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Com a presença de 130 países, maior evento de ecogastronomia do mundo começa nesta semana

A Rede Catarina une-se hoje à delegação brasileira do Slow Food para embarcar à Itália rumo ao Salone del Gusto / Terra Madre, o maior evento de ecogastronomia do mundo. Nesta edição, o evento é alusivo ao ano internacional da Agricultura Familiar e com foco na Arca do Gosto, um catálogo com produtos da sociobiodiversidade de todos os continentes que, embora com potencial produtivo e comercial, correm risco de extinção.

O Cepagro participa com 3 representantes, com estande e articulações do Convivium Engenhos de Farinha, assentos nas conferências de Agricultura Urbana e Certificação Participativa e produção de pautas sobre as matérias-primas e personagens da Arca do Gosto para publicações nacionais. Uma realizadora audiovisual irá documentar em vídeo a participação da Rede Catarina no evento, que acontece de 23 a 27 de outubro em Turim com a presença de mais de 1.000 expositores de 130 países. Do território catarinense, compõem o leque da feira a farinha polvilhada, a bijajica, o pinhão, o butiá e as vieiras nativas de Porto Belo. Chefs do Convivium Mata Atlântica apresentarão ao público os produtos, em receitas feitas na hora acompanhadas de alguns processados inéditos, como a cerveja de pinhão e o doce-de-corte de butiá.

De salmão a cuscus paulista temperados com rap, Disco Xepa esbanjou bons pratos e muita solidariedade

texto e fotos: Fernando Angeoletto

É preciso ressignificar a Xepa. Tirar dela qualquer conotação ruim. A Xepa só é xepa porque ignoramos seu valor, pois é sempre mais fácil mandar o que sobra pra longe, pra virar problema em lixão.

cartaz-disco-xepa-baldinhos_webEngana-se quem imagina que, ao levantar alimentos descartados pelo mercado às alturas de um verdadeiro banquete, os ativistas que realizam a Disco Xepa estejam “apenas” enchendo barrigas. Entre cores e cheiros e sabores de uma mesa posta por dezenas de mãos solidárias, multiplica-se o recado de que desperdiçar comida é dar as costas para a fome, jogar a água (escassa) pelo ralo, aumentar a demanda por energia com colossais projetos que cada vez mais dizimam povos e florestas . Ou alguém ainda dúvida que é a alimentação uma das mais impactantes atividades humanas, num mundo onde a população se multiplica exponencialmente e cada vez mais se agrupa em cidades, cimentando o solo que é base da vida?

A Disco Xepa é o nome abrasileirado da “Schnippel Disco”, ou Disco Sopa, concebida na Alemanha. Em diversas partes do mundo, o evento é organizado pela Rede Jovem Slow Food, trazendo o gás e a força da moçada em situar o alimento em sua amplitude de significados, do mais prosaico agricultor orgânico ao mais complexo fluxo da matéria entre o campo e a mesa, gerando perdas e problemas. No ano passado, a ideia aportou no Brasil, e em 2014 mais de 20 Discos Xepas foram realizadas em território nacional.

Philipe, o "Tocha"
Philipe, o “Tocha”

Aqui, a Disco Xepa Revolução dos Baldinhos teve o apoio institucional do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA/SC), questionando o mito propagado pela indústria de agroquímicos de que “é preciso produzir mais”, já que, segundo a própria FAO, 30% de todo alimento produzido no planeta é desperdiçado.

Dentre tantas cabeças e mãos jovens empenhadas em preparar, a partir de sobras, o banquete contabilizado para 1.000 pessoas, destaca-se o Tocha. Philipe Belletini é o nome deste jovem gastrônomo, cuja perfil profissional tem vínculo estreito com a agricultura familiar que é uma de suas raízes.  Foi ele o principal articulador de toda a logística, das matérias-primas à organização do voluntariado, responsável pelo sucesso do evento.

DSC_1966Entram aí muito empenho e amor, e também humildade, que o rapaz tem de sobra. Humildade que é em essência o húmus – eis aí outro elemento abundante nesta Disco Xepa, realizada em plena Comunidade Chico Mendes, que tem provado ao mundo o valor de transformar “lixo” no mais rico composto orgânico. Dentre as oficinas que aconteceram no evento – de temperos à base de ervas, produção de sabão com óleo usado e clube de trocas – a de Agricultura Urbana compartilhou o know how da Revolução dos Baldinhos com os convidados.

DSC_2073As matérias-primas do banquete, preparado por mais de 15 voluntários (chefs, nutricionistas, estudantes e membros da própria comunidade), foram viabilizadas pela parceria com o Instituto Nutrir, que funciona na Ceasa da Grande Florianópolis redesenhando o caminho das sobras, ao direcioná-las a organizações filantrópicas e famílias carentes. Para preparar o menu, os chefs tiveram também carcaças de salmão, resultado da “febre” dos restaurantes de sushi que só usam os filés, além de cabeças de outros peixes e camarões, doados por peixarias e restaurantes. Quem articulou a Xepa marinha foi a chef Bel Hagemann, proprietária do Boteco Zé Mané, que segue à risca o conceito Slow Food em seu restaurante – boa parte do cardápio é estrelada por ingredientes tradicionais do território, como o berbigão, o pinhão, a farinha polvilhada e o butiá.

DSC_2115O resultado, do almoço ao café da tarde, foi: xuxu com caldo de camarão, “mocozadinho” de purê de batata com cobertura de salmão desfiado, cuscus paulista, tortas de legumes, purê da terra (com vários tipos de batatas), purê de abóbora, diversos tipos de salada, sucos verde, de goiaba e de mamão e geleia de maçã. A hora da bóia iniciou-se com a montagem de uma enorme mesa em plena rua, que com a surpresa de uma pancada de chuva em poucos minutos foi trasladada para dentro do galpão, sem no entanto abaixar a moral de anfitriões e visitantes.

Komay MC
Komay MC

Durante as oficinas, enormes “pula-pula” infláveis e mesas de jogos fizeram a festa da criançada. Os brinquedos foram oferecidos pela Ação Comunitária do SESC/SC. Já o ambiente “Disco” desta Xepa esteve na responsa do Komay MC, autor do famoso Rap dos Baldinhos, em que a temática ambiental eternizou-se na música de rua de Floripa.  Além de lançar seu recente Cd “Me chamam de Boss”, Komay trouxe vários manos pro palco. Prova de que aqui não só a Xepa, mas também a cultura, são bens compartilhados.

Veja também: Disco Xepa na RIC/Record

Dia Mundial da Alimentação é marcado por eventos do CONSEA

Marcos José de Abreu, coordenador urbano do Cepagro e presidente do CONSEA/SC (Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de SC), participou ao vivo do Programa Bom Dia SC na RBS pra falar sobre o encontro realizado em seguida alusivo ao Dia Mundial da Alimentação. O evento foi aberto ao público e organizado também pela CAISAN/SC (Câmara Insterministerial de Segurança Alimentar e Nutricional de SC) e o CRN10 (Conselho Regional de Nutricionistas Décima Região).

Em sua fala enfatizou também a Disco Xepa, uma interação entre os chefs Slow Food e a Agricultura Urbana para conscientização sobre o desperdício de alimentos que acontece no próximo sábado (18/10). Clique na imagem para ver o vídeo.

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Cultivo de cogumelos segue na pauta das Hortas Escolares

Uma das atividades do Projeto Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia (PEHEG) na Escola Básica Municipal Intendente Aricomedes da Silva (EBIAS) foi o cultivo e degustação de cogumelos Hiratake (Pleurotus ostreatus).

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Por meio da prática do cultivo, do preparo e da degustação, a atividade teve como principais resultados aproximar os estudantes do curioso reino dos fungos e também estimular a descoberta de novos sabores aliados a bons hábitos alimentares.

A atividade, realizada com estudantes do 5º ano, foi coordenada pelos educadores Henrique Martini Romano (CEPAGRO) e Dinara Costa Castilhos (Laboratório de Ciências).

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O cultivo foi feito no Laboratório de Ciências da escola, onde os estudantes manipularam o substrato de palha de arroz já inoculado com os fungos. O substrato utilizado foi gentilmente cedido pelos proprietários da empresa Cogumelos Gula, de Garopaba.

Durante 20 dias os estudantes acompanharam a produção e a colheita dos cogumelos e no último dia 11 de novembro foi realizado o preparo e a degustação, com a participação da nutricionista Giovana Sbardellotto (SEPAT).

Para o preparo foram também utilizados temperinhos verdes da horta da escola. Os cogumelos foram servidos sobre torradinhas. Ficou uma delícia e todos ficaram muito felizes com a novidade!

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Alunos do PEHEG põem a mão na massa na EBM Almirante Carvalhal

Com a supervisão do educador ambiental Henrique Martini Romano, alunos do 5º ano da Escola Básica Municipal Almirante Carvalhal, em Florianópolis, prepararam deliciosas empanadas vegetarianas no último dia 30 de outubro. A atividade começou na sala de aula, passou pela horta e laboratório de ciências e terminou no refeitório da escola . Além de articular diversos tipos de conteúdos curriculares, a preparação de receitas no âmbito do Programa Educando com a Horta Escolar e Gastronomia tem o objetivo de despertar o interesse dos estudantes por uma alimentação mais saudável.

Divididos em quatro grupos, os alunos das professoras Mônica Vieira e Rafaela de Moura prepararam a massa das empanadas no laboratório de Ciências.

Divididos em quatro grupos, os alunos das professoras  Mônica Vieira e Rafaela de Moura prepararam a massa das empanadas no laboratório de Ciências.

Enquanto a massa descansava para crescer, os alunos foram para a horta colher espinafres, cenouras, alho-poró, cebolinha e manjericão.

Terminada a elaboração da massa, deixamos a massa crescer e fomos para a horta, onde colhemos espinafres, cenouras, alho-poró, cebolinha e manjericão.

De volta ao laboratório, algumas crianças ajudaram na higienização dos vegetais, enquanto outros abriam as massas e outros ralavam o queijo (cedido pela merendeira).

De volta ao laboratório, algumas crianças ajudaram na higienização dos vegetais, enquanto outros abriam as massas e outros ralavam o queijo (cedido pela merendeira).

Abertas as massas, cada grupo fez o recheio da maneira como quis, desde que colocassem pelo menos um pouco de todos os ingredientes disponíveis. A sugestão foi colocar bastante espinafre!

Abertas as massas, cada grupo fez o recheio da maneira como quis, desde que colocassem pelo menos um pouco de todos os ingredientes disponíveis. A sugestão foi colocar bastante espinafre!

Os alunos levaram as empanadas para assar na cozinha, com a ajuda das cozinheiras. Depois de 30 minutos estavam prontas e foi feita a degustação no refeitório da escola. “Ficou uma delícia! Todos aprovaram e pediram mais! Os profissionais presentes também aprovaram e pediram a receita!”, conta Henrique.

Os alunos levaram as empanadas para assar na cozinha, com a ajuda das cozinheiras. Depois de 30 minutos estavam prontas e foi feita a degustação no refeitório da escola. "Ficou uma delícia! Todos aprovaram e pediram mais! Os profissionais presentes também aprovaram e pediram a receita!", conta Henrique.