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Lançado em Brasília, projeto “Moradia Urbana com Tecnologias Sociais” prevê ações em 124 condomínios populares

Na última semana,  o Cepagro participou em Brasília do lançamento do projeto “Moradia Urbana com Tecnologias Sociais”,  realizado pela Fundação Banco do Brasil.

Ao lado de outras 4 Tecnologias Sociais (TS) premiadas pela Fundação, a Revolução dos Baldinhos compõe uma lista de iniciativas que  serão, conforme demandas específicas de cada região, oferecidas para reaplicação a 124 empreendimentos do Minha Casa Minha Vida distribuídos pelo país. Somados, os condomínios populares abrigarão 330 mil pessoas em 83 mil moradias.

A primeira fase do projeto prevê a reaplicação de uma TS comum a todos, intitulada “Transformando Realidades por meio da Mobilização e Organização Comunitária”. Esta ação visa fortalecer a articulação popular local para a etapa seguinte, onde cada empreendimento escolherá uma das 4 TS para implementação efetiva:

  • Criação de Bibliotecas Comunitárias – VAGA LUME;
  • Gestão Comunitária de Resíduos Orgânicos e Agricultura Urbana – CEPAGRO;
  • Produção Agroecológica de Alimentos em Meio Urbano: Hortas Urbanas – Instituto PÓLIS;
  • Joias Sustentáveis na Ilha das Flores – REDE CRIAR.

O projeto Moradia Urbana com Tecnologia Social nasceu de uma experiência bem sucedida em reaplicação da Tecnologia Social “Cisternas de Placas”, certificada em 2001, que acabou tornando-se uma política pública para o semiárido brasileiro do governo federal.

Veja mais: notícia do lançamento no site da FBB
Fotos da participação do Cepagro no evento (abaixo)
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Brasil e América Latina intercambiam saberes durante o IX Encontro Ampliado da Rede Ecovida

Revelando muitos oásis agroecológicos entre uma das mais fortes regiões da monocultura transgênica do país, o município de Marechal Cândido Rondon (PR) sediou na última semana o IX Encontro Ampliado da Rede Ecovida de Agroecologia. Com densa programação ao longo de 3 dias, totalizando sete seminários, quarenta oficinas e a tradicional Feira de Saberes e Sabores, o evento engajou milhares de participantes no fortalecimento do movimento agroecológico em torno de 3 eixos: a institucionalização da agroecologia (marco legal, normas, e certificação da conformidade orgânica, entre outros), o contexto agrícola e agrário brasileiro (concentração e integração entre a agricultura, produção de insumos, grandes complexos agroindustriais, redes de supermercados e o capital financeiro) e a organização da Rede em sua coordenação e grupos de trabalho, com ações estratégicas para o biênio 2015 e 2016. Além de quase 1500 agricultores dos 29 Núcleos regionais da Rede Ecovida, o evento também contou com uma ilustre delegação formada por 92 representantes de outras regiões brasileiras, dos EUA e de 16 países latino-americanos: Argentina, Belize, Bolívia, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Nicarágua, Paraguay, Peru e República Dominicana. Trata-se de um grupo de técnicos e agricultores de organizações donatárias da Fundação Interamericana (IAF), que atualmente tem foco em estimular processos de intercâmbio suprindo demandas comuns entre os projetos de Agroecologia do continente americano. Na sequência do Encontro Ampliado, a delegação latina permaneceu por mais 3 dias no Brasil, realizando um encontro com metodologia e logística próprias no município de Francisco Beltrão – tendo como anfitriã a entidade Assesoar, com 50 anos de história na educação popular e assitência técnica agroecológica. Debatendo suas similaridades e diferenças, o grupo estabeleceu compromissos para um engajamento continental no fortalecimento de suas práticas locais. Somente no sul do Brasil, a IAF apóia a execução de projetos em várias entidades ligadas à Rede Ecovida, gerando impactos positivos em cadeia, desde o âmbito da produção agroecológica à sistematização de experiências que possibilitam a replicação de metodologias. Em breve, os encaminhamentos do encontro de donatários serão divulgados nesta página. Vejam mais: Cobertura da ANA (Articulação nacional de Agroecologia) Abertura do evento Seminário da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica Conjuntura política e econômica em debate A força da alimentação escolar no Oeste do Paraná Galeria de fotos (de Fernando Angeoletto / Cepagro e Amaro Korb / Assesoar)

Fortalecendo a certificação participativa, núcleo Litoral Catarinense realizou atividade formativa

por Fernando Angeoletto – coordenação de comunicação (Cepagro)

Na última quinta, mais de 40 representantes dos 16 grupos do Núcleo Litoral Catarinense (Rede Ecovida) reuniram-se na propriedade agroecológica de Acácio Schroeder, em Joinville (SC), para uma oficina prática de visita de olhar externo – uma das etapas do Sistema Participativo de Garantia, método de certificação de alimentos orgânicos que substitui empresas de auditoria pela responsabilidade compartilhada entre os produtores, devidamente cadastrados e homologados pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

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Participantes acompanham a fala de Francisco Powell, do MAPA

Representando a superintendência catarinense deste Ministério,  o agrônomo Francisco Powell compartilhou na oficina o seu olhar sobre as principais inconformidades que encontra no trabalho de fiscalizar o rigor das auditorias, tanto as de empresas de terceira parte quanto as participativas. O objetivo das colocações, como todo o processo envolvendo a certificação participativa, é de envolver os produtores no aprimoramento de suas técnicas, resultando em mais eficiência e credibilidade no sistema como um todo.

Destacam-se, segundo Powell, os seguintes problemas de maneira mais recorrente: barreiras insuficientes (fronteiras verdes para proteger possíveis “derivas” de agrotóxicos, vindos de cultivos convencionais); excesso de plásticos (coberturas, sacarias, restos de mangueiras), que podem tornar-se poluentes; armazenamento inadequado de insumos; acondicionamento inadequado de produtos para o transporte; uso de insumos não registrados pelo MAPA.

A seguir, a agricultora de Piçarras (SC) Claudete Ponath, coordenadora do Núcleo Litoral Catarinense, apresentou um extenso roteiro de perguntas que devem ser consideradas nas visitas de verificação. Essas visitas são articuladas e realizadas entre os membros dos grupos, gerando relatórios que podem homologar ou não o requerente à certificação da produção orgânica. “Mais que uma mera fiscalização sobre o uso de agroquímicos, o olhar da Rede Ecovida abrange a preocupação com as nascentes, o tratamento de resíduos gerais, a adequação da reserva legal e a justa remuneração dos trabalhadores”, recorda Claudete.

Seu Acácio mostra área usada antigamente para agricultura, deixada em descanso para recuperação da Mata Atlântica
Seu Acácio mostra área usada antigamente para agricultura, deixada em descanso para recuperação da Mata Atlântica

Como atividade prática, o anfitrião Acácio Schroeder guiou os participantes a uma visita técnica por sua bela propriedade, à margem do Rio Piraí, que corre desde a vizinha Serra Dona Francisca. É ali que ele realiza os cultivos agroecológicos de hortaliças de época, vagem, mangarito, aipim e abacaxi. “Além da criação de galinha angola, ganso, pato, marreco e peru”, completa Schroeder, junto a seu Tobata todo com comandos hidráulicos e um motor de arranque elétrico que ele mesmo adaptou.

Funcionário aposentado do setor metal-mecânico, ocupação que envolve grandes contingentes na industrializada Joinville, o seu Acácio devotou-se à viver da terra na propriedade que é da família desde 1959. Deste os tempos do pai ele se lembra dos cuidados empíricos com a natureza. No ano de 2007, participou de um Encontro Ampliado da Rede Ecovida, identificando seus saberes e histórias com milhares de famílias do sul do Brasil. Desde então, orienta seus trabalhos pelo conhecimento sistematizado na Rede, participando ativamente das reuniões de grupo.

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Os cuidados devem estender-se inclusive ao uso de implementos terceirizados, lembram os verificadores

Através de sugestões partilhadas logo após a visita, recomendou-se o adensamento de uma das barreiras verdes laterais – podendo inclusive pensar em um corredor ecológico com espécies nativas de valor comercial, como o açaí de juçara, sugere o veterano produtor Glaico Sell, de Paulo Lopes. A limpeza de implementos terceirizados, como o trator utilizado esporadicamente no preparo de terrenos, deve ser sempre exigida – evitando sementes indesejadas ou resíduos de agroquímicos, alertam os verificadores.

Finalizando as atividades, os grupos articularam entre si as próximas visitas de verificação, visando a renovação dos certificados, que tem validade máxima de 1 ano, e agregando novas famílias que incorporam-se ao processo. A dinâmica vai movimentar os agricultores em visitas por todo o território do Núcleo Litoral Catarinense, que transcende a faixa litorânea de Garopaba à Joinville, tendo a oeste agricultores no Alto Rio Tijucas, Alto Rio Itajaí, encostas da Serra do Tabuleiro e o município de Jaraguá do Sul.

Saiba Mais: Volume 2 da Coleção Saber na Prática – Certificação Participativa

A seguir, imagens da oficina realizada em 09/04.

Técnico do Cepagro ministra oficina de Banheiros Secos na Paraíba

(fonte: site do CEPFS)

O Centro de Educação Popular e Formação Social-CEPFS, realizou nesta quarta-feira (08/04), em sua área experimental, na comunidade Riacho das Moças, em Matureia, uma oficina sobre banheiros secos para agricultores e agricultoras que conquistaram tecnologias sociais através do projeto Convivência com a Realidade Semiárida, financiado pela Fundação Interamericana-IAF.

A oficina foi ministrada pelo engenheiro mecânico, Luciano Tommasi, técnico do CEPAGRO, de Florianópolis, Santa Catarina. Entre teoria e prática, ele repassou informações essenciais para a montagem adequada de um Banheiro Seco. “Nesse primeiro contato com o pessoal daqui de Teixeira, na Paraíba, eu achei que a questão da conservação da água, que é o foco principal do banheiro seco, está bem consciente nas pessoas, e esse é um dos motivos para que essa tecnologia se encaixe bem com todas as outras tecnologias de gerenciamento dos recursos hídricos. Acho que tem tudo para avançar bem!”, comenta.

Luciano apresenta a maquete do banheiro seco
Luciano apresenta a maquete do banheiro seco

Os Banheiros Secos são estruturas que utilizam o processo da compostagem dos resíduos sólidos, dispensando o uso de água para a descarga. Outra vantagem é que os usuários não dependem de uma rede de coleta e tratamento de esgotos, a tecnologia transforma os resíduos que seriam poluentes, em fertilizantes naturais que podem ser usados no adubo de plantações nas propriedades.

“O interesse pela construção dos banheiros secos foi primeiro por uma questão pessoal, para resolver um problema de saneamento de onde a gente morava. Eu moro na beira de uma lagoa e realmente era muito difícil de cavar para fazer uma fossa. Então para resolver meu problema pessoal eu comecei a pesquisar sobre banheiros secos depois, trabalhando no CEPAGRO eu vi que os agricultores tinham uma necessidade desse saneamento. Foi aí que surgiu a demanda nossa para começar a construir banheiros secos”, relata Luciano.

Em um cenário onde a necessidade do uso consciente da água e o cuidado com a qualidade dos solos estão cada vez mais evidentes, os Banheiros Secos representam uma alternativa de grande valor sustentável para a convivência com o Semiárido. O projeto executado pelo CEPFS beneficiará 12 famílias, dos municípios de Cacimbas e Teixeira, além de uma unidade demonstrativa que será implantada na área experimental do CEPFS.DSC_0198

Para Manoel Bernardino de Araújo, da comunidade Catolé da Pista, em Teixeira, o banheiro seco representa a tecnologia do futuro “Nós aqui estamos vendo que esse vai ser o banheiro do futuro. É uma boa nova e o benefício é muito grande, em todos os sentidos, só é preciso que a gente aprenda a manejar ele corretamente”, comenta.

Núcleo Litoral Catarinense reúne 48 participantes na primeira reunião do ano

por Charles Lamb – coordenador geral (Cepagro)
No último dia 12, o Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida realizou em Imbuia, na residência da família Allein, sua primeira reunião ampliada do ano. O encontro teve a participação de 48 pessoas, representando 12 municípios da grande Florianópolis, Alto Vale do Itajaí e Alto Vale do Rio Tijucas.
Dentre os assuntos deliberados, houve a escolha de 31 nomes  para o Encontro Ampliado da Rede Ecovida, que deve reunir cerca de 2.000 agricultores no município de Marechal Cândido Rondon no próximo mes. A reunião também homologou a criação de um novo grupo, chamado de Rio Cristina, que agrega-se ao Núcleo representando o município de Maçaranduba e região.
A conjuntura sobre o principal espaço de comercialização do Núcleo, o BOX 721 da CEASA (São José/SC), foi debatida entre os presentes. Para a busca de soluções a entraves logísticos e administrativos do mesmo, foi agendado um encontro específico no dia 31/03.
A seguir, uma lista dos demais assuntos tratados:
  • O Encontro do Núcleo foi confirmado para Setembro de 2015 em Imbuia. Foram definidas comissões e temáticas para a realização
  • Houve uma apresentação de espaços como fóruns, conselhos e similares, com a definição de interessados em ocupar assentos
  • Duas alunas de doutora, que estudam o andamento do Núcleo, acompanharam a reunião na íntegra
  • Foram apresentados projetos que serão apresentados pelo Cepagro ao Ministério Público do Trabalho e outros apoiadores, no âmbito do debate permanente sobre apoio financeiro ao Núcleo
  • Foram encaminhados assuntos para serem levados à plenária catarinense em Lages (17 e 18/03)
  • Houve coleta de informações para subsidiar as ações previstas para o rural
  • Houve depoimentos e observações sobre o impacto dos transgênicos sobre o cotidiano do rural, inclusive relatos de que os animais não comem o milho BT puro
  • Foi confirmada uma Oficina de Capacitação para os verificadores do Núcleo, no dia 09/04 em Joinville, com partes expositiva e prática, que contará com a presença de 30 representantes dos grupos, Cepagro e Ministério da Agricultura
  • Foram encaminhados assuntos ordinários como anuidades, tesouraria, coordenações dos grupos e coordenação do Núcleo, agenda de visitas e demandas documentais

Engenhos de Farinha: a expressão do Patrimônio Agroalimentar no litoral catarinense

Resultado de uma fusão de saberes e técnicas guaranis e açorianas, os Engenhos Artesanais de farinha de mandioca de Santa Catarina vêm enfrentando desafios para manter sua identidade e modos de fazer tradicionais transmitidos através das gerações em mais de dois séculos de história. De restrições sanitárias para a produção aos impactos da urbanização acelerada em algumas regiões do estado, várias são as pressões sofridas por este complexo agrícola e cultural. Ainda assim, os engenhos continuam rodando, seja como núcleos de educação patrimonial ou como unidades produtivas.

Articulados em rede e apoiados pelo Ponto de Cultura Engenhos de Farinha, estes espaços vêm sendo reavivados com práticas agroecológicas, vivências culturais e turismo de base comunitária. Um exemplo é o processo de certificação participativa da Rede Ecovida, do qual alguns “engenheiros” fazem parte, que além de assegurar a qualidade orgânica dos alimentos produzidos nas propriedades, fortalece e mobiliza o coletivo de agricultores familiares. Outra estratégia é a realização de atividades educativas nos engenhos, que sensibiliza as novas gerações para a importância da preservação dos saberes e sabores dos engenhos.

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Mapa de visitação dos Engenhos – Clique para ampliar

Complementando este desenhar de soluções criativas para a preservação deste patrimônio agroalimentar, o turismo de base comunitária vem se consolidando como uma ferramenta importante para a manutenção da sustentabilidade dos engenhos. Mais do que o simples consumo de paisagens, produtos e serviços, a atividade apresenta-se como uma oportunidade para visitantes e visitados compartilharem vivências culturais e gastronômicas. Visitar um engenho é saborear as histórias de iguarias como o beijú, a bijajica e o cuscus, as técnicas e tradições, ritos e rituais que circulam junto com as engrenagens. É compreender a importância do trabalho destes agricultores familiares para a segurança alimentar da população, contribuindo para o fortalecimento desta rede e preservação desta (agri)cultura. E ainda desfrutar de cenários diversos, que vão das belas praias da costa catarinense e sua tradição açoriana aos vales do interior, onde a influência germânica e italiana é mais presente.

Atenção: Para visitar os Engenhos, é fundamental fazer agendamento (vide contatos no mapa acima).

 

 

Com participação do Cepagro e Rede Ecovida, México discute Certificação Participativa

por Charles Lamb  (coordenador-geral do Cepagro), de Tlaxcala

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUnificando a América Latina em torno da Agroecologia, e contando com a participação do Cepagro, Centro Ecológico, Associacion de Produtores Orgânicos del Paraguay e Paraguay Orgânico,
aconteceu na última semana (25 a 27/11) em Tlaxcala (México) o “Workshop de Capacitação e Intercâmbio sobre Certificação Participativa De Produtos Agroecológicos”.

Promovido pelo Centro Campesino para o Desenvolvimento Sustentável, o evento teve como objetivo discutir técnicas e metodologias para o reforço da Certificação Participativa, envolvendo diferentes Associações, Sociedades, consumidores, instituições governamentais e da Educação do México e em particularmente de Tlaxcala, através da troca de aprendizagem, formação e conselhos de especialistas no assunto.

OLYMPUS DIGITAL CAMERASegundo o coordenador do Centro Campesino de Desenvolvimento Sustentável, Humberto Morales, o workshop serve ao propósito de buscar o desenvolvimento das localidades rurais de Tlaxcala e outros municípios do México, alinhados com a natureza para uma vida digna, justa e humana. Em 1998 o Centro Campesino, com o apoio da Fundação Interamericana, iniciou um processo de converter terras erodidas a um adequado manejo agroecológico, por isso já tem um número considerável de produtores(as) de grãos básicos, legumes e ovos produzidos de forma ambientalmente amigável e não agressivo para a saúde humana. Mais recentemente, visando o aprimoramento destes sistemas de produção, passaram a organizar o “Processo de Certificação com a Participação Cidadã” ou “Certificação Participativa”.

Laércio Meirelles (Centro Ecológico / Rede Ecovida) trouxe suas contribuições sobre SPGs ao evento
Laércio Meirelles (Centro Ecológico / Rede Ecovida) trouxe suas contribuições sobre SPGs ao evento

A participação de Organizações ligadas a Rede Ecovida no Workshop em Tlaxcala, juntamente com as organizações parceiras do Paraguay, foi articulada a partir da vinda dos representantes do México no VIII Encontro Ampliado Ecovida & Encontro de Donatários IAF/ Florianópolis (2012). Através desta participação, as referências encontradas e vivências alimentaram a perspectiva de implementar um SPG (Sistema Participativo de Garantia) junto aos campesinos da Região do altiplano Mexicano.

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Charles Lamb (Cepagro/Rede Ecovida) e a sociobiodiversidade local em Tlaxcala

Como um dos encaminhamentos tirados no evento, reconheceu-se a necessária demanda por mais intercâmbios e unificação de pautas comuns em defesa da Agricultura Familiar e Campesina, pelo Continente. A exemplo do Fórum Latino Americano de Sistemas Participativos de Garantia, que através de suas entidades membros articula-se para fortalecer politicamente os SPGs.

Considerando ainda que a articulação em rede envolvendo a Agroecologia transcende continentes e fronteiras entre países, a contribuição do Brasil e das organizações do Paraguay possibilitou aos participantes do evento ter uma maior compreensão dos trabalhos desenvolvidos no cone sul. A partir dos debates coletivos, apresentações e observações sobre o processo desenvolvido na América do Sul e no México, em torno das temáticas envolvendo Sistemas Participativos de Garantia, Agroecologia  e Agricultura Familiar construíram-se entendimentos comuns entre estes temas, pois muitas são as semelhanças que envolvem os países, seus habitantes e organizações de base. Estamos falando de agricultores e agricultoras, consumidores e ONGs comprometidas com o real Desenvolvimento Sustentável, aguerridos e confiantes de que as escolhas por trabalhar com uma agricultura limpa é cada vez mais necessária, e que somente esta dará condições as futuras gerações de ter em sua mesa alimentos sadios e diversificados.

Veja abaixo as fotos do evento. [Créditos: Claudia Montaño / Julio Garcia]

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