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Semana do Alimento Orgânico traz programação especial e marca os 27 anos de fundação do Cepagro

Com o lema Plantar Educação para colher uma Alimentação Saudável, a Semana Nacional do Alimento Orgânico começa nesta quarta, 24 de maio, promovendo campanhas em todo país para oferecer informações aos consumidores sobre produtos orgânicos: como são cultivados, como certificar-se de sua qualidade, onde encontra-los. A data marca também a comemoração dos 27 anos de trabalho do Cepagro pela promoção da agroecologia em comunidades do campo e da cidade.

A inauguração da Feira Agroecológica do Campeche no sábado, 27 de maio, abre as comemorações da Semana do Alimento Orgânico. A Feira acontece a partir das 7h no estacionamento da Aldeia Índigo (Av. Pequeno Príncipe, Campeche) e é resultado da articulação do Cepagro com agricultores familiares de Leoberto Leal e Vidal Ramos (SC) que fazem parte da Rede Ecovida de Agroecologia.

No Itacorubi, durante a manhã e tarde do dia 31 de maio, o Hall do CCA estará ocupado com a Mostra Cepagro Fora de Casa, com banners, vídeos, publicações e fotos do trabalho da entidade ao longo de mais de duas décadas. Na hora do almoço, entre uma apresentação musical e outra da Hora Feliz do CCA, estarão presentes profissionais que começaram sua trajetória no Cepagro, contando suas experiências na ONG.

Na 5ª feira, 1 de junho, o Auditório da FIESC (Rod. Admar Gonzaga, Itacorubi) recebe a partir das 9h o Seminário sobre Qualidade dos Produtos Orgânicos em SC, com apresentação dos resultados de monitoramento de alimentos orgânicos e de um questionário sobre alimentos orgânicos pela Cidasc e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Na parte da tarde, ainda na Epagri, haverá palestras sobre Qualidade do Alimento Orgânico e Segurança Alimentar, com a nutricionista Elaine de Azevedo e sobre a Relação Produtor e Consumidor no Mercado dos Orgânicos, com o Prof. Oscar José Rover, coordenador do Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar da UFSC. Agricultores e agricultoras da Rede Ecovida de Agroecologia também estarão presentes para falar sobre seu trabalho na produção orgânica, a partir das 15h50.

De volta ao Centro de Ciências Agrárias, ainda na 5ª feira, o Cepagro participa da 1ª Semana de Estágios e Formação Profissional, promovida pelo Centro Acadêmico de Agronomia da UFSC. A conversa com o Cepagro e estudantes de Agronomia será no Auditório da Fitotecnia às 20h.

Fechando a Semana, no dia 2 de junho, a edição festiva da Feira Orgânica CCA – que acontece todas as sextas no estacionamento do Campus Itacorubi – traz degustação de receitas preparadas por ecochefs Slow Food e da erva mate orgânica Catanduvas, distribuição de sementes, oficinas e visitas guiadas com o grupo Horta Orgânica do CCA (HOCCA). Estarão presentes os parceiros e parceiras da Revolução dos Baldinhos e da Horta Comunitária do PACUCA, além de agricultoras e agricultores do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida de Agroecologia. Além do Grupo Flor do Fruto de Agroecologia, haverá outros grupos de agricultores e agricultoras ofertando seus alimentos na Feira neste dia.

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Programa da BAND aborda produção agroecológica na grande Florianópolis e região

Com a participação de Charles Lamb, coordenador geral, e das agrônomas Gisa Garcia e Jerusa Rosa da equipe técnica do Cepagro, o programa Sustentar da Rede BAND reportou os desafios da produção agroecológica na grande Florianópolis, desde a organização das famílias agricultoras até a comercialização no Box 721 do CEASA, nos pequenos varejos e nas feiras. A metodologia de trabalho com famílias que desejam diversificar o cultivo do tabaco, fazendo a gradual transição para a agroecologia, também foi abordada. Abaixo, a reportagem na íntegra.

Coleção “Saber na Prática”, editada pelo Cepagro, está disponível em meios físicos e eletrônicos

“Saber na Prática – Vivências em Agroecologia”, produção editorial realizada pela Assessoria de Comunicação do Cepagro, pode ser consultada integralmente pela internet.

VERSÃO IMPRESSA ESGOTADA!

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A coleção apresenta a sistematização de metodologias adotadas pela entidade em seu trabalho de organização popular, dirigido a famílias em comunidades rurais e urbanas do Litoral Catarinense, Grande Florianópolis e Alto Vale do Itajaí.

Composta por 4 volumes impressos e 1 DVD com legendas em inglês, a coleção Saber na Prática: Vivências em Agroeocologia é um registro histórico e metodológico que visa auxiliar outras organizações a replicarem as ações apresentadas – levando em conta o que há de afinidades e diferenças entre as realidades, sempre no sentido de adotar técnicas sustentáveis de Agricultura e Gestão de Resíduos Orgânicos.

Os temas tratados são (CLIQUE NAS IMAGENS PARA ACESSAR AS CARTILHAS):

Vol 1 – Banheiro Seco

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O trabalho com esta Tecnologia Social iniciou-se junto a agricultores da Rede Ecovida de Agroecologia, que demandavam sanitários próximos aos locais de cultivo visando a ecologização completa das propriedades, seguindo princípios da permacultura. Do litoral de Santa Catarina a experiência disseminou-se para o semiárido nordestino, com apoio técnico e elaboração de material didático pelo Cepagro. A iniciativa culminou na construção de mais de uma centena de Banheiros Secos na região de Pesqueira, em Pernambuco.

Veja também o vídeo do volume 1 – Banheiro Seco.

Vol. 2 – Certificação Participativa

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Os Sistemas Participativos de Garantia (SPGs) tem como um dos principais diferenciais a oportunização de um espaço de formação e intercâmbio entre os agricultores, durante as sessões de avaliação da conformidade orgânica que acontecem nas propriedades rurais e agroindústrias, promovendo cidadania e incremento da produção familiar orgânica. Este volume lança luzes sobre o universo da certificação participativa, desde a constituição e funcionamento dos grupos de base da Rede Ecovida até o avanço da legislação brasileira de produção orgânica. 

Veja também o vídeo do volume 2 – Certificação Participativa.

Vol. 3 – Agricultura Urbana

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Enquanto os impactos da urbanização são fragilmente encarados pelas políticas públicas, inúmeras iniciativas no mundo repensam as cidades em suas características de produção, consumo e descarte de alimentos. Das Hortas Urbanas à Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos, e com amplo reflexo na rede municipal de ensino de Florianópolis, o Cepagro tem gerado referências nacionais no tema.

Veja também o vídeo do volume 3 – Agricultura Urbana.

Vol. 4 – Diversificação Produtiva

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A cadeia produtiva do tabaco, embora controversa, é encarada por muitos agricultores familiares do Sul do país como a única alternativa de renda. No contexto das ações nacionais de diversificação em áreas de tabaco, são apresentados exemplos bem sucedidos em propriedades no território do Alto Vale do Itajaí e tendo como paradigma a conversão para sistemas agroecológicos de produção – desde a a assistência técnica para transição à articulação de mercados de varejo e institucionais.

Veja também o vídeo do volume 4 – Diversificação Produtiva.

Serviço: Distribuição* da Coleção “Saber na Prática – Vivências em Agroecologia”

 Preencha o formulário disponível neste link

 

DVD

 

Sistematização dos trabalhos do Cepagro será lançada na próxima sexta

“Saber na Prática – Vivências em Agroecologia”, produção editorial realizada pela Assessoria de Comunicação do Cepagro, será lançada na próxima sexta, 06/12, às 13h30, no Sesc Cacupé (Florianópolis)

convite

A coleção apresenta a sistematização de metodologias adotadas pela entidade em seu trabalho de organização popular, dirigido a famílias em comunidades rurais e urbanas do Litoral Catarinense, Grande Florianópolis e Alto Vale do Itajaí.

Composta por 4 volumes impressos e 1 DVD, a coleção Saber na Prática: Vivências em Agroeocologia é um registro histórico e metodológico que visa auxiliar outras organizações a replicarem as ações apresentadas – levando em conta o que há de afinidades e diferenças entre as realidades, sempre no sentido de adotar técnicas sustentáveis de Agricultura e Gestão de Resíduos Orgânicos.

Os temas tratados são:

Vol 1 – Banheiro Seco

CARTILHA 01capa Banheiro Seco.indd

O trabalho com esta Tecnologia Social iniciou-se junto a agricultores da Rede Ecovida de Agroecologia, que demandavam sanitários próximos aos locais de cultivo visando a ecologização completa das propriedades, seguindo princípios da permacultura. Do litoral de Santa Catarina a experiência disseminou-se para o semiárido nordestino, com apoio técnico e elaboração de material didático pelo Cepagro. A iniciativa culminou na construção de mais de uma centena de Banheiros Secos na região de Pesqueira, em Pernambuco.

Vol. 2 – Certificação Participativa

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Os Sistemas Participativos de Garantia (SPGs) tem como um dos principais diferenciais a oportunização de um espaço de formação e intercâmbio entre os agricultores, durante as sessões de avaliação da conformidade orgânica que acontecem nas propriedades rurais e agroindústrias, promovendo cidadania e incremento da produção familiar orgânica. Este volume lança luzes sobre o universo da certificação participativa, desde a constituição e funcionamento dos grupos de base da Rede Ecovida até o avanço da legislação brasileira de produção orgânica. 

Vol. 3 – Agricultura Urbana

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Enquanto os impactos da urbanização são fragilmente encarados pelas políticas públicas, inúmeras iniciativas no mundo repensam as cidades em suas características de produção, consumo e descarte de alimentos. Das Hortas Urbanas à Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos, e com amplo reflexo na rede municipal de ensino de Florianópolis, o Cepagro tem gerado referências nacionais no tema.

Vol. 4 – Diversificação Produtiva

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A cadeia produtiva do tabaco, embora controversa, é encarada por muitos agricultores familiares do Sul do país como a única alternativa de renda. No contexto das ações nacionais de diversificação em áreas de tabaco, são apresentados exemplos bem sucedidos em propriedades no território do Alto Vale do Itajaí e tendo como paradigma a conversão para sistemas agroecológicos de produção – desde a a assistência técnica para transição à articulação de mercados de varejo e institucionais.

Serviço: Lançamento da Coleção “Saber na Prática – Vivências em Agroecologia”

Local: SESC Cacupé – Rod. Haroldo Soares Glavan, 1670 – Cacupe, Florianópolis – SC – (48) 3231-3200

Data: sexta, 06/12/2013 –  a partir das 13h30

Programação: 

13h30 –  Abertura do evento e apresentação da Coleção (Reserva de 10 minutos para o Sr David Fleischer contextualizar o trabalho da IAF no Brasil)

14hExibição dos vídeos “Banheiro Seco” e “Agricultura Urbana”

14h45 – Momento de testemunho 1: fala dos beneficiários, instituições parceiras, órgãos públicos sobre os temas apresentados

15h15 – Exibição dos vídeos “Certificação Participativa” e “Diversificação Produtiva”

16h – Momento de testemunho 2: fala dos beneficiários, instituições parceiras, órgãos públicos sobre os temas apresentados

16h45Café agroecológico – Produtos do BOX 721 da Ceasa e  daRede de Engenhos de Farinha de Mandioca artesanais, preparado por chefs do Movimento Slow  Food.

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Sul se une às Caravanas de todo Brasil para ampliar a visibilidade da Agroecologia

A nossa Caravana visa mobilizar as organizações do campo agroecológico em relação ao tema “Dinâmicas de Abastecimento e Construção Social de Mercados Agroecológicos”. Conta com 3 Rotas que envolverão representantes de experiências, organizações e movimentos do Sul e convidados de outras regiões do Brasil.

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Cada Rota busca contemplar as diversas estratégias de abastecimento e construção de mercados existentes no percurso, envolvendo organizações e movimentos que constroem a Agroecologia em nossa região. As rotas se encontrarão em Curitiba, onde haverá a discussão e síntese das principais questões levantadas durante o seu percurso. Dialogará com o Encontro Nacional Mulheres da ANA- Rumo ao III ENA (Encontro Nacional de Agroecologia). Também integrará a mobilização em favor do PAA, juntamente com organizações do Paraná.

PORQUE AS CARAVANAS?

Para estimular dinâmicas capilarizadas de mobilização social, visando à reflexão coletiva sobre as questões orientadoras, a ANA (Articulação Nacional de Agroeocologia) propõe o mergulho em distintas realidades nas quais a agroecologia e o agronegócio disputam espaço físico, político e ideológico como expressão de projetos opostos para o mundo rural. Assim situada, a proposta agroecológica será analisada à luz dos seus efeitos positivos sobre a vida social e sobre o mundo natural, contrastando-os com os impactos negativos advindos da imposição do modelo dominante. Explicitar e divulgar esses contrastes a partir das peculiaridades de territórios localizados nas diferentes macrorregiões brasileiras será o principal objetivo do processo preparatório do III ENA.

AS CARAVANAS COMO EXERCÍCIO COLETIVO DE ANÁLISE

A proposta é que as redes e organizações de determinados territórios se preparem para apresentar e debater a realidade da disputa territorial com diferentes delegações compostas por agricultores e agricultoras, representantes de povos e comunidades tradicionais e assessores/as, e vindas de outras regiões do mesmo estado ou de estados próximos. Além de proporcionar ambientes para o debate entre as organizações da ANA, as caravanas serão oportunidades para a produção de materiais de comunicação voltados para divulgação para amplos segmentos da sociedade.

As caravanas funcionarão como exercícios metodológicos para o desenvolvimento de um “novo olhar” sobre as experiências de agroecologia. Em vez de enfocá-las a partir dos eixos temáticos, a nova perspectiva propõe uma visão integradora entre as diferentes dimensões referenciadas na realidade dos territórios enfocados.

Até agora já ocorreram 5 Caravanas: na Zona da Mata Mineirana Chapada do  Apodi (Nordeste), na Amazônia, no Mato Grosso, no Leste Paulista e em Tocantins. Muitas outras estão sendo organizadas Brasil afora.

VEJA A PROGRAMAÇÃO DA CARAVANA SUL (Rotas 1, 2 e 3 e Curitiba)

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Núcleo Litoral Catarinense reúne seus 14 grupos para debates e agendas comuns na promoção da Agroecologia

As dinâmicas produtivas dos 14 grupos que compõem o Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida, representados por mais de 100 agricultores agroecológicos, foram fortalecidas durante o Encontro realizado na semana passada em Rancho Queimado.

Tendo como anfitrião o grupo local “Harmonia da Terra”, o evento foi aberto com a tradicional apresentação dos grupos, alguns já consolidados e outros, como os de Piçarras e Itapema, recém fundados e encontrando naquele espaço o estímulo para seguir na caminhada da produção agroecológica de alimentos, fitoterápicos e plantas ornamentais.

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Grupos do Litoral Catarinense na abertura do Encontro

Autoridades do segmento da agricultura e segurança alimentar deram suas contribuições na abertura do evento. Francisco Powell, da superintendência local do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento), balizou o debate sobre a legislação nacional de produção orgânica. O foco  recaiu sobre a Instrução Normativa (IN) 46, que dispõe sobre o regulamento técnico dos sistemas de produção orgânica vegetal e animal, sobretudo nas questões de insumos, aspectos ambientais e normas de certificação.

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Francisco Powell, do MAPA

Substrato e sementes estão na essência dos itens da IN 46, que estabelece o ano de 2013 como prazo para que todos os insumos envolvidos na produção orgânica também sejam de procedência orgânica. “As CPOrg’s (Comissões de Produção Orgânica) de cada Estado estão listando as sementes orgânicas disponíveis no mercado. Sabemos que a oferta ainda é pequena, portanto o Ministério vai estender este prazo”, explicou Powell ao público do Encontro. A recomendação da Rede Ecovida é que, mesmo que sejam utilizadas sementes germinadas em cultivos convencionais, não se usem as que possuem algum tratamento químico, como aplicação de fungicidas.

Já em relação à “cama de aviário”, mistura de maravalha (serragem à base de pinus) e excrementos de aves confinadas bastante utilizado na fertilização dos solos, ainda há permissividade por parte do MAPA, embora o horizonte também aponte para a exigência de substratos e fertilizantes integralmente orgânicos. Deste cenário surge mais um item de valorização da reciclagem da fração orgânica nos centros urbanos, com separação, compostagem e produção de adubo. O elo entre o rural e o urbano na ciclagem de nutrientes já entrou na agenda de municípios como Garopaba, no litoral catarinense, onde situa-se um dos grupos do Encontro. A municipalidade está investindo na construção de 3 pátios de compostagem em propriedades agroecológicas, para receber os resíduos de restaurantes da cidade e transformá-los em adubo. Pretende-se, num período de 3 anos, chegar a 12 pátios de compostagem, abrangendo, gradativamente, a coleta de médios e grandes geradores (mais restaurantes, supermercados, escolas, etc.)

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A reciclagem de resíduos orgânicos urbanos contribuirá na fertilização dos solos agroecológicos rurais

O agrônomo Matheus Mazon Fraga, responsável pelo setor de agrotóxicos e fiscalização da Cidasc, explanou ao público o programa de monitoramento da produção agrícola realizado pelo órgão. São fiscalizados tanto produtos convencionais, visando a aferição dos agrotóxicos permitidos e a possível incidência dos proibidos, quanto os orgânicos, com o intuito de averiguar a credibilidade dos sistemas de certificação. Das coletas de produtos orgânicos em Santa Catarina, que no ano de 2013 somaram 375 amostras de alface, arroz, banana, batata, brócolis, cebola, cenoura, feijão, maçã, morango e pimentão das Ceasas e varejistas, houve 95,16% de aprovação. “A reprovação é relativamente baixa, mas o correto seria que fosse zero. O item mais problemático foi a cebola, com apenas 69% de aprovação”, explicou Fraga.

Algumas amostras desses vegetais, incluindo a cebola, foram coletadas junto ao Box de Produtos Agroecológicos da Ceasa/SC, que comercializa boa parte da produção do Núcleo Litoral Catarinense. Maçã, batata-inglesa, feijão e arroz foram analisados, e todos os resultados foram negativos quanto a presença de compostos químicos de agrotóxicos. “É uma conquista da sociedade brasileira ter acesso a alimentos seguros legitimados pela certificação participativa”, lembrou o coordenador-geral do Cepagro Charles Lamb.

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Agricultor Jair Scheidt, de Imbuia-SC, com sua produção de feijão e cebola que passou pela avaliação da Cidasc

O final do primeiro dia do Encontro foi dedicado ao diagnóstico do Núcleo quanto ao Sistema Participativo de Garantia (SPG), modalidade de acreditação da conformidade orgânica exercido pela Rede Ecovida e controlado pelo MAPA. Na ocasião foram indicados e apresentados os membros dos comitês de verificação de cada grupo, representados por no mínimo 2 pessoas, cujos nomes devem constar nas atas que comprovam o andamento da articulação (reuniões) entre as famílias.

Cada comitê assume por um ano a responsabilidade das visitas de pares, método de controle social onde as propriedades requerentes de certificação são verificadas conforme as normas da Rede Ecovida e do MAPA. No Encontro de Núcleo foi estabelecido um “agendão”, pontuado pelas demandas de renovação e novos pedidos de certificação em cada grupo, e agendadas as respectivas visitas. É com este engajamento permanente, sempre registrado por documentos, que a metodologia da certificação participativa vai se fortalecendo perante o público consumidor e toda sociedade.

Depois de tanta informação para processar, e cumpridos os compromissos do dia, o público do Litoral Catarinense pôde se deliciar com uma variada programação cultural, com muita música popular e campeira e um tradicional número de dança folclórica alemã.

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A manhã do dia seguinte foi dedicada às oficinas, onde os agricultores intercambiam seus ofícios, valorizam seus saberes, aprimoram suas lidas. Foram tratados de forma prática 6 temas, em propriedades espalhadas pela região rural de Rancho Queimado: Compostagem, Certificação Participativa, Comercialização, Patrimônio Agroalimentar, Insumos e Boas Práticas na pós-Colheita. As impressões e encaminhamentos de cada oficina foram registradas e socializadas com o público ao final do evento.

Sistematização das Oficinas – Encontro Núcleo Litoral Catarinense 2013

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Oficina de Compostagem
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Oficina de Patrimônio Agroalimentar

Está marcado para setembro de 2014 o próximo Encontro do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida. Desta vez o grupo anfitrião será o “Semear Sementes para o Futuro”, e a cidade-sede Leoberto Leal, no Alto Vale do Itajaí.

Clique na imagem abaixo para ver o álbum

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