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“Educando com a Horta Escolar” cresce e retoma atividades

O programa, realizado pela Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis em parceria com o Cepagro, vai abranger 84 unidades de Educação Infantil e Ensino Fundamental, 21 escolas a mais do que no ano passado. A ideia do projeto, resultado de uma cooperação entre o Fundo Nacional para Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), é promover a segurança alimentar e nutricional dos escolares e trabalhar a educação ambiental através de oficinas e vivências práticas agrupadas em três eixos: O lixo e a reciclagem; A horta escolar agroecológica e Alimentação saudável.

As oficinas têm o objetivo de promover a segurança alimentar e trabalhar a educação ambiental
As oficinas têm o objetivo de promover a segurança alimentar e trabalhar a educação ambiental

 A educação alimentar ganhou mais destaque neste ano e foi incorporada ao nome do programa, que agora se chama Educando com a Horta Escolar e Gastronomia (PEHEG). As atividades recomeçam nesta semana com a assessoria técnica de 10 profissionais do Cepagro, que realizarão duas visitas mensais a cada uma das unidades. Estes encontros seguirão um cronograma e uma metodologia construídos ao longo dos sete anos de atuação da ONG em hortas escolares de Florianópolis, buscando organizar os conteúdos em consonância com o calendário escolar.

Após um diagnóstico inicial, em que são avaliados condições e potenciais das hortas, os técnicos abordam a reciclagem do lixo e a compostagem de resíduos orgânicos. Durante o segundo bimestre, são trabalhados canteiros, sementeiras e o plantio de culturas diversas. A colheita é no bimestre seguinte, focado na alimentação saudável e oficinas com receitas. “As receitas complementam estas atividades, pois levamos os ingredientes para a sala de aula e os alunos as preparam”, explica o engenheiro agrônomo Julio Maestri, da equipe técnica do Cepagro. “Com o envolvimento criado no cuidado com a horta, aumenta o interesse em consumir aqueles alimentos”, completa. O ano letivo é encerrado com o plantio de cobertura e adubação verde para o período de férias, visando proteger o solo.

A metodologia desenvolvida pelo Cepagro busca combinar os calendários agrícola e escolar
A metodologia desenvolvida pelo Cepagro combina o calendário agrícola e o escolar
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Cepagro apóia a campanha “Juntos pelo Semiárido”

A iniciativa é do Centro de Educação Popular e Formação Social (CEPFS), ONG sediada no município de Teixeira, no sertão paraibano, e que há 24 anos vem fomentando o desenvolvimento rural sustentável na região através de programas focados no empoderamento dos agricultores e na pesquisa de tecnologias de convivência com o semiárido.

O Cepagro visitou a instituição em abril, e desta vivência surgiu a proposta de continuar instalando banheiros secos no semiárido nordestino como parte da estratégia de gerenciamento dos escassos recursos hídricos locais. Outra importante ferramenta de convivência sustentável com o semiárido é a implantação de cisternas para armazenamento de água. É neste contexto que o CEPFS lançou a campanha Juntos pelo Semiárido, para levantar fundos para a construção de cisternas comunitárias. O objetivo é arrecadar R$6.300 até o dia 22/05/2013. Se o valor proposto for atingido, um investidor externo completará com mais 50% do total arrecadado e mais uma família será beneficiada. Para colaborar com a iniciativa, acesse o site.

Cepagro participa da 19ª Festa do Queijo e do Mel

O evento será realizado neste sábado e domingo (20 e 21 de abril) no município de Angelina. O Cepagro estará presente através do Ponto de Cultura Engenhos de Farinha e do Grupo de Agroecologia Terra Viva, que marcarão presença na festa com exposição de artesanato com fibras naturais e exibição do documentário Velho Engenho Novo, no domingo.

Além da divulgação e venda do queijo e do mel – itens em cuja produção o município se destaca – a Festa tem o objetivo de promover a interação  cultural e gastronômica das diversas comunidades de Angelina, buscando também ofertar aos participantes produtos únicos , que não são encontrados no comércio convencional diariamente.

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Sabores e saberes tradicionais ganham destaque em evento realizado pelo Cepagro

por Ana Carolina Dionísio

Foi com auditório lotado e mesa farta que pesquisadores, representantes de entidades governamentais, da Rede Ecovida e do Movimento Slow Food, líderes extrativistas, agricultores, estudantes, professores e eco-chefs discutiram as diversas relações entre saberes tradicionais, alimentação e cadeias produtivas durante o evento Patrimônio Agroalimentar em Debate, realizado na quarta-feira passada (27/03) no campus Continente do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), em Florianópolis. O encontro foi promovido pelo Cepagro em parceria com o Convivium Mata Atlântica, grupo de gastrônomos-expedicionários que viajam pelo Brasil buscando valorizar matérias-primas regionais, e com o Curso de Gastronomia do IFSC – que também atua neste sentido, através da formação de profissionais.

Auditório cheio para debater potenciais e restrições de alimentos tradicionais
Auditório cheio para debater potenciais e restrições de alimentos tradicionais

Lia Poggio, coordenadora do Slow Food na América Latina, abriu o debate afirmando a importância de combinar desenvolvimento territorial com preservação da identidade cultural, lembrando que o turismo consciente pode contribuir para isso. Na sequência, Andrea Fantini, pesquisador do Laboratório de Economia e Marketing Agroalimentar da Universidade de Teramo (Itália), abordou a comercialização de produtos típicos no contexto da economia solidária. Ele destacou a noção de preço justo, “aquele que maximiza o bem estar conjunto dos produtores e consumidores”, afirmando que, para chegar a este valor, é necessário “promover e garantir a transparência do processo de formação dos preços”, o que começa com o conhecimento efetivo dos custos de produção.

Produtos típicos a preços justos e economia solidária foram tópicos abordados pelo prof. Andrea Fantini, da Universidade de Teramo (Itália)
Produtos típicos e economia solidária foram abordados pelo prof. Andrea Fantini, da Universidade de Teramo (Itália)

O coordenador geral do Cepagro Charles Lamb encerrou a primeira mesa apresentando as várias frentes de atuação da ONG e da Rede Ecovida em prol da agricultura familiar e da democratização do acesso a alimentos saudáveis em Santa Catarina. As iniciativas de agricultura urbana da organização, que envolvem a gestão comunitária de resíduos orgânicos e de hortas escolares, foi um dos eixos de trabalho abordados, assim como a assessoria para a certificação participativa de produtos ecológicos – sistema de garantia em que conformidade orgânica é avaliada pelos próprios agricultores articulados em rede, não por uma agência.

Outro projeto abordado é o da diversificação produtiva em áreas de cultivo de tabaco. No Brasil, um dos maiores produtores mundiais de fumo, cerca de 200 mil famílias (55 mil só em Santa Catarina), ainda sobrevivem da fumicultura. Segundo Lamb, para mudar esta realidade é fundamental questionar não só as fumageiras, mas “o próprio modelo de produção, que privilegia o tabaco em detrimento do cultivo de alimentos”. Buscando isso, o Cepagro presta assessoria técnica para dezenas de famílias fumicultoras em processo de transição para o cultivo de alimentos (especialmente orgânicos). Este apoio não se restringe às etapas de plantio, mas também do escoamento da produção, através do circuito de comercialização da Rede Ecovida e do recém-inaugurado Box de Produtos Orgânicos no Ceasa/SC. Lamb também ressaltou a forte incidência política da Rede na discussão de marcos legislatórios para alimentos orgânicos e agricultura familiar.

A busca de alternativas para o funcionamento de engenhos artesanais de farinha de mandioca que combinem a preservação da sua atividade como patrimônio cultural com a legalização e valorização dos seus produtos foi o tema da segunda mesa de debates do evento. A mediação foi do agrônomo Marcos José de Abreu, idealizador do projeto “Ponto de Cultura Engenhos de Farinha”, que desde 2011 vem realizando ações no sentido de reconhecer e dinamizar atividades nestes locais em 5 municípios do Litoral Catarinense.

A importância histórica e cultural dos engenhos artesanais de farinha e os entraves para a comercialização dos seus produtos foram discutidos durante o evento
A importância histórica e cultural dos engenhos artesanais de farinha e os entraves para a comercialização dos seus produtos foram discutidos durante o evento

O painel começou com uma recuperação histórica do papel da farinha de mandioca na economia catarinense, feita por Claudio Andrade, proprietário do Casarão e Engenho dos Andrade, no bairro de Santo Antônio de Lisboa. Do surgimento dos engenhos como uma adaptação dos moinhos de vento europeus, ele chegou ao panorama atual em que a farinha de mandioca artesanal sofre um desprestígio frente a outros alimentos industrializados, somado ao que ele chamou de “exigências sanitárias absurdas”, como a instalação de azulejos em pequenas unidades produtivas familiares.

É por causa da inviabilidade destas medidas que o agrônomo da Epagri Enilto Neubert, que falou a seguir, diferenciou os engenhos voltados para a preservação da memória dos que têm produção comercial. Para ele, a realização de trabalhos de pesquisa e extensão universitária nestes locais é fundamental para a manutenção de ambos, assim como a valorização gastronômica da farinha de mandioca no âmbito das unidades produtivas comerciais. Já o representante da Cidasc Wladimir Mendes apresentou um olhar mais pessimista, destacando o declínio do consumo de farinha de mandioca no país e a dificuldade de encontrar opções para que os engenhos continuem ativos sem ferir a legislação e os parâmetros sanitários brasileiros.

Se o reconhecimento culinário da farinha é um caminho para os engenhos com atividade comercial, a salvaguarda deste produto como patrimônio cultural pode ser uma opção para as unidades mais tradicionais, num processo que foi esclarecido pela historiadora Regina Helena Santiago, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Ela explicou que o pedido de registro deve ser feito por um coletivo representativo da comunidade, pensando na questão “O que essa farinha representa para as populações que a consomem?”, assim como aconteceu com o queijo mineiro, os doces de Pelotas e o acarajé baiano, itens que já estão sendo registrados junto ao Iphan.

Apesar dos entraves burocráticos e dificuldades econômicas, os engenhos artesanais continuam em atividade. Dois dos seus produtos, a bijajica (bolo de farinha de mandioca com amendoim) e o beijú, foram degustados durante o evento, junto com outros sabores tradicionais do litoral catarinense, como o berbigão, servido em um patê, doces e geleias orgânicos, pães integrais e queijo cremoso. Tudo acompanhado de águas aromatizadas e sucos naturais preparados na cozinha industrial do IFSC pelos chefs Fabiano Gregório, Bernardo Simões e Philipe Bellettini, além de frutas do Box de Produtos Orgânicos do Ceasa.

Beijú, bijajica, patê de berbigão, doces caseiros e frutas orgânicas deixaram o debate mais colorido e saboroso
Beijú, bijajica, patê de berbigão, doces caseiros e frutas orgânicas deixaram o debate mais colorido e saboroso

Assim como a produção tradicional de farinha, a pesca artesanal também enfrenta impasses. Alguns deles foram expostos durante o segundo painel do evento, mediado por Gregório, que também estava representando o Convivium Mata Atlântica/SC e o Movimento Slow Fish, que pretende recuperar os saberes tradicionais de comunidades de pescadores. Além da doutoranda em Sociologia Política Mariana Policarpo, participaram do debate duas importantes lideranças de Reservas Extrativistas de Pesca Artesanal (Resex) de Santa Catarina: Maria Aparecida Ferreira, de Ibiraquera, e Valdeuclides do Nascimento, da Costeira do Pirajubaé, em Florianópolis.

Numa fala emocionada, Maria Aparecida contou os vários obstáculos enfrentados pelas comunidades de pescadores do litoral sul catarinense para prosseguir com a pesca de subsistência, da falta de apoio (e às vezes até oposição) do município à ação predatória da grande indústria. Na mesma linha, Valdeuclides do Nascimento apresentou o panorama da Resex da Costeira, que segundo ele é a primeira do Brasil e a maior em uma área urbana. Por estar dentro da cidade, sofre muito mais a pressão da crescente especulação imobiliária na Ilha de Santa Catarina. Sr. Vado, como é conhecido, questionou a concessão de licenças ambientais para empreendimentos à beira-mar enquanto ranchos de pesca artesanal são considerados ilegais. “A Resex é vista por alguns como um obstáculo ao desenvolvimento do sul da Ilha, por exemplo, por atrapalhar a duplicação da estrada para o aeroporto”, completou.

Maria Aparecida Ferreira, da Resex de Imbituba e Garopaba: “Ninguém quer conhecer essa maravilha que é a pesca artesanal só por fotos. Todos queremos vê-la ao vivo e a cores sempre”
Maria Aparecida Ferreira, da Resex de Imbituba e Garopaba: “Ninguém quer conhecer essa maravilha que é a pesca artesanal só por fotos”

Os representantes da pesca artesanal também falaram de conquistas, como a própria Resex de Imbituba e Ibiraquera, resultado de 5 anos de discussões na comunidade e de atuação política em diversas instâncias. “Muitas vezes dá vontade de largar o pano, mas quando vemos tanta gente nos apoiando, dá mais ânimo de continuar”, disse Maria Aparecida. Uma das plataformas de apoio à atividade está na pesquisa acadêmica, como a investigação de Mariana Policarpo, focada nas estratégias integradas de geração de trabalho e renda a partir da valorização da identidade cultural das comunidades pesqueiras tradicionais. De acordo com ela, estes territórios estão marcados por atividades diversificadas, como pesca, agricultura e turismo. Conciliá-las com a preservação de recursos naturais é um desafio necessário, já que o meio-ambiente é também o principal atrativo turístico local. Mariana constatou isso após analisar cerca de 3 mil exemplares de materiais impressos de promoção turística da região de Imbituba e Garopaba; na maioria deles, as praias e lagoas tinham destaque. Mas, como lembrou Maria Aparecida, estas belezas não podem ficar só no papel: “Ninguém quer conhecer essa maravilha que é a pesca artesanal só por fotos. Todos queremos vê-la ao vivo e a cores sempre”.

Clique na imagem para ver o álbum completo

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Espaço para comercialização de produtos orgânicos será aberto na próxima quarta, 20/03

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O Cepagro, em conjunto com Cooperativas, Grupos e Associações integrantes dos Núcleos Regionais da Rede Ecovida em Santa Catarina, tem o imenso prazer em  comunicar  mais uma conquista da Agricultura Familiar para nosso Estado.
Trata-se de um momento afirmativo resultante de dois anos de pleito junto à CEASA/SC, visando a disponibilização de um espaço, agora concretizado, para comercialização de alimentos de base ecológica da agricultura familiar.
A relevância deste espaço – o Box 721, no Pavilhão da Agricultura Familiar da CEASA (São José/SC), cuja inauguração será em 20/03 (vide convite acima), se deve ao grande gargalo ainda existente em torno da logística de distribuição, e maior incidência desta sobre o custo na venda direta dos alimentos. “Embora saibamos que somente esta ação é pouca para ampliar  a agricultura de base ecológica, consideramos que, aliada a outros esforços públicos e da sociedade civil, resultará em passos largos na direção do real sentido de Desenvolvimento Sustentável dos ambientes rurais e urbanos”, avalia Charles Lamb, da coordenação geral do Cepagro.
O Box 721 vai permitir maior constância e variedade no abastecimento de dezenas de pequenos varejos de Florianópolis. O consumidor ganha ao ter acesso a produtos com preços justos e com garantia da procedência orgânica, uma vez que somente alimentos certificados, tanto por sistema participativo quanto de auditoria, serão comercializados no local.
A diversidade da oferta, respeitado a sazonalidade dos cultivos, ganha mais consistência através da articulação do Box com o Circuito de Comercialização da Rede Ecovida, que movimenta produtos da Agricultura Familiar de base ecológica provenientes dos 3 Estados do Sul. No momento, variedades orgânicas de batatas, cebolas, laranjas, maças e feijões, além de morango e mini-tomate, estão na lista de produtos ofertados. Outro produto com grande destaque é a Polpa de Açaí, extraído dos frutos da árvore Juçara (palmiteiro) da Mata Atlântica, com qualidade, textura, aparência e valor nutricional superiores ao açaí amazônico. O Açaí de Juçara é extraído por agricultores da região de Jaraguá do Sul e Joinville, numa manejo que gera recursos financeiros e a preservação da mata, mantendo e propagando os palmiteiros.
Além de servir aos varejos, o Box 721 vai facilitar a logística de circulação das compra governamentais, a exemplo do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) implementado pela CONAB (Companhia Nacional de Abastecimento). Semanalmente, cerca de 5 toneladas de produtos orgânicos serão enviados pela Cooperativa Ecoserra, de Lages, para abastecer instituições sociais e de caridade da grande Florianópolis.
Organizado a partir de uma frutífera articulação com a UFSC, através do LACAF (Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar), o Box 721 é também um forte aliado para transformações positivas no campo. A garantia de mercado para os produtos orgânicos viabiliza outra realidade para produtores de fumo, historicamente expostos à grande carga de agrotóxicos e a integração dificilmente superável com as indústrias fumageiras. Dezenas de ex-fumicultores, pertencentes a grupos e cooperativas da região, escoarão seus produtos orgânicos através do Box. É o caso do sr. Jair Scheidt (foto abaixo), agricultor de Imbuia (SC), que abandonou o fumo e atualmente produz cebolas, tomates, feijões e frutas orgânicas.
Os contatos comerciais do Box 721 são: (48) 9652-6610 (TIM) e 8437-1875 (OI).
Para mais informações: Assessoria de Comunicação / Cepagro – (48) 9633-4007 / comunicacao@cepagro.org.br
Sr. Jair Scheidt, ex-fumicultor de Imbuia, que irá comercializar seus produtos no Box 721
Sr. Jair Scheidt, ex-fumicultor de Imbuia, que irá comercializar seus produtos no Box 721
Na seqüência, diálogos sobre a comercialização na Rede
No mesmo dia da inauguração, no período da tarde, acontece a reunião do Circuito de Comercialização Rede Ecovida, seguindo a dinâmica mensal de organização do coletivo. Serão tratados os seguintes pontos, pautados pelos integrantes e articuladores:
  • Apresentação dos participantes;
  • Apresentação do funcionamento operacional e critérios acordados de utilização do espaço CEASA;
  • Demandas e ofertas das estações, estratégias coletivas de abastecimento;
  • Dinâmica de funcionamento de cada estação presente;
  • Situação e encaminhamentos de projetos;
  • construção de agendas comuns, inclusive proposta de data para plenária de comercialização da Rede;
  • Informes gerais

Veja também: notícia do Box no Jornal do Ceasa (abaixo)

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Links externos sobre o Box 721 de Produtos Orgânicos da Grande Florianópolis

Representante mundial do movimento Slow Food cumpre agenda em SC até domingo

Engenhos de Farinha, matérias-primas gastronômicas da floresta e do mar, hortas escolares, reciclagem de resíduos orgânicos e a Academia Slow estão na pauta de discussões e visitas

A italiana Lia Poggio, representando a associação internacional Slow Food, está em Santa Catarina e permanecerá no Estado até o próximo final de semana. Além de conhecer projetos apoiados pela associação no Estado, Poggio vem discutir a participação da delegação catarinense no próximo Terra Madre e Salão do Gosto, evento bianual que reúne cerca de 6.000 produtores artesanais e pesquisadores de todo mundo, e ocorre no final de outubro em Turim (Itália).

            Nesta quarta, Lia Poggio visitou pela manhã produtores artesanais do molusco Vieira no município de Porto Belo. De tarde, esteve na comunidade Chico Mendes conhecendo o projeto Revolução dos Baldinhos, que realiza a gestão comunitária de resíduos orgânicos aliada à Agricultura Urbana, transformando mensalmente 12 toneladas de sobras alimentares em adubo para cultivos na própria comunidade. Em seguida, visitou 2 Engenhos de Farinha na região rural da Palhoça, que mantém a tradição de produzir derivados de mandioca e fazem parte de um Ponto de Cultura que realiza atividades em parceria com o Slow Food. Na ocasião, foi discutida a participação dos Engenhos no ExpoMovil, que ocorre paralelo ao Terra Madre e Salão do Gosto, e mostrará ao mundo produtos alimentares com identidade cultural oriundos de territórios latino-americanos, africanos e europeus.

            Na quinta-feira (06/09), Lia Poggio reúne-se com a Secretaria Municipal de Educação, onde haverá uma apresentação mútua entre o Slow Food e o Programa Educando com a Horta Escolar (PEHE), assessorado em Florianópolis pelo Cepagro em 63 Unidades Escolares. No mesmo dia irá conhecer também a RESEX (Reserva Extrativista) do Pirajubaé, cujo produto principal, o Berbigão, integra os produtos que compõem a Arca do Gosto organizada pelo Slow Food.

            A agenda continua na sexta, quando Lia viaja à Urubici para conhecer as famílias coletoras de Pinhão, matéria-prima também valorizada pelo associação Slow Food. Os compromissos da italiana encerram-se no domingo, quando ocorre o Academia Slow no município de Indaial, evento com palestras e vivências de campo em torno da valorização do alimento bom, limpo e justo, bandeira amplamente defendida pelo Slow Food.

contato de imprensa: Fernando Angeoletto
(48) 9633-4007 – comunicacao@cepagro.org.br

 

Da produção ao consumo, tabaco é tema de workshop em Florianópolis

Na agenda de ações integradas dos setores da Saúde e Agricultura, o Workshop Mitos e Verdades sobre o Tabaco: Da Produção ao Consumo, oportunizará um debate interno e ampliado para a sociedade catarinense. A organização do evento é uma parceria entre Cepagro, MDA, Conicq e Cepon, contando com apoio de organizações nacionais e internacionais.

Santa Catarina é o segundo maior produtor de Tabaco do Brasil, tendo mais de 70% de seus municípios envolvidos com a atividade. Em conseqüência, configuram-se altos índices de doenças nos agricultores deste segmento, além do status já reconhecido do tabagismo como grave epidemia em proporções mundiais.

Com discussões a respeito da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, representantes do INCA, ANVISA e ACT-Br participarão dos debates junto aos organizadores, visando encaminhamentos que vão desde a diversificação de áreas cultivadas com tabaco à adoção de medidas para o controle do tabagismo.

Veja abaixo a programação completa. Maiores informações: (48) 3334-3176 / chalamb@cepagro.org.br

VEJA TAMBÉM: FUMICULTURA EM SC CAUSA PREJUÍZOS E DOENÇAS NO CAMPO (Vídeo produzido pelo Cepagro)

Obs.: De acordo com o artigo 5.3 da Convenção-Quadro, é vetada a participação de setores da indústria fumageira no evento.