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Estudantes de Antônio Carlos aprendem sobre compostagem e alimentação no ambiente da Horta Escolar

Cerca de 280 estudantes da Escola Municipal Dom Afonso Niehues, em Antônio Carlos (SC), estão desde agosto cultivando alimentos e aprendizados na Horta Pedagógica assessorada pelos engenheiros agrônomos Karina Smania de Lorenzi e Ícaro Pereira, da equipe técnica do Cepagro. Todas as turmas da escola, do 1º ao 5º ano, já trabalharam na horta ao longo desses meses. No laboratório vivo da horta, as crianças vivenciam o ciclo dos alimentos, da transformação de resíduos orgânicos em adubo através da compostagem até a colheita e preparação de receitas, feitas agora ao final do semestre.

“Já percebemos mudanças positivas. Uma delas foi a separação de resíduos orgânicos. Junto com os alunos do 5º ano fizemos uma sensibilização na escola, onde foram distribuídos baldes para os resíduos orgânicos e os estudantes estão fazendo a compostagem”, afirma Karina de Lorenzi. Na festa de final de ano da escola, a equipe Cepagro e a criançada ministrarão uma oficina de compostagem para os pais e mães da comunidade escolar. Haverá também distribuição de mudas.

A preparação de receitas com os alimentos colhidos na horta faz parte da metodologia Cepagro de educação agroecológica. “Eles já estão colhendo, fazendo receitas junto com a nutricionista Kalina Lima e também levando alimentos da horta para casa”, diz Karina.

Outro impacto positivo da horta foi na paisagem, segundo Karina: “Um espaço que estava em desuso hoje é um laboratório vivo. Depois da criação dos canteiros e plantio, os alunos estão tendo a chance de presenciar o crescimento das plantas e o aparecimento de muitos animais. A horta instiga muito a curiosidade dos alunos, pois sempre está acontecendo alguma coisa nova”, afirma a agrônoma.

 

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Da cidade para o campo: Projeto Misereor em Rede difunde a Agroecologia

Grupo que visitou a propriedade da família Cognacco, em Leoberto Leal.

Neste mês de novembro, as atividades do Projeto Misereor em Rede continuam difundindo a Agroecologia para a população, em atividades como oficinas, intercâmbios e visitas de campo. No sábado, 11 de novembro, representantes da comunidade e profissionais dos Postos de Saúde do Ribeirão da Ilha e Alto Ribeirão participaram de uma oficina de compostagem no Jardim Botânico do Itacorubi. E no domingo, 12 de novembro, um grupo de consumidores e consumidoras da Feira Agroecológica do Campeche visitou a propriedade da família Cognacco, na comunidade Vargem dos Bugres, em Leoberto Leal (SC), onde são cultivados muitos dos alimentos que abastecem a Feira.

Turma da Oficina de Compostagem no Jardim Botânico.

A oficina de compostagem do sábado foi facilitada pela equipe da COMCAP e fez parte de uma série de atividades realizadas no Posto de Saúde do Ribeirão da Ilha através de uma parceria entre Cepagro e Epagri. “Agora também contamos com apoio da COMCAP e das Secretarias de Saúde e Agricultura de Florianópolis”, explica Erika Sagae, da equipe de campo do Projeto. Nos próximos encontros, será implantada uma horta naquela unidade de saúde. “Agradecemos a todxs que participam com entusiasmo da atividade, incentivando e acreditando na Agricultura Urbana em Florianópolis”, completa Erika.

 

 

No domingo, um grupo de 10 consumidores e consumidoras, além da equipe Cepagro e estudantes do Centro de Ciências Agrárias, foram ao interior de Leoberto Leal, a 150 km de Florianópolis, para conhecer a propriedade de Gilmar e Lúcia Cognacco, família que todos os sábados traz uma grande diversidade de alimentos agroecológicos para a Feira Agroecológica do Campeche.

Além de disfrutar das belas paisagens do interior de Santa Catarina, o grupo (re)conheceu na prática e no campo o esforço de toda a família para produzir alimentos bons, limpos e justos. Comentários sobre a distância percorrida pelo agricultor todas as semanas para fazer a Feira, a união da família no trabalho pela agroecologia e o cuidado no cultivo dos alimentos e criação dos animais brotavam a todo momento entre os participantes. Para a família, foi mais uma oportunidade de reconhecimento e valorização pela sua jornada agroecológica.