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Oficina com hortas no CRAS Capoeiras é apresentada como experiência exitosa em Seminário sobre Assistência Social

Criatividade, envolvimento, solidariedade e construção. Essas foram as palavras escolhidas pela psicóloga Gabriela C. Klauck, para descrever o trabalho com hortas agroecológicas realizado no Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) Capoeiras em parceria com o Cepagro. Gabriela é de Caxambu do Sul e conheceu a experiência do CRAS durante o X Seminário Estadual de Gestores e Trabalhadores da Assistência Social, promovido pela Federação Catarinense de Municípios (FECAM).

Durante o evento, que aconteceu entre 29 e 31 de maio, foram apresentadas algumas experiências exitosas nos Sistemas Únicos de Assistência Social (SUAS) dos municípios catarinenses. As psicólogas do CRAS, Alvira Bossy e Liliana Budag Becker e a agrônoma do Cepagro, Karina Smania de Lorenzi, participaram e compartilharam com assistentes sociais, psicólogas/os e gestoras/es públicas/os, os frutos colhidos com as oficinas agroecológicas realizadas através do projeto Misereor em Rede.

O projeto iniciou com duas oficinas de horta facilitadas pelos Agrônomos do Cepagro Ícaro Pereira e Karina, e envolveu desde crianças até idosos. As psicólogas do centro viram na prática agroecológica uma forma de melhorar o vínculo com os usuários do CRAS, abraçaram a ideia e seguiram fazendo atividades envolvendo plantas, o cuidado com a terra e com as pessoas.

Uma dessas atividades foi a oficina de memórias através das plantas, voltada para a terceira idade. Os idosos foram convidados a levar uma planta que despertasse neles alguma memória e, junto com as assistentes, construíram vasos com material reciclável. Alvira Bossy conta que aquele momento lúdico de convívio com os usuários não tinha como objetivo somente a confecção do vaso, mas sim ser “um momento para refletir, compartilhar e construir memórias juntos”.

O cuidado e o fortalecimento de vínculos são princípios do trabalho com assistência social e Lilian Budag Becker acredita que “quando se quer fortalecer vínculos, a gente precisa entender de que maneira se dá esse vínculo. E usar a Agroecologia é tudo, porque você pode usar o teu ambiente, o teu quintal, as ruas, as praças, os espaços que você tem”.

A Agroecologia não é apenas um modelo de fazer agricultura, complementou Karina durante a apresentação, “ela pode ser aplicada também no nosso modo de vida”. Na diversidade de um canteiro agroecológico, uma planta com a raiz mais longa descompacta o solo, outra com aroma forte repele insetos, enquanto as flores chamativas atraem os polinizadores. “Então essa relação de colaboração entre as plantas, a gente consegue observar na relação humana também”, acrescentou.

Entre relatos, palestras e oficina, o seminário tinha como objetivo “propiciar a troca de experiências na execução e qualificação teórica das políticas de Assistência Social”, afirma Janice Merigo, assistente social da Fecam. Para ela, o relato sobre o CRAS Capoeiras acrescentou no debate porque mostrou como “as oficinas fortalecem a participação do usuário no serviço de assistência social”.

Gabriela Klauck foi uma das profissionais que se sentiu inspirada pela iniciativa: “Quando eu vi elas eu achei fantástico, porque eu me vi enquanto psicóloga trabalhando com a arte, com a criatividade das pessoas, fazendo elas se movimentarem. Envolve solidariedade e cooperativismo, isso é construção, isso é transformação social”. Apesar da vontade de inovar no seu local de atuação, Gabriela contou que por conta do engessamento da política de assistência social, nem sempre é fácil propor ideias novas nos centros de assistência.

No caso do CRAS Capoeiras, como lembra Alvira, boa parte dos materiais utilizados para as oficinas foram materiais que tinha ali mesmo, no ambiente do CRAS, “mas não é por isso que não se precisa investir. Tem que incluir na Assistência Social mais recurso”.

Durante os relatos das experiências, mais de uma vez falou-se na necessidade de pensar fora da caixa. Alvira concorda: “A gente, como profissional, tem que se desconstruir, precisamos sair das caixas. Vamos parar de falar da psicologia só com psicólogos, de assistência social só com assistente sociais”. Sem desconsiderar as territorialidades e realidades locais, a experiência no CRAS Capoeiras mostrou que a Agroecologia tem potencial quando o assunto é Proteção Social Básica, Assistência Social  e seus princípios: cuidado e fortalecimento de vínculos.

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Rede Semear inicia o ano conhecendo experiência do SESC Cacupé em Agricultura Urbana

Representantes de associações de bairro, coletivos de agricultura urbana, de organizações não governamentais, do poder público municipal, estadual e federal, além de acadêmicos e curiosos por conhecer a Rede estiveram presentes na primeira reunião da Rede Semear Floripa de Agricultura Urbana em 2019. O encontro aconteceu no Hotel SESC Cacupé, na tarde da última quarta-feira, 10 de abril, e discutiu principalmente as perspectivas para a atuação da Rede em 2019.

O encontro iniciou com uma apresentação da experiência em Agricultura Urbana realizada pelo SESC Cacupé, que conta com um pátio de compostagem, uma horta e um viveiro. Ali os resíduos orgânicos gerados no restaurante são transformados em adubo para a horta, que possui fim didático. No espaço, está sendo desenvolvido ainda experimentos com aquecimento de água a partir energia gerada nas leiras de compostagem, além de trabalho com agrofloresta e abelhas nativas.

Depois da ambientação, o grupo seguiu para o Engenho de Farinha do SESC, onde a enfermeira da Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde e gestora do Programa Municipal de Agricultura Urbana Francisca Daussy e a Vice-Presidenta do Cepagro Erika Sagae fizeram uma apresentação da Rede Semear para aqueles que estavam na reunião pela primeira vez. Francisca lembrou que desde o início, a Rede tem como foco articular os diversos setores que debatem agricultura urbana para que juntos pautem políticas públicas no tema.

A Rede Semear é aberta e permite a participação de pessoas e instituições. Ela é composta por diferentes setores da prefeitura municipal, desde a saúde até a educação e assistência social. Na reunião desta terça-feira, estiveram presentes representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Secretaria de Saúde, Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), Laboratório de Educação do Campo e Estudos da Reforma Agrária (LECERA), Epagri, Sloow Food, Quinta das Plantas, Departamento de Alimentação Escolar da Prefeitura Municipal de Florianópolis, SESC, Conselho Comunitário da Costa de Dentro, Pousada Rosemary Dream e gabinete do Vereador Marquito.

Além de conversar sobre as perspectivas para 2019, a Rede também fez um balanço do IV Encontro Municipal de Agricultura Urbana de Florianópolis, que aconteceu em novembro do ano passado. Mais uma vez o encontro se mostrou um espaço de discussão muito positivo para a AU na capital e para o fortalecimento da Rede Semear e resultou na construção coletiva da Carta Política do IV Encontro, que ainda será divulgada ao público.

Falou-se sobre os avanços da Rede no último ano, como a criação do Programa Municipal de Agricultura Urbana (Decreto 17.688/2017) e a aprovação da Política Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica de Florianópolis (PL 10.392/2018), projeto de lei elaborado junto ao mandato do vereador Marcos José de Abreu, o Marquito. Outras conquistas são a presença de hortas em 35 centros de saúde e o aumento do número de hortas comunitárias pelos bairros de Florianópolis.

Essas hortas que vão surgindo demandam estrutura e assistência do poder público e é nesse sentido que caminham os desafios da Rede Semear para a Agricultura Urbana. Eugênio Luiz Gonçalves, membro do Conselho Comunitário da Costa de Dentro e do Conselho de Saneamento Básico, esteve presente na reunião. Ele falou de algumas dificuldades enfrentadas pela Horta Comunitária do bairro e sobre a necessidade de apoio institucional na distribuição dos alimentos colhidos para entidades carentes, apoio na realização de uma feira local e formação para os agricultores urbanos, ações que fortaleceriam o trabalho local.

As ferramentas existem e as ações em Agricultura Urbana estão acontecendo, mas a falta de recurso dificulta o trabalho. Para planejar as ações práticas para o ano de 2019, a Rede Semear voltará a se reunir no final de abril.  Antes de encerrar a reunião, Erika Sagae lembrou do IV Encontro Latinoamericano de Agricultura Urbana e Periurbana – ELAUP, que acontecerá em Florianópolis entre os dias 6 e 8 de novembro. 

O Encontro é um espaço acadêmico para professores, pesquisadores e gestores públicos e de projetos na América Latina e no Caribe apresentarem suas pesquisas, as experiências em andamento e discutirem os aportes teóricos e metodológicos provenientes das ciências sociais, econômicas e ambientais. A participação dos agricultores urbanos neste encontro é muito importante, por isso haverá isenção de taxa de inscrição para estes.

A tarde terminou com um café e troca de mudas e sementes.

 

Cepagro e Revolução dos Baldinhos reaplicam Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos

Desde o último domingo, 10 de fevereiro, mais 160 famílias do programa Minha Casa, Minha Vida passaram a ter um espaço correto para a destinação dos seus resíduos orgânicos. De 8 a 10 de fevereiro, o Engenheiro Agrônomo do Cepagro, Júlio Maestri e a agente comunitária da Revolução dos Baldinhos, Cíntia Aldaci da Cruz estiveram em Sorocaba para a reaplicação da Tecnologia Social em Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana no Conjunto Habitacional Carandá, um dos maiores empreendimentos do programa de habitação, com mais de 2.500 apartamentos. 

O Carandá está dividido em condomínios de 160 apartamentos cada. A atividade de formação e implantação das composteiras durou três dias e foi realizada no Condomínio Buriti, como um projeto piloto. Além de moradores, participaram da formação representantes do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS), lideranças locais, agentes de saúde e representantes de outros condomínios do Carandá.

ideia é que o Projeto Vidas: compostagem para um mundo melhor, Carandá e Altos do Ipanema seja estendido aos demais moradores do conjunto, englobando também o Residencial Altos do Ipanema, que se encontra próximo ao Carandá.

A ação iniciou na sexta-feira,  quando o Júlio e a Cíntia fizeram a apresentação da Tecnologia Social e explicaram o passo-a-passo do processo de compostagem com a composteira televisão. No sábado, os moradores puderam confeccionar suas próprias composteiras, feitas de caixas d’água e decoradas com a ajuda das crianças.

Com as composteiras implantadas, era hora de planejar a gestão comunitária e, no domingo, os moradores e lideranças locais definiram a logística das atividades que deverão ser realizadas no pátio de compostagem. No início, 50 famílias ficarão responsáveis pela gestão e por sensibilizar mais moradores a separarem os resíduos orgânicos.

Cíntia Adalci da Cruz viu um potencial enorme na comunidade local, principalmente nas mulheres, que compareceram em peso na formação. Algumas das famílias, inclusive, já se mobilizam fazendo a triagem dos materiais recicláveis e o dinheiro da venda retorna para a comunidade: “Elas ajudaram o time de futebol com uniformes, roupas, compraram materiais de música, como tambor e violino. Então eles já têm uma organização bem legal no local. É um potencial enorme daquelas mulheres”, conta Cíntia.

É a segunda vez que a agente comunitária realiza uma formação e conta que foi realizador ver pessoas depressivas que nunca tinham saído do seu condomínio comparecendo em todos os dias de formação e participando ativamente. “Eu me senti fazendo o meu papel mesmo. Ser uma recrutadora popular e poder contribuir com outras comunidades no desenvolvimento social, econômico e pensando mesmo nessa prática para o futuro”, disse.

A ação é uma parceria entre o Cepagro, Revolução dos Baldinhos, projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social (MUTS), da Fundação Banco do Brasil, Rede Interação, Mater Dei e Prefeitura de Sorocaba. E a parceria promete ainda novas frentes: na segunda-feira, Cepagro e Revolução dos Baldinhos estiveram reunidos na Secretaria de Habitação, com representantes da Secretaria do Meio Ambiente e Secretaria de Água e Esgoto a fim de discutir a possibilidade de aliar a gestão dos resíduos secos, que já vem sendo feita por cerca de 50 famílias, e gestão dos resíduos orgânicos. A ideia é tornar o Conjunto Habitacional Carandá uma referência na gestão integrada de resíduos.

Lar São Francisco ganha Horta Agroecológica

Ontem, 20 de dezembro, foi dia de comemoração no Lar São Francisco, quando a vontade de ter uma Horta Agroecológica na instituição se tornou realidade. As engenheiras agrônomas do Cepagro, Karina Smania de Lorenzi e Aline Assis e o engenheiro ambiental Pedro Ocampos Palermo estiveram no Lar construindo a Horta que agora vai enriquecer o ambiente e a alimentação dos residentes.

Quem deu o pontapé inicial para a implantação do espaço foi a nutricionista Bruna Cavalheiro: “a ideia de fazer uma horta já era antiga, o administrador do Lar tinha essa vontade há um tempo, até tinha uma horta tímida mas sem muita diversidade.” Com a variedade de alimentos orgânicos que serão colhidos a partir de agora, a lista de compras no Ceasa vai diminuir, além de garantir mais saúde no prato dos residentes e funcionários, que totalizam uma média de 60 pessoas.

Além da horta, também foi construído um berçário de plantas e as funcionárias receberam uma formação sobre Agroecologia. Por enquanto, Pedro Palermo vai ficar responsável pelo manejo da horta ao lado do funcionário Osni dos Santos, que participou do processo de implantação.

É Osni quem também cuida da composteira do Lar, que hoje absorve todo o resíduo orgânico gerado na cozinha. Bruna contou que com a inauguração da horta o ciclo se fecha: “nossos restos de alimento vão para o lixo orgânico, é levado para a composteira onde vira adubo e agora esse adubo está indo para a horta. Para mim é um sonho realizado”.

Leni Heidrich, residente do Lar São Francisco, também ficou muito feliz com o novo espaço. Filha de fazendeiros, ela ficou maravilhada em ver os canteiros com tanta diversidade, do jeito que seu pai fazia antigamente. “Para mim é um dos projetos mais bonitos, achei maravilhoso porque cada um tem que fazer a sua parte, né. Tem que motivar as pessoas a mexer na terra”, disse Leni.

Florianópolis recebe o IV Encontro Municipal de Agricultura Urbana

Trazendo como temática o Direito à Cidade, o IV Encontro Municipal de Agricultura Urbana acontece em Florianópolis nos dias 23 e 24 de novembro, com programações no Jardim Botânico, na Epagri e no Centro de Ciências Agrárias da UFSC (todos no Itacorubi). De acordo com a organização do evento, o objetivo é “reunir pessoas e instituições para compartilhar experiências, discutir e fortalecer estratégias e práticas agrícolas de base agroecológica cujos avanços no município de Florianópolis o fazem referência em vários domínios nesta área, favorecendo a qualidade de vida, a sustentabilidade e a proteção ambiental”. Oficinas, seminários e apresentações culturais integram a programação, que é totalmente gratuita. Para participar, é só fazer a inscrição neste link.
A abertura do Encontro será na 6ª feira, com a mesa Perspectivas e desafios da Agricultura Urbana e Políticas Públicas, a partir das 10h, no Jardim Botânico. Na parte da tarde, 4 seminários abordarão a relação da Agricultura Urbana com Organização Popular, Promoção da Saúde, Processos Educativos e Produção, comercialização e consumo. No sábado pela manhã acontecem 13 oficinas com temáticas variadas. Encerrando o evento, haverá um mesa redonda às 14h sobre Políticas Públicas de Agricultura Urbana em Florianópolis, além da formulação da II Carta de Agricultura Urbana de Florianópolis, a partir das 15h30.
O IV EMAU é promovido pela Rede Semear Floripa de Agricultura Urbana e conta com apoio do Cepagro, da Prefeitura Municipal de Florianópolis, UFSC, FLORAM, LECERA, CCA, Fundação Franklin Cascaes e COMCAP.
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PROGRAMAÇÃO
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23 novembro 2018 – 6ª feira
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8h às 9h – CREDENCIAMENTO
Inscrição com café coletivo
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9h às 10h – ABERTURA
Mística de abertura – Música e poesia – Maria Adriana.
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10h às 12h – MESA REDONDA
Perspectivas e desafios da Agricultura Urbana e Políticas Públicas
Celso Sanches – UNIRIO
Renata Rodrigues – LECERA CCA/UFSC
Eduardo Elias – Destino Certo
Juliana Luiz – Coletivo Nacional de Agricultura Urbana
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12h às 13h30min – Almoço
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13h30min às 15h – SEMINÁRIOS
● SEMINÁRIO I – Agricultura Urbana e Organização Popular
● SEMINÁRIO II – Agricultura Urbana e Promoção da Saúde
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15h às 15h30min – Atividade cultural e café coletivo
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15h30min às 17h – SEMINÁRIOS
● SEMINÁRIO III – Agricultura Urbana e Processos Educativos
● SEMINÁRIO IV -Segurança Alimentar, Produção, comercialização e consumo
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24 novembro 2018 – SÁBADO
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9h às 12h – OFICINAS
Oficina 1 – Tipos de agriculturas – CCA
Oficina 2 – Vermicompostagem e Compostagem – Jardim Botânico
Oficina 3 – Circuito EPAGRI – PANCs, Cores da Terra, Meliponídeos, Plantio de Hortaliças.
Oficina 4 – Preparados Orgânicos para cultivos (Cancelada) – CCA
Oficina 5 – Oficina de Autocuidado – CCA
Oficina 6 – Agricultura Sintrópica – Jardim Botânico
Oficina 7 – Oficina de bancos de sementes crioulas artesanais – CCA
Oficina 8 – Gestão comunitária de resíduos orgânicos – CCA
Oficina 9 – Oficina de plantas medicinais – Quinta das Plantas CCA
Oficina 10 – Slowfood – CCA
Oficina 11 – Hortas pedagógicas – CCA
Oficina 12 – Agricultura Urbana e Direito à cidade – CCA
Oficina 13 – Video Mulheres Ambientalistas, exibição e discussão – EPAGRI
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12h às 13h30min – Almoço
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13h30min às 14h – Atividade Cultural
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14h às 15h – MESA REDONDA – Políticas Públicas de Agricultura Urbana em Florianópolis
Política Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica de Florianópolis (PL 10.392/2018)
Marcos José de Abreu
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Programa Municipal de Agricultura Urbana (Decreto 17.688/2017)
Fábio Faria Brognoli
TRABALHO COLETIVO
15h às 15h30min – Sistematização dos Seminários
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15h30min às 16h30min – Formulação da II Carta de Agricultura Urbana de Florianópolis
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16h30min às 17h – Rio da Vida
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17h às 17h30min – Celebração final

 

Cepagro promove mutirão e revitaliza o horto da Pastoral da Saúde, em Capoeiras

Na tarde da última terça-feira, 16 de outubro, o horto de plantas medicinais da Pastoral da Saúde de Capoeiras ganhou cara nova. O Cepagro, junto com a Pastoral da Saúde, promoveu um mutirão para a revitalização dos canteiros. O espaço já vinha sendo utilizado pela instituição para o cultivo orgânico de plantas medicinais, que são utilizadas para a produção de compostos fitoterápicos, cremes, xaropes e cosméticos para diversas finalidades. Produtos que são comercializados para toda a comunidade a preços sociais.

A atividade, que teve como objetivo fortalecer o trabalho realizado na Pastoral e mobilizar a comunidade, foi mais uma das ações que o Cepagro, através do Projeto Misereor em Rede, vem desenvolvendo em Capoeiras. A primeira delas foi a implementação de um canteiro em espiral com ervas medicinais no Centro de Referência em Assistência Social do bairro. As ações concretizadas até agora já renderam frutos.

Alvira Bossy, psicóloga do CRAS Capoeiras, que também participou do mutirão no horto, elogia a metodologia de trabalhar com as hortas. Para ela, ao redor de um canteiro é possível trabalhar temas como cidadania, convivência comunitária e participação social, que são pilares do trabalho de assistência social. Além disso é um espaço onde se consegue reunir muitos saberes: “em um canteiro de ervas, por exemplo, a gente consegue agregar os saberes dos profissionais que trabalham saúde, que é um saber mais técnico. A gente consegue envolver a Pastoral da Saúde, que tem todo um conhecimento técnico mas também popular. Consegue incluir uma benzedeira para trabalhar a questão das crenças, que aqui na ilha é bastante forte”, conta Alvira.

A aproximação entre o CRAS e a Pastoral da Saúde traz a possibilidade de uso do espaço para atividades de convívio social e sensibilização ambiental. Durante o mutirão, técnicos, assistentes sociais e comunidade debatem a questão dos produtos agroecológicos, compartilham as dúvidas e trocam conhecimentos. O objetivo do Projeto Misereor em Rede é justamente de trabalhar com os consumidores. Erika Sagae, vice-presidenta do Cepagro, conta que a partir desse caminho, atuando nos espaços de produção do alimento, é possível formar e conscientizar os consumidores. E as ações realizadas até agora já mostraram resultado.

A partir de uma demanda da comunidade local, em breve, o CRAS Capoeiras será uma célula de consumo, em conjunto com o Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (LACAF), onde produtores agroecológicos da Rede Ecovida vão estar entregando produtos para uma célula de consumidores. Erika reforça que as atividades resultam de um trabalho integrado: a horta, a revitalização no horto da pastoral e a construção de consumidores conscientes.

A atividade no horto contou com o apoio do Hotel SESC Cacupé, na doação do composto orgânico.

Rede Semear fortalece articulação da Agricultura Urbana em Florianópolis

Seguindo a proposta que surgiu ao longo deste ano, a Rede Semear Floripa de Agricultura Urbana realizou mais uma reunião itinerante junto a um coletivo de agricultura urbana de Florianópolis. Na última quinta-feira, 27 de setembro, a reunião aconteceu na Comcap de Canasvieiras, onde há três meses o grupo Quinta das Plantas se reúne semanalmente “para trocar saberes sobre qualidade de vida”, nas palavras de Edna Antunes, coordenadora do grupo.

Edna conta que o Quinta das Plantas já existe há sete anos e nasceu como um grupo de estudos sobre plantas medicinais. “Com o passar do tempo a gente foi percebendo que não é possível tratar de plantas medicinais sem tratar de alimento puro, alimento bom, que por sua vez nos leva a agroecologia e nos joga na agricultura urbana. Esse link que uma coisa vai trazendo para outra já deu ao Quinta das Plantas uma característica de um grupo de estudos de qualidade de vida”, explica.

Conforme as agricultoras urbanas chegavam, o centro da roda ia ficando mais colorido. Como de costume, as integrantes do Quinta das Planta são convidadas a trazer mudas, sementes ou colheitas para trocar informações, dúvidas e descobertas.

Após apresentar a Rede Semear para o coletivo, Erika Sagae, da equipe técnica do Cepagro, falou sobre o Encontro da Rede que acontecerá em novembro, e convidou o grupo para participar da programação, que ainda está sendo construída, com uma oficina e participação em uma das mesas de debate. Sem hesitar, o grupo aceitou a proposta com unanimidade e se propôs a preparar uma oficina sobre produção de mudas de plantas medicinais.

Edna Antunes se mostra contente com essa relação que se cria nos espaços de agricultura urbana  “não é simplesmente pegar um terreno baldio e plantar, mas é o quê, porquê, como e com quem vamos plantar. É um despertar de autonomia e um exercício de cidadania”.

Depois de se reunir na Horta Orgânica do CCA (HOCCA) e na Horta Comunitária do PACUCA, no Campeche, Erika conta que a proposta da Rede com as reuniões itinerantes é justamente a de promover cidadania: “a ideia é que as pessoas possam entender a importância de estar presente na Rede Semear e de participar das reuniões para que a gente possa estar identificando quais são as demandas dos grupos e ir pautando a política pública, fazendo esse papel que é o da sociedade civil e do cidadão, que é também um agricultor urbano, de exigir aquilo que é demanda. É nesses espaços de construção coletiva que a gente consegue também juntos buscar soluções”, conta.

Laços foram criados e o encontro seguiu como de costume, trocando informações sobre plantas e alimentos. No centro da roda apareceu uma batata diferente que algumas viam pela primeira vez. No fim, quem não sabia sequer que alimento era aquele, saiu conhecendo o cará aéreo e sabendo até mesmo qual a melhor forma de plantar, preparar e quais suas propriedades nutricionais. Para Edna Antunes, “a agricultura urbana é um movimento muito interessante para resgatar esses alimentos não convencionais, para que a gente comece a reaprender a se alimentar, reaprender a plantar a ter uma relação de independência, exercitar a liberdade de escolha. Esse exercício de liberdade eu acho que é a alma da agricultura urbana”.

Depois da conversa, o grupo seguiu para a horta para preparar novas mudas, regar os canteiros e cuidar da produção que cresce firme, forte, diversificada e livre de agrotóxicos. Giselene Bornhause, moradora do Rio Vermelho, apesar do pouco espaço, tem sua horta em casa. Foi no Quinta das Plantas que ela conheceu a ideia de horta agroecológica “são várias mudas e plantas diferentes e elas vão se ajudando, acho muito legal isso, essa ideia de plantar várias coisas juntas”. A tarde terminou com um café coletivo com receitas e alguns alimentos cultivados ali mesmo.

Ao final, todos foram convidados a participar do curso de Introdução à Agrofloresta e Oficina de Implantação de Canteiros Agroflorestais, que acontecerá na próxima quinta-feira, 4 de outubro, das 8h às 17h na Comcap de Canasvieiras. O curso será dividido entre teoria e prática e tem o custo de inscrição no valor de R$50,00. Também existe a opção de inscrição social por R$30,00, e quem não tiver condições pode conversar com a organização, a ideia é que todos possam participar. Os interessados podem entrar em contato com Philipe pelo número  (47) 9 9609-5818. O almoço não está incluso, fica por responsabilidade de cada um e ao final haverá um café coletivo onde cada participante é convidado a trazer um alimento para compartilhar.