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CEPAGRO conclui ciclo de gestão agroecológica no Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho

O Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo – CEPAGRO, OSCIP com 26 anos de história e que nestes últimos dois anos e meio realizou em parceria com a FATMA (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina) a gestão agroecológica do Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho – CPAERVE, vem a público divulgar que no dia 31 de maio de 2016 concluiu um ciclo de suas atividades de prestação de serviço de administração do CPAERVE, em virtude da finalização de contrato.

Registramos aqui o mais sincero desejo de que o espaço, que no dia 1 de junho de 2016 passa novamente para a administração exclusiva da FATMA, permaneça vivo e cumprindo com seu potencial educativo e uso público de qualidade que fora conquistado durante estes pouco mais de 2 anos.

Frequentaram o CPAERVE neste período cerca de 25 mil pessoas, representando provavelmente a área de Unidade de Conservação estadual mais frequentada de Santa Catarina, com enorme apelo social e educativo. De dezembro de 2013 a fevereiro de 2016, recepcionamos aproximadamente 2,1 mil crianças, jovens e adultos em cerca de 90 visitas gratuitas de escolas para atividades de educação ambiental. Além disso, recebemos, aproximadamente, 7 mil visitantes, 9 mil campistas e 7,8 mil participantes de cerca de 90 eventos socioculturais.

Estes dados comprovam que o alcance do CPAERVE vai muito além do campismo, a exemplo das centenas de atividades de educação ambiental realizadas em conjunto com a comunidade de visitantes e campistas, do viveiro construído para produção de milhares de mudas de plantas da Mata Atlântica, do investimento contínuo em infraestruturas de uso público no Camping e da cooperação com os objetivos da Unidade de Conservação.

O CEPAGRO está aberto para demais esclarecimentos e agradece a todos aqueles e aquelas que contribuíram de alguma forma para a gestão ambiental deste espaço neste período, ciente de que belos frutos já foram colhidos e muitos ainda virão. Para informação de como será o futuro do CPAERVE cabe o contato com a FATMA, órgão responsável pelo espaço.

Apesar da finalização de um ciclo deste projeto, o CEPAGRO se mantém firme na missão de seguir realizando ações comprometidas com o desenvolvimento sustentável por meio da Agroecologia e da Educação Ambiental, deixando os mais sinceros votos de que o espaço do Camping não perca a força conquistada de pertencimento à Comunidade e que todo o Parque Estadual do Rio Vermelho possa se adequar a uma gestão ambiental eficiente, com qualidade nas ações.

Por fim, como resultado destes dois anos e seis meses de gestão, publicamos a revista “Gestão Agroecológica do Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho – de Dezembro de 2013 a Maio de 2016”, em que podem ser conferidos os resultados conquistados ao longo deste período, onde o CPAERVE tornou-se referência na gestão sustentável de um espaço público, aliando turismo ecológico, educação ambiental e agroecologia.

 Baixe aqui a REVISTA GESTÃO AGROECOLÓGICA DO CAMPING DO PARQUE ESTADUAL DO RIO VERMELHO (versão PDF)

 

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Feira Orgânica CCA traz programação especial na Semana do Alimento Orgânico

Realizada anualmente no final de maio e início de junho, a Semana do Alimento Orgânico é promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com o objetivo de sensibilizar a população para o consumo desses produtos. Em 2016, os eventos começaram no último dia 28 em 23 estados brasileiros. E a Feira Orgânica do Centro de Ciências Agrárias da UFSC não ficou de fora, trazendo uma programação especial nesta 6ª, 3 de junho.

Semana do Alimento Orgânico 2016

Resultado de um projeto de extensão do Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (LACAF) em parceria com o Cepagro e o Box 721 de Orgânicos da Ceasa de São José, a Feira Orgânica CCA acontece há 2 anos, toda sexta feira. Nesta Semana do Alimento Orgânico, a Feira começa com um café agroecológico às 8h e continua durante toda a manhã com distribuição de materiais informativos e a presença de representantes do Ministério da Agricultura e de agricultoras e agricultores da Organização Ilha Norte Sul Orgânicos (Florianópolis) para tirar dúvidas dos consumidores sobre como identificar os orgânicos e a importância de consumir esses alimentos. Também serão doadas mudas de árvores nativas e frutíferas, além de um sorteio de um vale-compras de alimentos orgânicos no valor de R$ 50. Ao meio-dia, o cantor Gustavo Barreto faz um show acústico para o público.

“A Feira Orgânica CCA faz uma mediação entre o agricultor e a cidade que vai além da relação comercial”, comenta Maria Dênis Schneider, integrante da equipe da Feira. Todos os produtos da Feira são certificados, sendo a maior parte deles através do sistema participativo de garantia operado pelos grupos de agricultores da Rede Ecovida de Agroecologia, que reúne mais de 3 mil famílias de agricultores do Sul do Brasil. A dinâmica de encontros dos grupos da Rede Ecovida e o contato com o Box 721 de Orgânicos da Ceasa, que também é administrado por um membro da Rede, faz com que a equipe da Feira Orgânica CCA esteja em contato frequente com os agricultores, fortalecendo um laço de confiança entre produtores e consumidores que é fundamental para assegurar a qualidade dos alimentos oferecidos.

Diversificação agroecológica da fumicultura é referência em visita técnica da CQCT

Entre os dias 28 e 30 de março, uma comitiva com representantes de diversos ministérios do Brasil, Uruguai, Jamaica e Filipinas, juntamente com membros do Secretariado da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco e da Organização Panamericana de Saúde estiveram reunidos em Florianópolis para discutir o artigo 17 da CQCT, que versa sobre a promoção de alternativas econômicas para os trabalhadores que dependem da indústria do tabaco. Para compreender melhor a experiência brasileira em diversificação em áreas cultivadas com tabaco, a comitiva visitou duas propriedades agroecológicas: a da família Will, em Nova Trento, com produção de hortaliças e agroindústria; e de Gilmar e Lúcia Cognacco, em Leoberto Leal. Ambas famílias fizeram a transição do cultivo de fumo para a agroecologia, e foram assessoradas pelo Cepagro através do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco do MDA ainda em 2006.

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Mesa de abertura, da direita para esquerda: Carmen Audera (Secretariado da CQCT), Tânia Cavalcante (Ministério da Saúde), Luci Choinacki (Delegada do MDA em SC), Paulo Tapajós (Ministério das Relações Exteriores) e representantes do Uruguai, Filipinas e Jamaica.

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Técnicos e técnicas de outras organizações que executam chamadas do MDA de diversificação da fumicultura também estiveram presentes, junto com agricultores assessorados. Cooptrasc, Coopertec, Unitagri (SC), Deser (PR) e Capa (RS) marcaram presença.

DSC_0291baixaO agricultor Edgar Guginski, de Canoinhas (SC), relata sua experiência de transição da fumicultura para o cultivo de alimentos. Ele ainda mantém 30 mil pés de fumo na sua propriedade, mas está investindo na produção de morangos orgânicos, com assessoria da Cooptrasc.

DSC_0289baixaChristianne Belinzoni e Hur Ben Corrêa, do Ministério de Desenvolvimento Agrário, apresentaram e tiraram dúvidas dos participantes sobre o Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco. O PNDACT foi criado em 2005 na esteira da ratificação da Convenção-Quadro para contribuir na transição produtiva de quase 200 mil famílias de agricultores que naquele momento dependiam da produção de tabaco.

DSC_9362baixaO segundo dia do evento foi dedicado a uma visita de campo a propriedades que fizeram a transição da fumicultura para o cultivo de alimentos. Uma delas foi a da família de Alcides Will, que trocou a dura lida na estufa de fumo pelo trabalho em cinco estufas de hortaliças orgânicas.

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Energias renovadas depois de um belo almoço com alimentos agroecológicos preparado pela família Will.

DSC_0375baixaA construção de uma agroindústria foi uma das estratégias da família Will para abandonar a fumicultura. Hoje eles produzem conservas e geleias que são comercializadas em mercados, restaurantes e feiras locais.

DSC_0406baixaA segunda parada da visita de campo foi na propriedade de Gilmar Cognacco (em pé, à direita), na comunidade Vargem dos Bugres, em Leoberto Leal. Gilmar chegou a ter quase 200 mil pés de fumo na propriedade. Hoje cultiva verduras e frutas orgânicas e coordena uma feira agroecológica em Brusque.

DSC_0467baixaO último dia do evento foi aberto para que os países falassem sobre o contexto da produção de tabaco e compartilhassem suas impressões sobre a visita. Na foto, representantes do Ministério da Agricultura da Jamaica, que notaram principalmente como as baixas taxas de juros para crédito agrícola no Brasil contribuem para o desenvolvimento da agricultura familiar.

DSC_0446baixaNas Filipinas, a produção de tabaco abrange cerca de 50 mil famílias. A grande maioria delas, contudo, não é proprietária das terras que cultiva, diferenciando-as bastante do contexto brasileiro. Entretanto, a comitiva notou positivamente a participação da agricultura familiar em programas de compras institucionais.

DSC_0492baixaComo encaminhamento do encontro, será elaborado um relatório para subsidiar as discussões sobre o artigo 17 durante a 7ª Convenção das Partes da CQCT (COP 7), que acontece neste ano na Índia.

O evento teve repercussão nas mídias locais. Abaixo, confira a matéria da repórter Márcia Peixe para o jornal Correio Catarinense, de São João Batista:

14A TV RBA, de Rio do Sul, cobriu a etapa de Leoberto Leal da visita. Veja a matéria neste link.

Veja abaixo mais algumas fotos do evento:

Organizações iniciam planejamento de Projeto em Rede apoiado pela Misereor

Nos dias 11 e 12 de fevereiro, o Cepagro, junto com Centro Vianei de Educação Popular, Centro de Tecnologias Alternativas Populares (CETAP) e a Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (ASPTA) realizaram em Lages (SC) uma reunião de planejamento do projeto “Promoção da articulação entre o campo e a cidade em dinâmicas locais e regionais de abastecimento agroecológico, conjugado com incidência política em soberania e segurança alimentar e nutricional”,  financiado com recursos da Misereor. O projeto foi aprovado em dezembro do ano passado e tem o objetivo de promover e articular dinâmicas locais e regionais de produção, processamento e abastecimento agroecológico em organizações do campo e da cidade, orientadas em relações solidárias e nos princípios da Soberania e Segurança Alimentar das populações. Durante os próximos dois anos de atividades, o projeto prevê:

  • Mapear e promover dinâmicas locais e regionais de abastecimento agroecológico;
  • Promover a interação das diferentes estratégias locais e regionais de produção, processamento e abastecimento agroecológico;
  • Articular as estratégias de abastecimento agroecológico urbano em Rede, Fórum e CONSEAs;
  • Sistematizaras experiências acumuladas em estratégias de abastecimento agroecológico e viabilizar a divulgação desse trabalho, como subsídio para debate, incidência política e planejamento estratégico.
Reunião de planejamento em Lages. Foto: André Jantara (ASPTA)
Reunião de planejamento em Lages.
Foto: André Jantara (ASPTA)

Na reunião de planejamento, representantes das quatro  entidades parceiras do projeto repassaram as condições do contrato firmado com a Misereor, bem como a forma de elaboração de relatórios e prestação de contas. Além disso, a reunião foi o marco inicial para as atividades previstas na proposta, que abrange ações de identificação, assessoria, capacitação, intercâmbios territoriais e regionais com os consumidores, bem como na incidência politica em soberania e segurança alimentar e nutricional (SAN). Ao todo estão previstas 782 atividades nos 24 meses de duração do projeto, distribuídas entre as entidades em quatro regiões do sul do Brasil: Florianópolis, Serra Catarinense, Planalto Gaúcho e Contestado (PR).

O próximo encontro de planejamento será daqui a seis meses, ficando acertado que as entidades executoras irão apresentar o resultado da atividade de identificação e mapeamento.

Alternativas ao cultivo de fumo são debatidas na ALESC

Ações, demandas e resultados da diversificação na fumicultura e da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco foram discutidas na ALESC na última 2ª (9 de novembro), em debate promovido pelo Cepagro e organizações parceiras. Agricultores, acadêmicos e técnicos do CAPA, Deser, Unitagri, Uneagro e Cooptrasc estiveram reunidos. O evento contou também com a presença do deputado federal Hiran Gonçalves (PMN-RR), relator do projeto de lei que cria o Fundo Nacional da Fumicultura, destinado ao tratamento de doenças tabaco-relacionadas e também para o apoio da diversificação da fumicultura.

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As organizações dos três estados do sul do Brasil que estiveram representadas no evento apoiam cerca de 5 mil famílias de agricultores que desejam sair da fumicultura. Como explica o coordenador do Cepagro Charles Lamb, “as organizações têm um compromisso social com as famílias fumicultoras, e não um contrato privado como o do sistema integrado”.

DSC_0166As experiências de agricultores que conseguiram fazer a transição do cultivo de fumo para o de alimentos também foram valorizadas durante o debate. Na foto, o agricultor Gilmar Cognacco dá entrevista para a TV ALESC. Ele chegou a ter 200 mil pés de fumo em sua propriedade, em Leoberto Leal. As fortes intoxicações com agrotóxicos e com a nicotina das folhas levou a família a iniciar a  transição para a agroecologia. Hoje, a propriedade dos Cognacco é 100% agroecológica. Seus alimentos são comercializados principalmente no BOX 721 da Ceasa e na Feira Agroecológica que Gilmar e outros agricultores coordenam em Brusque.

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Amadeu Bonato, do Deser (em pé), trouxe uma síntese sócio-econômica de famílias fumicultoras do Paraná, estado onde a organização atua. O levantamento aponta o baixo retorno financeiro da produção de fumo para os agricultores, refletindo, por exemplo, num grande número de beneficiários do Bolsa-Família entre os fumicultores. “O embate central agora é como viabilizar recursos para a diversificação”, lembrou Amadeu.

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“A região Sul do Brasil é o paraíso das fumageiras”, concluiu a Procuradora do Ministério Público do Trabalho Ângela Pincelli. A disponibilidade e uso da mão-de-obra infantil na produção de fumo, que gerou ações do MPT contra a indústria, foram um dos fatores que contribuíram para a expansão do sistema integrado da fumicultura no Sul. A procuradora ressalta, contudo, que as medidas tomadas pelas fumageiras decorrentes dessas ações judiciárias, como os programas de responsabilidade social, acabam incorrendo na culpabilização dos produtores. Para ela, tal dilema não pode ser resolvido dentro da lógica do sistema integrado, que sempre irá exigir o engajamento laboral de toda a família – inclusive as crianças – para atingir as metas de produção e qualidade.

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Pelo lado do consumo do tabaco, a professora Ana Luiza Curi Hallal, do Departamento de Saúde Pública da UFSC, trouxe alguns resultados das políticas antitabagistas implementadas no contexto da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco. A restrição à propaganda, tanto nos meios de comunicação quanto nos pontos de venda, é uma das medidas mais efetivas. O próximo passo, de acordo com ela, é a adoção de um maço de cigarros genérico, que evitaria a promoção do produto através de mensagens subliminares como a que associa o tabagismo à magreza ou à liberdade.

Profissionais de Saúde e Assistência Social participam de formação em Agricultura Urbana

A partir do mês de agosto, profissionais dos Centros de Saúde (CS) e de Referência em Assistência Social (CRAS) da Prefeitura Municipal de Florianópolis participarão do Curso de Agricultura Urbana com Enfoque Agroecológico, desenvolvido e realizado pela equipe técnica do Cepagro. Uma oficina sobre plantas medicinais marcou o início das atividades na última terça (4 de agosto), envolvendo equipes da Saúde. E, a partir do dia 13, será a vez dos trabalhadores e trabalhadoras do CRAS. “Dentre os objetivos está a construção de um ferramental para implementação da autogestão de hortas nos CRAS”, explica o engenheiro agrônomo Javier Bartaburu, do Cepagro. “Nos Centros de Saúde haverá um projeto piloto com ênfase em plantas medicinais”, completa.

O Curso será composto por metodologias participativas com dinâmicas, trabalhos de grupo e exposições desde o histórico da agricultura, urbanização, solos, produção de mudas, adubação, biofertilizantes, épocas de plantio, ciclos de vida, planejamento de produção e outros. Para os profissionais do CRAS serão 4 módulos de 6 horas/aula; já com a Saúde haverá 5 módulos de 6 horas/aula. As atividades acontecem no Camping do Rio Vermelho.

Cepagro e Slow Food trabalham a educação alimentar em escola pública

Com o objetivo de ajudar a despertar nas crianças uma maior curiosidade sobre os alimentos, as plantas e a alimentação saudável, a equipe técnica do Cepagro promoveu a “Feira da Agrobiodiversidade” durante a Semana da Saúde do Instituto Estadual de Educação, uma das maiores escolas públicas de Florianópolis. A Feira foi realizada no dia 27 de abril; nos dias 28 e 29 foi a vez de membros da Rede Catarina Slow Food trabalharem a relação dos estudantes com a comida através das Oficinas do Gosto.

texto e fotos Ícaro Pereira, Gisa Garcia e Marina Pinto (Cepagro); Giselle Miotto, João Almeida e Jaqueline Todescato (Rede Catarina Slow Food)

IMG_0332O formato de feira didática proporcionou um contato direto com os alimentos. As crianças puderam tocar, sentir cheiros e sabores de mais de 60 espécies diferentes de plantas utilizadas pelo homem, muitas das quais elas nunca haviam visto. As bancas da “Feira da Agrobiodiversidade” foram separadas de acordo com o continente de origem do alimento: África, Ásia, Europa, Américas. Com isso, foram explorados temas como os diferentes povos que colonizaram nosso país, a importância e herança dos povos indígenas com sua agricultura, a história da agricultura e a biodiversidade. O tema da Alimentação Saudável também foi abordado, conversando um pouco com as crianças sobre a importância de comer mais alimentos frescos e diversificados e menos de alimentos industrializados.IMG_0313

Foram montadas junto à feira algumas exposições para melhor ilustrar o tema alimentação e agrobiodiversidade: uma banca de livros sobre plantas, agroecologia e alimentação; um mural de cartazes didáticos sobre agricultura, agroecologia e origem dos alimentos; uma exposição de utensílios indígenas utilizados para preparar alimentos como o Tipiti, peneiras de açaí e cestaria. Foram trazidas também diversas mudas de plantas utilizadas na nossa alimentação, como uma mandioqueira, açaizeiro, maracujazeiro, pitangueira, pé de inhame, entre outras, para ilustrar um pouco de onde vêm os frutos, raízes, folhas e grãos que encontramos no mercado.

IMG_0366A Feira foi um sucesso, com muito interesse das crianças naquele mundo de novidades, de sabores, cores, formas e cheiros. Ao final, mais de 400 pessoas – entre crianças professores e pais de alunos – passaram pela “Feira da Agrobiodiversidade”.

Nos dias 28 e 29 de abril, educadores da Rede Catarina Slow Food realizaram atividades conectando a alimentação aos 5 sentidos das crianças, focando na importância de prestarmos mais atenção nos nossos alimentos – que muitas vezes nem são alimentos, mas sim produtos.

oficina gostoA audição foi abordada na forma de conversa, com perguntas como Quais os sons que podemos escutar e relacionar com a comida? Para o sentido do paladar foi pingado na língua de cada estudante sabores como amargo, doce do açúcar, ácido, azedo, salgado e doce da fruta. Já para tratar o sentido do tato, utilizou-se uma caixa sensorial, na qual o educando não consegue visualizar o alimento de dentro da caixa e terá que adivinhar somente apalpando. Para finalizar, os estudantes degustaram um suco de uva integral orgânico da agricultura familiar local, na qual o instrutor explanou não só a importância na saúde do consumidor, como a importância social e ambiental.

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Dando um exemplo de abordagem interdisciplinar com foco na educação ambiental e alimentar, as atividades tiveram uma ótima recepção pelos estudantes, uma vez que foram todas praticas e bem ativas, diferindo da metodologia teórica da escola. O diálogo aconteceu, principalmente com perguntas e relatos pessoais. Após a sensibilização do público alvo na escola, possivelmente haverá a replicação de aspectos trabalhados nas atividades junto às famílias das crianças.