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Educação Patrimonial e Alimentar: a Escola vai ao Engenho

Na atividade promovida pelo Ponto de Cultura Engenhos de Farinha no dia 18 de junho, 20 alunos do NEI Maria Salomé dos Santos que participam do Programa Educando com a Horta Escolar e Gastronomia (PEHEG) visitaram o Engenho dos Andrade, em Santo Antônio de Lisboa, Florianópolis. Além de experimentarem novos sabores e aromas durante a “Oficina do Sabor”, eles puderam conhecer um pouco sobre o feitio da farinha de mandioca artesanal, interagindo com histórias e memórias desta (agri)cultura. Estas vivências de espaços e saberes tradicionais dos engenhos fazem parte de metodologias transdisciplinares que estão sendo desenvolvidas para trabalhar temas de educação alimentar e patrimonial no âmbito dos Projetos Político-Pedagógicos da rede pública de ensino e do PEHEG  e que serão sistematizadas numa publicação com lançamento previsto para o final do ano.

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Após a recepção pelo dono do Engenho, o artista plástico Cláudio Andrade, as crianças testaram suas aptidões sensoriais durante a Oficina do Sabor, degustando suco de maracujá, sentindo o aroma do pó de café e tateando pinhão, cenoura, maçã e tangerina, tudo com os olhos vendados, o que lhes aguçou os sentidos. “Foi muito interessante ver o interesse das crianças e como algumas apresentam maior conhecimento sobre as frutas e os legumes”, afirma a mestranda em Agroecossistemas Flora Castellano, que ministrou a oficina junto com o chef Fabiano Gregório, integrante do Movimento Slow Food e dos Convivia Mata Atlântica e Engenhos de Farinha. A engenheira agrônoma Karina de Lorenzi também acompanhou o grupo, auxiliando na coordenação das atividades.

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Os meninos e meninas, todos com até 5 anos, também saborearam um café da manhã com salada de frutas (algumas orgânicas), pão, geléias e bijajica de produtores da rede de engenhos do Ponto de Cultura, além de suco de maçã da Rede Ecovida. Durante o café foram realizados alguns comentários sobre a procedência e qualidade dos produtos servidos.

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A próxima atividade foi uma pequena demonstração do processamento da mandioca no engenho, em que Cláudio ensinou como se rala manualmente a mandioca para fazer a farinha, trazendo um boi para dentro do engenho para coloca-lo em funcionamento. “As crianças ficaram curiosas com a massa da mandioca ralada, mas gostaram mesmo é de ver de perto um boi tão grande e bonito”, disse Flora.

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Clique na imagem abaixo para ver o álbum completo da atividade.

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Técnicos do Cepagro ministram oficinas no II Encontro Catarinense de Alimentação Escolar

Realizado na UFSC pelo Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Escolar de Santa Catarina (Cecane-UFSC) nos dias 6 e 7 de junho, o Encontro reuniu mais de 500 pessoas. Os engenheiros agrônomos Marcos José de Abreu e Júlio César Maestri fizeram uma capacitação sobre hortas escolares, enquanto o coordenador do Cepagro Charles Lamb abordou a contribuição da agroecologia para a alimentação escolar.

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Na oficina sobre hortas escolares participaram principalmente professores e nutricionistas de unidades educativas de vários municípios do estado. Além de apresentarem a metodologia do Programa Educando com a Horta Escolar e Gastronomia, os técnicos realizaram uma atividade prática com os participantes, que construíram vasos e pequenos canteiros de mudas com garrafas PET, utilizando composto produzido na UFSC.

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Já a discussão sobre a agroecologia e alimentação escolar reuniu um público diverso: agricultores, representantes de Conselhos de Alimentação Escolar (CAE) e de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) municipais e estaduais, membros de sindicatos, da Fetraf e da Rede Ecovida, secretários de Educação e Agricultura, nutricionistas, estudantes e professores. Para Charles, esta diversidade de atores é um reflexo do seu alto grau de participação e organização. A oficina fomentou uma grande troca de experiências, em que os participantes relataram problemas e iniciativas locais ligados a uma variedade de temas, como segurança alimentar e nutricional, êxodo rural (principalmente de jovens) e a necessidade de formar técnicos capazes de perceber as demandas dos agricultores familiares.DSC_0544

A Gastronomia nas Hortas Escolares: descobrindo o Açaí da Mata Atlântica

É chegada a Semana Mundial do Meio Ambiente e os educadores Henrique Romano e Ícaro Pereira, do CEPAGRO, celebram com a realização de atividades de despolpa e degustação de açaí da Mata Atlântica.

As atividades foram realizadas com estudantes da Escola Básica Intendente Aricomedes da Silva, EBIAS, da Unidade da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis, participante do Projeto Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia (PEHEG) e do Programa Mais Educação, que contam também com o trabalho e parceria das educadoras Dinara Castilhos e Monica Auga.

Os estudantes aprenderam e praticaram o processo artesanal da despolpa para a produção do açaí a partir dos frutos da palmeira Juçara (Euterpe edulis).

Segundo o educador Henrique Romano, é uma atividade completa de educação ambiental, pois os estudantes aprendem a reconhecer e a valorizar as árvores frutíferas da sua região, o potencial alimentar dos quintais e dos sistemas agroflorestais, aprendem como preparar esse alimento de grande valor nutricional, e além disso tudo, as sementes que resultam do processo estão prontas para serem semeadas e darem início a novos plantios e cultivos.

Temos que contar também a alegria do trabalho coletivo e o grande premio ao final, uma deliciosa degustação de açaí! As imagens falam por si.

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Sustentabilidade e segurança alimentar são debatidas no 1º Seminário Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica

O encontro foi promovido pela deputada federal Luci Choinacki (PT-SC), coordenadora geral da Frente Parlamentar Mista pelo Desenvolvimento da Agroecologia e Produção Orgânica. O evento ocorreu no auditório Petrônio Portella, no Senado Federal, em Brasília, nos dias 8 e 9 de maio de 2013. As engenheiras agrônomas Gisa Garcia Barreto e Karina de Lorenzi, do Cepagro, participaram das discussões e trazem um relato do que foi abordado.

Gisa e Karina, parte da equipe do Cepagro que participou do evento
Gisa e Karina, parte da equipe do Cepagro que participou do evento

por Gisa Garcia Barreto e Karina de Lorenzi

Os temas do seminário foram  “Agroecologia – desenvolvimento na perspectiva da sustentabilidade”e “Soberania e Segurança Alimentar e Saúde Pública”. A deputada Luci Choinacki apresentou o Projeto de Lei 5358/2013 na Câmara para dar visibilidade à Agroecologia, além de instituir o dia 3 de outubro como o Dia Nacional da Agroecologia. Essa é a data de nascimento da engenheira agrônoma Ana Primavesi, que teve seu trabalho reconhecido por defender ideias revolucionárias no modelo de produção agrícola do século passado. Ana partiu da concepção de que é possível produzir alimentos preservando a natureza.

Segundo a deputada Luci, a produção agroecológica e orgânica necessita de ações para inseri-la no centro do debate das políticas públicas de combate à fome e à miséria, na manutenção das famílias no meio rural e na preservação da natureza.

A professora Ana Primavesi afirmou que temos que pensar nas próximas gerações, porque a destruição da terra é a destruição do homem. “Temos a obrigação de entregar uma terra habitável para nossos descendentes”, salientou.

Maria Emília Pacheco (Presidente do Consea), Ana Primavesi e Luci Choinacki
Maria Emília Pacheco (Presidente do Consea), Ana Primavesi e Luci Choinacki

O representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), Alan Bojanic, destacou que o principal objetivo da FAO é a segurança alimentar saudável e sustentável. “Achamos que a produção orgânica ainda está no início. Precisamos de uma produção mais limpa e isso é um grande desafio. Temos que reduzir o impacto ambiental dos agroquímicos”, desafiou.  Além destes, também palestraram o Dr. Francisco Caporal e a presidente do Consea, Maria Emília Pacheco, entre outros.

O seminário encerrou com a apresentação de experiências de sucesso nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste,  dando  destaque para a  Rede Ecovida de Agroecologia, representado por Ivo Macagnan e Iraci, assentada do MST.

PEHEG NACIONAL

O projeto Educando com Horta Escolar e Gastronomia começou em 2004 por meio da cooperação entre o Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). Foi elaborado com a intenção de contribuir para a melhoria dos hábitos alimentares nas Unidades Escolares  e da qualidade dos alimentos oferecidos nestas. No momento, o órgão responsável por esse projeto é o Centro de Excelência em Turismo da UnB (CET/UnB) representado por Márcia Pompeu e Nádia Nunes.

Na nossa visita pelas instalações da sede nacional do PEHEG, as responsáveis apresentaram novas ideias e perspectivas de como se desenvolverá o programa neste ano, em que um dos objetivos é abrir licitação para a inserção de novos municípios em todo o Brasil. Segundo as coordenadoras do PEHEG nacional, a assessoria técnica do Cepagro é uma referência no que diz respeito ao desenvolvimento do projeto.

Na reunião com a Coordenadoria do PEHEG nacional, a assessoria técnica do Cepagro ao programa foi considerada uma referência.
Na reunião com a Coordenadoria do PEHEG nacional, a assessoria técnica do Cepagro ao programa foi considerada uma referência.

“Educando com a Horta Escolar” cresce e retoma atividades

O programa, realizado pela Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis em parceria com o Cepagro, vai abranger 84 unidades de Educação Infantil e Ensino Fundamental, 21 escolas a mais do que no ano passado. A ideia do projeto, resultado de uma cooperação entre o Fundo Nacional para Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), é promover a segurança alimentar e nutricional dos escolares e trabalhar a educação ambiental através de oficinas e vivências práticas agrupadas em três eixos: O lixo e a reciclagem; A horta escolar agroecológica e Alimentação saudável.

As oficinas têm o objetivo de promover a segurança alimentar e trabalhar a educação ambiental
As oficinas têm o objetivo de promover a segurança alimentar e trabalhar a educação ambiental

 A educação alimentar ganhou mais destaque neste ano e foi incorporada ao nome do programa, que agora se chama Educando com a Horta Escolar e Gastronomia (PEHEG). As atividades recomeçam nesta semana com a assessoria técnica de 10 profissionais do Cepagro, que realizarão duas visitas mensais a cada uma das unidades. Estes encontros seguirão um cronograma e uma metodologia construídos ao longo dos sete anos de atuação da ONG em hortas escolares de Florianópolis, buscando organizar os conteúdos em consonância com o calendário escolar.

Após um diagnóstico inicial, em que são avaliados condições e potenciais das hortas, os técnicos abordam a reciclagem do lixo e a compostagem de resíduos orgânicos. Durante o segundo bimestre, são trabalhados canteiros, sementeiras e o plantio de culturas diversas. A colheita é no bimestre seguinte, focado na alimentação saudável e oficinas com receitas. “As receitas complementam estas atividades, pois levamos os ingredientes para a sala de aula e os alunos as preparam”, explica o engenheiro agrônomo Julio Maestri, da equipe técnica do Cepagro. “Com o envolvimento criado no cuidado com a horta, aumenta o interesse em consumir aqueles alimentos”, completa. O ano letivo é encerrado com o plantio de cobertura e adubação verde para o período de férias, visando proteger o solo.

A metodologia desenvolvida pelo Cepagro busca combinar os calendários agrícola e escolar
A metodologia desenvolvida pelo Cepagro combina o calendário agrícola e o escolar

Cultivo de cogumelos na Horta Escolar

O educador Henrique Romano, do programa de Hortas Escolares do Cepagro, realizou uma atividade de cultivo, colheita e degustação de cogumelos Pleurotus, a partir de substratos reaproveitados de um cultivo comercial
A experiência foi feita em parceria com a articuladora da horta (do laboratório) e a professora de ciências, na EBM Anísio Teixeira (Florianópolis).

Clique na imagem para ver o álbum completo.

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