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Projeto Misereor em Rede realiza novo encontro no Campeche

Participantes do Projeto Misereor em Rede, articulado pelo Cepagro junto com outras 3 organizações do Sul do Brasil, realizaram novo encontro para troca de experiências e saberes no Campeche na última quinta, 21 de setembro.

O grupo de agricultura urbana fomentado pelo projeto Misereor em Rede já se encontra regularmente para trocar informações e construir ações para melhorias das atividades junto à comunidade. Na última quinta, as atividades iniciaram com uma visita a propriedade da astróloga Guitel Zaslavsky, seguindo depois para uma pequena agrofloresta com diversas árvores frutíferas no Campeche.

Houve ainda troca de sementes e colheita de feijão guandú. Participaram das atividades representantes do Conselho Regional de Assistência Social (CRAS) do Morro das Pedras, que discutiram como a agricultura urbana pode melhorar o ambiente do bairro junto aos moradores.

O objetivo dos encontros é promover intercâmbios de saberes por meio de visitas domiciliares, conhecendo as experiências de hortas nas residências.

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Atividades do Projeto Misereor em Rede movimentam o Campeche

Entre rodas de conversa e intercâmbios de saberes, o Projeto Misereor em Rede tem movimentado e dado visibilidade às agriculturas urbanas do bairro Campeche, no Sul da Ilha de Santa Catarina. As atividades reúnem representantes de hortas comunitárias, agricultores/as urbanos/as, funcionários de Centros de Referência em Assistência Social (CRAS) e Postos de Saúde, além de parcerias da Epagri, proporcionando ricas trocas de saberes e experiências – além de saborosos momentos de degustação com Plantas  Alimentícias Não Convencionais (PANCs).

No dia 18 de agosto, uma 6ª feira, 12 participantes do projeto  se reuniram no Jardim do Simples – quintal produtivo no Campeche – para iniciar a discussão sobre Agricultura Urbana no âmbito da Rede Ecovida de Agroecologia.  “O Jardim do Simples é um espaço particular no Campeche com uma proposta de fomentar atividades de interação com a comunidade . Lá foi possível visitar o banheiro seco, o galinheiro e uma área com mais de 30 espécies frutiferas e PANCs”, conta Erika Sagae, técnica de campo do projeto e doutoranda em Geografia com a temática de Agricultura Urbana.  Ela avalia que “criou-se um laço de amizade entre as pessoas”. Como encaminhamento desta atividade, o grupo decidiu que fará encontros periódicos, visitando outras hortas urbanas e experiências de Agricultura Urbana em Florianópolis.

Na semana seguinte, no dia 24 de agosto, cerca de 40 pessoas, entre profissionais dos postos de saúde do Ribeirão da Ilha, Caieira da Barra do Sul e Tapera, além de moradores do Ribeirão participaram de um intercâmbio na Horta Comunitária do PACUCA, o segundo de uma série de 4 atividades em parceria com a Epagri com a temática de PANCs.  A proposta foi trazer elementos teóricos, preparar receitas e também mobilizar a comunidade para atividades comunitárias. Além da visita à Horta do PACUCA, os/as participantes fecharam a atividade com um saboroso lanche a base de PANCs no Jardim do Simples.  “É importante ressaltar o interesse das pessoas em participar das atividades. Do primeiro encontro, com 15 pessoas, para este segundo tivemos um aumento considerável de participantes”, afirma Erika Sagae.

 

 

 

Cepagro promove Hortas Pedagógicas em Antônio Carlos

Na última sexta, 21 de julho, a equipe do Cepagro esteve em Antônio Carlos, na Grande Florianópolis, ministrando um seminário sobre metodologia de Hortas Pedagógicas para cerca de 70 educadoras, educadores e funcionárias da rede de ensino desse município. Estavam presentes também técnicas da Epagri e o Secretário Municipal de Agricultura, Osvaldino Gesser. A partir de agosto, o Cepagro implementará uma horta pedagógica na Escola Municipal Dom Afonso Niehues, num projeto piloto resultante de uma parceria entre Prefeitura de Antônio Carlos, Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (FATMA) e Cepagro.

O seminário começou com uma apresentação sobre o Cepagro com o diretor administrativo da organização, Rafael Beghini
A agrônoma Karina Smania de Lorenzi enfatizou o caráter interdisciplinar e pedagógico das hortas

“O objetivo da Horta na escola não é só ensinar como plantar, mas trazer uma nova ferramenta pedagógica. A Horta é como um laboratório vivo”, explicou a agrônoma Karina Smania de Lorenzi, da equipe do Cepagro, na abertura do evento. Desenvolvida ao longo de anos atuando no Programa Educando com a Horta Escolar e a Gastronomia (PEHEG), a metodologia de hortas pedagógicas do Cepagro caracteriza-se por conjugar o calendário agrícola com o ano letivo, além de propiciar a abordagem de várias disciplinas no trabalho com a terra e as plantas. Compostagem e alimentação saudável também são eixos trabalhados nessa metodologia.

Ícaro Pereira, agrônomo do Cepagro, falou sobre a importância da compostagem nas escolas
A professora Enedina Maura Duarte compartilhou sua experiência com hortas pedagógicas na educação infantil

Após a apresentação da metodologia por Karina e Ícaro Pereira, também do Cepagro, a professora aposentada Enedina Maura Duarte compartilhou sua vivência como educadora que apostou nas hortas no Núcleo de Educação Infantil São João Batista, no Rio Vermelho. Ela contou que, apesar da resistência inicial da equipe da escola em implementar a horta, o envolvimento das crianças e dos seus pais e mães era gratificante. O resultado das apresentações da equipe técnica junto com a da professora não poderia ser melhor: o público pôde ter uma percepção bem apurada das transformações que acontecem no ambiente escolar a partir da horta. “Eu achei que iria ser útil pra iniciar a compostagem, já que uma porcentagem alta do lixo do nosso município pode ser compostada. Mas eu não imaginava que servia pra todas as matérias”, afirmou o Secretário da Agricultura de Antônio Carlos, Osvaldino Gesser.

Plantas Alimentícias Não-Convencionais são tema da última oficina “Saber na Prática”

Realizada no último sábado, 15 de julho, no Posto de Saúde do Rio Vermelho, a atividade teve colheita e preparação de receitas com plantas que vemos todos os dias em terrenos e calçadas, mas que não sabemos como são deliciosas e nutritivas.  “Muitas delas dificilmente encontraremos num mercado ou numa feira, mas que podem ser saboreadas”, explica o biólogo André Ganzarolli Martins, que facilitou a oficina junto com a farmacêutica Denise Rodrigues.  “Explorar mais as PANCs na alimentação traz inclusive benefícios ecológicos, pois aproveitamos mais a biodiversidade”, avalia Denise. Esta foi a última oficina do ciclo “Saber na Prática”, que contou com suporte do Programa de Apoio a Projetos da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF).

A oficina teve três momentos. No primeiro, André fez uma exposição dialogada sobre as PANCs. De acordo com ele, existem basicamente três grupos: plantas nativas, plantas exóticas e também partes de plantas já conhecidas que não são consumidas frequentemente (como a folha da batata-doce).

Num segundo momento, as/os participantes visitaram a horta do Posto de Saúde para começar a identificar algumas PANCs. Olfato e paladar somaram-se à visão no esforço de perceber o que poderia ser consumido ou não. Mas a riqueza da biodiversidade das Plantas Alimentícias Não Convencionais estava do outro lado da rua, num terreno baldio.

Malvavisco, Crespa Japonesa, Folha Pepino, Bela Emília… A cada metro andado, André e Denise apontavam alguma planta cujas folhas ou flores poderiam ser saboreadas. Neste ponto da oficina, André faz uma ressalva: é importante conhecer bem as PANCs para evitar intoxicações. Além  disso, colher e consumir as plantas que estão nos fundos dos terrenos, não as próximas à beira da estrada.  “Muitas dessas eu já conhecia porque nossos antepassados comiam, mas a aroeira eu não sabia que dava pra comer”, disse Jucélia Beatriz Vidal, moradora do Quilombo Vidal Martins, que fica no Rio Vermelho.

De volta ao Posto de Saúde, a oficina continuou com preparação de receitas, capitaneada por Denise Rodrigues. O cardápio foi: suco de banana com crespa japonesa, pasta de grão de bico com ora-pro-nobis, maionese de cará com açafrão e um pesto de capuchinha. Para sobremesa, um doce de amendoim com passas, ameixa e um calda de manga com hibisco. Além de deixar a todas e todos com água na boca, Denise trouxe muitas informações sobre o valor nutricional e propriedades medicinais das PANCs e ingredientes utilizados, junto com orientações sobre o uso de sal, açúcar e gordura na nossa alimentação.

Antes da tão esperada degustação, todas e todos montaram pratos com as receitas preparadas, abusando das cores de flores comestíveis nos canapés de abobrinha e folhas e capuchinha e ora-pro-nobis. Praticando o desapego, as pessoas trocaram seus pratos com as/os colegas.

Ao final, como sempre, só elogios para a atividade: “Já tinha ouvido falar de PANCs, mas não conhecia ainda. Vim por curiosidade e acabei me apaixonando”, conta Raquel de Souza, que veio do Ribeirão da Ilha até o Rio Vermelho só para participar da atividade.

 

 

Oficina “Saber na Prática” aborda Produção de Mudas

Uma bela manhã agroecológica compartilhando saberes sobre produção de mudas: essa foi a oficina Saber na Prática realizada no SESC Cacupé no dia 1 de julho (sábado). Estiveram presentes participantes de diversas localidades de Florianópolis, entre elas a Diretora Sociocultural da ACIF, Maria Teresa Schultz, que destacou a importância  das iniciativas apoiadas pela ACIF e da sua continuidade após a finalização do Programa de Apoio a Projetos 2017 (PAP). O ciclo Saber na Prática é uma parceria entre Cepagro e ACIF que leva a agroecologia para comunidades de Florianópolis através de oficinas  práticas com diversas temáticas. A próxima atividade será neste sábado, 15 de julho, com o tema Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs).

A oficina começou com uma caminhada pela mata nativa e pela horta agroecológica conduzida pelo Engenheiro Agrônomo Ícaro Pereira e o Engenheiro Ambiental Guilherme Bottan, onde técnicas de coleta de estacas e sementes e transplantes de plantas jovens foram trabalhadas.

Num segundo momento, já dentro do viveiro e com a participação do Engenheiro Agrônomo do SESC Cacupé Renato Trivella e da Engenheira Agrônoma do CEPAGRO Karina Smania de Lorenzi, iniciaram-se as práticas utilizando os materiais coletados.

Foram abordados temas como diferentes tipos de recipientes (vasos) e preparo do substrato (terra). Em seguida foram feitas práticas de preenchimento dos recipientes com o substrato preparado e plantio das estacas e sementes coletados.

Equipe de facilitadorxs da oficina.

“O maior aprendizado ocorreu nestes momentos práticos onde surgem as dúvidas e muitas informações foram trocadas entre os participantes para resolver a questão elencada. A oficina foi um sucesso e e os participantes saíram dali com uma linda experiência e com os braços cheios das mudas que eles mesmos prepararam”, afirma a agrônoma Karina Smania de Lorenzi. “Agradecemos especialmente ao Engenheiro agrônomo Renato Trivella, que nos recebeu de portas abertas em um espaço de Educação Ambiental tão bem cuidado por ele e sua equipe”, completa. O SESC Cacupé conta com pátio de compostagem, viveiro de mudas e uma horta agroecológica onde recebe escolas, comunidade e grupo de pessoas interessadas.

Cepagro convida para Seminário sobre Compostagem no início de julho

O Seminário A Compostagem de Pequeno Porte como Solução para os municípios de Santa Catarina acontece no dia 3 de julho, no Auditório Antonieta de Barros da Assembléia Legislativa de Santa Catarina. Promovido em parceria pela Fapesc, Cepagro, Comcap, Fapesc e Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (LACAF-UFSC), o evento marca o lançamento da publicação Critérios Técnicos para Elaboração de Projeto,Operação e Monitoramento de Pátios de Compostagem de Pequeno Porte, elaborado por essas instituições. O evento é gratuito e aberto ao público.

Na programação, haverá também painéis sobre Experiências de Gestão de Resíduos Orgânicos e também da Política Nacional de Resíduos Sólidos e iniciativas no Estado de Santa Catarina, com representantes do Ministério do Meio Ambiente, da Prefeitura Municipal de Florianópolis e do Ministério Público de Santa Catarina. Além disso, o professor Rick Miller, do Centro de Ciências Agrárias da UFSC, falará sobre o Método UFSC de Compostagem.

 

Para participar, faça sua inscrição pelo email seminariocompostagem@gmail.com.

PROGRAMAÇÃO

8h – Recepção
8h30 – Abertura
09h30 – O Método UFSC de Compostagem –
Prof. Rick Miller
Depto. Eng. Rural CCA/UFSC
10h – Experiências de Gestão de Resíduos Orgânicos
– Projeto Família Casca – Silvane Dalpiaz do Carmo /Floram
– SESC Cacupé – Renato Trivella
– Centro de Valorização de Resíduos e Jardim Botânico – Flávia Vieira
Guimarães Orofino/COMCAP
– Revolução dos Baldinhos – Ana Karolina da Conceição, Cíntia Cruz e Rose Helena de Souza.
– Feiras Sustentáveis: São Paulo – Eugênia Gaspar da Costa/INOVA
12h – Almoço
13h30 – Painel: A Política Nacional de Resíduos Sólidos e iniciativas no Estado de Santa Catarina
– Lúcio Proença – MMA: A PNRS e a Compostagem;
– Paulo Locatelli – MP/SC: Programa Lixo nosso de cada dia;
– Elsom Bertoldo Passos – Sec. Habitação/Prefeitura Municipal de
Florianópolis: Plano Municipal de Gestão de Resíduos.
15h30 – Lançamento do Boletim Técnico: “Critérios técnicos para
elaboração de projeto, operação e monitoramento de pátios de
compostagem de pequeno porte”
16h30 – Lançamento do Vídeo:
“Revolução dos Baldinhos: o Modelo de Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana” – Projeto FAPESC
17h00 – Encerramento

 

 

Prefeitura de Florianópolis assina decreto que cria Programa Municipal de Agricultura Urbana

O texto, resultado de um processo de construção participativa da Rede Semear de Agricultura Urbana, foi assinado pelo prefeito Gean Loureiro (PMDB) na última segunda, 5 de junho. O Cepagro esteve presente na cerimônia, tendo participado do Grupo de Trabalho intersetorial da Prefeitura que construiu o decreto.  O decreto estabelece diretrizes para a construção do Programa Municipal de Agricultura Urbana e Produção Orgânica.

Foto: Flora Neves

O Programa Municipal de Agricultura Urbana permite exclusivamente práticas agroecológicas que envolvam produção, agroextrativismo, coleta, transformação e prestação de serviços, de forma segura, para gerar produtos agrícolas, pesca e pecuários voltados ao consumo próprio, trocas, doações ou comercialização, reaproveitando-se de forma eficiente e sustentável os recursos e insumos locais.

(com informações da Prefeitura Municipal de Florianópolis).