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Turma do NEI Armação conhece a Horta Comunitária do Pacuca

Na tarde da última terça, 28 de agosto, os alunos do Núcleo de Ensino Infantil Armação conheceram a Horta Comunitária do Pacuca, Parque Cultural de Campeche. As crianças se divertiram ao ver numa escala maior o que já estão praticando na escola, como a compostagem e o plantio de hortaliças. 

Quem recepcionou a turma foi Ataíde Silva, um dos articuladores do Pacuca, que começou apresentando as composteiras em diferentes etapas do processo de reciclagem de resíduos orgânicos. Karina Smania De Lorenzi, engenheira agrônoma do Cepagro responsável pelas atividades na Horta Pedagógica do NEI Armação, acompanhou a visita e contou: “Eles ficaram muito felizes porque já conheciam e explicaram também que já fazem compostagem na escola”.

Ataíde contou um pouco sobre a história do Parque, onde antes se localizava o Campo de Aviação do Campeche, sobre o piloto e escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, e convidou as crianças para conhecer a Geladoteca, uma geladeira repleta de livros que elas puderam levar para casa.

Em seguida, elas deram um pulo na horta e reconheceram lá algumas plantas que estão cultivando na escola, como repolho, rúcula, manjericão e brócolis. Conheceram também a roça de aipim e as técnicas de colher esse alimento tão rico, que ao final do dia foi levado para as cozinheiras do NEI.

Por fim, a turminha aproveitou o dia ensolarado para fazer um piquenique onde elas saborearam morangos e cenouras colhidos no dia.

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Com a volta às aulas, é tempo de colheita no NEI Armação

Depois de compostar os resíduos orgânicos, preparar a terra, semear as hortaliças e cuidar da horta com muito carinho, as crianças do Núcleo de Educação Infantil Municipal Armação completaram o primeiro ciclo da horta pedagógica, implantada no início do ano letivo. Com o fim das férias e o retorno às aulas, chegou a hora de fazer a primeira colheita e preparar uma receita com os alimentos cultivados.

Desde o início do ano, as turmas de 5 e 6 anos aprendem na prática três temas centrais: compostagem, horta agroecológica e alimentação saudável. O trabalho é assessorado pela engenheira agrônoma Karina Smania de Lorenzi, da equipe técnica do Cepagro e pela nutricionista da unidade de ensino, Tamires Ávila Rech.

Na última segunda-feira, 6 de agosto, as crianças da turma de cinco anos experimentaram pela primeira vez cozinhar com os alimentos que elas mesmas cultivaram. Couve, orégano, salsinha, rúcula, alface e repolho roxo, alimentos que geralmente não atraem muito o paladar infantil, se transformaram numa deliciosa torta salgada, feita à muitas mãos.

Em suas atividades com alunos de diferentes núcleos de educação municipal, a nutricionista Tamires se depara frequentemente com crianças que acham que o leite vem da caixinha ou do supermercado. Para ela, é um benefício muito grande ter a horta no NEI Armação e as atividades relacionadas à ela. “A gente sabe da importância de as crianças saberem desde cedo de onde vem o alimento. Então trazer isso de volta, essa questão cultural da horta de as crianças cuidarem da terra, plantar, colher e então trabalhar com o alimento, é essencial”, conta.

As atividades com a horta pedagógica envolvem brincadeiras, jogos, cantos e contação de histórias, que de forma lúdica trazem a educação ambiental e alimentar pro cotidiano das crianças. “Não temos um dia específico. O trabalho que a gente faz tenta incluir o que eles podem trazer dessa questão da educação ambiental para o dia a dia das crianças”, explica Karina.

O trabalho com a horta agroecológica faz parte da Rede de Fortalecimento da Segurança Alimentar Nutricional no âmbito da alimentação escolar (ReforSAN Escolar), um projeto multidisciplinar financiado por edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e realizado em conjunto com professoras do curso de Nutrição da UFSC que abrange a pesquisa, o ensino e a extensão.

Alunos do NEI Armação cultivam alimentos e aprendizados com Horta Agroecológica

Compostagem, orgânicos e alimentação saudável são palavras que as crianças do Núcleo de Ensino Infantil Municipal Armação conhecem bem. Desde o início do ano, as turmas de 5 e 6 anos aprendem na prática o ciclo dos alimentos orgânicos na Horta Pedagógica assessorada pela engenheira agrônoma Karina Smania de Lorenzi, da equipe técnica do Cepagro. A atividade faz parte da Rede de Fortalecimento da Segurança Alimentar Nutricional no âmbito da alimentação escolar (ReforSAN Escolar), um projeto multidisciplinar financiado por edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e realizado em conjunto com professoras do curso de Nutrição da UFSC que abrange a pesquisa, o ensino e a extensão.

A horta do NEI Armação já existia, mas estava há algum tempo desativada e sem cuidados. Com o trabalho que Karina vem realizando junto com as crianças, o espaço se tornou um ambiente de aprendizado sobre gestão de resíduos, agroecologia e alimentação saudável, três temas abordados ao longo do ano letivo. “A horta agroecológica é usada como uma ferramenta pedagógica para trabalhar o que as crianças aprendem em sala de aula: são atividades bem lúdicas como cânticos, contação de histórias, jogos e brincadeiras”, conta Karina Smania de Lorenzi.

Além da horta, outro espaço onde as crianças colocam a mão na terra é a composteira. Toda semana dois alunos ficam responsáveis por trazer para a aula os resíduos orgânicos gerados em casa. Assim, o que elas aprendem na escola é repassado também para os pais. É o que conta a professora Márcia Margarete do Nascimento: “A gente está percebendo que as crianças estão ensinado em casa os seus pais a saberem reciclar o seu lixo, saber que eles podem colocar na natureza e o que não podem. Então a horta está fazendo uma diferença muito grande não só na sala de aula mas para outras turmas e para a família”.

E a atividade da composteira não beneficia somente as crianças e os pais, “na escola muitos alimentos estavam sendo descartados e jogados fora no lixo comum, com as composteiras a gente está começando a produzir composto pra colocar na nossa horta”, conta ainda a professora. Até o final do ano, o tomate, a alface, a couve e a cenoura que as crianças estão vendo brotar na horta vão se transformar em receitas que eles mesmos vão poder fazer, junto das nutricionistas e cozinheiras do NEI Armação.

A partir das atividades na horta, as crianças desenvolvem uma relação de harmonia com a natureza. Com o minhocário dentro da sala de aula, elas aprendem como as minhocas e a centopeia Jujuba são importantes para a horta e para a natureza. É um trabalho completo que traz a horta e o cuidado com a natureza para o cotidiano das crianças.

Saiba mais sobre nossa assessoria a Hortas Escolares ou solicite um orçamento pelo e-mail: hortaescolar@cepagro.org.br.

Crianças ensinam pais e mães a fazer Compostagem

Com o ano letivo chegando ao fim na Escola Municipal Dom Afonso Niehues, em Antônio Carlos (SC), as/os estudantes do 5º ano fizeram uma oficina sobre compostagem para pais e mães durante a Festa da Família que aconteceu no dia 6 de dezembro. As crianças explicaram os princípios da compostagem e montaram uma leira. A atividade faz parte das atividades da Horta Pedagógica implantada na Escola com a assessoria dos engenheiros agrônomos Karina Smania de Lorenzi e Ícaro Pereira, da equipe técnica do Cepagro.

De acordo com a professora Elisângela Decker, a teoria e prática da valorização e separação dos resíduos orgânicos na Horta Pedagógica transformou o olhar das crianças: “Quando a Karina e o Ícaro chegaram falando sobre decomposição e compostagem, os estudantes achavam que era algo meio nojento, sujo. Após o trabalho realizado, já não têm mais essa visão. Iam pra horta e realmente colocavam a mão na composteira. Antes os resíduos eram considerados lixo, e a partir da compostagem perceberam que tinha uma utilidade”.

 

Estudantes de Antônio Carlos aprendem sobre compostagem e alimentação no ambiente da Horta Escolar

Cerca de 280 estudantes da Escola Municipal Dom Afonso Niehues, em Antônio Carlos (SC), estão desde agosto cultivando alimentos e aprendizados na Horta Pedagógica assessorada pelos engenheiros agrônomos Karina Smania de Lorenzi e Ícaro Pereira, da equipe técnica do Cepagro. Todas as turmas da escola, do 1º ao 5º ano, já trabalharam na horta ao longo desses meses. No laboratório vivo da horta, as crianças vivenciam o ciclo dos alimentos, da transformação de resíduos orgânicos em adubo através da compostagem até a colheita e preparação de receitas, feitas agora ao final do semestre.

“Já percebemos mudanças positivas. Uma delas foi a separação de resíduos orgânicos. Junto com os alunos do 5º ano fizemos uma sensibilização na escola, onde foram distribuídos baldes para os resíduos orgânicos e os estudantes estão fazendo a compostagem”, afirma Karina de Lorenzi. Na festa de final de ano da escola, a equipe Cepagro e a criançada ministrarão uma oficina de compostagem para os pais e mães da comunidade escolar. Haverá também distribuição de mudas.

A preparação de receitas com os alimentos colhidos na horta faz parte da metodologia Cepagro de educação agroecológica. “Eles já estão colhendo, fazendo receitas junto com a nutricionista Kalina Lima e também levando alimentos da horta para casa”, diz Karina.

Outro impacto positivo da horta foi na paisagem, segundo Karina: “Um espaço que estava em desuso hoje é um laboratório vivo. Depois da criação dos canteiros e plantio, os alunos estão tendo a chance de presenciar o crescimento das plantas e o aparecimento de muitos animais. A horta instiga muito a curiosidade dos alunos, pois sempre está acontecendo alguma coisa nova”, afirma a agrônoma.

 

Cepagro promove Hortas Pedagógicas em Antônio Carlos

Na última sexta, 21 de julho, a equipe do Cepagro esteve em Antônio Carlos, na Grande Florianópolis, ministrando um seminário sobre metodologia de Hortas Pedagógicas para cerca de 70 educadoras, educadores e funcionárias da rede de ensino desse município. Estavam presentes também técnicas da Epagri e o Secretário Municipal de Agricultura, Osvaldino Gesser. A partir de agosto, o Cepagro implementará uma horta pedagógica na Escola Municipal Dom Afonso Niehues, num projeto piloto resultante de uma parceria entre Prefeitura de Antônio Carlos, Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) e Cepagro.

O seminário começou com uma apresentação sobre o Cepagro com o diretor administrativo da organização, Rafael Beghini
A agrônoma Karina Smania de Lorenzi enfatizou o caráter interdisciplinar e pedagógico das hortas

“O objetivo da Horta na escola não é só ensinar como plantar, mas trazer uma nova ferramenta pedagógica. A Horta é como um laboratório vivo”, explicou a agrônoma Karina Smania de Lorenzi, da equipe do Cepagro, na abertura do evento. Desenvolvida ao longo de anos atuando no Programa Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia (PEHEG), a metodologia de hortas pedagógicas do Cepagro caracteriza-se por conjugar o calendário agrícola com o ano letivo, além de propiciar a abordagem de várias disciplinas no trabalho com a terra e as plantas. Compostagem e alimentação saudável também são eixos trabalhados nessa metodologia.

Ícaro Pereira, agrônomo do Cepagro, falou sobre a importância da compostagem nas escolas
A professora Enedina Maura Duarte compartilhou sua experiência com hortas pedagógicas na educação infantil

Após a apresentação da metodologia por Karina e Ícaro Pereira, também do Cepagro, a professora aposentada Enedina Maura Duarte compartilhou sua vivência como educadora que apostou nas hortas no Núcleo de Educação Infantil São João Batista, no Rio Vermelho. Ela contou que, apesar da resistência inicial da equipe da escola em implementar a horta, o envolvimento das crianças e dos seus pais e mães era gratificante. O resultado das apresentações da equipe técnica junto com a da professora não poderia ser melhor: o público pôde ter uma percepção bem apurada das transformações que acontecem no ambiente escolar a partir da horta. “Eu achei que iria ser útil pra iniciar a compostagem, já que uma porcentagem alta do lixo do nosso município pode ser compostada. Mas eu não imaginava que servia pra todas as matérias”, afirmou o Secretário da Agricultura de Antônio Carlos, Osvaldino Gesser.

Articulação estadual fortalece Agricultura Urbana e organiza-se para evento nacional

Recentemente, a encíclica Laudato Sí, “sobre o cuidado com a casa comum“, foi apresentada pelo Papa Francisco e recebida com grande entusiasmo por diversos atores dos movimentos sócio-ambientais de todo o  mundo, sendo considerada de grande peso nos bastidores das discussões geopolíticas em nível global.

Ao longo dos seus 243 tópicos, o documento aponta para uma urgência no reordenamento das relações de consumo e de uso da terra, fazendo críticas contundentes à  expropriação da natureza e apontando caminhos de resistência a partir do empoderamento comunitário nas ações de salvaguarda ambiental.

Durante o Encontro Estadual de Agricultura Urbana, realizado em Florianópolis, o documento foi citado por Murilo Silva, chefe de gabinete do deputado Padre Pedro Baldisserra, que o relacionou ao trabalho de alas progressistas da Igreja que historicamente desempenharam grande importância no movimento agroecológico brasileiro.

Murilo apresentou ao público do Encontro uma das conquistas decorrentes desta luta, estendendo a compreensão da agroecologia para toda população e não somente restrita às fronteiras rurais. Trata-se do Projeto de Lei (PL) 0472/2011, que versa sobre a política de apoio  à Agricultura Urbana, e que deve ser levado ao parlamento catarinense, segundo Silva, ainda neste ano. Buscando envolver as Secretarias Estaduais de Agricultura e de Desenvolvimento Social no engajamento de projetos e recursos públicos para o segmento, o Projeto enumera objetivos como combate à fome pela produção local de alimentos, incentivo ao associativismo e à venda direta, entre outros. Após a explanação de Murilo foram discutidas, entre as diferentes representações de experiências ali presentes, tanto o projeto de Lei Estadual (Padre Pedro / PT), como o projeto de Lei Nacional de Agricultura Urbana (Padre João / PT de MG).

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O PL 0472/2011 reflete os anseios da articulação estadual em torno da Agricultura Urbana, envolvendo agrônomos, nutricionistas, gestores, secretarias e pesquisadores. “Desde 2012, estamos numa caminhada de seminários e encontros, como este de agora, que sempre orientaram para a construção de políticas públicas”, recorda o agrônomo Marcos José de Abreu, coordenador urbano do Cepagro e presidente do CONSEA/SC.

O Encontro Estadual de Agricultura Urbana apresentou também aos presentes a proposta de uma cartografia social, buscando identificar iniciativas nos territórios visando fugir enfrentar a invisibilidade e discutir a função política da defesa de um modelo alternativo de cidade. Como exemplo, citou-se que apenas no bairro Rio vermelho, em Florianópolis, apresenta cerca de 20 iniciativas que vão da gestão comunitária de resíduos orgânicos à práticas de cultivos alimentares em quintais.

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Em seu momento de práticas, o Encontro disponibilizou 4 oficinas para socialização de conhecimentos entre os presentes – compostagem, minhocários, biodiversidade e viveiragem. As atividades foram conduzidas por agrônomos e educadores que trabalham em projetos do Cepagro, como a Revolução dos Baldinhos e a co-gestão agroecológica do próprio Camping do Rio Vermelho, sede do evento. Como encaminhamento, foram eleitos 13 delegados que participarão do I Encontro Nacional de Agricultura Urbana, que acontece de 21 a 24/10/2015 no Rio de Janeiro e vislumbra a consolidação de uma ampla rede de fortalecimento do tema em todo o país.