Arquivo da tag: educação agroecológica

Cepagro realiza atividades de educação agroecológica à distância com comunidade escolar de São José

Através do Projeto Educando e Transformando com a Horta, o Cepagro tem desenvolvido atividades de educação agroecológica junto à escolas municipais de São José, na região da Grande Florianópolis (SC). O Projeto começou no início deste ano, depois de ter sido selecionado na 7ª edição do programa Educar para Transformar, do Instituto MRV. As atividades, que inicialmente seriam realizadas com visitas semanais às escolas, tiveram que ser adaptadas para o contexto atual, com aulas à distância.

O projeto foi construído com três escolas de São José, o Colégio Municipal Maria Luiza de Melo, Centro Educacional Municipal Santa Terezinha e CEM Escola do Mar. Em diálogo com professores/as, direção e cozinheiras, explicamos os eixos de trabalho e planejamos as atividades, alinhando o calendário escolar ao agrícola e trazendo essa dinâmica para o Plano Político Pedagógico. Quando o ano letivo começou, apresentamos o projeto também para as turmas das escolas, mas logo chegou a necessidade do isolamento social e com a suspensão das aulas resolvemos adaptar para aulas remotas, sempre no diálogo com professoras e diretoras.

Compreendemos que essa modalidade não substitui a vivência presencial e democrática da horta escolar. Entendemos também que a modalidade de educação à distância não atinge todos/as os/as estudantes, especialmente de escolas públicas, onde o acesso a internet e a dispositivos digitais, em muitos casos, não é uma realidade. E quando há internet e dispositivos, esses são divididos com outros membros da família. No entanto, essa foi a maneira que encontramos de levar a Agroecologia para dentro de algumas  casas, enquanto aguardamos ansiosamente o retorno seguro das aulas presenciais.

O materiais enviados as crianças são vídeo-aulas e conteúdos complementares preparados pela Engenheira Agrônoma do Cepagro e coordenadora do projeto, Karina Smania de Lorenzi. Os temas preparados por ela estão sempre relacionados com a temática trabalhada pelas professoras no momento. Karina explica, “as professoras mandam os conteúdos e eu relaciono com os elementos do projeto, como por exemplo o sistema respiratório, onde trabalhamos com plantas que ajudam o sistema respiratório, como o gengibre. Ou sobre a história do Brasil, onde trabalhamos com alimentos indígenas”. Além do vídeo, Karina também envia uma parte escrita com o mesmo conteúdo, a qual alguns/as alunos/as retiram impresso na escola.

Os irmãos gêmeos Gustavo e Otávio Pereira da Silva, estudantes do 5º ano da escola Sta. Terezinha têm conseguido assistir as vídeo-aulas. Depois de aprender sobre as plantas medicinais que ajudam no bom funcionamento do sistema respiratório, eles foram até a casa da avó buscar mudinhas de gengibre. A mãe, Daniela Pereira conta que eles têm um primo e um colega da escola com problemas respiratórios e que ficavam muito assustados quando dava uma crise neles, “agora já sabem como ajudar a prevenir com chás que podemos fazer em casa”. Como experimento proposto pela Karina, eles replantaram  mudinhas de gengibre e de açafrão em casa.

Também aprenderam sobre a cultura alimentar indígena e descobriram como se planta e colhe a mandioca. Assim como Marcos (foto), também do quinto ano. A professora dos meninos, Fabiana dos Santos conta que teve um bom retorno dos alunos. “As vídeo aulas são ótimas e o material que a Karina prepara demonstra muita identidade com a comunidade onde a escola está situada. Essa identidade é muito importante para um bom trabalho, mesmo que a distância”. A escola Santa Terezinha está localizada em Zona Rural, no bairro Forquilhas.

Muitas crianças desta comunidade ainda se encontram sem acesso a internet ou a computadores. A distância tem sido um grande obstáculo pela falta de trocas, vivências e interação, segundo Fabiana, “um trabalho educativo precisa de todo esse processo. Penso que nem professores e nem alunos estavam preparados para essa atividade de ensino remoto em regime emergencial. Mas precisamos continuar e achar metodologias que consigam nesse momento nos aproximar de nossos alunos e fazer com que percebam que estamos aqui”.

A crescente preocupação com a sustentabilidade e o impacto ambiental das ações humanas mostra a importância de se trabalhar a educação ambiental desde a infância. Assim, enquanto as aulas presenciais ainda não tem data certa e segura para retorno, seguimos jogando sementes de Agroecologia e Alimentação Saudável na esperança de que encontrem solo fértil para brotar e gerar frutos.

Cepagro leva metodologia de Hortas Escolares para estudantes e educadores no bairro Armação

O último sábado, 9 de novembro, foi dia de compartilhar um pouco da experiência com as hortas escolares. O Cepagro, em parceria com o curso de Educação do Campo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), realizou uma formação sobre Hortas Educativas e Agroecológicas na escola Dilma Lúcia dos Santos, no bairro Armação. O curso contou com a presença de professores e professoras da escola e da Educação do Campo, além de estudantes e educadores interessados no tema.

Ao longo do dia, a agrônoma Karina Smania de Lorenzi apresentou a metodologia desenvolvida pelo Cepagro para trabalhar a horta pedagógica, aliando esse espaço com os conteúdos do currículo escolar. O curso foi divido em dois momentos e iniciou com uma explicação mais teórica no período da manhã. Karina trouxe o conceito de Agroecologia e do que é uma horta agroecológica. Falou também sobre os três eixos da horta escolar: gestão de resíduos e compostagem, horta educativa e agroecológica e segurança alimentar e nutricional.

Na horta escolar, que constitui um laboratório vivo para os/as alunos/as, os três eixos são abordados ao longo de todo o ano letivo, aliando sempre o calendário agrícola com o escolar. Karina falou ainda sobre como trabalhar a interdisciplinaridade com as hortas escolares, como envolver cada disciplina e quais as atividades possíveis de serem feitas pelos/as próprios professores/as.

O período da tarde foi voltado para as atividades práticas. Juntos, educadores/as e estudantes aprenderam a construir uma composteira didática em garrafas, ótima para a apresentar a gestão de resíduos orgânicos para as crianças. Como o dia foi de chuva, a turma aprendeu a construir uma horta agroecológica em caixas de feira. Também aprenderam a fazer produção de cogumelos shimeji, uma atividade possível de fazer em sala de aula e assim trabalhar a alimentação saudável.

Karina conta que através das atividades realizadas, os participantes puderam refletir as inúmeras possibilidades de integrar diferentes conteúdos e tornar um projeto de hortas escolares interdisciplinar. “Os participantes estavam muito integrados e foi um rico momento de compartilhar conhecimentos e refletir como a Agroecologia pode se inserir e transformar a escola e a comunidade escolar”, conta a agrônoma.

Para Fernanda Katharine de Souza Lins Borba, professora de ciências da Escola Dilma Lúcia dos Santos, o curso “foi uma grande oportunidade de reciclar conhecimentos e aprender novas técnicas agroecológicas que podem ser utilizadas no processo de ensino-aprendizagem”.

A metodologia das hortas escolares desenvolvida pelo Cepagro ao longo de mais de 10 anos de experiência com o tema foi reunida no Guia de Atividades: Educando com a Horta. O livro traz conteúdos e exemplos de atividades que podem ser feitas por educadores e assim trabalhar a educação ambiental e alimentar  nas escolas. Para que o Guia possa ser publicado nós lançamos uma campanha de financiamento coletivo disponível em benfeitoria.com/guiaeducandocomahorta.

A campanha vai até o dia 22 de novembro e está funcionando como uma pré-venda do livro. Acesse, veja as recompensas, faça a sua contribuição e ajude a levar as hortas pedagógicas para mais escolas do Brasil.

Cepagro promove campanha de financiamento coletivo para publicar livro sobre Hortas Escolares

O Guia de Atividades Educando com a Horta reúne a experiência de mais de 10 anos do Cepagro com Hortas Pedagógicas. A publicação traz nossa metodologia que une o calendário agrícola ao escolar, além de um conjunto de atividades para cultivar a educação ambiental e alimentar nas escolas. As atividades estão organizadas em três eixos: compostagem, horta agroecológica e alimentação saudável. Com o Guia de Atividades Educando com a Horta, educadores e educadoras descobrirão como trabalhar diversas disciplinas no espaço da horta, que constitui um laboratório vivo de aprendizados.

Para imprimir e distribuir o Guia, o Cepagro lançou uma campanha de financiamento coletivo. A campanha funciona como uma pré-venda do livro: a partir de R$ 50 é possível adquirir um exemplar e recebê-lo pelo Correio. Com o recurso arrecadado, será feita a impressão e envio dos Guias pelo correio. O material já está escrito, diagramado e lindamente ilustrado.  As colaborações podem ser feitas com cartão de crédito ou boleto pelo link https://benfeitoria.com/guiaeducandocomahorta.

A campanha pretende arrecadar pelo menos R$ 15 mil até o dia 22 de novembro. Se não atingirmos esse valor, devolveremos todas as colaborações. Se levantarmos R$ 20 mil, conseguiremos imprimir E enviar os livros pelo correio sem precisar pagar o frete por outras fontes. Com uma arrecadação de R$ 27 mil, nós poderemos imprimir e enviar os livros, pagar as taxas financeiras da campanha e remunerar a equipe que o produziu – que até agora trabalhou voluntariamente. 

A colaboração de todas e todos que têm um compromisso com uma educação transformadora e voltada para a sustentabilidade é fundamental, tanto financeiramente quanto na divulgação. Este material será importante para estimular e fortalecer o trabalho com hortas e a Educação Ambiental em escolas de todo Brasil. Esperamos a visita de todas e todos em https://benfeitoria.com/guiaeducandocomahorta.

Dia de sensibilização ambiental e Agroecologia no canteiro de obras do Floripa Airport

Na última sexta-feira, 26 de julho, o Cepagro esteve na obra do Floripa Airport, no bairro Tapera, sensibilizando trabalhadores e trabalhadoras para a compostagem e produção de alimentos em pequenos espaços. A convite da Racional Engenharia, Erika Sagae e Aline Assis, da equipe de Agricultura Urbana do Cepagro, e o coordenador de Desenvolvimento Rural, Charles Lamb, também realizaram uma oficina de produção de mudas.

No stand montado próximo aos refeitórios, onde almoçam diariamente mais de 700 funcionários, homens e mulheres das cinco regiões do país paravam para saber o que estava acontecendo. Era um tal de: “tem muda de coentro?”, “isso na minha terra é hortelã!”, “pra gente era malva”, “o açaí do Pará com 2 anos já está dando!”.

Além de conhecer diferentes formas de cultivo e aprender sobre o método UFSC de compostagem, os funcionários puderam saber sobre o destino do composto que é gerado ali mesmo, a partir do resíduo orgânico dos refeitórios. Em junho de 2018, durante a Semana do Meio Ambiente, a engenheira ambiental Luiza Marques procurou o Cepagro para dar destino ao composto gerado na obra. Desde então, a maior parte do composto do aeroporto foi doada ao Cepagro e contribuiu na implantação da horta comunitária do Posto de Saúde do Ribeirão da Ilha,  e em atividades realizadas na Escola Januária, no Campeche, e na Escola Tercílio Bastos, em Major Gercino.  Além disso, o composto também enriqueceu o cultivo das comunidades guaranis de Major Gercino, Aldeia Tekoá V’yá, e de Biguaçu, Aldeia Ygua Porã.

Na mesma ocasião, em 2018, o Cepagro facilitou a implantação de uma horta no canteiro de obras, para onde parte do composto também passou a ser destinado. O construtor civil John Nilson Alves Nepomuceno, do Pará, conta que usufrui da horta levando chás e temperos para casa. “É interessante porque a empresa tem uma preocupação com o meio ambiente, não descarta em qualquer lugar como se fosse qualquer resíduo. Eles separam os materiais reciclados, a serragem da madeira usam na compostagem. Se toda a empresa tivesse isso seria bom”, conta Nilson.

 

O Floripa Airport tem um plano básico ambiental, que vem sendo gerido pela Racional Engenharia. Segundo o técnico ambiental da empresa, Humberto Camargo Filho, a compostagem é uma das formas de gestão dos resíduos e por mês são compostados cerca de 250 kg. O responsável pela função é Romenald Albert, que aprendeu a compostar no Haiti, seu país natal. É ele também que cuida da horta diariamente.

À tarde, parte da equipe do administrativo, cozinheiras e funcionários do canteiro de obras participaram da oficina de produção de mudas. A agrônoma Aline Assis deu dicas sobre o cultivo de hortaliças em pequenos espaços e os participantes puderam levar para casa as mudas produzidas. Entre eles estava a sergipana Vanusia Jesus Santos, que ficou impressionada com o manjericão roxo e fez questão de levar uma muda para mostrar aos familiares.

Charles Lamb conta que a atividade “oportunizou uma grande troca de experiências e demonstrou o potencial que esse tipo de iniciativa pode ter em um espaço inóspito como um canteiro de obras”. Disse ainda que o Cepagro continuará apoiando a iniciativa com mais atividades até o término da obra, prevista para outubro.

Horta escolar rural ganha cara nova com práticas agroecológicas

Compostagem, plantas companheiras e sazonalidade foram temas trabalhados com os/as estudantes da escola Tercílio Bastos, de Major Gercino, na última sexta-feira, 28 de junho. Mais uma vez o técnico de campo Henrique Martini Romano esteve na comunidade do Pinheiral, onde o Cepagro vem realizando atividades de educação ambiental através do projeto Iniciativas socioambientais e educativas em comunidades rurais, apoiado pelo Instituto das Irmãs da Santa Cruz. 

A escola já possui uma horta com 36 canteiros e, durante o último encontro, Henrique perguntou às turmas que plantas elas gostariam de semear ali, além das que já vinham cultivando com as atividades do programa Mais Educação. Respeitando o calendário agrícola, Henrique selecionou algumas espécies da lista e planejou o plantio junto com os/as alunos/as. É dessa forma, com base na educação popular, que o Cepagro trabalha a educação agroecológica: “A gente dá bastante voz para os estudantes, propõe e escuta o que eles querem fazer”, conta Henrique.

A proposta de Henrique para as turmas dos sexto, sétimo e oitavo anos foi pensar os canteiros sob um dos princípios da Agroecologia: o consórcio de plantas, característica que auxilia no controle de pragas sem o uso de veneno. A ideia foi mostrar para eles/as que “a horta é um ecossistema, e que lá existem muitas relações e interações ecológicas entre as plantas, os animais e entre o meio físico, como o solo que tem ali”, disse Henrique. Em cada canteiro, plantas companheiras foram semeadas lado a lado em diferentes desenhos, pensados pelos/as próprios/as estudantes. 

Além de colorir e diversificar os canteiros com alimentos, temperos e flores, os/as alunos/as também aprenderam como funciona uma minhocasa. Com parte do composto doado pelo Hotel SESC Cacupé de Florianópolis, a turma do sexto ano montou uma composteira para entender como os restos de alimento são transformados em adubo para a horta. Eles/as também se divertiram tirando fotos das atividades.

O professor Izair Knaul, que leciona ciências, acompanhou as turmas durante a prática e contou que as atividades na horta colaboram muito com os aprendizados em sala de aula. O oitavo ano, por exemplo, estuda o corpo humano e a alimentação saudável e nutrição são  temas que aliam o conteúdo programado na disciplina com as práticas na horta.

Muitos aprendizados podem ser obtidos fazendo a relação com as disciplinas, mas para Henrique esse não é o principal objetivo da horta. “O objetivo maior com eles é criar um espaço de vida e de trabalho coletivo onde eles vão se relacionar de uma forma diferente do que eles se relacionam dentro da sala. A horta cria uma relação diferente entre eles e a terra, sutilmente a gente vai criando uma relação de mais amor e respeito com a natureza. Essa é a principal contribuição que a horta escolar tem para a educação e para a sociedade”, conta Henrique.

As atividades da horta pedagógica na Escola Tercílio Bastos seguirão até o final do ano letivo trabalhando 3 eixos centrais: gestão de resíduos, horta agroecológica e alimentação saudável, sempre buscando aliar o calendário agrícola com o calendário escolar.

Mãos à horta: Cepagro cultiva Agroecologia em escola rural de Major Gercino

O projeto Iniciativas socioambientais e educativas em comunidades rurais segue cultivando a educação ambiental com a juventude de Major Gercino. Nos dias 13 e 14 de junho, o técnico de campo Henrique Martini Romano esteve na escola Tercílio Bastos, na comunidade do Pinheiral, para trabalhar temáticas como agroecologia, horta agroecológica e compostagem com as turmas do Ensino Fundamental e Médio.  “A abordagem foi por meio da sensibilização do potencial da horta agroecológica em criar um ambiente de vida, de aprendizagem, de convívio e produção de alimentos dentro da escola”, conta Henrique.

A escola já possui uma horta com 36 canteiros. A diretora, Fabiane Motta, conta que a horta foi iniciada através do programa Mais Educação, que hoje mantém uma técnica desenvolvendo a atividades neste espaço com os/as estudantes. O projeto do Cepagro, apoiado pelo Instituto das Irmãs da Santa Cruz, vem apoiar ainda mais as iniciativas de promoção da Agroecologia na escola. “Nós tentamos sempre manter esse foco, da educação ambiental, da reciclagem, da sustentabilidade na nossa escola”, afirma Fabiane.

Henrique desenvolveu atividades diferentes com as diversas faixas etárias de estudantes. Com os/as adolescentes do Ensino Médio, do período noturno, foi abordado o que é uma organização da sociedade civil como o Cepagro e também o tema da agroecologia e de sua importância enquanto um movimento de transformação social por meio da produção e consumo de alimentos saudáveis com respeito aos ecossistemas naturais. Além disso, foi conversado com os/as estudantes a possibilidade de eles/as colaborarem com fotos e vídeos sobre as atividades, animando os canais de comunicação da escola. 

Já as turmas do Ensino Fundamental “fizeram o reconhecimento do espaço da horta, identificaram as plantas já cultivadas no local e realizaram um levantamento das espécies que desejam cultivar”, relata Henrique. Com a ajuda do sexto e sétimo anos, foi também iniciada a limpeza de alguns canteiros e reativada a compostagem dos resíduos orgânicos da alimentação escolar.

Até o final do ano, o Cepagro estará presente na escola Tercílio Bastos a cada duas semanas. Além do trabalho na horta, os/as estudantes irão planejar um sistema de captação de água da chuva para a escola.

A consciência ambiental está presente na escola Tercílio Bastos.

 

Cepagro promove educação agroecológica no dia Mundial do Meio Ambiente

Há 47 anos, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, realizada em Estocolmo pela ONU, instituiu-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data tinha como objetivo alertar a população e governos de cada país sobre os perigos de negligenciarmos o cuidado com o mundo em que vivemos. No Brasil, celebramos também a Semana Nacional do Meio Ambiente, como consequência da data criada pela ONU.

Como parte da programação desta semana, o Cepagro realizou mais uma oficina de horta agroecológica na Escola de Educação Básica Januária Teixeira da Rocha, no Campeche. Por lá, apesar da importância da data, as crianças sabem que a Educação Ambiental acontece todo dia.

Na atividade de hoje, foi a vez da turma do 4º ano sujar as mãos de terra. Junto com a agrônoma do Cepagro, Karina Smania de Lorenzi, as crianças construíram o quarto canteiro da escola. Mas antes de ir para a prática, Karina explicou para elas a diferença entre um canteiro convencional e um canteiro agroecológico.

No canteiro convencional várias mudas de uma mesma espécie são plantadas lado a lado. Se um inseto ataca uma plantinha, a chance de ele atacar o canteiro inteiro é maior. Já a horta agroecológica funciona na base da cooperação, onde cada plantinha contribui com as suas características próprias, lógica que é aplicada também na vida de cada um. Há pessoas que são boas em matemática, outras que vão melhor em geografia, e tem ainda aquelas que são ótimas artistas ou esportistas.

Respeitando a diversidade e cooperando com o próximo, assim a oficina aconteceu. O composto utilizado, por exemplo, foi doação da Horta Pedagógica e Comunitária do Parque Cultural do Campeche (Pacuca). O coordenador do Parque, Ataíde Silva lembra que o espaço onde hoje está a horta comunitária foi conquistado com dificuldade. “Na época em que foi implantada, a ideia da horta foi uma forma de presença da comunidade, do não abandono dos moradores”, conta Ataíde. Para ele, as crianças são a esperança de que as gerações futuras colham ainda mais frutos e “nesse dia Mundial do Meio Ambiente, a coisa mais importante é a educação, é o que vocês fazem nessa escola, isso é uma semente”.

A professora Silvia Leticia de Sá T. Cardoso diz para seus alunos que eles sãos os guardiões do Campeche. Ela lembra que o bairro já sofreu com alguns crimes ambientais e acredita que a educação ambiental na escola é uma forma de conscientizar as gerações futuras para o cuidado com o espaço onde vivem. E tem funcionado.

Alguns pais contaram para Silvia que começaram a compostar em casa a pedido dos filhos, que estão mostrando interesse em cuidar das plantinhas do quintal de casa. “No relato dos pais eu pude perceber que eles vão levar esse projeto para a vida toda. Não só na questão ambiental, mas também levam para a vida, se tornam mais responsáveis”, contou a professora Silvia, que leciona para o quarto ano.

E essa é a ideia. Através de projeto do Cepagro, apoiado pela Misereor e em parceira com a Associação de Moradores do Campeche (Amocam), Karina Smania faz atividades práticas e pontuais na escola, trabalhando sempre uma turma e uma temática diferente. A agrônoma conta que com a horta pedagógica é possível trabalhar diversos temas, mas que a educação ambiental pode ser feita também no dia a dia pelas professoras em sala de aula, aliando a educação ambiental a suas disciplinas, sejam elas quais forem.

Na sexta-feira, 7 de junho, Karina voltará à escola e vai usar a literatura e a música para falar sobre as plantas que nascem embaixo e em cima da terra.

Crianças constroem canteiro de flores para abelhas em escola no Campeche

Na semana em que se comemora o Dia Mundial das Abelhas, alunos e alunas da Escola Januária Teixeira da Rocha, no campeche, constroem canteiro de flores para atrair esses insetos tão fundamentais para o meio ambiente. A atividade aconteceu na sexta-feira, 24 de maio, e foi mais uma oficina do projeto em parceria com a Amocam, através do projeto Misereor em Rede. Durante uma manhã ao ar livre, as crianças aprenderam com a agrônoma do Cepagro, Karina Smania de Lorenzi, a importância das abelhas para a manutenção de várias espécies de plantas e alimentos.

Quem trouxe esse tema foi a professora do quinta ano, Maria Inês Evaristo: “Como a gente está trabalhando essa parte da horta na escola e estamos fazendo vários espaços, porque não fazer um canteiro das flores para as abelhas?”. A professora propôs e Karina abraçou a ideia, principalmente porque o sumiço das abelhas é um tema que tem gerado bastante discussão ultimamente. Quando perguntados em sala de aula sobre o porquê desse fenômeno, alguns já sabiam a resposta: os agrotóxicos.

Segundo levantamento da Agência Pública e Repórter Brasil, somente em Santa Catarina foram encontradas pelo menos 50 milhões de abelhas mortas, de dezembro do ano passado a fevereiro de 2019. Especialistas e pesquisas laboratoriais apontam que o principal causador é o contato com agrotóxicos a base de neonicotinoides e fipronil, utilizados como inseticida.

Sabendo disso, mudinhas de manjericão, cravo de defunto e boca de leão foram plantadas pelas/os alunas/os com o intuito de tornar a escola um ambiente convidativo para as abelhas nativas, como a mandaçaia. Além de preparar um canteiro para as abelhas, que ganhou o formato de borboleta, “a gente pôde trabalhar também a polinização, como funciona, quais plantas precisam das abelhas para dar o nosso alimento, quais as flores que têm mais potencial em atrair abelhas. Então foi interessante, a gente conseguiu encaixar isso tudo no tema de hoje”, conta a agrônoma Karina Smania.

Crianças do terceiro ano implantam Horta Pedagógica na Escola Januária Teixeira da Rocha

Sexta-feira, 3 de maio, foi mais um dia de atividades agroecológicas na Escola de Educação Básica Januária Teixeira da Rocha, no Campeche. Junto com a Agrônoma do Cepagro Karina Smania de Lorenzi e o presidente da Associação de Moradores do Campeche (Amocam) Alencar Deck Vigano, as crianças do terceiro ano construíram uma horta agroecológica. Essa foi a terceira oficina de quatro que serão realizadas na escola em parceria com a Amocam e o Cepagro, através do projeto Misereor em Rede.

Antes de seguir para a prática, Karina explicou em sala de aula a lógica de uma horta agroecológica, como o solo que vai acolher as mudinhas deve ser preparado e o porquê de misturar diferentes tipos de plantas em um mesmo espaço. Como a composteira da escola ainda precisa de tempo para gerar composto, a horta foi iniciada com o composto doado pela obra do novo aeroporto de Florianópolis, através do núcleo de meio ambiente da Racional Engenharia.

Além da oficina com hortaliças, a turma do terceiro ano também fez uma roça de mandioca, prática que foi de encontro ao que estão estudando em sala de aula. A professora Ellen Regina Damasceno Batista contou que está começando a trabalhar sobre a cultura de Santa Catarina e com a prática vai aproveitar para abordar a cultura da mandioca.

É sempre nesse formato que Karina planeja suas atividades na escola: conversa com as professoras e traz para a horta os aprendizados que estão sendo trabalhados em sala de aula. No dia 30 de abril, já havia sido realizada uma primeira oficina de horta pedagógica com a turma do primeiro ano. Na ocasião a professora Maria Inês Evaristo estava trabalhando as estações do ano e pediu para  incluir na oficina plantas que pudessem auxiliar em doenças respiratórios. Assim, a prática envolveu as plantas de outono e vários chás que ajudam nas doenças respiratórias.

No caso do terceiro ano “a professora estava trabalhando com a cultura açoriana então a gente resolveu fazer além da oficina de hortaliças, flores e temperos, uma roça de mandioca para explicar um pouco do contexto de Florianópolis”, conta Karina. Segundo a Agrônoma, “ciências, história, matemática e demais disciplinas podem utilizar a horta como a parte prática dos estudos”.

O diretor da Escola Januária Teixeira da Rocha, Abrão Iuskow, contou que entre uma oficina e outra, as turmas da Januária ainda puderam fazer uma visita à Horta Comunitária do Parque Cultural do Campeche, o Pacuca. Lá elas viram como funciona a compostagem em maior escala e conheceram outras iniciativas de Agroecologia e Educação Ambiental.

A próxima oficina prevista para acontecer deverá abordar, além de alguma disciplina, a alimentação saudável, que é um dos três eixos de trabalho do Cepagro com Hortas Pedagógicas, junto com Compostagem e a Horta Agroecológica.

Estudantes da Escola Januária, no Campeche, participam de primeira oficina de compostagem

Resíduos orgânicos, compostagem e destinação correta do lixo são conceitos que a partir de agora os alunos da Escola de Educação Básica Januária Teixeira da Rocha, no Campeche, conhecem bem.  Na última quarta-feira, 27 de março, as turmas do 1º ao 5º ano participaram da primeira oficina de Compostagem, assessorados pela Engenheira Agrônoma Karina Smania de Lorenzi, da equipe do Cepagro.

A ação, que iniciou em fevereiro com uma formação para os professores e funcionários, é uma parceria entre a escola e a Associação de Moradores do Campeche (Amocam) e está inserida na meta de oficinas do Cepagro para a Educação Alimentar e Nutricional através do projeto Misereor em Rede. O objetivo é trabalhar com as turmas três eixos centrais: Compostagem, Horta Pedagógica e Educação Alimentar e Nutricional, ao longo de todo o ano letivo.

Logo pela manhã, depois de uma explicação teórica em sala de aula, as crianças foram para a parte externa da escola colocar em prática o conteúdo trabalhado na primeira parte da aula. Elas mesmas montaram uma composteira que de agora em diante vai receber parte dos resíduos gerados na cantina da unidade. As turmas da tarde também tiveram a aula dividida entre teoria e prática, desta vez tudo em sala de aula.

Para a professora Silvia Leticia de Sá Teixeira Cardoso, “essa aula inicial do projeto foi muito interessante porque além de ter a aula teórica, onde foram abordados os conceitos de lixo orgânico, inorgânico, compostagem, destino correto para cada tipo de lixo, as crianças puderam também vivenciar na prática como funciona todo o processo de compostagem, por meio da oficina que a Karina realizou com eles. O que torna todo esse conhecimento muito mais significativo”.

Ainda como parte da programação do primeiro bimestre, que será inteiro focado no tema da gestão dos resíduos sólidos e compostagem, haverá um mutirão para a implantação de uma composteira e que vai envolver alunos, pais e professores. A atividade será no dia 6 de abril, sábado, quando a escola promove a festa da família.