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Espaço para comercialização de produtos orgânicos será aberto na próxima quarta, 20/03

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O Cepagro, em conjunto com Cooperativas, Grupos e Associações integrantes dos Núcleos Regionais da Rede Ecovida em Santa Catarina, tem o imenso prazer em  comunicar  mais uma conquista da Agricultura Familiar para nosso Estado.
Trata-se de um momento afirmativo resultante de dois anos de pleito junto à CEASA/SC, visando a disponibilização de um espaço, agora concretizado, para comercialização de alimentos de base ecológica da agricultura familiar.
A relevância deste espaço – o Box 721, no Pavilhão da Agricultura Familiar da CEASA (São José/SC), cuja inauguração será em 20/03 (vide convite acima), se deve ao grande gargalo ainda existente em torno da logística de distribuição, e maior incidência desta sobre o custo na venda direta dos alimentos. “Embora saibamos que somente esta ação é pouca para ampliar  a agricultura de base ecológica, consideramos que, aliada a outros esforços públicos e da sociedade civil, resultará em passos largos na direção do real sentido de Desenvolvimento Sustentável dos ambientes rurais e urbanos”, avalia Charles Lamb, da coordenação geral do Cepagro.
O Box 721 vai permitir maior constância e variedade no abastecimento de dezenas de pequenos varejos de Florianópolis. O consumidor ganha ao ter acesso a produtos com preços justos e com garantia da procedência orgânica, uma vez que somente alimentos certificados, tanto por sistema participativo quanto de auditoria, serão comercializados no local.
A diversidade da oferta, respeitado a sazonalidade dos cultivos, ganha mais consistência através da articulação do Box com o Circuito de Comercialização da Rede Ecovida, que movimenta produtos da Agricultura Familiar de base ecológica provenientes dos 3 Estados do Sul. No momento, variedades orgânicas de batatas, cebolas, laranjas, maças e feijões, além de morango e mini-tomate, estão na lista de produtos ofertados. Outro produto com grande destaque é a Polpa de Açaí, extraído dos frutos da árvore Juçara (palmiteiro) da Mata Atlântica, com qualidade, textura, aparência e valor nutricional superiores ao açaí amazônico. O Açaí de Juçara é extraído por agricultores da região de Jaraguá do Sul e Joinville, numa manejo que gera recursos financeiros e a preservação da mata, mantendo e propagando os palmiteiros.
Além de servir aos varejos, o Box 721 vai facilitar a logística de circulação das compra governamentais, a exemplo do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) implementado pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento). Semanalmente, cerca de 5 toneladas de produtos orgânicos serão enviados pela Cooperativa Ecoserra, de Lages, para abastecer instituições sociais e de caridade da grande Florianópolis.
Organizado a partir de uma frutífera articulação com a UFSC, através do LACAF (Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar), o Box 721 é também um forte aliado para transformações positivas no campo. A garantia de mercado para os produtos orgânicos viabiliza outra realidade para produtores de fumo, historicamente expostos à grande carga de agrotóxicos e a integração dificilmente superável com as indústrias fumageiras. Dezenas de ex-fumicultores, pertencentes a grupos e cooperativas da região, escoarão seus produtos orgânicos através do Box. É o caso do sr. Jair Scheidt (foto abaixo), agricultor de Imbuia (SC), que abandonou o fumo e atualmente produz cebolas, tomates, feijões e frutas orgânicas.
Os contatos comerciais do Box 721 são: (48) 9652-6610 (TIM) e 8437-1875 (OI).
Para mais informações: Assessoria de Comunicação / Cepagro – (48) 9633-4007 / comunicacao@cepagro.org.br
Sr. Jair Scheidt, ex-fumicultor de Imbuia, que irá comercializar seus produtos no Box 721
Sr. Jair Scheidt, ex-fumicultor de Imbuia, que irá comercializar seus produtos no Box 721
Na seqüência, diálogos sobre a comercialização na Rede
No mesmo dia da inauguração, no período da tarde, acontece a reunião do Circuito de Comercialização Rede Ecovida, seguindo a dinâmica mensal de organização do coletivo. Serão tratados os seguintes pontos, pautados pelos integrantes e articuladores:
  • Apresentação dos participantes;
  • Apresentação do funcionamento operacional e critérios acordados de utilização do espaço CEASA;
  • Demandas e ofertas das estações, estratégias coletivas de abastecimento;
  • Dinâmica de funcionamento de cada estação presente;
  • Situação e encaminhamentos de projetos;
  • construção de agendas comuns, inclusive proposta de data para plenária de comercialização da Rede;
  • Informes gerais

Veja também: notícia do Box no Jornal do Ceasa (abaixo)

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Links externos sobre o Box 721 de Produtos Orgânicos da Grande Florianópolis
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Com participação do Cepagro, estratégias comunitárias de conservação da biodiversidade foram discutidas na Guatemala

Marcelo Farias, técnico do Cepagro, apresenta a Rede Ecovida em evento na Guatemala
O Programa Colaborativo de Fitomejoramiento Participativo en Mesoamérica (FPMA), através da Fundación para la Innovación Tecnológica Agropecuaria y Forestal (FUNDIT), sediou a Jornada de Planejamento Estratégico do Manejo Comunitário da Biodiversidade e Resiliência (CBM & R). O evento aconteceu na cidade de Antigua, Guatemala, entre os dias 05 a 10 de outubro de 2012. Participaram do encontro a Guatemala como anfitriã, o Brasil, o Equador e a Nicaragua. Os objetivos do evento foram discutir e implementar metodologias participativas de fitomelhoramento comunitário e de resiliência da biodiversidade da América Latina.
O CEPAGRO, parceiro do Programa Regional de Fitomelhoramento, teve a a oportunidade de estar neste importante evento, representado pelo técnico Marcelo Farias que apresentou as estratégias de Articulação da Rede Ecovida, a Certificação Orgânica pelos Sistemas Participativos de Garantia (SPG) e a estratégia de comercialização dos produtos orgânicos pelas feiras e programas governamentais.
Neste encontro regional foi possível construir um planejamento estratégico que irá fundamentar metodologias para estudos a nível de país e região com objetivos de conservação, manejo comunitário da biodiversidade e resiliência das espécies manejadas pelos agricultores familiares, seja para a segurança alimentar ou para a comercialização.

Litoral Catarinense e Planalto Serrano unidos na construção do Encontro Ampliado da rede Ecovida

Em maio de 2012, Florianópolis receberá cerca de 800 agricultores familiares agroecológicos do Sul do Brasil para o 8o. Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia.

Seminários, oficinas, atrações culturais e uma grande feira agroecológica irão compor o evento realizado nas dependências da UFSC, unindo agricultores, comunidade universitária e a população de Florianópolis em torno das temáticas da produção e acesso aos alimentos ecológicos de qualidade. A Rede Ecovida é composta por 26 Núcleos localizados em RS, PR, SC e sul de SP, que articulam-se em torno da produção agroecológica gerando referências inovadoras, como a consolidação da Certificação Participativa e um Circuito de Comercialização organizado pelos próprios agricultores.

A organização do evento compete aos Núcleos Litoral Catarinense e Planalto Serrano da Rede Ecovida.

Clique na imagem abaixo para saber mais.

Terceirização da alimentação escolar em SC está com os dias contados

Há pouco menos de 2 anos, 4 empresas privadas passaram a fornecer 100% da alimentação escolar na Rede Estadual de Ensino de Santa Catarina. Não bastasse o fato de estas mesmas empresas serem alvo de investigações criminais em outros estados, a medida fez com que o custo anual da alimentação subisse 55%.

A terceirização também excluiu uma importante alternativa de renda para os agricultores familiares do Estado. O quadro agora começa a ser revertido. O governador Raimundo Colombo declarou recentemente que não irá renovar os contratos com as empresas. A alimentação escolar deverá ficar sob responsabilidade dos munícipios ou das SDR’s (Secretarias de Desenvolvimento Regional).

Leia matéria completa, publicada no Diário Catarinense de 23/07/2011

Veja mais: em audiência pública na Assembléia Legislativa, o presidente do Cepagro Natal Magnanti denuncia a terceirização

 

Em audiência pública, agricultores agroecológicos de SC reivindicam políticas para o setor

Desde o ano passado, uma lei federal obriga as prefeituras a comprarem no mínimo 30% da alimentação escolar diretamente de agricultores familiares. Se a mesma lógica fosse aplicada pelo governo do Estado, um mercado de R$ 12 milhões por ano poderia fomentar esta cadeia e alavancar importantes processos de transição agroecológica no campo, fixando jovens e suas famílias.

“Infelizmente, a alimentação escolar em SC é terceirizada, e apenas 4 empresas privadas ficam com o bolo de R$ 41 milhões”, afirmou o agrônomo Natal João Magnanti, presidente do CONSEA-SC (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), durante a audiência pública realizada na ALESC em 31/05. Em nome do CONSEA e da Rede Ecovida, Magnanti cobrou do Parlamento providências em relação a esta grave distorção.

Outras demandas foram levantadas, como incentivo à alternativas agroecológicas para os ex-fumicultores, tributação diferenciada aos produtos orgânicos, fortalecimento das estruturas de comercialização e maior fomento à pesquisa e extensão. Agricultores da Rede Ecovida também expuseram seus anseios na tribuna, reforçando o protagonismo das bases na formulação de políticas públicas.

Reuniões para discussão das reivindicações apresentadas, com participação dos movimentos agroecológicos e entidades do segmento, foram agendadas pelo Parlamento, que assumiu em público o compromisso de dar encaminhamento às questões.

Nos links abaixo, fotos dos eventos que marcaram a Semana Nacional do Alimento Orgânico em SC:

Audiência Pública e café da manhã orgânico

Feira agroecológica, palestras e reuniões

Ex-fumicultores fazem feiras em Brusque e região

A população de Brusque acaba de ganhar um ponto para compra de produtos agroecológicos (orgânicos) direto do produtor, a preços acessíveis. É a feira do grupo Raízes do Futuro, inaugurada na última quarta (11/05) no pátio da Igreja Matriz. A feira acontece simultaneamente em outros 2 pontos: no bairro Paquetá e na cidade vizinha de Nova Trento, em frente ao Ginásio de Esportes. Funcionam toda quarta-feira, a partir das 7 da manhã.

O consumidor encontrará uma boa variedade: feijão, mandioca, couve, cebola, chuchu, milho, cará, cabotiá, batata yacon, caqui, limão, maracujá, goiaba e kiwi, além de processados como doces, conservas, sucos e queijos, entre outros produtos. Tudo a partir de produção agroecológica, que não usa agrotóxicos e respeita o meio-ambiente, num ciclo virtuoso de qualidade de vida que beneficia agricultores e consumidores. Como é um modelo de comercialização direta, os preços são bem mais em conta do que se costuma ver nas gôndolas de orgânicos dos supermercados.

Ex-fumicultores e a transformação

Encabeçado pelos agricultores Antonio Gilmar Cognacco e Elton Fuckner, o grupo Raízes do Futuro é vinculado à Rede Ecovida de Agroecologia, que integra mais de 3.000 famílias agroecológicas em todo o sul do Brasil, atuando na forma de intercâmbios, cooperação técnica, desenvolvimento de estratégias de comercialização e certificação participativa da produção orgânica.

O Raízes do Futuro representa 25 famílias de Imbuia, Leoberto Leal, Nova Trento e Angelina. Metade delas já foi fumicultora, ou está em transição do cultivo de tabaco para o sistema diversificado e agroecológico da produção de alimentos. O pioneiro foi Cognacco: preocupado com a saúde própria e de seus familiares, substituiu o cultivo de 200.000 pés de fumo gradativamente, iniciando pela produção de leite a base de pasto, e hoje com uma grande variedade de cultivos orgânicos.

Agradecimentos

Pela colaboração na organização das feiras, o Grupo Raízes do Futuro agradece: equipe técnica do Cepagro, Padre Ari, Sandra Cadore, família Cognacco e todos os consumidores que tornam viável este sonho.