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Da cidade para o campo: Projeto Misereor em Rede difunde a Agroecologia

Grupo que visitou a propriedade da família Cognacco, em Leoberto Leal.

Neste mês de novembro, as atividades do Projeto Misereor em Rede continuam difundindo a Agroecologia para a população, em atividades como oficinas, intercâmbios e visitas de campo. No sábado, 11 de novembro, representantes da comunidade e profissionais dos Postos de Saúde do Ribeirão da Ilha e Alto Ribeirão participaram de uma oficina de compostagem no Jardim Botânico do Itacorubi. E no domingo, 12 de novembro, um grupo de consumidores e consumidoras da Feira Agroecológica do Campeche visitou a propriedade da família Cognacco, na comunidade Vargem dos Bugres, em Leoberto Leal (SC), onde são cultivados muitos dos alimentos que abastecem a Feira.

Turma da Oficina de Compostagem no Jardim Botânico.

A oficina de compostagem do sábado foi facilitada pela equipe da COMCAP e fez parte de uma série de atividades realizadas no Posto de Saúde do Ribeirão da Ilha através de uma parceria entre Cepagro e Epagri. “Agora também contamos com apoio da COMCAP e das Secretarias de Saúde e Agricultura de Florianópolis”, explica Erika Sagae, da equipe de campo do Projeto. Nos próximos encontros, será implantada uma horta naquela unidade de saúde. “Agradecemos a todxs que participam com entusiasmo da atividade, incentivando e acreditando na Agricultura Urbana em Florianópolis”, completa Erika.

 

 

No domingo, um grupo de 10 consumidores e consumidoras, além da equipe Cepagro e estudantes do Centro de Ciências Agrárias, foram ao interior de Leoberto Leal, a 150 km de Florianópolis, para conhecer a propriedade de Gilmar e Lúcia Cognacco, família que todos os sábados traz uma grande diversidade de alimentos agroecológicos para a Feira Agroecológica do Campeche.

Além de disfrutar das belas paisagens do interior de Santa Catarina, o grupo (re)conheceu na prática e no campo o esforço de toda a família para produzir alimentos bons, limpos e justos. Comentários sobre a distância percorrida pelo agricultor todas as semanas para fazer a Feira, a união da família no trabalho pela agroecologia e o cuidado no cultivo dos alimentos e criação dos animais brotavam a todo momento entre os participantes. Para a família, foi mais uma oportunidade de reconhecimento e valorização pela sua jornada agroecológica.

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Cepagro integra atividade sobre Segurança Alimentar em Lages

A convite do Centro Vianei de Educação Popular e da Cooperativa Ecoserra de Agroecologia, o Cepagro participou do Seminário Segurança Alimentar e Nutricional e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) ,  realizado em Lages no dia 27 de outubro. AS-PTA e CETAP, organizações parceiras do Cepagro no Projeto Misereor em Rede, também participaram da atividade, em que foram discutidas temáticas como acesso ao alimento bom limpo e justo;  Educação Alimentar e Nutricional; Agricultura Urbana e sensibilização de consumidores. Estiveram presentes agricultores (as), técnicos (as), representante do Governo do Estado e de Prefeituras. O Cepagro integrou a discussão sobre ações do Projeto Misereor em Rede junto aos beneficiários consumidores do Programa de Aquisição de Alimentos, com apresentação de Erika Sagae.

Também foram discutidas ações e perspectivas sobre o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com uma visita ao Banco de Alimentos do Município de Lages.

 

 

 

 

 

 

 

Projeto Misereor em Rede realiza novo encontro no Campeche

Participantes do Projeto Misereor em Rede, articulado pelo Cepagro junto com outras 3 organizações do Sul do Brasil, realizaram novo encontro para troca de experiências e saberes no Campeche na última quinta, 21 de setembro.

O grupo de agricultura urbana fomentado pelo projeto Misereor em Rede já se encontra regularmente para trocar informações e construir ações para melhorias das atividades junto à comunidade. Na última quinta, as atividades iniciaram com uma visita a propriedade da astróloga Guitel Zaslavsky, seguindo depois para uma pequena agrofloresta com diversas árvores frutíferas no Campeche.

Houve ainda troca de sementes e colheita de feijão guandú. Participaram das atividades representantes do Conselho Regional de Assistência Social (CRAS) do Morro das Pedras, que discutiram como a agricultura urbana pode melhorar o ambiente do bairro junto aos moradores.

O objetivo dos encontros é promover intercâmbios de saberes por meio de visitas domiciliares, conhecendo as experiências de hortas nas residências.

Sensibilização de consumidores é um dos focos do Projeto Misereor em Rede

Eduardo Rocha, da equipe do projeto e presidente do Cepagro, facilita a oficina de SAN na Escola Sul da CUT

O projeto do Cepagro com outras três organizações do Sul do Brasil (AS-PTA, Vianei e CETAP) trabalha na sensibilização e articulação de consumidores e consumidoras para que optem por alimentos agroecológicos sempre que possível. No sábado 19 de agosto, por exemplo, a equipe do projeto facilitou uma oficina sobre Segurança Alimentar e Nutricional na Escola de Formação Sindical Sul da Central Única de Trabalhadores (CUT), no bairro Ponta das Canas, para cerca de 15 pessoas, consumidores/as da Feira que acontece ali quinzenalmente aos sábados. “Foi uma roda de conversa bem interessante, discutindo o papel do consumidor dentro da teia de produção e consumo”, afirma Erika Sagae, da equipe do projeto.

No sábado seguinte, 26 de agosto, a equipe do projeto participou de uma atividade na escola SOCIESC, no bairro Itacorubi. Numa parceria com o Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (LACAF-UFSC), foi feita uma sensibilização com pais e mães dos/as estudantes sobre o funcionamento de células de consumo de alimentos agroecológicos.  O objetivo foi divulgar e ampliar o número de consumidores de produtos agroecológicos que circulam ali, já que toda 6ª feira os agricultores do grupo Flor do Fruto da Rede Ecovida entregam alimentos no estacionamento da escola.    “Montamos uma stand e a medida que os pais iam circulando pela escola e nos perguntavam , explicávamos como funciona a célula de consumo”, conta Erika Sagae.

Projeto Misereor em Rede: articulando estudantes, técnicos/as e agricultores/as

 

Atividades do Projeto Misereor em Rede movimentam o Campeche

Entre rodas de conversa e intercâmbios de saberes, o Projeto Misereor em Rede tem movimentado e dado visibilidade às agriculturas urbanas do bairro Campeche, no Sul da Ilha de Santa Catarina. As atividades reúnem representantes de hortas comunitárias, agricultores/as urbanos/as, funcionários de Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e Postos de Saúde, além de parcerias da Epagri, proporcionando ricas trocas de saberes e experiências – além de saborosos momentos de degustação com Plantas  Alimentícias Não Convencionais (PANCs).

No dia 18 de agosto, uma 6ª feira, 12 participantes do projeto  se reuniram no Jardim do Simples – quintal produtivo no Campeche – para iniciar a discussão sobre Agricultura Urbana no âmbito da Rede Ecovida de Agroecologia.  “O Jardim do Simples é um espaço particular no Campeche com uma proposta de fomentar atividades de interação com a comunidade . Lá foi possível visitar o banheiro seco, o galinheiro e uma área com mais de 30 espécies frutiferas e PANCs”, conta Erika Sagae, técnica de campo do projeto e doutoranda em Geografia com a temática de Agricultura Urbana.  Ela avalia que “criou-se um laço de amizade entre as pessoas”. Como encaminhamento desta atividade, o grupo decidiu que fará encontros periódicos, visitando outras hortas urbanas e experiências de Agricultura Urbana em Florianópolis.

Na semana seguinte, no dia 24 de agosto, cerca de 40 pessoas, entre profissionais dos postos de saúde do Ribeirão da Ilha, Caieira da Barra do Sul e Tapera, além de moradores do Ribeirão participaram de um intercâmbio na Horta Comunitária do PACUCA, o segundo de uma série de 4 atividades em parceria com a Epagri com a temática de PANCs.  A proposta foi trazer elementos teóricos, preparar receitas e também mobilizar a comunidade para atividades comunitárias. Além da visita à Horta do PACUCA, os/as participantes fecharam a atividade com um saboroso lanche a base de PANCs no Jardim do Simples.  “É importante ressaltar o interesse das pessoas em participar das atividades. Do primeiro encontro, com 15 pessoas, para este segundo tivemos um aumento considerável de participantes”, afirma Erika Sagae.