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Juventude de Bombinhas homenageia a cultura dos engenhos de farinha

Elba Nair da Santa Cruz e Antônio Jacob Cruz cresceram em engenhos de farinha em Bombinhas. Com a chegada do turismo de massa à cidade, dedicaram-se a outras atividades: um pouco de pesca, um pouco de aluguel para temporada. Mas não esqueceram da produção artesanal de farinha: em 2005, compraram de novo um engenho, do sogro de sua filha. “Ele sabia que eu iria manter o engenho”, conta, orgulhosa, Elba Nair da Santa Cruz. Ainda hoje, ela e o marido produzem cerca de 250kg de farinha por ano. “Não é pra ter lucro, é pra nós mesmo. Pra dar pra algum vizinho”, diz Elba.

No último dia 5 de dezembro, mestres e mestras dos engenhos como Elba e Antônio foram homenageados/as por estudantes da Escola de Educação Básica Maria Rita Flor, que fecharam o ano letivo apresentando os trabalhos resultantes de sua imersão na cultura dos engenhos. A pesquisa junto aos engenhos de farinha do município foi motivada por uma oficina de educação patrimonial que o Cepagro facilitou ali em agosto deste ano e coordenada pelas professoras Caroline Celle Waltrick (Artes), Josiane Mendes Bezerra (Turismo) e Maria José (História). Quatro turmas do 2º ano do Ensino Médio participaram da pesquisa, que passou por 4 engenhos da região, gerando músicas, pinturas e 2 mini-documentários. “Toda a ideia e organização da homenagem foi dos/as jovens”, conta a professora Carolina Waltrick.

“Falar de engenho é falar da identidade de Bombinhas. E dela não podemos desistir”, afirma a estudante Ariel da Silva Serra Gonçalves de 17 anos. “Foi plantado pra nós que o engenho, a roça de mandioca, a horta eram feios. Mas mudamos isso. Não podemos deixar morrer essa cultura nem ter vergonha dela”, confirma a professora Maria José. Para Josiane Bezerra, professora do curso técnico em Hospedagem, a valorização e promoção da identidade cultural do município amplia as possibilidades de atividades turísticas ali. “Muitas cidades que têm o eixo turístico de sol e praia esquecem que a identidade cultural também atrai visitantes. Se o destino tem identidade cultural, pode trazer gente tanto no inverno quanto no verão”, afirma.

O trabalho dos/as estudantes da Maria Rita Flor vai compor o inventário cultural dos engenhos de farinha que a Rede Catarinense de Engenhos está mobilizando. Além da bela pesquisa de campo, a iniciativa é valiosa por mostrar o envolvimento da juventude na temática.

 

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Encontro do Núcleo Litoral Catarinense celebra a Agroecologia com participações latino-americanas

“Porque a gente precisa festejar, celebrar, se ver, ser visto. Precisa recarregar as baterias pelo menos uma vez por ano”. Perguntada sobre o que faz valer a pena construir o Encontro do Núcleo Litoral anualmente, a agricultora Tânea Mara Follmann, de Águas Mornas, ressalta o diferencial festivo e de trocas do evento: “Quando você estiver na sua propriedade e der um desânimo, você vai lembrar da turma no Encontro e vai achar força e alegria pra continuar. O encontro é isso: trocas, vivências e compartilhar de força pra gente seguir em Rede. É o retrato da Rede Ecovida”. Como parte da coordenação do Núcleo Litoral Catarinense, Tânea participa de pelo menos 20 reuniões da Rede por ano. Junto com as visitas de verificação e o manejo de toda a documentação das 73 famílias e mais 10 agroindústrias certificadas no Núcleo, não são poucos os compromissos relacionados ao Sistema Participativo de Garantia que ela assume. O Encontro do Núcleo Litoral é um respiro festivo em meio a tantas agendas de trabalho.

Realizado nos dias 22 e 23 de setembro na Comunidade Fazenda de Dentro, em Biguaçu, o Encontro deste ano foi encabeçado pelo Grupo Flor do Fruto, que reúne agricultores/as deste município e também de Santo Amaro da Imperatriz. “Fiquei com medo quando era dar o pontapé inicial e dizer que a gente faria. Mas, depois a gente vê como é gratificante, pois é uma troca de conhecimento empírico. Ver as pessoas interagindo, com tanta alegria, é muito gratificante”, conta o agricultor Pedro Luis Nau, do Grupo Flor do Fruto. Cerca de 130 pessoas participaram do Encontro neste ano, que teve convidados/as muito especiais: além do grupo de consumidores/as do projeto Misereor em Rede, vieram também representantes de 17 organizações brasileiras e latino-americanas que participavam da Vivência em SPG promovida pelo Cepagro naqueles dias. A diferença de idioma não foi um problema, frente à receptividade e acolhimento da turma do Núcleo.

Dois participantes da Vivência integraram a mesa de abertura do Encontro, junto com a agricultora Catarina Gelsleuchter, de Angelina: Romeu Leite, do Fórum Brasileiro de SPGs e Rosa Murillo Naranjo, do Movimento de Economia Social e Solidária do Equador (MESSE).Catarina Gelsleuchter: “No Sistema Participativo a gente se enxerga”, afirma a agricultora, ressaltando o caráter de envolvimento humano do SPGRomeu Leite, do Fórum Brasileiro de SPG: “O que o governo não entendeu é que a certificação participativa é mais do que só certificação. É gente visitando gente, o mais experiente acolhendo o menos experiente. O processo que a gente chama de SPG é muito mais rico do que o certificado”.

Rosa Murillo Naranjo, do MESSE (Equador), falou sobre o hiato entre a legislação de certificação de orgânicos e as práticas dos grupos de agroecologia no seu país. Também abordou a luta e as atividades de incidência política do MESSE pela conservação de sementes crioulas e contra os transgênicos.

O Encontro começou, entretanto, com a apresentação dos grupos da Rede.

Após uma animada noite cultural no sábado, durante o domingo foram realizadas as oficinas.

Boas Práticas de Pós-Colheita, com a agricultora Rosa Silva Tomás, de Paulo Lopes

 

 

 

 

 

Criação de galinhas soltas, com Romeu Leite

Plantas Medicinais, com Lourdes Lopes Souza
Jardim das brincadeiras, com Henrique Martini Romano

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Minhocários, com Igor

Através de um grande esforço logístico do Grupo anfitrião e da generosidade dos/as agricultores/as do Núcleo, grande parte da alimentação oferecida no Encontro foi agroecológica.

A tradicional Feira de Saberes e Sabores ganhou novos aromas e sabores, com a participação da Alternativa a Pequena Agricultura do Tocantins (APA-TO) e da Associação Outro Olhar, de Guarapuava (PR), que integravam a Vivência em SPG. João Palmeira, da APA-TO, trouxe o COCO BABAÇU e seus subprodutos, gerando interesse e curiosidade em muita gente. Enquanto Sandra Konig, da Outro Olhar, apresentou óleos essenciais produzidos em aldeias guarani do Paraná.

No encerramento do Encontro, Tânea trouxe alguns encaminhamentos para o Núcleo. Em novembro haverá uma visita ao Centro de Referência em Agroecologia do Paraná, com 2 representantes de cada grupo. Além disso, haverá capacitações sobre preenchimento da documentação até final de outubro. E, o mais esperado: a escolha do próximo grupo que receberá o Encontro do ano que vem. Com bastante espontaneidade, o Grupo de Agroecologia Costa Esmeralda (GACE), que reúne famílias de Porto Belo, Itapema e Tijucas, se dispôs a receber o Encontro do Núcleo 2019. Já estamos a espera!

Veja abaixo mais algumas fotos do Encontro:

Equipe Cepagro dialoga com Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida (APREMAVI)

Os técnicos da equipe do rural do Cepagro Gisa Garcia, Henrique Romano, Francys Pacheco e Charles Lamb visitaram no dia 19 de setembro a sede da Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida – Apremavi, em Atalanta (SC), a 180km de Florianópolis. A visita teve como objetivo estreitar os laços entre as instituições e dialogar sobre possíveis parcerias de trabalho no planejamento e gestão de paisagens sustentáveis, principalmente nas ações ligadas à agroecologia, regularização ambiental e restauração de áreas degradadas.
A Apremavi tem como missão trabalhar pela defesa, preservação e recuperação do meio ambiente, dos bens e valores culturais, buscando a melhoria da qualidade de vida na Mata Atlântica e outros biomas. A ideia da parceria é que, através de intercâmbios de experiências e de capacitação técnica, a Apremavi contribua nas ações que o Cepagro realiza junto ao seu público. “A visita só reforçou que a ‘mudança é possível’ e que a parceria é essencial para somar as forças”, avalia a engenheira agrônoma Gisa Garcia, da equipe Cepagro.
Com informações de Gisa Garcia e fotos da equipe Cepagro

Cepagro adere ao Programa Empresa Cidadã

por Eduardo Daniel Rocha, diretor-presidente do Cepagro

Agora a equipe do Cepagro pode acessar os benefícios do PROGRAMA EMPRESA CIDADÃ. O programa prevê  dois meses adicionais para funcionárias de empresas privadas de todo o país e para servidoras públicas federais, ampliando a licença-maternidade de 120 para 180 dias. Nesses casos, a ampliação do período vai depender de cada empresa. O benefício vale também para as trabalhadoras que fizerem adoções, mas varia de acordo com a idade da criança adotada. Para os homens, o Empresa Cidadã aumenta a licença-paternidade de 8 dias para 20 dias.

CEPAGRO conclui ciclo de gestão agroecológica no Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho

O Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo – CEPAGRO, OSCIP com 26 anos de história e que nestes últimos dois anos e meio realizou em parceria com a FATMA (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina) a gestão agroecológica do Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho – CPAERVE, vem a público divulgar que no dia 31 de maio de 2016 concluiu um ciclo de suas atividades de prestação de serviço de administração do CPAERVE, em virtude da finalização de contrato.

Registramos aqui o mais sincero desejo de que o espaço, que no dia 1 de junho de 2016 passa novamente para a administração exclusiva da FATMA, permaneça vivo e cumprindo com seu potencial educativo e uso público de qualidade que fora conquistado durante estes pouco mais de 2 anos.

Frequentaram o CPAERVE neste período cerca de 25 mil pessoas, representando provavelmente a área de Unidade de Conservação estadual mais frequentada de Santa Catarina, com enorme apelo social e educativo. De dezembro de 2013 a fevereiro de 2016, recepcionamos aproximadamente 2,1 mil crianças, jovens e adultos em cerca de 90 visitas gratuitas de escolas para atividades de educação ambiental. Além disso, recebemos, aproximadamente, 7 mil visitantes, 9 mil campistas e 7,8 mil participantes de cerca de 90 eventos socioculturais.

Estes dados comprovam que o alcance do CPAERVE vai muito além do campismo, a exemplo das centenas de atividades de educação ambiental realizadas em conjunto com a comunidade de visitantes e campistas, do viveiro construído para produção de milhares de mudas de plantas da Mata Atlântica, do investimento contínuo em infraestruturas de uso público no Camping e da cooperação com os objetivos da Unidade de Conservação.

O CEPAGRO está aberto para demais esclarecimentos e agradece a todos aqueles e aquelas que contribuíram de alguma forma para a gestão ambiental deste espaço neste período, ciente de que belos frutos já foram colhidos e muitos ainda virão. Para informação de como será o futuro do CPAERVE cabe o contato com a FATMA, órgão responsável pelo espaço.

Apesar da finalização de um ciclo deste projeto, o CEPAGRO se mantém firme na missão de seguir realizando ações comprometidas com o desenvolvimento sustentável por meio da Agroecologia e da Educação Ambiental, deixando os mais sinceros votos de que o espaço do Camping não perca a força conquistada de pertencimento à Comunidade e que todo o Parque Estadual do Rio Vermelho possa se adequar a uma gestão ambiental eficiente, com qualidade nas ações.

Por fim, como resultado destes dois anos e seis meses de gestão, publicamos a revista “Gestão Agroecológica do Camping do Parque Estadual do Rio Vermelho – de Dezembro de 2013 a Maio de 2016”, em que podem ser conferidos os resultados conquistados ao longo deste período, onde o CPAERVE tornou-se referência na gestão sustentável de um espaço público, aliando turismo ecológico, educação ambiental e agroecologia.

 Baixe aqui a REVISTA GESTÃO AGROECOLÓGICA DO CAMPING DO PARQUE ESTADUAL DO RIO VERMELHO (versão PDF)

 

Feira Orgânica CCA traz programação especial na Semana do Alimento Orgânico

Realizada anualmente no final de maio e início de junho, a Semana do Alimento Orgânico é promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) com o objetivo de sensibilizar a população para o consumo desses produtos. Em 2016, os eventos começaram no último dia 28 em 23 estados brasileiros. E a Feira Orgânica do Centro de Ciências Agrárias da UFSC não ficou de fora, trazendo uma programação especial nesta 6ª, 3 de junho.

Semana do Alimento Orgânico 2016

Resultado de um projeto de extensão do Laboratório de Comercialização da Agricultura Familiar (LACAF) em parceria com o Cepagro e o Box 721 de Orgânicos da Ceasa de São José, a Feira Orgânica CCA acontece há 2 anos, toda sexta feira. Nesta Semana do Alimento Orgânico, a Feira começa com um café agroecológico às 8h e continua durante toda a manhã com distribuição de materiais informativos e a presença de representantes do Ministério da Agricultura e de agricultoras e agricultores da Organização Ilha Norte Sul Orgânicos (Florianópolis) para tirar dúvidas dos consumidores sobre como identificar os orgânicos e a importância de consumir esses alimentos. Também serão doadas mudas de árvores nativas e frutíferas, além de um sorteio de um vale-compras de alimentos orgânicos no valor de R$ 50. Ao meio-dia, o cantor Gustavo Barreto faz um show acústico para o público.

“A Feira Orgânica CCA faz uma mediação entre o agricultor e a cidade que vai além da relação comercial”, comenta Maria Dênis Schneider, integrante da equipe da Feira. Todos os produtos da Feira são certificados, sendo a maior parte deles através do sistema participativo de garantia operado pelos grupos de agricultores da Rede Ecovida de Agroecologia, que reúne mais de 3 mil famílias de agricultores do Sul do Brasil. A dinâmica de encontros dos grupos da Rede Ecovida e o contato com o Box 721 de Orgânicos da Ceasa, que também é administrado por um membro da Rede, faz com que a equipe da Feira Orgânica CCA esteja em contato frequente com os agricultores, fortalecendo um laço de confiança entre produtores e consumidores que é fundamental para assegurar a qualidade dos alimentos oferecidos.