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Cepagro e Revolução dos Baldinhos levam a Gestão de Resíduos Orgânicos para Foz do Iguaçu (PR)


E a Revolução dos Baldinhos segue inspirando práticas de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana pelo Brasil. No último final de semana (6 a 9 de julho), foi a vez do Conjunto Habitacional Grande Lago, em Foz do Iguaçu (PR), receber a capacitação em compostagem e montar suas leiras e canteiros de horta, com a assessoria de agente comunitária Cíntia Aldaci da Cruz, da Revolução dos Baldinhos, e o agrônomo Júlio César Maestri, da equipe de Agricultura Urbana do Cepagro. A reaplicação faz parte do projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social, que conta com apoio da Fundação Banco do Brasil para disseminar Tecnologias Sociais em empreendimentos do programa Minha Casa, Minha Vida. 

Nesta etapa, “foram mobilizadas 50 famílias, que receberam baldinhos para coletar seus resíduos e participaram da dinâmica de escolher o desenho do pátio, onde ficariam as hortas e o desenho delas”, explica Júlio Maestri.  A coleta, compostagem e manutenção das leiras e hortas ficou sob responsabilidade de um grupo de 15 moradoras/es – na sua maioria, mulheres e jovens.  Assim como na Revolução dos Baldinhos, no Grande Lago a liderança também é feminina, com a presidente da Associação de Moradores, Nina Nassif, participando ativamente em todo o processo. “Achei muito interessante de ver o empoderamento feminino ali, já que a maioria do grupo é composto por mulheres. Vi muito potencial com elas, a agricultura urbana já está bem presente ali”, avalia Cíntia Cruz.

As atividades começaram na 6ª feira (6 de julho), com a escolha do modelo tradicional de leira do método UFSC para fazer a compostagem pelas famílias, que elaboraram também o seu próprio projeto de pátio, sempre com a assessoria de Cíntia e Júlio. No sábado, foi feito o mutirão para implantar a horta e o pátio, que saiu com um belo diferencial: o caminho das flores, feito de caixotes plantados com cravinhos, espécie que é ótima para controlar insetos nas hortas. No domingo, Cíntia e as lideranças comunitárias locais fizeram a rodada de sensibilização. “Fizemos a sensibilização porta a porta, conscientizamos 3 grandes geradores, fechamos com 50 famílias, que foram bem receptivas, muito carinhosas”, conta Cíntia.

Inicialmente, foram implantadas 2 leiras de compostagem para reciclar cerca de 3 toneladas de resíduos orgânicos das 50 famílias iniciais por mês. Deste volume, espera-se produzir 600 kg de composto mensalmente. “Serão 300kg pra doação entre moradoras/es e outros 300 kg pra venda, resultando em 150 pacotes de 2kg. Se considerarmos o preço de venda que a Revolução dos Baldinhos pratica (R$ 10), seria uma renda mensal de R$ 1.500 para dividir entre as 50 famílias”, explica Júlio Maestri. Além disso, a compostagem geraria cerca de 180 litros de biofertilizante líquido, sendo metade para doação e outra metade para venda, podendo chegar a um total de R$ 900 de receita. “Estima-se então uma geração de renda de R$ 2.400 para as 50 famílias”, completa. Se a Tecnologia Social fosse expandida para o total das famílias do empreendimento – 296, ou cerca de 1184 pessoas – Júlio e Cíntia calculam que resultaria numa renda de R$ 13 mil para o coletivo.

Mais além da geração de renda, Cíntia percebe que a Tecnologia Social pode elevar a autoestima da comunidade, como aconteceu na Chico Mendes: “Elas têm um potencial muito grande, mesmo considerando que elas sofrem preconceito pelo local onde se encontram, que é bem retirado. Mas a Revolução Grande Lago vai ajudar nesse processo”, avalia a agente comunitária.

Para que a iniciativa tenha sucesso, as parcerias  são fundamentais. Por isso, na 2ª feira (9 de julho), Cíntia e Júlio, juntamente com Nina Nassif, da Associação de Moradores do Residencial, estiveram reunidos com representantes da Prefeitura e da empresa local de coleta de resíduos, além da parceira local QI COMEX. “O presidente da empresa de coleta de resíduos se prontificou para disponibilizar grama cortada pra ajudar no processo”, afirma Júlio. Também participaram dessas reuniões as lideranças do conjunto habitacional, o presidente da Rede Interação, Altemir Almeida e do projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social – que articulam a reaplicação das TS em empreendimentos Minha Casa, Minha Vida. “Todos  demonstraram empenho e se colocaram para ajudar”, conta Cíntia.

 

 

 

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Revolução dos Baldinhos chega a Taubaté (SP)

Seguindo na reaplicação da Tecnologia Social de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana pela Fundação Banco do Brasil, a Revolução dos Baldinhos chegou a Taubaté, no interior de São Paulo. No final de fevereiro foi a vez do residencial Sérgio Lucchiari, empreendimento do Programa Minha Casa, Minha Vida receber a capacitação  com a coordenadora da Revolução Karolina Karla e o engenheiro agrônomo Júlio Maestri, da equipe técnica do Cepagro. 

Através da articulação da Associação Veracidade, cerca de 20 famílias aprenderam sobre compostagem, hortas residenciais e a importância da sensibilização e mobilização comunitárias para o sucesso da tecnologia social. Também houve reuniões com o Poder Público local para discutir as possibilidades de expandir a compostagem para outros contextos na cidade.

 

SEMINÁRIO “INTEGRANDO REVOLUÇÕES” DEBATE INICIATIVAS EM GESTÃO COMUNITÁRIA DE RESÍDUOS ORGÂNICOS

O III Curso de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana teve como parte da programação o Seminário “Integrando Revoluções”, que aconteceu no dia 22 de novembro às 14h no Jardim Botânico do Itacorubi. A atividade reuniu representantes da Revolução dos Baldinhos, da Cooperativa de Compostagem de Paragominas/PA e da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN, que relataram experiências com Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos. Assim como o Curso, o Seminário “Integrando Revoluções” foi gratuito e promovido pelo Cepagro em parceria com a FAPESC, COMCAP, UFSC, FATMA, contando com o apoio do Ministério da Agricultura. Após o Seminário, representantes de ONGs,  universidades e comunidades do Rio de Janeiro, Macaíba/RN, Paragominas/PA, São Francisco do Sul, Itapema/SC e Florianópolis se reunirão para elaborar planos de ações em gestão de resíduos orgânicos para suas localidades. A Banda Cores de Aidê encerrou o evento.

Mesa de abertura do seminário composta por representantes do poder público e ONGs

A abertura do seminário foi realizada com representantes das organizações que promoveram o evento.  Em seguida, representantes da Revolução dos Baldinhos e outras duas experiências de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos a Cooperativa de Compostagem de Paragominas/PA e da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN junto com o vereador Marcos José de Abreu ocuparam a mesa e relataram suas experiências na mobilização comunitária para agricultura urbana. A mesa foi coordenada pelo professor Oscar José Rover do Centro de Ciências Agrárias da UFSC. 

Representantes das experiencias em gestão de resíduos orgânicos de Macaíba/RN, Paragominas/PA e Revolução dos Baldinhos de Florianópolis/SC.

Projeto “Revolução dos Baldinhos e Agricultura Urbana” inspira outras experiências pelo país

As duas experiências do Norte e Nordeste do país, a Cooperativa de Compostagem de Paragominas e a Revolução dos Baldinhos de Macaíba foram inspiradas na primeira Revolução dos Baldinhos e Agricultura Urbana aqui do sul, em Florianópolis, na comunidade Chico Mendes. O projeto do Sul implementado em 2008 e certificado como “Tecnologia Social” pelo Banco do Brasil em 2011. Em seguida, replicado em Macaíba/RN e em Paragominas/PA.

A experiência paraense teve início em 2015, quando o técnico Júlio Maestri esteve em Paragominas/PA para realizar a mobilização de famílias com objetivo de replicar o Modelo de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana realizado pelo Cepagro. A experiência teve seu início junto ao projeto Sustentabilidade Ambiental do empreendimento Morada dos Ventos (Minha Casa Minha Vida/CAIXA), no local vivem 1.100 famílias,  contou com o apoio integral do poder público e se transformou em uma cooperativa.

A iniciativa do Rio Grande do Norte foi concebida em empreendimentos imobiliários do Programa Minha Casa, Minha Vida.  Por meio de uma parceria entre  a Associação de Apoio às Comunidades do Campo do RN (AACC), o Cepagro, e a Revolução dos Baldinhos da comunidade Chico Mendes foi realizada uma capacitação em dezembro de 2016 em Macaíba/RN com a participação de 50 pessoas. Facilitaram essa capacitação o técnico do Cepagro  Júlio Maestri e a coordenadora comunitária da Revolução, Ana Karolina da Conceição. A capacitação facilitada pela equipe do Cepagro foi o ponto de partida para a criação da “Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN. “As pessoas (em Macaíba/RN) não sabiam o que era compostagem até a chegada do Cepagro para dar assessoria técnica. Então aprendemos a construir hortas e a fazer nosso próprio adubo” disse Maria Heloísa Lima  da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN durante o seminário “Integrando Revoluções”

No seminário, representantes das experiências do Norte e Nordeste do país foram as primeiras a relatar como se deram as atividades em suas localidades. “Ao contrário das experiências aqui presentes (Revolução dos Baldinhos da comunidade Chico Mendes, Florianópolis e Macaíba/RN), a nossa experiência com gestão de resíduos orgânicos teve iniciativa do poder público, da prefeitura de Paragominas que enxergou a possibilidade de geração de trabalho e renda por meio da compostagem”. disse Rosilene Oliveira, Assistente Social do CRAS Comunidade Morada dos Ventos em Paragominas/PA e colaboradora da Cooperativa de Compostagem de Paragominas.

Rosilene Oliveira, Assistente Social do CRAS Comunidade Morada dos Ventos em Paragominas/PA e colaboradora da Cooperativa de Compostagem de Paragominas.
Maria Heloísa Lima  da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN durante o seminário “Integrando Revoluções”

Poder público

Sobre o patrocínio das entidades públicas ainda há uma lacuna que precisa ser preenchida, segundo Ana Karolina da Conceição coordenadora da Revolução dos Baldinhos na comunidade Chico Mendes, “Diferente da experiência da colega lá do Norte, aqui é preciso mais apoio, sempre vamos cobrar isso, porque o que fazemos é tarefa do poder público.” avaliou Ana Karolina. O Diretor Presidente do Cepagro, Eduardo Rocha reforçou a importância da participação mais ampla do poder público. “Essas experiências têm a participação pontual de agentes e técnicos públicos, é necessário ampliar a participação governamental na gestão de resíduos” disse Eduardo Rocha.

Eduardo Rocha – Diretor Presidente do Cepagro à esquerda. Profº Oscar Rover do Centro de Ciencias Agrárias –  UFSC à direita.

Participação da comunidade

Para as participantes de Paragominas/PA a comunidade tem papel essencial para o desenvolvimento do projeto. “A participação da comunidade é fundamental para o desenvolvimento da gestão comunitária de resíduos. Na nossa experiência essa foi a parte mais difícil, mas hoje somos referência para outras regiões do norte do país.” disse Rosilene Oliveira. Segundo Cínthia Cruz é necessário sensibilizar as pessoas sobre a causa da gestão comunitária de resíduos orgânicos e a agricultura urbana. “A sensibilização é um trabalho difícil, mas tem que ser feito, porque sem a comunidade não há Revolução” diz Cíntia Cruz que divide a coordenação do Projeto com Ana Karolina da Conceição na comunidade Chico Mendes.

A força da mulher

“A grande força de trabalho é de mulheres! Os homens desistem mais fácil. Nós persistimos e colocamos nossa força naquele propósito (compostagem). É um trabalho pesado, muito pesado, mas insistimos nele porque acreditamos nisso (Gestão de Resíduos Orgânicos) ” disse Sonia Maria Oliveira – Diretora Financeira da Cooperativa de Compostagem Resíduos Orgânicos de Paragominas. A socióloga Janaína Henrique Santos ainda afirma: “Não existe agricultura urbana sem as mulheres”. Janaína também compôs a mesa representando a iniciativa de Macaíba/RN. A socióloga chamou a atenção para a condição das mulheres nas iniciativas, eventos e movimentos que envolvem a Agricultura Urbana e solicitou para que as reividicações do feminismo também nessa mobilização fossem respeitadas e não ficassem às margens desse Movimento Social.

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Planos de ações

No dia seguinte ao Seminário “Integrando Revoluções” representantes de ONGs,  universidades e comunidades do Rio de Janeiro, Macaíba/RN, Paragominas/PA, São Francisco do Sul, Itapema/SC e Florianópolis se reuniram para elaborar planos de ações em gestão de resíduos orgânicos para suas localidades.

Os planos de ações eram elaborados por grupos que continham participantes da localidade-alvo da ação, e participantes que eram de outras comunidades, e que ajudavam a elaborar os planos a partir das experiências já consolidadas.

Para Macaíba/RN  o tema central do plano de ação para aquela localidade é de criar mecanismos de fortalecer a Revolução de Baldinhos de Macaíba, e envolver mais a comunidade com a gestão de resíduos orgânicos. Em Paragominas tembém foram concentrados esforços em planos de ações para maior envolvimento da comunidade e fortalecer a cooperativa local de compostagem e gestão de resíduos orgânicos, a Coompag.

A AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, organização do Rio de Janeiro que atua no fortalecimento da agricultura familiar e a promoção do desenvolvimento rural sustentável, enviou representantes para conhecerem as experiências relatadas no seminário e participarem do III Curso de Gestão de Resíduos Orgânicos. Para o Rio de Janeiro o plano de ação se concentrou na implementação da compostagem.

 

Para Florianópolis, os planos de ações se concentraram tanto na implementação da compostagem quanto no fortalecimento das experiências já existentes. Philipe  Bellettini, cozinheiro integrante do movimento Slow Food, e mora  no bairro Agronômica e Carine Bergeman do Bairro Costa de dentro conversaram com as lideranças dessas comunidades sobre as experiências relatadas no Seminário “Integrando Revoluções”, no caso do bairro Agronômica para implementação da compostagem em condomínios. A experiência do projeto “Revolução dos Baldinhos e Agricultura Urbana” do bairro Chico Mendes segue com plano de ações para o fortalecimento da iniciativa e continuar servindo de referência para outras iniciativas.

Organizações das cidade de Brasília/DF e Bombinhas/SC também enviaram representantes para III Curso de Gestão de Resíduos Orgânicos realizado pelo Cepagro. Esses representantes não puderam participar do plano de ações, mas seguem em diálogo com Júlio Maestri, técnico do Cepagro e  com outros participantes do curso para troca de experiências e conhecimento.

O contato contínuo com os participantes faz parte também do planejamento de ações do III Curso de Gestão de Resíduos Orgânicos realizado pelo Cepagro. A finalidade do contato permanente entre os participantes do curso, o Cepagro e os representantes das experiências relatadas em seminário é criar uma rede de colaborativa, para que os integrantes troquem conhecimentos e solicitem ajuda em qualquer dificuldade técnica.

Revolução dos Baldinhos e Cepagro reaplicam a Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos no RN

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A tecnologia social da Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana da Revolução dos Baldinhos começou a ser reaplicada em empreendimentos imobiliários do Programa Minha Casa, Minha Vida.  Através  da articulação com a Associação de Apoio às Comunidades do Campo do RN (AACC), o técnico do Cepagro Júlio Maestri e a coordenadora comunitária da Revolução, Ana Karolina da Conceição, estiveram em Macaíba, no Rio Grande do Norte, nos dias 5 e 6 de dezembro para iniciar a capacitação da comunidade local, com a participação de cerca de 35 moradores e mais 15 crianças. “A formação teve como objetivo disseminar a gestão local e fortalecer a comunidade através de uma mudança de olhar aos nossos resíduos orgânicos, que podem virar a base para uma agricultura agroecológica”, explica Júlio Maestri. Além da comunidade e a equipe da AACC, estiveram presentes na formação o Grupo Mandala de Permacultura/UFRN e representantes das Secretarias de Agricultura, Habitação, Trabalho e Assistência Social do município.
baixa6O Residencial Campinas, que receberá a tecnologia social certificada pela Fundação Banco do Brasil, possui 403 habitações. Durante as oficinas, Júlio e Ana Karolina compartilharam o passo a passo da Revolução, os principais desafios e as maiores motivações e o método UFSC de compostagem.
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Segundo Maestri, a abordagem dos encontros buscou estimular a participação coletiva, “respeitando a experiência de participante e motivando ao máximo o empoderamento do pessoal para, a partir destas inspirações, iniciarmos um envolvimento comunitário para reciclagem orgânica, hortas e trocas de saberes”.
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Também foram visitadas famílias que já têm hortas em casa e foram convidadas a apresentar as variedades para todo o grupo. Um dos resultados da oficina foi a elaboração de um planejamento coletivo, em que o grupo se denominou Revolução dos Baldinhos – Residencial Campinas – Macaíba/RN.
baixa1Neste início da reaplicação, houve a formação do Grupo Comunitário, que integrou 18 famílias. Esses multiplicadores já iniciaram com a separação dos seus resíduos orgânicos nos baldinhos. O próximo passo será a sensibilização de novas famílias, a implantação de PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) no empreendimento e a elaboração de hortas comunitárias e residenciais, de acordo com o ritmo dos envolvidos. Também foram integrados grupo de permacultura e algumas secretarias, para que a iniciativa possa se consolidar e refletir estas questões no município e entorno.
* com informações de Júlio Maestri e fotos de Juliano Duend’Jah

Habitações populares receberão Tecnologias Sociais no próximo ano

A Revolução dos Baldinhos recebeu, na última sexta, a visita de Fabrício Erick de Araújo,  assessor pleno da Fundação Banco do Brasil (FBB).

Sua vinda insere-se na agenda do Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU) do Banco, que tem um conjunto de ações complementares prevendo a replicação e integração de Tecnologias Sociais (TS) em 124 condomínios da Faixa 1 (renda de até R$ 1.600) do Minha Casa, Minha Vida em todo o Brasil, correspondentes a 80 mil unidades familiares.

Em dezembro, um workshop realizado pelo FBB aproximará  as organizações dos condomínios e 4 TS com temática urbana: além da Revolução dos Baldinhos, estarão presentes em Brasília projetos de biojóias com materiais recicláveis, biblioteca comunitária e agroecologia urbana. A partir deste evento, inicia-se um ciclo de cooperação entre as entidades executoras e os condomínios, constando de visitas, intercâmbios e cursos, com o propósito da implementação efetiva da TS. Cada empreendimento pode escolher uma TS, e todo o processo será financiado e supervisionado pela FBB.

Abaixo, imagens da visita.