Arquivo da tag: Agroecologia

Análises laboratoriais atestam a seriedade da Certificação Participativa

cartaz-Ecovida
Dentre os produtos avaliados, a cebola e o feijão do ex-fumicultor Jair Scheidt, de Imbuia (Núcleo Litoral Catarinense)

Análises químicas realizadas pelo laboratório AgroSafety, a pedido da CIDASC, atestaram a conformidade orgânica das amostras de 5 produtos agroecológicos coletados no Box 721 da Ceasa de São José (SC). O resultado é um sinal da legitimidade do controle social exercido pela Certificação Participativa da Rede Ecovida, neste caso representada pelos seus Núcleos Planalto Serrano (maçã e batata inglesa), Litoral Catarinense (cebola e feijão) e Sul Catarinense (arroz).

O monitoramento é fruto de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) entre o Ministério Público de Santa Catarina e a Ceasa, cuja finalidade é melhorar a rastreabilidade dos produtores e fornecedores e aferir a sanidade de produtos hortifrutigranjeiros. Nas análises residuais, são analisados 94 parâmetros, referentes a compostos químicos presentes na formulação dos agrotóxicos. A avaliação monitora não somente os excessos dos venenos permitidos, quanto o uso de outros vetados pela legislação nacional. Amostras de produtos convencionais (não orgânicos) coletadas em outros boxes da Ceasa SC revelaram irregularidades nestes 2 quesitos.

Embora haja avanços na produção agroecológica, o Brasil é ainda maculado como o maior consumidor mundial de agrotóxicos, absorvendo 19% da produção global. O assunto é preocupação central do CONSEA (Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional), que no último mês de julho encaminhou uma exposição de motivos à presidente Dilma Roussef cobrando o enfrentamento ao uso descontrolado desses venenos na agricultura nacional. O documento assinala que o país segue na contramão das tendências internacionais, uma vez que a ONU, em suas instâncias de Comércio e Desenvolvimento e Direito Humano à Alimentação, recomenda aos países que minimizem o uso de agroquímicos investindo em diferentes tipos de agriculturas alternativas, tendo a agroecologia como principal paradigma.

No link abaixo, a íntegra do documento.

EM_003_Agrotóxicos_Plenária_verso_final_26 6 13 revisao M Emilia

Anúncios

Fim de semana foi de Farinhadas nos engenhos artesanais

Ao menos 2 Farinhadas foram realizadas no último fim de semana no Litoral Catarinense e arredores.

Ambas foram apoiadas pelo Cepagro e o Ponto de Cultura Engenhos de Farinha, que articula-se com a Rede Ecovida, Iphan e demais parceiros para o reconhecimento da atividade como Patrimônio Imaterial.

No sábado(24/08)  aconteceu a Farinhada de Angelina, em engenho movido à roda d’água, o único com essas características em operação na comunidade rural de Coqueiros.

DSC_0553
Tocadores da região rural de Angelina animaram a festa da Farinhada no bairro Coqueiros (Engenho da Família Gelsleuchter)

Já no domingo (25/08), o tradicional Engenho dos Andrade, localizado em plena Ilha de Santa Catarina e com engrenagens movidas à tração animal, abriu suas portas para uma grande celebração do patrimônio agroalimentar.

DSC_0605
“Engenheiros” unidos: Dico (Engenho da Costa), Claudio (Engenho dos Andrade) e Zezinho (Engenho da Garopaba) durante a Farinhada de Floripa

Em breve, o blog do Ponto de Cultura vai contar todos os detalhes e mostrar os álbuns de fotos dos eventos.

Oficina da Rede Mobilizadores revela interesse sobre o tema Agricultura Urbana

por: Rede Mobilizadores (www.mobilizadores.org.br)

Apesar de ser uma atividade ainda pouco divulgada e de não contar com políticas públicas de estímulo, a agricultura urbana vem sendo desenvolvida em cidades de todo o Brasil. Uma demonstração da diversidade de práticas aconteceu durante a oficina online, que a Rede Mobilizadores promoveu sobre o tema, de 19 a 23 de agosto.

cartaz-curso-online

Diversos inscritos relataram suas experiências com hortas que mantêm em casa ou em espaços coletivos, como escolas, entidades assistenciais, hospitais, centros de atendimento psicossocial, etc., e trocaram informações e conhecimentos.

A oficina contou com 349 inscritos, dos quais 97 participaram do minifórum, expondo suas experiências e esclarecendo dúvidas, especialmente sobre insumos necessários para implantação de hortas, controle de pragas, adubação e implantação de composteiras.

Um dos participantes, José Joaquim Brandão Neto, de Montes Claros (MG), atuou como moderador informal da oficina, dando dicas, propondo discussões e até mesmo respondendo a várias dúvidas.

A atividade foi facilitada por Marcos José de Abreu, engenheiro Agrônomo do Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro) e presidente do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional de Santa Catarina (Consea-SC). Ele foi um dos coordenadores do projeto de agricultura urbana “Revolução dos Baldinhos”, desenvolvido em Florianópolis (SC).

A iniciativa começou a ser desenvolvida, em janeiro de 2009, na comunidade Chico Mendes, após um surto de leptospirose, doença transmitida pela urina de ratos. Para tentar evitar que ruas da comunidade continuassem sendo o destino final do lixo, foram distribuídos aos moradores pequenos recipientes para separação domiciliar do lixo orgânico.

Esses recipientes passaram a ser recolhidos de casa em casa e levados para um terreno onde sofrem um processo de compostagem termofílica, dando origem a um composto orgânico que é distribuído aos moradores participantes do projeto para adubação de hortas em suas casas e em escolas. Hoje, o projeto envolve cerca de 200 famílias, recicla aproximadamente 15 toneladas de resíduos orgânicos por mês, e conta com hortas em 30 quintais e nove escolas.

Diante do interesse despertado pelo tema e da grande participação, o facilitador propôs a realização de uma segunda edição da oficina para aprofundar a aprendizagem e a troca de experiências.

As oficinas são realizadas no site da Rede Mobilizadores (www.mobilizadores.org.br).

Donatários brasileiros da IAF participam de Encontro em Brasília

enc-IAF
Clique na imagem para ver o álbum

“O termo ‘terceiro setor’ é equivocado para expressar o que somos. Nós somos o ‘setor zero’, o que antecede a tudo; sem organização social, não há governo, não há empresas.”

Situando as entidades de base em seu devido lugar, frente à importância adquirida nos contextos social e político atuais, o professor Eduardo Baptista, analista de indicadores dos projetos da IAF, ilustrou os conceitos de sustentabilidade, rede e potenciais cooperativos entre os presentes.

Sua fala ocorreu durante o Encontro de Donatários da IAF no Brasil, realizado na última semana em Brasília (DF). O evento reuniu 30 organizações, do RS ao AM, com focos de atuação em agricultura familiar, educação popular, direitos humanos, negócios inclusivos e economia solidária. Reforçando seus vínculos, já que o know how e os desafios de muitas delas são similares, as entidades assumiram metas comuns no fortalecimento de suas práticas junto aos públicos beneficiários. Realização de intercâmbios, formação de grupos de trabalho e a publicação de um catálogo com as experiências de trabalho foram algumas das propostas encaminhadas ao final do evento.

Na manhã do último dia, o Cepagro, atualmente o donatário mais antigo em atividade, apresentou sua atuação através da Coleção “Saber na Prática – Vivências em Agroecologia”, uma sistematização de metodologias dividida em 4 temas, cada um representado por 1 vídeo e 1 cartilha, com lançamento previsto para dezembro. Na ocasião foram exibidos os vídeos “Banheiros Secos”, mostrando a frutífera articulação entre organizações donatárias que disseminou esta tecnologia social pelo semiárido nordestino, e “Certificação Participativa”, que ilustra o método de avaliação da conformidade orgânica organizado pela Rede Ecovida e vigente pela atual legislação nacional.

saber-na-prática

Encontro do Núcleo Litoral Catarinense – programação atualizada

O evento acontecerá nos dias 4 e 5 de setembro, no Pavilhão da Festa do Morango, em Rancho Queimado. As inscrições podem ser feitas com Gisa Garcia, do Cepagro, pelo email gisa@cepagro.org.br. A inscrição é gratuita para agricultores membros de grupos do Núcleo Litoral Catarinense e inclui refeições e acomodação. Para técnicos, visitantes e interessados em entrar para a Rede haverá um custo de R$50 (para cobrir as despesas com alimentação) mais a hospedagem, que pode ser em pousadas locais.

Programação VII Encontro do Núcleo Litoral Catarinense

Dia 04/09 – Quarta-feira

9h – Inscrições e café

Atividade paralela: construção da agenda com os coordenadores dos grupos.

11h – Abertura e Apresentação dos Grupos

12h – Almoço

13h30 – Mesa redonda. Debate sobre a Legislação que normatiza a Produção Orgânica: insumos e sementes.

Convidados: MAPA, CIDASC, EPAGRI, UFSC- RGV, Agricultor da Rede Ecovida.

16h – Café

16h30 – Diagnóstico da situação do Sistema de Garantia Participativo no Núcleo Litoral.

17h30 – Assembleia para Eleição da Comissão de Avaliação do Núcleo e outros encaminhamentos.

18h30 – Noite Cultural

19h – Apresentação do grupo folclórico local  “Freundschaft Gruppe”

19h30min – Jantar musical

20h30min – Exibição do Vídeo “Certificação participativa de Alimentos Agroecológicos”

21h – Atração musical

22h – Encerramento

Dia 05/09 – Quinta-feira

7h30 – Café da manhã

9h – Oficinas

1. Sistema Participativo de Garantia: Visita de verificação da conformidade orgânica. Responsável: Marcelo Farias

2. Boas Práticas: Colheita e Pós-colheita. Responsável: Letícia Weigert

3. Insumos na Agroecologia. Responsáveis: Kelly Besen e Samuel Weiss

4. Construção de Redes de Comercialização e Compras Institucionais. Responsável: Flora Goudel

5. Compostagem e Gestão de Resíduos Sólidos Orgânicos. Responsáveis: Julio Maestri e Pedro Eger

6. Patrimônio Agroalimentar em Debate: Produção de Mandioca na Rede Ecovida Responsável: Gabriella Pieroni

12h Almoço

13h30 – Plenária de Encerramento

15h – Despedida das Delegações

Haverá ainda durante o evento a “Feira de Trocas Biodiversas”.

Informações Importantes!

  • Trazer para a Feira: produtos, sementes, mudas, ramas de mandioca, etc., para troca e venda.
  • Trazer sua caneca.
  • Trazer casacos, em Rancho Queimado faz frio!
  • Quem quiser pode trazer sua expressão cultural, música poesia, dança, etc.
  • Trazer boa vontade para continuar tecendo esta REDE.

convite_EncNucleo2013

Florianópolis sedia Seminário Catarinense sobre compras institucionais da agricultura familiar

SEMINÁRIO CATARINENSE Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Compras Institucionais (CI)

Data: 08 de agosto de 2013
Local: Auditório do Centro Sócio Econômico da Universidade Federal de Santa Catarina(CSE/UFSC); referência: próximo ao Fórum da UFSC – Campus Trindade – Florianópolis, SC
Objetivo: aproximar as instituições públicas demandantes de alimentos via mecanismo do PAA (CI) das entidades representativas da agricultura familiar.
Maiores informações: (48) 3334-3176 (Cepagro) chalambage@gmail.com, oscar.rover@gmail.com, vianei10@brturbo.com.br

Programação:

8:30 h:             Recepção dos participantes
8:45 h              Abertura (fala dos promotores do evento – REDE ECOVIDA, UFSC e CONSEA)
9:30 h:            PAA Compra Institucional (CI) – Hétel Leepkaln dos Santos (Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e
Coordenação-Geral de Aquisição e Distribuição de Alimentos – CGDIA
Departamento de Apoio à Aquisição e Comercialização da Produção Familiar – DECOM
Secretaria Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SESAN
Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – MDS

10:30 h:         Debates
11:30 h:          Momento para preenchimento final da planilha de oferta de produtos das organizações da agricultura familiar de SC
12 h:                Almoço
13:30 h:          Mesa redonda: possibilidade de compras públicas por órgãos federais e estaduais
(a mesa será organizada com 05 expositores de instituições públicas que consomem alimentos, que apresentarão sua demanda, visando explicitar o potencial de compras da agricultura familiar por estes agentes).
O debate da mesa redonda se dará mediante uma manifestação inicial de algumas organizações de agricultores familiares dispostas a atender a demanda institucional dos agentes públicos da Grande Fpolis.
A apresentação das demandas potenciais por parte de cada agente institucional não implicará em compromisso de compra ou venda, servirá para alimentar a reflexão coletiva e discutir possibilidades de operar a modalidade Compra Institucional do PAA.
15:30 h:          Encaminhamentos, definindo futuras ações e rodadas de negócios entre os agentes presentes.

convite-compras-institucionais3