vezes são pequenos pontos que podemos nos orientar para regularizar o produto. Não dá pra fugir do

problema, tem que enfrentar. Mas não é porque uma construção é rústica que não tem higiene”. Luiz Farias, também da ACORDI, concorda: “Não importa se o Engenho é de tábua ou não, tem que estar limpo”. Para José Antônio Furtado, o Zezinho, proprietário de um engenho na Garopaba e membro da Rede Ecovida de Agroecologia, “o importante é a certificação na roça, da matéria-prima”. Joaquim Pereira de Souza, o Biluca, dono de um engenho e alambique de cachaça também no Macacu, concorda com Zezinho: “Olham pra azulejo, pra fábrica, pra o que é moderno, mas não pra matéria prima. O conjunto da obra é que é importante, se tem veneno na roça de mandioca ou não, por exemplo”.

A professora Jaqueline Prudêncio, o agricultor Luiz Farias e o historiador Francisco do Vale Pereira durante o Encontro.

Neste sentido, as iniciativas do Movimento Slow Food em construir as Fortalezas do Alimento – projetos que visam conservar um produto ou sua técnica de produção tradicional em risco de extinção – pode ser uma alternativa para certificar a farinha de mandioca artesanal sem implicar na descaracterização do seu processo produtivo. “É o reconhecimento de produtos que não

necessariamente se enquadram nos padrões sanitários”, explicou Flora Castellano. A regularização ou certificação da farinha de mandioca toca em outro ponto bastante discutido no encontro: a comercialização dos produtos dos engenhos. Divididos em grupos temáticos, os participantes debateram estratégias de fortalecimento deste eixo, assim como o turismo, a questão fundiária e a educação e cultura.

No âmbito da comercialização, a alimentação escolar foi considerada como um canal importante para escoar os produtos dos engenhos, como sugerido pelo Secretário de Turismo de Garopaba, Jackson Sena. Outros temas, como a formação de preço em rede, a possibilidade de um selo territorial ou de qualidade ligada à tradicionalidade e o criação de circuitos culturais-gastronômicos também foram levantados. De acordo com os participantes, a demanda por farinha de mandioca artesanal está em alta: “Estão procurando demais”, avalia Biluca.

O facilitador Pedro Xavier da Silva, do Projeto Slow Food-UFSC-MDA apresenta as sugestões do eixo temático de Turismo.

No caso dos engenhos, a comercialização vai de mãos dadas com o turismo. “O turista que visita os engenhos também pode ser uma avaliador dos produtos, se criamos esse laço de amizade com os clientes”, considerou Catarina Gelsleuchter. A partir do exemplo da Rota da Baleia Franca, no litoral sul do estado, e da Acolhida na Colônia, nas Encostas da Serra, os e as participantes ressaltaram a importância de que este turismo seja de base cultural e comunitária, o que pode demandar uma preparação e capacitação dos engenhos para receber o público. Se por um lado temos exemplos de engenhos valorizados por suas edificações e patrimônio material, como o Casarão e Engenho dos Andrade, em Florianópolis, por outro o saber-fazer que envolve os engenhos em atividade – da escolha das variedades de mandioca e a influência destas na qualidade da farinha ao ponto da torra no forno – também pode constituir um atrativo cultural.

Um dos temas mais delicados e com mais especificidades na discussão é quanto à questão fundiária, com uma diversidade de situações abarcando os engenhos da Rede, conforme foi sintetizado pelo facilitador Alexandre Pires Lage, da equipe do PdC (foto). A ACORDI, por exemplo, encontra-se em uma área comunal que há anos vem resistindo a especulação imobiliária e a mega-projetos de “desenvolvimento” que buscam expropriar as terras dxs agricultorxs e trazem pesados impactos socioambientais para todo território. Já os engenhos da Ilha de Santa Catarina sofrem com a falta de terras para o cultivo de mandioca, pois as áreas rurais deixaram de ser consideradas no novo Plano Diretor. Para construir estratégias de atuação nesses contextos, os participantes tiraram como encaminhamento realizar um estudo sobre os Planos Diretores dos municípios e também buscar assessoria jurídica para ter esclarecimentos sobre seus direitos.

Como tema transversal a todos estão a Educação e a Cultura, como apontou a facilitadora Manuela Braganholo, também da equipe PdC Engenhos de Farinha. Nessa ponte entre escola e engenhos, tanto a alimentação escolar pode ser um canal de escoamento para os derivados da mandioca, quanto os próprios engenhos configuram espaços de aprendizagem. Atividades práticas para colocar as mãos na massa e na terra, produção de cartilhas e livros de receitas e um mapeamento dos mestres de engenho foram algumas das ações apontadas para fortalecer este eixo no âmbito da Rede.

Os recursos do Prêmio do IPHAN que vinham financiando os eventos já estão terminando, sendo suficientes para mais um encontro da Rede, que acontecerá na propriedade da família Gelsleuchter, em Angelina (SC), no final de maio ou início de junho. Mesmo sem a garantia de apoio financeiro, os/as membros da Rede continuam motivadxs a continuar encontrando-se para fortalecer seus nós e laços, mostrando na prática como os engenhos são movidos por paixão e resistência.

Mandioca neles!

“Compostagem” abre ciclo de Oficinas Saber na Prática em 2017

Com suporte do Programa de Apoio a Projetos da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), o ciclo de Oficinas Saber na Prática iniciou as atividades de 2017 no último sábado, 18 de março, com uma capacitação sobre Compostagem no Jardim Botânico do Itacorubi. Cerca de 40 pessoas participaram da atividade, em que foram trabalhados diversos tipos e aplicações desta técnica de reciclagem de resíduos orgânicos, com facilitação dxs engenheirxs agrônomxs da equipe Cepagro Camilo Teixeira, Ícaro Pereira, Júlio César Maestri e Karina Smania de Lorenzi. As próximas oficinas abordarão temáticas como Plantas Medicinais, Viveiros de Mudas e Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs).

Buscando sempre aliar teoria e prática, a equipe iniciou a oficina utilizando uma ferramenta pedagógica que faz sucesso na escolas: a TV Composteira, um caixote com paredes de vidro onde é possível visualizar as várias camadas de compostagem. Após uma rodada de perguntas, o grupo foi ao Pátio Didático de Reciclagem Orgânica, onde estão montadas composteiras nos modelos: leira estática com materiais estruturantes, com impermeabilização e também as de estrutura fechada (como a Super R3).  Além de mostrar o funcionamento de cada uma das estruturas, a equipe Cepagro sempre tem o cuidado de discutir a importância da compostagem com os participantes: “Se custa R$ 4 milhões para enterrar lixo no aterro, R$ 2 milhões é só para enterrar o orgânico. Sendo que 70% do peso dos resíduos orgânicos é água, como no nosso corpo”, explicou o Coordenador Urbano do Cepagro, Júlio Maestri. Diante desse quadro, o tratamento local de resíduos orgânicos ganha cada vez mais credibilidade, tornando a compostagem uma “onda irreversível”, nas palavras de Júlio.

Colocando esses saberes em prática, a turma da oficina fez então a montagem de uma leira de compostagem. Além da correta mistura de materiais – resíduos orgânicos, folhas secas, palhada, galhos -, os facilitadores ressaltaram a importância do cuidado estético na compostagem, para desmistificar a noção de “sujeira” associada aos resíduos orgânicos, o que animaria mais pessoas para adotar a técnica. “E é como uma obra de arte, cada pessoa vai fazer de um jeito”, explicou o técnico Camilo Teixeira.

Outra questão-chave para o funcionamento adequado da compostagem é a separação correta dos resíduos na fonte. Este foi o principal desafio da funcionária do Ministério Público Federal Cléria Nunes na implementação da compostagem na instituição, onde trabalha no setor de gestão de pessoas. Junto com a bibliotecária aposentada do MPF Cida Sell, elas participaram da oficina com esse foco de compartilhar os saberes com os colegas de trabalho.  “Já temos uma horta de plantas medicinais lá, agora queremos desenvolver a compostagem. Colocamos um pote de sorvete para coletar os resíduos em cada andar, agora falta organizar um pouco mais essa logística”, conta Cléria, que já havia participado de oficinas no Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho e também assistido a um palestra  da Revolução dos Baldinhos.

A oficina também chamou a atenção dxs graduandxs em Educação do Campo Rodrigo Castro, Kátila Stefanes, Lucas Furtado, Antony Correa, Dara Ferreira e Daniel Braz. Mais do que uma técnica de reciclagem de resíduos orgânicos, a compostagem representa uma ferramenta pedagógica para eles. “Pensamos em incorporar nas nossas aulas em Ciências da Natureza. Também é ótimo para trabalhar em escolas do campo”, conta Rodrigo.

Para saber mais sobre as próximas oficinas, acompanhe o blog e a página do Facebook do Cepagro. O email do projeto é sabernapratica.cepagro@gmail.com.

Cepagro e Revolução dos Baldinhos são homenageados na ALESC

A homenagem, feita pelo gabinete do Deputado  Padre Pedro (PT-SC), aconteceu na última 2ª feira (6 de março), durante o lançamento da Campanha da Fraternidade 2017 na Assembléia Legislativa de Santa Catarina. A agrônoma Aline Assis, da equipe técnica do Cepagro e articuladora da campanha de financiamento coletivo da Revolução dos Baldinhos, representou o projeto para receber a homenagem, concedida também a movimentos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), MMC (Movimento das Mulheres Camponesas) e Movimento pela Ponta do Coral 100% Pública. Ao final da sessão, o deputado Padre Pedro reforçou o chamado para doações para a Revolução, que podem ser feitas no site juntos.com.vc/baldinhos até o dia 17 de março.

Com o tema Biomas Brasileiros e Defesa da Vida, a Campanha da Fraternidade da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) deste ano “coloca em pauta a temática ambiental e seus impactos sociais”, segundo Pe. Pedro. Ressaltando o princípio da “ecologia integral” colocado na Encíclica Laudato Si, publicada pelo Papa Francisco em novembro de 2015, o deputado afirma que “não podemos mais pensar na natureza como algo separado”. Como atitudes importantes para preservação do meio ambiente e, consequentemente, da espécie humana, Pe. Pedro apontou a necessidade de mudar nosso modelo agrícola para uma base agroecológica. Para isso, aumentar o acesso a crédito para fomentar tecnologias de produção e estratégias de comercialização de alimentos agroecológicos é fundamental.  A mesma crítica ao modelo de agricultura químico dependente ainda hegemônico – e por isso chamado convencional – foi feita pelo professor Dr. Ademir Reis (Biologia – UFSC). “É possível produzir sem usar tanto veneno, preservando nossas águas também”.

Equipes do Projeto Misereor em Rede planejam atividades para 2017

As equipes de trabalho das organizações que compõem o Projeto Misereor em Rede – AS-PTA, Centro Vianei, Cepagro e CETAP – estiveram reunidas em Florianópolis nos dias 2 e 3 de março para fazer seu planejamento de atividades para 2017, como oficinas, intercâmbios e seminários regionais. A primeira ação coletiva das organizações neste ano será no 10º Encontro Ampliado da Rede Ecovida, que acontece de 21 a 23 de abril em Erexim (RS) e onde participarão 40 consumidores e agricultores urbanos envolvidos no projeto. Além disso, a equipe do projeto irá oferecer uma oficina sobre Segurança Alimentar, Abastecimento e Consumo durante o Encontro.

 

Ainda para o primeiro semestre está prevista a realização de um intercâmbio e um seminário em Lages, e na segunda metade do ano em Florianópolis. Também serão promovidas oficinas de temas ligados a Agroecologia em todas as regiões onde as organizações envolvidas no projeto têm atuação, nos estados de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. O projeto finaliza em dezembro de 2017, e uma nova proposta de continuidade esta sendo elaborada pelas organizações.

 

Ciclo de oficinas “Saber na Prática” continua em 2017

gama3778Contemplado pelo Programa de Apoio a Projetos da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), o ciclo de oficinas “Saber na Prática”, que trabalha temáticas de agroecologia para o público em geral, terá continuidade em 2017. O diretor-presidente do Cepagro, Eduardo Daniel Rocha, e o coordenador urbano da entidade, Júlio César Maestri, participaram no dia 17 de janeiro da cerimônia de entrega das placas e assinatura do convênio com a ACIF.

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O diretor-presidente do Cepagro, Eduardo Rocha, recebe a placa do presidente da ACIF

O programa apoiará a realização de 5 oficinas, com temáticas como: compostagem, hortas residenciais e escolares, plantas medicinais e plantas alimentícias não convencionais (PANCs). Eduardo ressalta que o projeto do Cepagro foi o único aprovado que tem enfoque de educação ambiental. Para mais informações, o email de contato é sabernapratica.cepagro@gmail.com.

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Júlio Maestri explica as temáticas das oficinas