Programa da TV Alesc retrata projeto de diversificação na fumicultura implementado pelo Cepagro

Resultados concretos de transição de cultivo de fumo para agroecologia são reportados pela Tv da Alesc (Assembléia Legislativa de Santa Catarina)

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Falta de orçamento e outros entraves dificultam crescimento da produção agroecológica em SC

Em reunião na ALESC, fragilidade do segmento de produção agroecológica foi discutida pela Comissão de Agricultura

Embora seja palco de muitas iniciativas em agricultura orgânica, Santa Catarina padece de mecanismos concretos para impulsionar o segmento. O principal entrave é a falta de dotação orçamentária.

Na última reunião da Comissão de Agricultura do Estado, realizada em 21/09, a questão foi levantada pelo coordenador-geral do Cepagro, Charles Lamb. “Todas as tentativas de inclusão da Agricultura Orgânica na lei de Diretrizes Orçamentárias foram rejeitadas”, respondeu o deputado José Milton Scheffer (PP), vice-presidente da Comissão.

Os parlamentares alegam que o programa SC Rural é capaz de contemplar financiamentos para a Agricultura Orgânica. No entanto, é difuso quanto ao fomento às práticas sustentáveis. “Muitos produtores tentam acessar (o programa) e não conseguem”, alega Eduardo Amaral, do MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária). “Tem que ter dotação específica pra agroecologia, com clareza, definição de percentual. Senão, fica só na simpatia, e nada de fato acontece”, complementa o agrônomo Natal João Magnanti, presidente do CONSEA/SC e articulador da Rede Ecovida de Agroecologia.

Na Epagri, o programa de agroecologia é tratado de maneira transversal e, segundo relatos de agricultores e técnicos da própria empresa, também bastante difuso e ineficiente. “Somos atropelados o tempo inteiro pela indústria do agrotóxico. Na Epagri, não é diferente. Existem os programas (de agroecologia), mas são dispersos. Há que se criar uma política institucional para organizar isso, quais são as ações, onde acontecem, quanto se gasta e etc.”, afirma o economista Paulo Zoldan, técnico da empresa.

Além da questão orçamentária, há omissão do Estado em outras iniciativas que poderiam trazer resultados a curto e médio prazo. Uma delas é a renúncia fiscal aos produtos da agricultura familiar comercializados no âmbito do PAA e do PNAE. “Rio Grande do Sul e Paraná já abriram mão desta arrecadação para alavancar o segmento. Em Santa Catarina, há um retrocesso”, avalia Charles Lamb.

Enquanto isso, o Estado vem confirmando um paradoxo que se vê em todo país. Se, por um lado, temos uma classe média mais poderosa e demandante de produtos saudáveis (somente a rede Pão de Açúcar planeja aumentar em 40% sua arrecadação com produtos orgânicos), por outro ainda somos o país campeão no uso de agrotóxicos. “Todo centavo investido em alimentos com maior qualidade biológica reverte em economia com saúde. No entanto, temos ainda a triste média de 5,2 kg de agrotóxicos por hectare de área cultivada no país”, diz Rubens Onofre Nodari, agrônomo e professor da UFSC.

As discussões deste e de outros assuntos da produção agroecológica em SC, no contexto da Comissão de Agricultura, terão sequência em meados de novembro, quando o coletivo reúne-se novamente.

Comitê para Controle do Tabaco e Alternativas Sustentáveis à Fumicultura é criado em SC

Em reunião no Cepagro, Comitê é criado para unir esforços no controle ampliado do tabagismo

Mais que uma grave epidemia, o tabagismo provoca sérias consequências desde o plantio do tabaco, relativas aos problemas de saúde e déficit de rentabilidade enfrentados pelos agricultores. Combatê-lo é, portanto, tarefa complexa que demanda esforços em várias esferas de atuação.

Na última terça (13/09) foi criado em SC o Comitê de Controle do Tabagismo e Alternativas Sustentáveis à Fumicultura, concebido para articular parcerias em torno da redução do consumo e da exposição à fumaça do cigarro, bem como criar alternativas de renda aos fumicultores insatisfeitos com a atividade e outros que tenham a produção reduzida mediante a queda no consumo.

Entre seus atributos, o Comitê nasce apoaindo as Consultas Públicas 112 e 117 da Anvisa, que serão objeto de audiências públicas ainda neste semestre, a criação de uma Lei Estadual antifumo em SC e projetos de lei antifumo em municípios do Estado, o fomento à diversificação produtiva em áreas cultivadas com fumo e o Projeto de Lei 315/2008 do Senado Federal.

No dia 29 de Setembro, o grupo reúne-se novamente em Florianópolis para o Workshop Temático “Mitos e Verdades sobre o Tabaco: da Produção ao Consumo”.

Inicialmente, a composição do Comitê é a seguinte:

1. Senen Haupp – Prefeitura Municipal de Florianópolis

2. Charles Lamb – CEPAGRO

3. Jurema Ramos dos Santos – BPW – Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais da Grande Florianópolis

4. Leoni Margarida Simm- AMUCC – Associação Brasileira de Portadores de Câncer

5. Mariângela Pimentel Pincelli – Hospital Universitário

6. Leila Steidle – Associação Catarinense de Pneumologia e Tisiologia (ACAPTi)

7. Rosangela Vandresen  – Gerente de Vigilância de Agravos  DIVE/ SES/ SC

8. Ana Curi – ACTbr

Da produção ao consumo, tabaco é tema de workshop em Florianópolis

Na agenda de ações integradas dos setores da Saúde e Agricultura, o Workshop Mitos e Verdades sobre o Tabaco: Da Produção ao Consumo, oportunizará um debate interno e ampliado para a sociedade catarinense. A organização do evento é uma parceria entre Cepagro, MDA, Conicq e Cepon, contando com apoio de organizações nacionais e internacionais.

Santa Catarina é o segundo maior produtor de Tabaco do Brasil, tendo mais de 70% de seus municípios envolvidos com a atividade. Em conseqüência, configuram-se altos índices de doenças nos agricultores deste segmento, além do status já reconhecido do tabagismo como grave epidemia em proporções mundiais.

Com discussões a respeito da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, representantes do INCA, ANVISA e ACT-Br participarão dos debates junto aos organizadores, visando encaminhamentos que vão desde a diversificação de áreas cultivadas com tabaco à adoção de medidas para o controle do tabagismo.

Veja abaixo a programação completa. Maiores informações: (48) 3334-3176 / chalamb@cepagro.org.br

VEJA TAMBÉM: FUMICULTURA EM SC CAUSA PREJUÍZOS E DOENÇAS NO CAMPO (Vídeo produzido pelo Cepagro)

Obs.: De acordo com o artigo 5.3 da Convenção-Quadro, é vetada a participação de setores da indústria fumageira no evento.

Cepagro amplia PEV’s de óleo de fritura usado

Geralmente, o óleo de fritura utilizado em restaurantes, lanchonetes e residências é jogado nos ralos das pias, bueiros, bocas de lobo ou enterrados, contaminando o lençol freático, rios, lagoas e mares. Na busca de alternativas para este problema, o Cepagro, em conjunto com outros grupos, pessoas e instituições (em especial o grupo Família Casca), efetua a coleta e filtragem deste resíduo, reaproveitando-o como biocombustível.

Estamos aumentando os Pontos de Entrega Voluntário (PEV’s) através do processo de Educação Ambiental e sensibilização em condomínios, instituições de ensino e restaurantes. Atualmente, temos 40 PEV’s espalhados pela grande Florianópolis, onde são coletados em torno de 1.000 litros de óleo por mes.

Este projeto é financiado pela IAF e Sebrae/SC.

Para implementar um PEV

Condomínios, bairros, ruas, escolas, igrejas e instituições públicas são locais estratégicos para a instalação de um PEV de óleo de fritura.

Para implementar um PEV, ou saber se existe algum em sua comunidade, ligue para (48) 3334-3176 ou consulte o blog do projeto.

Vídeo expõe o drama de famílias agricultoras em SC

O plantio de tabaco muitas vezes é a única alternativa de renda para famílias agricultoras, sobretudo na região Sul, que concentra 95% da produção no Brasil.

Neste vídeo de 25 minutos, há uma série de relatos que expõem facetas pouco divulgadas na cadeia da fumicultura: alta penosidade no trabalho, que impossibilita a produção de alimentos para subsistência, intensa exploração dos agricultores pelas corporações fumageiras, contaminação por agrotóxicos e a doença da folha verde do tabaco (absorção de nicotina pela pele), entre outras.

O vídeo foi produzido pelo Cepagro, que implementa em SC o Programa Nacional de Diversificação das Áreas Cultivadas com Tabaco, em consonância com a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco. A Convenção é um tratado mundial de saúde pública, tendo o Brasil ao lado de outras 171 nações signatárias. As imagens foram gravadas entre 2007 e 2008, mas as situações relatadas, conforme verificam os técnicos extensionistas, continuam bem atuais.