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Com participação do Cepagro, estratégias comunitárias de conservação da biodiversidade foram discutidas na Guatemala

Marcelo Farias, técnico do Cepagro, apresenta a Rede Ecovida em evento na Guatemala
O Programa Colaborativo de Fitomejoramiento Participativo en Mesoamérica (FPMA), através da Fundación para la Innovación Tecnológica Agropecuaria y Forestal (FUNDIT), sediou a Jornada de Planejamento Estratégico do Manejo Comunitário da Biodiversidade e Resiliência (CBM & R). O evento aconteceu na cidade de Antigua, Guatemala, entre os dias 05 a 10 de outubro de 2012. Participaram do encontro a Guatemala como anfitriã, o Brasil, o Equador e a Nicaragua. Os objetivos do evento foram discutir e implementar metodologias participativas de fitomelhoramento comunitário e de resiliência da biodiversidade da América Latina.
O CEPAGRO, parceiro do Programa Regional de Fitomelhoramento, teve a a oportunidade de estar neste importante evento, representado pelo técnico Marcelo Farias que apresentou as estratégias de Articulação da Rede Ecovida, a Certificação Orgânica pelos Sistemas Participativos de Garantia (SPG) e a estratégia de comercialização dos produtos orgânicos pelas feiras e programas governamentais.
Neste encontro regional foi possível construir um planejamento estratégico que irá fundamentar metodologias para estudos a nível de país e região com objetivos de conservação, manejo comunitário da biodiversidade e resiliência das espécies manejadas pelos agricultores familiares, seja para a segurança alimentar ou para a comercialização.
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Litoral Catarinense e Planalto Serrano unidos na construção do Encontro Ampliado da rede Ecovida

Em maio de 2012, Florianópolis receberá cerca de 800 agricultores familiares agroecológicos do Sul do Brasil para o 8o. Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia.

Seminários, oficinas, atrações culturais e uma grande feira agroecológica irão compor o evento realizado nas dependências da UFSC, unindo agricultores, comunidade universitária e a população de Florianópolis em torno das temáticas da produção e acesso aos alimentos ecológicos de qualidade. A Rede Ecovida é composta por 26 Núcleos localizados em RS, PR, SC e sul de SP, que articulam-se em torno da produção agroecológica gerando referências inovadoras, como a consolidação da Certificação Participativa e um Circuito de Comercialização organizado pelos próprios agricultores.

A organização do evento compete aos Núcleos Litoral Catarinense e Planalto Serrano da Rede Ecovida.

Clique na imagem abaixo para saber mais.

Terceirização da alimentação escolar em SC está com os dias contados

Há pouco menos de 2 anos, 4 empresas privadas passaram a fornecer 100% da alimentação escolar na Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina. Não bastasse o fato de estas mesmas empresas serem alvo de investigações criminais em outros estados, a medida fez com que o custo anual da alimentação subisse 55%.

A terceirização também excluiu uma importante alternativa de renda para os agricultores familiares do Estado. O quadro agora começa a ser revertido. O governador Raimundo Colombo declarou recentemente que não irá renovar os contratos com as empresas. A alimentação escolar deverá ficar sob responsabilidade dos munícipios ou das SDR’s (Secretarias de Desenvolvimento Regional).

Leia matéria completa, publicada no Diário Catarinense de 23/07/2011

Veja mais: em audiência pública na Assembléia Legislativa, o presidente do Cepagro Natal Magnanti denuncia a terceirização

 

Em audiência pública, agricultores agroecológicos de SC reivindicam políticas para o setor

Desde o ano passado, uma lei federal obriga as prefeituras a comprarem no mínimo 30% da alimentação escolar diretamente de agricultores familiares. Se a mesma lógica fosse aplicada pelo governo do Estado, um mercado de R$ 12 milhões por ano poderia fomentar esta cadeia e alavancar importantes processos de transição agroecológica no campo, fixando jovens e suas famílias.

“Infelizmente, a alimentação escolar em SC é terceirizada, e apenas 4 empresas privadas ficam com o bolo de R$ 41 milhões”, afirmou o agrônomo Natal João Magnanti, presidente do CONSEA-SC (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), durante a audiência pública realizada na ALESC em 31/05. Em nome do CONSEA e da Rede Ecovida, Magnanti cobrou do Parlamento providências em relação a esta grave distorção.

Outras demandas foram levantadas, como incentivo à alternativas agroecológicas para os ex-fumicultores, tributação diferenciada aos produtos orgânicos, fortalecimento das estruturas de comercialização e maior fomento à pesquisa e extensão. Agricultores da Rede Ecovida também expuseram seus anseios na tribuna, reforçando o protagonismo das bases na formulação de políticas públicas.

Reuniões para discussão das reivindicações apresentadas, com participação dos movimentos agroecológicos e entidades do segmento, foram agendadas pelo Parlamento, que assumiu em público o compromisso de dar encaminhamento às questões.

Nos links abaixo, fotos dos eventos que marcaram a Semana Nacional do Alimento Orgânico em SC:

Audiência Pública e café da manhã orgânico

Feira agroecológica, palestras e reuniões

Ex-fumicultores fazem feiras em Brusque e região

A população de Brusque acaba de ganhar um ponto para compra de produtos agroecológicos (orgânicos) direto do produtor, a preços acessíveis. É a feira do grupo Raízes do Futuro, inaugurada na última quarta (11/05) no pátio da Igreja Matriz. A feira acontece simultaneamente em outros 2 pontos: no bairro Paquetá e na cidade vizinha de Nova Trento, em frente ao Ginásio de Esportes. Funcionam toda quarta-feira, a partir das 7 da manhã.

O consumidor encontrará uma boa variedade: feijão, mandioca, couve, cebola, chuchu, milho, cará, cabotiá, batata yacon, caqui, limão, maracujá, goiaba e kiwi, além de processados como doces, conservas, sucos e queijos, entre outros produtos. Tudo a partir de produção agroecológica, que não usa agrotóxicos e respeita o meio-ambiente, num ciclo virtuoso de qualidade de vida que beneficia agricultores e consumidores. Como é um modelo de comercialização direta, os preços são bem mais em conta do que se costuma ver nas gôndolas de orgânicos dos supermercados.

Ex-fumicultores e a transformação

Encabeçado pelos agricultores Antonio Gilmar Cognacco e Elton Fuckner, o grupo Raízes do Futuro é vinculado à Rede Ecovida de Agroecologia, que integra mais de 3.000 famílias agroecológicas em todo o sul do Brasil, atuando na forma de intercâmbios, cooperação técnica, desenvolvimento de estratégias de comercialização e certificação participativa da produção orgânica.

O Raízes do Futuro representa 25 famílias de Imbuia, Leoberto Leal, Nova Trento e Angelina. Metade delas já foi fumicultora, ou está em transição do cultivo de tabaco para o sistema diversificado e agroecológico da produção de alimentos. O pioneiro foi Cognacco: preocupado com a saúde própria e de seus familiares, substituiu o cultivo de 200.000 pés de fumo gradativamente, iniciando pela produção de leite a base de pasto, e hoje com uma grande variedade de cultivos orgânicos.

Agradecimentos

Pela colaboração na organização das feiras, o Grupo Raízes do Futuro agradece: equipe técnica do Cepagro, Padre Ari, Sandra Cadore, família Cognacco e todos os consumidores que tornam viável este sonho.

Núcleo Litoral Catarinense reorganiza produtores

Foi realizada na última quinta-feira, nas dependências do CCA/UFSC (Centro de Ciências Agrárias), uma reunião ampliada do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida de Agroecologia. O objetivo principal do encontro foi a socialização, entre técnicos extensionistas, professores e agricultores familiares ecologistas de 10 municípios da região, dos procedimentos que todos devem adotar para enquadramento nos SPG´s (Sistemas Participativos de Garantia, método de certificação da produção agroecológica independente de empresas privadas, legitimado recentemente pelo Ministério da Agricultura). A reunião também tratou de questões referentes à comercialização da produção agroecológica, cujo maior entrave é a falta de entrepostos de abastecimento e organização da logística.
A avaliação da conformidade orgânica é responsabilidade de uma Comissão de Ética, eleita durante a reunião, que trata de visitar as propriedades agroecológicas e avaliá-las de acordo com critérios estabelecidos pela Rede Ecovida e em consonância com as normativas federais. No próximo dia 17, esta Comissão receberá uma capacitação de campo numa propriedade rural de Paulo Lopes, que já adota as metodologias necessárias à certificação de seus produtos agroecológicos. Atualmente, 500 agricultores da Rede Ecovida já estão certificados de acordo com as novas regras. Outros 1.300 estão regularizando documentação e procedimentos e devem ser certificados nos próximos meses. Somente no Núcleo Litoral Catarinense, estão previstas 90 visitas de certificação para este ano.

A Comissão de Ética será composta pelos seguintes membros, distribuídos entre os municípios:
–    Garopaba: Mariomar Pereira e Hélio de Souza
–    São Bonifácio: Ema Schaden e Helton
–    Antonio Carlos: Eliana
–    Paulo Lopes: Osmar Marcelino e Cacilda Bach
–    Leoberto Leal: Gilmar Cognacco, Élito Fuckner e Firmino da Rosa
–    Angelina: Catarina Gelsleuchter
–    Imbuia: Jair e Sônia
–    Joinville: Acácio Schroeder e Vitor Arruda
–    Jaraguá: Sereno Zilse e Élcio Zilse
–    Araquari: Vanderlei da Silva e Verildo Zucco

Abaixo, lista geral de participantes da Reunião:

–    Volmir: presidente da Associação de Pescadores de Garopaba
–    Nazareno: Associação de Pescadores de Garopaba
–    Zezinho, agricultor de Garopaba
–    Rose: esposa Zezinho
–    Susana: pós grad. em Sociologia, vai pesquisar Rede Ecovida
–    Cassio Schroeder, agricultor de Joinville
–    Helder, técnico agrícola da Fundação 25 de Julho (Joinville)
–    Vanderlei, agricultor de Araquari
–    Denilto, agricultor de Araquari
–    Vitor, agricultor de Joinville
–    Sereno Zilsen, agricultor de Jaraguá do Sul
–    Elcio, agricultor de Jaraguá do Sul
–    Helio, Garopaba
–    Lurdes, Garopaba
–    Juliano, estudante de Agronomia
–    Ricardo, agricultor de Angelina
–    Elsa, Angelina
–    Catarina, Angelina
–    Maria Denis, Cepagro
–    Reguinald Melcher, agricultor de São Bonifácio
–    Adi da Rosa, agricultor de Garopaba
–    Mariomar, agricultor de Garopaba
–    Marcelo, Cepagro
–    Elisabete, francesa que vai montar latícinio, representa produtores de leite de Paulo Lopes
–    Talita, agricultora de Paulo Lopes
–    Glaico, extensionista Epagri de Garopaba
–    Léia, Cepagro
–    Antonia, agricultora de Leoberto Leal
–    Firmino, agricultor de Leoberto Leal
–    Gilmar, agricultor de Leoberto Leal
–    Éliton, agricultor de Leoberto Leal
–    Eliana, agricultora de Antonio Carlos
–    Luciano, agricultor de Joinville
–    Bagé, Cepagro
–    Eduardo, Cepagro
–    Denise, Cepagro
–    Fernando, Cepagro
–    Edson Benites, Cepagro