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Cepagro e Revolução dos Baldinhos são parceiros da Prefeitura de Florianópolis em projeto de compostagem

Ana Karolina da Conceição, coordenadora comunitária da Revoluução dos Baldinhos, durante lançamento do projeto apoiado pelo MMA.

Na última sexta-feira, 8 de junho, foi lançado no Jardim Botânico o Projeto Ampliação e Fortalecimento da Valorização de Resíduos Orgânicos de Florianópolis, que ficou em 2º lugar dentre 12 cidades selecionadas pelo Ministério do Meio Ambiente no edital para projetos de compostagem de resíduos orgânicos urbanos. O Cepagro participou ativamente da construção do projeto e esteve presente na solenidade, junto com a Revolução dos Baldinhos e a Horta Comunitária do PACUCA. Marcaram presença também o Prefeito de Florianópolis, representantes da COMCAP, FLORAM, Secretarias de Saúde, Educação e Infraestrutura e SESC/SC. O agrônomo Antônio Storel Júnior, que foi coordenador de resíduos orgânicos da Amlurb (São Paulo) à época da implantação do Pátio de Compostagem do Programa Feira Livre Sustentável, que conta com assessoria técnica do Cepagro desde sua implantação, também fez uma fala durante o evento.

De acordo com Flávia Vieira Guimarães Orofino, engenheira sanitarista da COMCAP e coordenadora do projeto, o objetivo da iniciativa – que tem um orçamento total de cerca de R$ 967 mil e duração prevista de 2 anos – é desviar resíduos orgânicos do aterro sanitário, através da distribuição de composteiras domésticas, coleta porta-a-porta em bairros piloto (Monte Verde e Itacorubi), além do apoio a grupos comunitários (Revolução dos Baldinhos e PACUCA) e a a instalação de outros 5 pátios de compostagem institucional, a cargo da COMCAP e FLORAM. “Com os grupos comunitários, o desafio é a sustentabilidade financeira”, explica Flávia Orofino. “Por isso iremos fazer um estudo em parceria com a Revolução dos Baldinho para verificar a viabilidade de remunerá-los a partir do Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos (PSAU). Ao final do projeto, esperamos colocar o PSAU em prática”, afirma a engenheira sanitarista. Enquanto isso, o grupo comunitário d da Revolução receberá 2 bolsas no valor de 1 salário mínimo para continuar as atividades durante 18 meses.

“A gente não quer que a Revolução fique só na Chico Mendes, mas que vá pra todo Brasil. E o pagamento por serviços ambientais é uma alternativa para que várias comunidades possam fazer sua Revolução também”, disse o coordenador do eixo urbano do Cepagro Júlio Maestri durante o Seminário. O Cepagro ficará responsável pelas formações em compostagem no projeto apoiado pelo MMA, considerando os mais de 10 anos de experiência em gestão de resíduos orgânicos da organização. Júlio apresentou esse histórico da atuação do Cepagro em compostagem: desde o Projeto Família Casca, passando pela Revolução Dos Baldinhos, Programa Educando com a Horta Escolar, reaplicação da tecnologia social pela Fundação Banco do Brasil e os cursos de gestão comunitária de resíduos orgânicos e agricultura urbana.

Em 10 anos de atuação na comunidade Chico Mendes, a Revolução dos Baldinhos já reciclou e desviou do aterro sanitário centenas de toneladas de resíduos orgânicos da comunidade, de acordo com Ana Karolina da Conceição, coordenadora comunitária da Revolução. Somente entre 2009 e 2013 foram 437 toneladas de resíduos transformadas em adubo, resultando numa economia de R$ 137 mil aos cofres públicos, de acordo com a pesquisa de mestrado do agrônomo Marcos José de Abreu, um dos fundadores do projeto. Nos anos seguintes, a Revolução manteve uma média de compostagem de 6 toneladas de resíduos por mês, resultando em cerca de outras 300 toneladas de resíduos desviados do aterro entre 2013 e 2018. Considerando a média de R$ 148/tonelada enviada ao aterro, seriam outros R$ 44 mil reais economizados. Além de coletar orgânicos e fazer a compostagem, a Revolução também transforma óleo de cozinha em sabão e coleta roupas usadas para um brechó comunitário onde a peça mais cara custa R$ 5. “Nós somos o meio ambiente, então temos que voltar a participar desse circuito”, disse Ana Karolina da Conceição durante o Seminário.

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Revolução dos Baldinhos e Cepagro falam sobre compostagem em Santos (SP)

A coordenadora comunitária da Revolução Ana Karolina da Conceição e o agrônomo Júlio Maestri, da equipe do Cepagro, participaram no último sábado (12 de maio) da OCUPAÇÃO VERDE, uma série de encontros do SESC Santos (SP) que traz “reflexões e práticas sobre ocupações de espaços públicos baseadas na cultura da sustentabilidade”. Na roda de conversa sobre “Compostagem Urbana Descentralizada”, Júlio e Karol falaram sobre a experiência da Revolução, “tentando motivar na cidade de Santos algumas ações”, afirma Júlio. O evento reuniu professores, representantes do poder público e moradore/as de comunidades diversas.

Santos foi uma das cidades selecionadas no edital de Apoio a Projetos de Compostagem do Ministério do Meio Ambiente. A formação com as 12 prefeituras selecionadas aconteceu em Florianópolis em meados de abril, e incluiu uma visita à Revolução (foto abaixo).

Lúdica, didática e comunitária: Gestão de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana no Curso do Cepagro

Realizado de 20 a 23 de novembro, o III Curso de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana contou com a participação de mais de 40 pessoas, entre estudantes, representantes do poder público, lideranças comunitárias, educadores e educadoras e também jornalistas de vários municípios de Santa Catarina e de outros estados. Mais do que ensinar a fazer compostagem, o Curso teve o objetivo de compartilhar experiências e conhecimentos em rodas de conversa e visitas de campo para fomentar a Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos em outros contextos, de acordo com o coordenador do eixo urbano de projetos do Cepagro, Júlio César Maestri. O Curso foi promovido pelo Cepagro e FAPESC, em parceria com a UFSC, FATMA e COMCAP.

Abordar a compostagem de forma lúdica e criativa foi a atividade de abertura do Curso, no Jardim Botânico do Itacorubi. Com muitxs educadoras e educadores entre os participantes, o agrônomo Júlio Maestri explicou não só o passo-a-passo da compostagem e listou os materiais necessários, mas trouxe várias dicas para trabalhar o tema em contextos educacionais e comunitários. Com a TV Composteira – uma caixa de madeira com uma das paredes feita de vidro – é possível visualizar e entender como funciona o processo de transformação de resíduos orgânicos em adubo.

Na parte da tarde, os/as participantes montaram uma leira de compostagem no Centro de Valorização de Resíduos Orgânicos do Jardim Botânico de Florianópolis. Com a orientação dos engenheiros agrônomos Júlio MaestriAline Assis e Guilherme Bottan, a turma colocou a mão na palha, nos resíduos, na serragem e no composto, aprendendo na prática o passo a passo das camadas da leira e os cuidados na sua manutenção. 

O segundo dia de atividades foi dedicado às visitas de campo: Revolução dos Baldinhos na parte da manhã e Horta Pedagógica e Comunitária do Pacuca, no bairro Campeche, à tarde. “Os visitantes conheceram a comunidade e o rotina dos agentes comunitários, visitando os pontos de separação direta na fonte pela comunidade e a agrofloresta da Margarida dos Santos na beira da BR”, conta a agente comunitária Cíntia Aldaci Cruz. “Descobrindo que não existem lugar certo pra plantar, a gente é que faz! Também participaram da prática no Pátio de Compostagem, tirando duvidas e aprimorando conhecimentos”, completa. 

Já no Sul da Ilha, na Horta Comunitária do PACUCA, o grupo foi guiado pelos voluntários Bianca Pulice e David Soares, conhecendo as leiras de compostagem que recebem resíduos orgânicos do bairro e os canteiros de hortaliças, legumes e ervas medicinais, cultivados de forma agroecológica e seguindo princípios de consórcios entre as plantas. De acordo com Ataide Silva, uma das lideranças da iniciativa, a compostagem do Pacuca recebe em média 2 toneladas de resíduos orgânicos por semana, chegando a produzir 70 toneladas de adubo por ano. Todo o trabalho que move a Horta do Pacuca é realizado por cerca de 10 voluntários, que desde 2015 vêm transformando aquele terreno na Rua da Capela com muito trabalho, carinho e amor pela terra, como afirmou o guardião Anilton Bardança.

Na quarta-feira, 22 de novembro, o Curso abriu as portas para o público em geral, durante o Seminário INTEGRANDO REVOLUÇÕES, que trouxe para o Jardim Botânico a Revolução dos Baldinhos e outras duas experiências inspiradas por ela: a Revolução de Macaíba (RN) e a Cooperativa de Resíduos Orgânicos de Paragominas (PA). 

 

 

O Curso terminou com a elaboração de planos de ação em gestão de resíduos orgânicos para as diversas localidades presentes. Demandas de grupos que gostariam de iniciar planos e as vivências de projetos já consolidados foram intercambiadas na vivência.

SEMINÁRIO “INTEGRANDO REVOLUÇÕES” DEBATE INICIATIVAS EM GESTÃO COMUNITÁRIA DE RESÍDUOS ORGÂNICOS

O III Curso de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana teve como parte da programação o Seminário “Integrando Revoluções”, que aconteceu no dia 22 de novembro às 14h no Jardim Botânico do Itacorubi. A atividade reuniu representantes da Revolução dos Baldinhos, da Cooperativa de Compostagem de Paragominas/PA e da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN, que relataram experiências com Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos. Assim como o Curso, o Seminário “Integrando Revoluções” foi gratuito e promovido pelo Cepagro em parceria com a FAPESC, COMCAP, UFSC, FATMA, contando com o apoio do Ministério da Agricultura. Após o Seminário, representantes de ONGs,  universidades e comunidades do Rio de Janeiro, Macaíba/RN, Paragominas/PA, São Francisco do Sul, Itapema/SC e Florianópolis se reunirão para elaborar planos de ações em gestão de resíduos orgânicos para suas localidades. A Banda Cores de Aidê encerrou o evento.

Mesa de abertura do seminário composta por representantes do poder público e ONGs

A abertura do seminário foi realizada com representantes das organizações que promoveram o evento.  Em seguida, representantes da Revolução dos Baldinhos e outras duas experiências de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos a Cooperativa de Compostagem de Paragominas/PA e da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN junto com o vereador Marcos José de Abreu ocuparam a mesa e relataram suas experiências na mobilização comunitária para agricultura urbana. A mesa foi coordenada pelo professor Oscar José Rover do Centro de Ciências Agrárias da UFSC. 

Representantes das experiencias em gestão de resíduos orgânicos de Macaíba/RN, Paragominas/PA e Revolução dos Baldinhos de Florianópolis/SC.

Projeto “Revolução dos Baldinhos e Agricultura Urbana” inspira outras experiências pelo país

As duas experiências do Norte e Nordeste do país, a Cooperativa de Compostagem de Paragominas e a Revolução dos Baldinhos de Macaíba foram inspiradas na primeira Revolução dos Baldinhos e Agricultura Urbana aqui do sul, em Florianópolis, na comunidade Chico Mendes. O projeto do Sul implementado em 2008 e certificado como “Tecnologia Social” pelo Banco do Brasil em 2011. Em seguida, replicado em Macaíba/RN e em Paragominas/PA.

A experiência paraense teve início em 2015, quando o técnico Júlio Maestri esteve em Paragominas/PA para realizar a mobilização de famílias com objetivo de replicar o Modelo de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana realizado pelo Cepagro. A experiência teve seu início junto ao projeto Sustentabilidade Ambiental do empreendimento Morada dos Ventos (Minha Casa Minha Vida/CAIXA), no local vivem 1.100 famílias,  contou com o apoio integral do poder público e se transformou em uma cooperativa.

A iniciativa do Rio Grande do Norte foi concebida em empreendimentos imobiliários do Programa Minha Casa, Minha Vida.  Por meio de uma parceria entre  a Associação de Apoio às Comunidades do Campo do RN (AACC), o Cepagro, e a Revolução dos Baldinhos da comunidade Chico Mendes foi realizada uma capacitação em dezembro de 2016 em Macaíba/RN com a participação de 50 pessoas. Facilitaram essa capacitação o técnico do Cepagro  Júlio Maestri e a coordenadora comunitária da Revolução, Ana Karolina da Conceição. A capacitação facilitada pela equipe do Cepagro foi o ponto de partida para a criação da “Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN. “As pessoas (em Macaíba/RN) não sabiam o que era compostagem até a chegada do Cepagro para dar assessoria técnica. Então aprendemos a construir hortas e a fazer nosso próprio adubo” disse Maria Heloísa Lima  da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN durante o seminário “Integrando Revoluções”

No seminário, representantes das experiências do Norte e Nordeste do país foram as primeiras a relatar como se deram as atividades em suas localidades. “Ao contrário das experiências aqui presentes (Revolução dos Baldinhos da comunidade Chico Mendes, Florianópolis e Macaíba/RN), a nossa experiência com gestão de resíduos orgânicos teve iniciativa do poder público, da prefeitura de Paragominas que enxergou a possibilidade de geração de trabalho e renda por meio da compostagem”. disse Rosilene Oliveira, Assistente Social do CRAS Comunidade Morada dos Ventos em Paragominas/PA e colaboradora da Cooperativa de Compostagem de Paragominas.

Rosilene Oliveira, Assistente Social do CRAS Comunidade Morada dos Ventos em Paragominas/PA e colaboradora da Cooperativa de Compostagem de Paragominas.
Maria Heloísa Lima  da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN durante o seminário “Integrando Revoluções”

Poder público

Sobre o patrocínio das entidades públicas ainda há uma lacuna que precisa ser preenchida, segundo Ana Karolina da Conceição coordenadora da Revolução dos Baldinhos na comunidade Chico Mendes, “Diferente da experiência da colega lá do Norte, aqui é preciso mais apoio, sempre vamos cobrar isso, porque o que fazemos é tarefa do poder público.” avaliou Ana Karolina. O Diretor Presidente do Cepagro, Eduardo Rocha reforçou a importância da participação mais ampla do poder público. “Essas experiências têm a participação pontual de agentes e técnicos públicos, é necessário ampliar a participação governamental na gestão de resíduos” disse Eduardo Rocha.

Eduardo Rocha – Diretor Presidente do Cepagro à esquerda. Profº Oscar Rover do Centro de Ciencias Agrárias –  UFSC à direita.

Participação da comunidade

Para as participantes de Paragominas/PA a comunidade tem papel essencial para o desenvolvimento do projeto. “A participação da comunidade é fundamental para o desenvolvimento da gestão comunitária de resíduos. Na nossa experiência essa foi a parte mais difícil, mas hoje somos referência para outras regiões do norte do país.” disse Rosilene Oliveira. Segundo Cínthia Cruz é necessário sensibilizar as pessoas sobre a causa da gestão comunitária de resíduos orgânicos e a agricultura urbana. “A sensibilização é um trabalho difícil, mas tem que ser feito, porque sem a comunidade não há Revolução” diz Cíntia Cruz que divide a coordenação do Projeto com Ana Karolina da Conceição na comunidade Chico Mendes.

A força da mulher

“A grande força de trabalho é de mulheres! Os homens desistem mais fácil. Nós persistimos e colocamos nossa força naquele propósito (compostagem). É um trabalho pesado, muito pesado, mas insistimos nele porque acreditamos nisso (Gestão de Resíduos Orgânicos) ” disse Sonia Maria Oliveira – Diretora Financeira da Cooperativa de Compostagem Resíduos Orgânicos de Paragominas. A socióloga Janaína Henrique Santos ainda afirma: “Não existe agricultura urbana sem as mulheres”. Janaína também compôs a mesa representando a iniciativa de Macaíba/RN. A socióloga chamou a atenção para a condição das mulheres nas iniciativas, eventos e movimentos que envolvem a Agricultura Urbana e solicitou para que as reividicações do feminismo também nessa mobilização fossem respeitadas e não ficassem às margens desse Movimento Social.

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Planos de ações

No dia seguinte ao Seminário “Integrando Revoluções” representantes de ONGs,  universidades e comunidades do Rio de Janeiro, Macaíba/RN, Paragominas/PA, São Francisco do Sul, Itapema/SC e Florianópolis se reuniram para elaborar planos de ações em gestão de resíduos orgânicos para suas localidades.

Os planos de ações eram elaborados por grupos que continham participantes da localidade-alvo da ação, e participantes que eram de outras comunidades, e que ajudavam a elaborar os planos a partir das experiências já consolidadas.

Para Macaíba/RN  o tema central do plano de ação para aquela localidade é de criar mecanismos de fortalecer a Revolução de Baldinhos de Macaíba, e envolver mais a comunidade com a gestão de resíduos orgânicos. Em Paragominas tembém foram concentrados esforços em planos de ações para maior envolvimento da comunidade e fortalecer a cooperativa local de compostagem e gestão de resíduos orgânicos, a Coompag.

A AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, organização do Rio de Janeiro que atua no fortalecimento da agricultura familiar e a promoção do desenvolvimento rural sustentável, enviou representantes para conhecerem as experiências relatadas no seminário e participarem do III Curso de Gestão de Resíduos Orgânicos. Para o Rio de Janeiro o plano de ação se concentrou na implementação da compostagem.

 

Para Florianópolis, os planos de ações se concentraram tanto na implementação da compostagem quanto no fortalecimento das experiências já existentes. Philipe  Bellettini, cozinheiro integrante do movimento Slow Food, e mora  no bairro Agronômica e Carine Bergeman do Bairro Costa de dentro conversaram com as lideranças dessas comunidades sobre as experiências relatadas no Seminário “Integrando Revoluções”, no caso do bairro Agronômica para implementação da compostagem em condomínios. A experiência do projeto “Revolução dos Baldinhos e Agricultura Urbana” do bairro Chico Mendes segue com plano de ações para o fortalecimento da iniciativa e continuar servindo de referência para outras iniciativas.

Organizações das cidade de Brasília/DF e Bombinhas/SC também enviaram representantes para III Curso de Gestão de Resíduos Orgânicos realizado pelo Cepagro. Esses representantes não puderam participar do plano de ações, mas seguem em diálogo com Júlio Maestri, técnico do Cepagro e  com outros participantes do curso para troca de experiências e conhecimento.

O contato contínuo com os participantes faz parte também do planejamento de ações do III Curso de Gestão de Resíduos Orgânicos realizado pelo Cepagro. A finalidade do contato permanente entre os participantes do curso, o Cepagro e os representantes das experiências relatadas em seminário é criar uma rede de colaborativa, para que os integrantes troquem conhecimentos e solicitem ajuda em qualquer dificuldade técnica.

Seminário aborda Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos de Norte a Sul do País

Como parte da programação do III Curso de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana, acontece na próxima 4ª feira, dia 22 de Novembro, às 13h45, o Seminário “Integrando Revoluções”. A atividade será no Jardim Botânico do Itacorubi e vai reunir representantes da Revolução dos Baldinhos junto com outras duas experiências de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos: a Cooperativa de Compostagem de Paragominas/PA e da Revolução dos Baldinhos de Macaíba/RN. O encerramento será comandado pela banda Cores de Aidê. O evento é aberto e gratuito, resultado de uma parceria do Cepagro com a FAPESC, COMCAP, UFSC, FATMA e com apoio do Ministério da Agricultura. Para mais informações, escreva para gestaocomunitariaderesiduos@gmail.com.

Cepagro promove 3º Curso de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana

O curso acontece em Florianópolis de 20 a 23 de novembro e tem promoção do Cepagro em parceria com a COMCAP, FATMA, UFSC e FAPESC. As inscrições já estão encerradas, mas convidamos a todxs para o Seminário Integrando Revoluções: Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos em SC, PA e RN, que acontece no dia 22/novembro, às 13h45, no Jardim Botânico do Itacorubi. Mais informações pelo email gestaocomunitariaderesiduos@gmail.com.

Cepagro convida para Seminário sobre Compostagem no início de julho

O Seminário A Compostagem de Pequeno Porte como Solução para os municípios de Santa Catarina acontece no dia 3 de julho, no Auditório Antonieta de Barros da Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Promovido em parceria pela Fapesc, Cepagro, Comcap, Fapesc e Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (LACAF-UFSC), o evento marca o lançamento da publicação Critérios Técnicos para Elaboração de Projeto,Operação e Monitoramento de Pátios de Compostagem de Pequeno Porte, elaborado por essas instituições. O evento é gratuito e aberto ao público.

Na programação, haverá também painéis sobre Experiências de Gestão de Resíduos Orgânicos e também da Política Nacional de Resíduos Sólidos e iniciativas no Estado de Santa Catarina, com representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Prefeitura Municipal de Florianópolis e do Ministério Público de Santa Catarina. Além disso, o professor Rick Miller, do Centro de Ciências Agrárias da UFSC, falará sobre o Método UFSC de Compostagem.

 

Para participar, faça sua inscrição pelo email seminariocompostagem@gmail.com.

PROGRAMAÇÃO

8h – Recepção
8h30 – Abertura
09h30 – O Método UFSC de Compostagem –
Prof. Rick Miller
Depto. Eng. Rural CCA/UFSC
10h – Experiências de Gestão de Resíduos Orgânicos
– Projeto Família Casca – Silvane Dalpiaz do Carmo /Floram
– SESC Cacupé – Renato Trivella
– Centro de Valorização de Resíduos e Jardim Botânico – Flávia Vieira
Guimarães Orofino/COMCAP
– Revolução dos Baldinhos – Ana Karolina da Conceição, Cíntia Cruz e Rose Helena de Souza.
– Feiras Sustentáveis: São Paulo – Eugênia Gaspar da Costa/INOVA
12h – Almoço
13h30 – Painel: A Política Nacional de Resíduos Sólidos e iniciativas no Estado de Santa Catarina
– Lúcio Proença – MMA: A PNRS e a Compostagem;
– Paulo Locatelli – MP/SC: Programa Lixo nosso de cada dia;
– Elsom Bertoldo Passos – Sec. Habitação/Prefeitura Municipal de
Florianópolis: Plano Municipal de Gestão de Resíduos.
15h30 – Lançamento do Boletim Técnico: “Critérios técnicos para
elaboração de projeto, operação e monitoramento de pátios de
compostagem de pequeno porte”
16h30 – Lançamento do Vídeo:
“Revolução dos Baldinhos: o Modelo de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana” – Projeto FAPESC
17h00 – Encerramento