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Núcleo Litoral Catarinense e Cepagro participam de capacitação sobre SPG em Torres

A coordenação do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida e os agrônomos Gisa Garcia e Francys Pacheco, da equipe técnica do Cepagro, estiveram em Torres (RS) na semana passada participando de uma capacitação sobre o novo sistema informatizado de registro de dados das famílias da Rede. A comitiva também aproveitou para intercambiar experiências com iniciativas de coletivos de consumidores locais, além de firmar os entendimentos sobre os Sistemas Participativos de Garantia. A atividade foi realizada com apoio da Fundação Inter-Americana.

No primeiro dia da visita, 8 de agosto, o grupo conheceu a cooperativa de consumidores EcoTorres, onde tiveram um bate-papo com Laércio Meirelles, um dos idealizadores da Rede Ecovida, sobre o processo de formação da Rede e o contexto politico da época, além de possíveis rumos deste coletivo que reúne quase 4.500 famílias de agricultores e agricultoras agroecológicos. O coordenador da EcoTorres, Beto Johann, contou sobre a iniciativa de consumidores em criar uma cooperativa para que tivessem acesso a um alimento saudável, limpo e que valorizasse a produção local.

Na 4ª feira, 9 de agosto, o grupo visitou a sede da Associação Ecovida de Certificação Participativa, onde foram apresentados ao novo sistema de cadastro de famílias da Rede Ecovida. Cristiano Motter, técnico do Centro Ecológico, explicou que a partir desse ano todos os dados da propriedade e de produção das famílias membros da Rede serão incluídos nessa plataforma online, o que permitirá gerar automaticamente os certificados e relatórios específicos sobre os grupos e Núcleos, como por exemplo, áreas de produção, diversidade de alimentos, entre outros.
com informações e fotos de Gisa Garcia
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Cepagro participa de encontro de SPG no México e inicia articulação do Convênio com IAF

A participação da equipe do Cepagro no II Encuentro, Taller y Feria de Certificación Participativa y SPG, promovido entre os dias 25 e 27 de novembro pelas organizações mexicanas Centro Campesino e Tijtoca Nemiliztli no município de Hueyotlipan (estado de Tlaxcala, a 105 km da Cidade do México), marcou o início da articulação do Comitê Gestor do convênio que a entidade firmou em setembro deste ano com a Inter-American Foundation (IAF). Além de apresentar as experiências do Cepagro dsc_0013em SPG e fomento à agroecologia, durante o evento os técnicos Charles Lamb e Ana Carolina Dionísio puderam conversar com representantes do Centro Campesino e da Asociación de Productores Orgánicos do Paraguay (APRO) para convidá-los a integrar o Comitê Gestor do projeto, que será formado por 5 ou 6 organizações brasileiras e de outros países latinoamericanos, compondo uma instância de coordenação compartilhada das ações e tomada de decisões participativas. Nos próximos três anos de atividades, o Cepagro trabalhará em cooperação com a IAF e seus donatários para articular uma rede de colaboração em torno da agroecologia, promovendo a troca de experiências e o compartilhar de conhecimentos entre organizações latino-americanas.

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baixa8O Encontro de Hueyotlipan já foi um exemplo de evento combinando momentos de formação, troca de experiências e articulação para outras iniciativas. Estavam presentes organizações dos estados mexicanos de Tlaxcala, Hidalgo, Oaxaca, Puebla e Michoacan, e todas apresentaram suas ações nos eixos de produção, garantia e comercialização de produtos agroecológicos. A experiência em certificação participativa da Tijtoca Nemiliztli – associação consolidada em 2016 e que teve sua primeira inspiração para formar um SPG durante o Encontro Ampliado da Rede Ecovida realizado em Florianópolis em 2012 – é única no México.

baixa7Fora a Tijtoca, a outra possibilidade de certificação participativa é pelos Mercados Alternativos (Tianguis), que funcionam como organismos de controle social, cada um tendo sua comissão de verificação. Segundo Humberto Morales, coordenador do Centro Campesino – entidade que assessora a Tijtoca – a participação de organizações de outros estados e também de outros países traz mais credibilidade para o SPG frente à autoridades locais, contribuindo para a expansão dele em mais regiões mexicanas.

baixa3No momento, cerca de 40 propriedades familiares (“fincas”) são certificadas pela Tijtoca Nemiliztli, na maioria quintais produtivos. Há também 15 produtores de grãos, além de micro-agroindústrias,  produções de cogumelos e também de cosméticos. A participação ativa de consumidores na comissão de verificação da Tijtoca é um dos seus diferenciais, pois fortalece a noção de “olhar externo” para as propriedades que integram a rede de certificação, de acordo com Rafael Palafox, um dos coordenadores da associação. Além disso, os produtores de grãos devem cultivar exclusivamente sementes crioulas para serem certificados.

baixa32Com um foco marcante em quintais produtivos voltados ao autoconsumo e comercialização de excedentes, o SPG da Tijtoca Nemiliztli acaba tendo um vínculo forte com as mulheres. Isso porque os chamados huertos de traspatio, a “pequena produção” nos arredores das casas é uma atividade frequentemente a cargo delas. Desta forma, não é surpreendente que a discussão sobre gênero esteja na pauta de organizações presentes, como o Grupo Vicente Guerrero e do Centro Económico Social Julián Garcez, ambas de Tlaxcala. “Trabalhamos a temática de gênero desde 2004, através de uma parceria com o Centro de Direitos Humanos”, explica a agricultora e comerciantes Martha Zempoaltecal, do Grupo Vicente Guerrero. Além da prevenção do HIV, as organizações também atuam na prevenção ao tráfico de mulheres indígenas na região.

baixa12A gestão de recursos hídricos foi outra temática apresentada por diversas organizações, já que a disponibilidade de água para a agricultura é problemática no México, seja pela escassez ou pela contaminação. A construção de cisternas e sistemas de captação de água da chuva e biodigestores para tratamento de dejetos animais e humanos foi uma solução apresentada por diversas organizações para superar este desafio.

baixa9Como encaminhamentos da sistematização das apresentações do encontro, percebeu-se a mudança de mentalidade demandada para o avanço da agroecologia. “A resistência à mudança ocorre também porque existe um foco só no econômico, sem considerar o impacto ambiental e na saúde”, explica Humberto Morales. Neste sentido, campanhas de conscientização junto a consumidores é uma estratégia que caminha junto com a sensibilização dos agricultores. “Tocamos o coração, para daí mudar a cabeça e então a propriedade”, completa Morales. Além desses eixos, os da incidência política e articulação em rede também são fundamentais, como explica Martha Zempoaltecal: “É necessário que nos organizemos e nos fortaleçamos para conseguirmos mais valorização de nossos produtos. E fazermos alianças e articulações para fortalecer os processos”.

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Se a comercialização também foi outro desafio apontado por praticamente todas as organizações participantes, nada como a promoção de uma Feira para pensar soluções conjuntos e ampliar a divulgação dos produtos. No domingo de encerramento do evento, a Calle Juarez, em frente à Casa Ejidal de Hueyotlipan, foi fechada para a montagem do mercado com produtos agroecológicos das associações que estiveram no evento, apresentações culturais, rodas de conversa temáticas e preparação de receitas.

dsc_0252Conhecer as organizações participantes foi fundamental para compreender um pouco mais dos desafios, demandas e soluções na promoção em agroecologia fora do contexto brasileiro. O diálogo do Cepagro com outras organizações será fundamental para definir as temáticas a serem trabalhadas e o planejamento de atividades do projeto, dentre as quais estão previstas: a realização de três seminários (2 no Brasil e 1 em outro país), além de 5 oficinas de intercâmbio para troca de experiências e melhores práticas (sendo 2 no Brasil e 3 em diferentes países da América Latina). As oficinas serão momentos de formação e troca de conhecimentos com foco em temas baixa45relacionados à agroecologia, como práticas sustentáveis de agricultura, comercialização de produtos agroecológicos, certificação participativa, gênero, gestão sustentável da água e de resíduos orgânicos. Os seminários incluirão a presença de especialistas e também treinamento em desenvolvimento organizacional. Neste projeto, uma das principais ferramentas de comunicação e aprendizado será a plataforma virtual Red Colaborar.

 

 

 

 

 

 

Autonomia e fortalecimento mútuo marcam Encontro do Núcleo Litoral Catarinense

Realizado entre os dias 9 e 10 de setembro em Imbuia, a convite do Grupo Semear Sementes para o Futuro, o 9º Encontro do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida mostrou mais uma vez a importância da articulação e mobilização comunitárias para o fortalecimento da Agroecologia. O empenho dos participantes transpareceu na qualidade das discussões e das oficinas, da alimentação, da programação cultural e na riqueza de sementes e saberes trocados durante o evento. O local do próximo encontro ainda será discutido pelos coordenadores de grupo, mas se há algo que mais uma vez ficou claro em Imbuia, é não faltam disposição e competências para seguir construindo e fortalecendo a Agroecologia.

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Carú Dionísio – Comunicação/Cepagro

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A convivência do agricultor Samir Grah com agrotóxicos começou cedo: aos 7 anos de idade, enquanto ajudava o pai nas roças de fumo em Ituporanga, município do Alto Vale do Itajaí. “Pra botar a muda na roça sem a lagarta, a gente ia passando aquele Orthene. Molhava a muda naquela solução e ia colocando no braço, sem proteção nenhuma. Ficava com o corpo todo molhado”, lembra o agricultor. Após quase três décadas trabalhando constantemente com biocidas, já casado e então plantando arroz irrigado na região de Joinville, uma intoxicação causada pelo  inseticida Furadan combinado com o herbicida Gramocil trouxe a certeza para ele e a esposa Nina de que era preciso mudar. “E a gente trabalhava só pra comprar veneno. Dizer que tava tirando algum lucro daquilo não dá. Mas é aquela cultura de que, se eu parar de plantar aquilo, vou morrer de fome”, conta Nina.  A primeira opção foi tentar o sustento na cidade. Até que, através de uma capacitação da Secretaria de Estado da Agricultura e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR/SC), a família Grah entrou em contato com a Agroecologia.

Há três anos, muito mais do que uma alternativa de renda, a agricultura ecológica vem representando para estes agricultores uma possibilidade de continuar fazendo o que gostam – trabalhar na terra – com mais qualidade de vida, além da oportunidade de aprender e trocar experiências com outros. “Parece que o mundo se abriu. A gente começou a ver tudo de maneira diferente. O que a gente achava que só conseguia com veneno, viu que não precisava daquilo. Também aprendemos a conviver com a natureza, que nem tudo é perda”, relata Nina. Ou, como explica Marcos Stürmer, o técnico que incentivou a família a fazer a transição agroecológica: “Não é só parar de usar veneno, mas olhar a propriedade como um organismo vivo, que precisa de cuidados, e do qual até um inseto faz parte”.

Mais do que uma fonte de renda, a Agroecologia trouxe uma oportunidade de reconhecimento social para os agricultores Samir e Amasilda Grah, que foram até capa de jornal.
Mais do que uma fonte de renda, a Agroecologia trouxe uma oportunidade de reconhecimento social para os agricultores Samir e Amasilda Grah, que foram até capa de jornal.

Hoje, Samir é coordenador do grupo Rio Cristina, que reúne cerca de 10 famílias de Joinville, Araquari e  Guaramirim. Junto com outras cerca de 80 famílias de 14 grupos de 25 municípios, Samir, Nina e Marcos estiveram reunidos em Imbuia nesta semana para o 9º Encontro do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida de Agroecologia.

Durante o Encontro, abundavam exemplos de superação da dependência do modelo da agricultura convencional através da transição agroecológica. Um deles é da família Allein, de Imbuia. Nascida numa família fumicultora, a jovem Dulciani formou-se ecóloga e, a partir daí, estimulou o pai Adenísio a entrar no caminho da agroecologia. “Quando ela me disse que em cinco anos a propriedade teria  que estar 100% orgânica, eu falei: Isso não vai dar certo. Mas, três anos depois, eu já tinha completado a transição”, conta o agricultor, que também é coordenador do seu grupo.

De filha para pai: foi com o estímulo e empenho de Dulciani que o agricultor Adenísio Allein resolveu começar a transição agroecológica da sua propriedade.
De filha para pai: foi com o estímulo e empenho de Dulciani que o agricultor Adenísio Allein resolveu começar a transição agroecológica da sua propriedade.

Dulciani e Adenísio coordenaram a organização local do Encontro do Núcleo, junto com o grupo Semear Sementes para o Futuro, retratado na foto abaixo durante a solenidade de abertura do evento, que contou também com a presença do Prefeito de Imbuia, Antônio Oscar Laurindo, além de representantes da Secretaria Municipal de Agricultura e da Epagri, que também apoiaram a realização do Encontro.

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Dentre os destaques deste ano, a alimentação foi praticamente 100% orgânica, resultado do empenho na articulação dos agricultores do Núcleo feito pela Coordenação e pelo Grupo Semear Sementes para o Futuro.

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Durante as palestras, os participantes aproveitaram para esclarecer diversas dúvidas, principalmente quanto à legislação sobre agroindústrias, certificação participativa e a produção de sementes orgânicas. Para tratar destas temáticas, foram convidados especialistas nos assuntos. O Dr. Pablo Moritz, do Centro de Informações Toxicológicas do Hospital Universitário da UFSC, fez uma fala sobre os riscos à saúde pelo uso de agrotóxicos e transgênicos (foto abaixo)

O Dr. Pablo Moritz, do Centro de Informações Toxicológicas do Hospital Universitário da UFSC, fez uma fala sobre os riscos à saúde pelo uso de agrotóxicos e transgênicos.

Na manhã do dia 10, o consultor da Associação Biodinâmica Vladimir Moreira ministrou uma palestra sobre reprodução de sementes orgânicas, enfatizando a concentração no mercado mundial deste insumo e na importância de os agricultores produzirem as suas próprias. “O agricultor que não produz sua própria semente torna-se dependente”, disse Vladimir. Para ele, a indústria das sementes vem provocando uma erosão genética deste patrimônio, ao substituir as variedades de polinização aberta por híbridos, que vão perdendo o vigor ao longo das gerações. “Nós estimulamos o caminho inverso, com materiais de polinização aberta e incentivando a reprodução deles com os agricultores”, explica.

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Durante a fala de Vladimir, a platéia não quis perder nenhum detalhe das explicações.

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Uma importante forma de manter o patrimônio genético, cultural e histórico representado pelas sementes é através das trocas em feiras e bancos, além de capacitações e projetos de melhoramento participativo. Neste sentido, a Feira de Sementes do Encontro de Núcleo cresceu ainda mais neste ano, reunindo dezenas de agricultores com diversas variedades de alimentos, plantas medicinais e ornamentais, tornando a manhã do dia 10 ainda mais movimentada. “A ideia é estimular a produção de sementes para construir uma autonomia no Núcleo”, completa a coordenadora do Núcleo Claudete Ponath.

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Outro momento relevante nos encontros são as oficinais, quando os participantes da Rede aproveitam para compartilhar experiências e vislumbrar soluções coletivas para questões de produção, organização comunitária e comercialização agroecológica. Neste ano, uma das inovações neste eixo de trabalho foi a realização de uma oficina sobre Gênero, facilitada pelas pós-graduandas em Sociologia Política Karolyna Herrera e Flávia Soares (foto abaixo). Ali, as participantes puderam discutir questões como a dupla jornada de trabalho feminina e o protagonismo feminino na transição agroecológica das famílias.

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Temas como Certificação Participativa e Comercialização também foram abordados durante oficinas.

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Cordélia e Claudete, da coordenação do Núcleo, mediaram a oficina sobre Certificação Participativa.
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Durante a oficina de Comercialização, coordenada por Charles Lamb, do Cepagro, representantes dos grupos mapearam as diversas estratégias de escoamento da produção presentes no Núcleo.

Uma das oficinas que levantou mais dúvidas foi sobre a legislação sanitária de agroindústrias, com o consultor Leomar Prezotto. Ele apresentou legislações recentes que dizem respeito à produção de bebidas e artigos de engenhos.

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Além de vivências de fortalecimento e aprendizado mútuos, não faltaram no Encontro momentos de profundo reconhecimento e gratidão pelo trabalho dos agricultores e agricultoras que se dedicam à Agroecologia. Uma das expressões mais tocantes foi do Grupo de Canto Orfeônico de Vidal Ramos, que fez uma adaptação na letra de uma ratoeira (canção típica) especialmente para os agricultores agroecológicos.

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Gabriel representou os talentos da Imbuia  com um repertório de voz e violão.

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Eduardo Amaral (foto), da Superintendência de Santa Catarina do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Adonyran Livramento, da CIDASC-Rio do Sul, também contribuíram na programação do Encontro. Amaral falou sobre a atuação do Ministério junto a Sistemas Participativos de Garantia, tais como o da Rede Ecovida, sublinhando a importância de os grupos manterem-se ativos e articulados. De acordo com ele, se os grupos estão desagregados, passam a ocorrer inconformidades no processo de certificação participativa. Os principais problemas levantados por Amaral foram: barreiras de proteção insuficientes; descuido com resíduos sólidos, especialmente plásticos; acondicionamento inadequado de produtos e uso de insumos não permitidos ou sem registro no MAPA.

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O programa da CIDASC de monitoramento de resíduos de agrotóxicos foi o tema da fala de Adonyran Livramento. Entre 2012 e 2014, a empresa já realizou mais de 1 mil análises de produtos orgânicos e certificados, sendo que em 94% dos casos não foram encontrados nenhum resíduo de agroquímicos. Um dos agricultores presentes durante o Encontro, Jair Scheidt, teve sua produção de cebolas verificada e aprovada por este programa em 2013.

Veículos de mídia locais estiveram presentes, como a Rádio Sintonia 1310 AM de Ituporanga. A cobertura ficou a cargo da jornalista Adriane Rengel, na foto entrevistando o coordenador rural do Cepagro Charles Lamb. A matéria pode ser conferida neste link.

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Na despedida do Encontro, mais agradecimentos ao trabalho dos agricultores e de todos os participantes, mesmo para os que ainda não se preocupam em expressar esta gratidão com palavras. Como a pequena Maria, filha de Dulciani e neta de Adenísio Allein, que pode brincar e posar para fotos tranquilamente com os saudáveis alimentos colhidos pelo avô.

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Veja abaixo mais fotos do Encontro: