Mais de R$ 73 mil arrecadados para reconstrução de casas atingidas pelo ciclone na aldeia Tekoá Vy’a

O ciclone bomba que passou por Santa Catarina há duas semanas, danificou e destruiu milhares de casas, deixando muitas famílias desabrigadas em meio às baixas temperaturas do inverno catarinense. Entre as comunidades atingidas encontra-se a Aldeia Guarani Tekoá Vy’a, localizada em Major Gercino. Visando recuperar os estragos feitos na comunidade, o Cepagro aprovou uma proposta no valor de R$ 60 mil junto ao Instituto Comunitário da Grande Florianópolis, o ICOM.

O recurso vem da Linha de Apoio Emergencial voltada para a reconstrução de residências atingidas pelo ciclone que compõe o Fundo de Impacto para Justiça Social do ICOM. Esse fundo é formado por doações de pessoas físicas e de organizações e conta com recursos mobilizados junto ao Fundo CasaCom esse valor serão reconstruídas pelo menos 5 casas para as famílias Guarani Mbya. Parte do recurso será utilizado para o pagamento de construtores da própria comunidade, até mesmo para evitar o risco de contaminação por Covid-19. 

O Cepagro mantém contato direto com as lideranças da Tekoá Vy’a (Aldeia Feliz), principalmente por conta do projeto Terra, Comunicação e Artesanato sustentáveis: iniciativas para o fortalecimento das Tekoá Guarani, apoiado pelo Instituto das Irmãs da Santa Cruz. Assim que ficamos sabendo dos estragos feitos na comunidade, informados pela liderança Cecilia Piraí,  também lançamos uma campanha de arrecadação. Em uma semana a contribuição de pelo menos 117 pessoas somou um total de R$ 13.890,21. Também foram arrecadadas máscaras, colchões e fogões.

Também solidarizados, o Centro de Estudos Budistas e Bodisatva (CEBB) e Instituto Caminho do Meio realizaram uma campanha para a arrecadação de roupas, colchões, cobertores e outros itens perdidos ou danificados com a passagem do ciclone, o que resultou em mais uma parceria em prol da Comunidade Guarani da Aldeia Tekoá Vy’a. Muito importante também foi a parceria com o Polo Regional da Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) que garantiu a segurança sanitária na entrega dessas doações, já que a preocupação em evitar a contaminação pelo novo coronavírus esteve presente durante todo o processo.

Além disso, esta ação emergencial envolveu outros parceiros como a FUNAI, a Defesa Civil, o Conselho Estadual dos Povos Indígenas (CEpin), a Ação Social Arquidiocesana (ASA) e a Cáritas. Nós agradecemos pela confiança e solidariedade de quem contribuiu ou ajudou na divulgação da campanha. A comunidade Guarani está muito unida e reconhecendo as forças e ajudas dos juruás (dos brancos/não indígenas). “Eu fico muito feliz. Feliz pelo meu tio [Cacique Artur] e pelas crianças. Me sinto feliz de conseguir nem que seja um pedacinho”, diz Cecilia Piraí, que contatou o Cepagro e nos informou sobre a situação e necessidades da comunidade.

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