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Envolvimento e integração comunitários: Horta do Ribeirão da Ilha já dá seus primeiros frutos

A semente da Horta Comunitária do Centro de Saúde do Ribeirão da Ilha, região sul de Florianópolis, já estava plantada há alguns anos. “Alguns funcionários traziam mudinhas e foram plantando. Com envolvimento do Cepagro, da Epagri, além da participação de servidores e da comunidade nas oficinas de alimentação saudável e compostagem, a vontade foi crescendo”, conta a dentista Carla Antoni Luchi, coordenadora do CS. No último sábado,  7 de julho, foi o momento de ver os primeiros brotos daquela semente: após alguns mutirões e oficinas, a Horta do Centro de Saúde do Ribeirão da Ilha foi finalizada. Cerca de 20 pessoas, entre moradores/as, comissão municipal de Agricultura Urbana (FLORAM, COMCAP e Secretarias da Saúde e Agricultura), equipe do Centro de Saúde e do Cepagro, participaram da atividade, em que os canteiros foram montados e preenchidos com palhada e composto e as primeiras mudas de verduras e ervas medicinais foram plantadas. Mesmo antes da primeira colheita, a Horta já rendeu frutos importantes como o envolvimento e a integração comunitários.

O Cepagro esteve presente nesta atividade através do projeto Misereor em Rede, que subsidiou a vinda do engenheiro ambiental Pedro Ocampos Palermo para facilitar uma oficina de montagem de espiral de ervas. Também participaram membros do curso de Agroecologia e consumidorxs do projeto. “À medida que íamos fazendo a horta, também discutíamos segurança alimentar e nutricional, consumo, sustentabilidade”, explica Erika Sagae, vice-diretora do Cepagro e que também é da equipe do projeto. De acordo com Erika, a temática das hortas comunitárias num projeto com foco em dinâmicas de consumo de alimentos agroecológicos vem no sentido do “estímulo à produção para autoconsumo, promovendo também uma conscientização com as pessoas sobre rever de onde vem seu alimento, seja plantando ou comprando de produtorxs agroecológicxs”.

A assistente social Raquel Solange de Souza é uma das participantes do Projeto Misereor em Rede e também vem participando da Horta Comunitária do Ribeirão. “Moro aqui na comunidade há anos e nunca tinha visto as pessoas tão felizes e incentivadas em prol de um único objetivo”, afirma. Para ela, os frutos da horta incluem, além de uma alimentação mais saudável, “que a comunidade possa interagir, plantar, trocar conhecimentos na hora do plantio e repassá-los, propiciar boas experiências na vida das pessoas”. O envolvimento da comunidade é fundamental para a continuidade da Horta: “o pessoal estava ali pra plantar mas já planejando outro encontro, como seria a manutenção da horta ao longo da semana, quem iria regar, colocar casca de ovo pra espantar insetos”, conta.

Raquel destaca também a importância das plantas medicinais na horta. Carla, da coordenação do CS, concorda: “Nossa ideia é incentivar o consumo de plantas medicinais pra ter mais saúde com uso menor de medicamentos”. Ela também notou o compromisso da comunidade com a horta como um dos seus primeiros resultados positivos. “E este é um espaço público, que é da comunidade. Agora, esperamos que cada vez mais pessoas possam se envolver e participar, pra que possamos ver isso retornar em saúde pra nossa comunidade”, afirma.

Erika ressalta o apoio do SESC Santa Catarina e da COMCAP à Horta, com a doação de composto e cepilho, além do empresariado local, com alguns materiais. Maricultores do Ribeirão da Ilha também aportaram com cascas de ostras, que ajudaram na elevação dos canteiros e possivelmente disponibilizarão calcário para a terra.

 

 

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Rede Semear Floripa ganha cara nova com reunião na Horta Comunitária do PACUCA

Buscando aproximar-se dos grupos de base da Agricultura Urbana de Florianópolis, a Rede Semear Floripa teve sua última reunião na Horta Comunitária e Pedagógica do PACUCA, no Campeche, no sábado passado, dia 30 de junho. A vice-diretora do Cepagro, Erika Sagae, representou a organização ali e avaliou o encontro como “muito positivo, com ampla participação de agricultores e agricultoras urbanos locais, profissionais do CRAS Capoeiras e Saco dos Limões, estudantes, professores e acadêmicos da UFSC (Geografia, Arquitetura, Saúde e Agronomia), órgãos públicos e do gabinete do vereador Marquito”. Cerca de 25 pessoas participaram da atividade, que teve também uma visita guiada pela horta, um “momento muito importante de troca de experiências, conhecimentos e mudas”, disse Erika. “Isso mostra a importância de que as reuniões aconteçam nos espaços das hortas, pra ter interação e fortalecer a Rede”, completa.

Depois de conhecerem a história da Horta do PACUCA pelo relato de seu coordenador, Ataíde Silva, as/os participantes  discutiram a importância da participação na Rede para a construção do IV Encontro Municipal de Agricultura Urbana. Além de encaminhamentos, todxs saíram com sacolas cheias de verduras e aipim. A próxima reunião será no dia 4 de agosto no Centro de Ciências Agrárias da UFSC, a convite do grupo HOCCA – Horta Orgânica do CCA. Junto com a organização do Encontro de Agricultura Urbana, na pauta também está uma oficina sobre formatos de horta e propagação de mudas.

Entre em contato!
Rede Semear Floripa de Agricultura Urbana – facebook.com/redesemearfloripa/
Horta Pedagógica e Comunitária do PACUCA – facebook.com/hortadopacuca/

fotos: Paulo Freitas e Erika Sagae

 

Oficina de horta agroecológica no CRAS Capoeiras mobiliza comunidade

Na manhã desta quinta-feira, 14 de junho, o Cepagro realizou uma oficina de horta agroecológica no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) do bairro Capoeiras, em Florianópolis. A oficina foi uma ação do projeto Misereor em Rede, que trabalha a segurança alimentar e nutricional voltada para os consumidores, e foi facilitada pelos agrônomos Karina Smania de Lorenzi e Ícaro Pereira, da equipe de Agricultura Urbana do Cepagro.

A atividade se dividiu em três momentos: apresentação, reconhecimento do entorno e montagem da horta. Na roda de apresentação, os facilitadores explicaram um pouco sobre a dinâmica de uma horta, como o melhor posicionamento em relação ao sol e quais os nutrientes necessários para que as plantas se desenvolvam.

Em seguida, as/os 18 participantes caminharam em torno do CRAS prestando atenção nas plantas que crescem no terreno e coletando mudas para montar a horta. A psicóloga do CRAS Capoeiras, Alvira Bossy, ficou surpresa com a quantidade de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) que crescem no terreno. “Eu ia pedir pra roçar tudo achando que era capim”, conta. Ela também pensou em jogar fora tocos de madeira e galhos que, no fim, foram usados para montar a horta em espiral.

Depois do reconhecimento das plantas que crescem no terreno e de trocas de receitas, foi a vez de colocar a mão na terra. Com tocos de madeira e tijolos usados, a horta foi tomando forma. O cepilho e a terra adubada vieram logo em seguida, como alimento para as mudas. Entre flores, hortaliças e temperos, a horta ganhou forma, cor e cheiro.

Convidado pelas funcionárias do CRAS, Policarpo Neto, morador do bairro Capoeiras, se interessou pela oficina e trouxe algumas mudas para contribuir com a horta. Ele tem horta em casa onde cultiva e se alimenta de hortaliças orgânicas. Com a oficina aprendeu algumas técnicas que não conhecia, “eu estou tendo problemas com borboletas na minha horta, agora eu aprendi como fazer para espantar”, conta.

Os Centros de Referência em Assistência Social possuem alguns eixos de atuação e um deles é o de fortalecimento de vínculos. Para a psicóloga do CRAS Capoeiras, Lilian Budag Becker, a horta dentro do CRAS tem justamente a função de fortalecer os vínculos de convivência, não só do centro com a comunidade, mas entre os próprios moradores. Para o Diretor Presidente do Cepagro, Eduardo Rocha, ter uma horta nesse ambiente é benéfico porque não trabalha somente a questão alimentar, mas a interação entre as pessoas. “A conversa ao redor da horta não é somente sobre o plantar, mas sobre tudo o que envolve o alimento, como memórias de infância, por exemplo”.

Mais hortas serão construídas no local: “a ideia é que seja uma oficina permanente onde grupos de moradores e de outras instituições possam colaborar com a manutenção da horta”, explica Lilian. A psicóloga contou ainda que, às vezes, as pessoas vêem o espaço público como um local abandonado, e a horta traz a ideia de que os cidadãos também podem contribuir com o cuidado e manutenção desses espaços.

Por fim, a vice-presidenta do Cepagro, Erika Segae, agradeceu a participação dos presentes e a parceria com a Comcap e o Sesc que contribuíram com materiais para a oficina.

Cepagro articula implantação de horta comunitária no Ribeirão da Ilha

A técnica de campo e educadora Erika Sagae com a equipe do Posto de Saúde.

Num espaço geralmente associado à doença, o começo de uma horta  estimula a discussão e práticas de saúde e alimentação saudável para a comunidade. Foi o que aconteceu no sábado 7 de abril, quando a equipe do Cepagro/Projeto Misereor em Rede colaborou no mutirão inicial de implantação da horta no Posto de Saúde do Ribeirão da Ilha, ao sul de Florianópolis. Além da forte participação da comunidade – sobretudo mulheres – estiveram presentes também vários servidores da Saúde e representantes do Programa Municipal de Agricultura Urbana, como Epagri, Secretarias de Saúde e Agricultura, Comcap e Floram.

Neste primeiro momento, as e os participantes colheram bambu para levantar os canteiros. “Após a visita à Horta Comunitária do PACUCA, o pessoal gostou muito desse modelo do canteiro elevado, mais adaptado para pessoas idosas, que são maioria no público que vai atuar na horta”, explica Erika Sagae, do Cepagro. No próximo mutirão, serão produzidas as mudas e feitos os plantios.