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Cepagro participa de Encontro de Agroecologia no México

A cidade de Tlaxcala, a 140km da Cidade do México, recebeu entre 04 e 06 de dezembro o Encontro Nacional de Saberes Campesinos sobre Agroecologia e Sistemas Participativos de Garantia no Campo e na Cidade, promovido pelo Centro Campesino e da Rede Tijtoca Nemiliztli (Sembramos Vida), organizações parceiras do Cepagro em projeto apoiado pela IAF.

Mais de 90 pessoas participaram do evento: consumidores/as, agricultoras e agricultores, membros da academia, juntamente com organizações da sociedade civil de nove estados mexicanos. Além das discussões em torno de temáticas agroecológicas, os/as participantes conheceram também os Mercados y Tianguis Alternativos.

Além das organizações de 9 estados mexicanos e do Cepagro, participaram também a Asociación de Productores Orgánicos del Paraguay (APRO), a ANAFAE (Honduras) e representantes de IAF. “Foram reafirmados compromissos em torno de uma aliança pela soberania alimentar, tendo como eixos principais a agroecologia, a defesa do território, da economia solidária, do consumo responsável e dos sistemas participativos de garantia”, conta Charles Lamb, do Cepagro. O resultado prático desta unificação de interesses comuns se expressou na ampliação da certificação participativa via SPG, constituindo uma Rede de Agroecologia com organizações de 9 estados mexicanos. “Essa articulação fortalece a incidência política junto ao novo Governo mexicano nas pautas relacionadas a Agroecologia, além de ampliar as pontes entre países parceiros”, completa Charles.

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Núcleo Litoral Catarinense participa de oficina sobre Comunicação Popular

Além de técnicas de manejo, estratégias de comercialização e boas práticas de pós colheita, um novo assunto entrou na pauta de oficinas do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida de Agroecologia: a Comunicação. Através do convênio com a Universidade de British Columbia e com apoio da IAF, o Cepagro promoveu no último final de semana (1 e 2 de dezembro) uma oficina sobre Comunicação Popular e Agroecologia Visual, com facilitação do fotógrafo e estudante de Agronomia Carlos Pontalti e da jornalista Ana Carolina Dionísio. A atividade aconteceu na linda pousada Encanto Verde, em Santa Rosa de Lima, e contou com a participação de 10 agricultoras e agricultores, educadorxs e jovens de 5 grupos da Rede Ecovida.

Se a ideia da oficina é fortalecer a noção de que todxs podem ser comunicadorxs, a ferramenta de captação de imagens seria também a mais acessível: o celular. Após construírem coletivamente painéis sobre o que representa a comunicação e a agroecologia, o grupo teve uma exposição sobre os principais conceitos de fotografia com Carlos. As demandas do grupo eram diversas, assim como seu envolvimento e desenvoltura com a a câmera do celular, o que estimulou a troca de conhecimento entre todas e todos.

Para praticar os conceitos, a turma fez uma gira pela propriedade, guiada pelo jovem agricultor Luís Henrique Vanderlinde. Ele mostrou o cultivo de amoras orgânicas e os consórcios agroflorestais, falou sobre a extração e beneficiamento de açaí juçara e também sobre o manejo de cabras. Vendo as fotos antigas da propriedade, o grupo ficou impressionado com a regeneração ambiental promovida pela família ali.

Além da teoria e prática em conceitos e técnicas de fotografia, todos e todas aprenderam muito sobre Agroecologia com a família Vanderlinde, proprietária da pousada. O casal Rosângela e Sebastião e seus filhos já passaram pela produção de fumo e, integrando-se à Acolhida na Colônia e à Rede  Ecovida de Agroecologia, hoje são referência em transição agroecológica e produção orgânica. “Nós temos também bastante recurso público investido aqui na propriedade, pois acessamos várias políticas públicas. Então ficamos felizes de receber uma atividade assim”, conta Rosângela.

Com as fotos tiradas durante a oficina, o grupo produziu cards com mensagens sobre a Agroecologia e a agricultura familiar. A ideia é que esse tipo de material fortaleça a divulgação do trabalho dxs participantes, seja pela comercialização ou pela conscientização ambiental.

 

 

Rede de Engenhos promove oficina de Educação Patrimonial em Garopaba

Representações de sete engenhos de farinha de Garopaba participaram da Oficina de Educação Patrimonial realizada pela Rede Catarinense de Engenhos de Farinha e Centro de Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro), no dia 25 de novembro no Engenho da Vó Cicina, na Lagoa da Encantada  A ação foi feita através do Projeto Ponto de Cultura 2.0: articulação em rede, com a facilitação da educadora Giselle Miotto e da Mestra em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade Manuela Braganholo. Ao longo de um dia de muita prosa e reflexões, as famílias presentes fizeram um levantamento dos bens culturais relacionados aos engenhos de farinha da região.

A oficina é continuação do mapeamento dos engenhos de farinha artesanais de Garopaba iniciado através do edital Elisabete Anderle, que buscou identificar e mobilizar os engenhos da região para compor a Rede Catarinense dos Engenhos de Farinha. Nessa primeira ação,realizada ao longo de três dias no início de novembro,houve a participação de três agentes locais: Luis Fernando, da comunidade do Macacu, Maria Cristina Gomes, estudante de educação patrimonial pelo IFSC e Claudete Medeiros, do coletivo Taiá Terra. Além de mapear 28 engenhos de farinha na cidade, foi possível conhecer  um pouco da realidade destes engenhos dentro do aspecto produtivo e de intenção de manutenção dos mesmos, seja desenvolvendo atividades vinculadas ao turismo ou mesmo como forma de preservação da cultura e subsistência.

Na dia 25, além de levantar os bens culturais, a comunidade também discutiu sobre as principais dificuldades que eles enfrentam para manter os engenhos de pé e funcionando. Na visão dos engenheirxs, o fator que mais compromete a manutenção desta cultura é o fato de não haver dentro do município aspectos legais que garantam a terra para o plantio, em relação ao Plano Diretor, onde as áreas rurais ficaram reduzidas comparada com a realidade, e até mesmo a questão de impostos. Como eles mesmo colocaram:  “Sem roça, não tem mandioca, sem mandioca, não tem farinha”.

Segundo José Antônio Furtado, o Zezinho, que trabalha no engenho construído por seu pai há 69 anos e faz parte do Conselho de Agricultura do município, “Hoje é tudo lote, não tem mais terra”. A resistência que ele e os outros engenheirxs da região fazem é principalmente contra a especulação imobiliária e a mega-projetos que preveem a expropriação de terra dos agricultores e causam grandes impactos socioambientais para o território.

Luís Fernando conta que os agricultores não têm sido informados adequadamente de onde eles podem ou não plantar. Disse ainda que a fiscalização no município é inadequada e que há um tratamento diferente para aqueles com poder aquisitivo maior. Manoel João Pereira, pescador e lavrador do Capão, se pergunta o porquê de não poder plantar sua roça, enquanto aqueles que têm interesse em construir, conseguem a liberação para “vir com uma máquina e arrancar tudo”. Ele mantém o engenho do pai funcionando desde a década de 1970.

O que move a resistência destes engenhos é principalmente a manutenção da tradição e da sua cultura. Dona Santina, que é forneira, coisa rara para uma mulher no mundo dos engenhos, ama ficar no engenho, tratar o gado e manter a cultura herdada da família: “se me diz pra fazer outra coisa eu não quero”. Além da preservação da cultura, a manutenção dos engenhos pode vir a se tornar um atrativo turístico para a região. Mariana, neta da Vó Cicina, fez um curso de guia de turismo e não quer perder as raízes. Ela teve o privilégio de receber turistas no engenho da família, com direito a café colonial, e vê grande potencial na valorização do turismo de base comunitária.

Estas atividades envolvendo a comunidade local fortalecem a Rede Catarinense dos Engenhos de Farinha, para que seja possível levar estas questões ao poder público local. Elas também vêm somar à campanha #EngenhoéPatrimonio, que busca mobilizar a sociedade civil e iniciativas do terceiro setor para propor o registro dos engenhos de farinha artesanais do litoral catarinense como patrimônio cultural imaterial reconhecido pelo IPHAN.

No Dia da Luta contra os Agrotóxicos, sociedade civil diz não ao PL do Veneno em Florianópolis

O vazamento de uma usina de agrotóxicos da companhia norte-americana Union Carbide na cidade de Bophal, na Índia, no dia 3 de dezembro de 1984 ficou marcado como o Dia Mundial da Luta contra os Agrotóxicos. Calcula-se que 3 mil pessoas morreram intoxicadas só neste dia, outras 15 mil nos meses seguintes, além de 300 mil intoxicações. Mais de 30 anos depois, estima-se que 2 a 3 pessoas morram semanalmente ainda em decorrência do desastre.

Em  Florianópolis, o Fórum Catarinense de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos promoveu neste 3 de dezembro o debate e a reflexão sobre nosso modelo de produção de alimentos, entre os venenos e a agroecologia.

Às 10h aconteceu no Largo da Catedral uma roda de conversa sobre CONSUMO AGROECOLÓGICO, com a participação do Assentamento Comuna Amarildo de Souza, LACAF, Cepagro e Revolução dos Baldinhos. Durante as discussões, ficou clara a importância de promover mais conscientização junto a consumidores e consumidoras para que optem por alimentos orgânicos quando possível, além da necessidade de promover a reforma agrária. “Nossa proposta como assentamento sempre foi produzir alimentos saudáveis a um preço justo para a população. “A Agroecologia em escala é possível. Mas é preciso ter Reforma Agrária”, disse o assentado Fábio Ferraz, presente ao evento.

A partir das 16h, na Câmara de Vereadores, foi realizada uma palestra com o Dr. Pablo Moritz, haverá uma palestra com o médico Pablo Moritz, do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC) e a solenidade de entrega do Dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) – um amplo estudo científico que trata dos impactos dos agrotóxicos na Saúde – para os representantes do Legislativo Municipal.

Segundo o Dossiê Abrasco, no Brasil – que pelo décimo ano consecutivo lidera o ranking de maior consumidor de agrotóxicos no planeta – 64% dos alimentos estão contaminados por agrotóxicos, foram registradas 34.147 notificações de intoxicação por agrotóxicos de 2007 a 2014, houve 288% de aumento do uso de agrotóxicos entre 2000 a 2012. Apenas em 2014, o faturamento da indústria de agrotóxicos no Brasil foi de U$12 bilhões.

As mobilizações terminaram às 17h, em frente à Catedral, com uma aula pública de Rogério Dias, da Associação Brasileira de Agroecologia, sobre os retrocessos que o Projeto de Lei 6299/02, conhecido como o “PL do Veneno”, representa. Durante o evento, Rogério Dias chamou a atenção para que a sociedade civil pressione o Legislativo pela aprovação em Comissão Especial de outro projeto de Lei, o 6670/16, que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA).  Enquanto o PL do Veneno já foi aprovado em Comissão Especial e agora segue para votação na Câmara dos Deputados, a PNARA ainda não foi avaliada pela mesma Comissão Especial. “Não podemos deixar que o PL do Veneno siga para a votação em Plenário sem que a PNARA vá também. Ela representa o contraponto à flexibilização do uso de agrotóxicos que o PL 6299 quer instituir”, afirma Rogério.

*ATUALIZAÇÃO: a PNARA foi aprovada em Comissão Especial no dia 4 de dezembro, seguindo agora para votação em Plenário. 

 

CEPAGRO E NÚCLEO LITORAL CATARINENSE VISITAM O CENTRO PARANAENSE DE REFERÊNCIA EM AGROECOLOGIA

A visita ao Centro Paranaense de Referência em Agroecologia aconteceu nos dias 26 e 27 de novembro, reunindo agricultores e agricultoras de diversos grupos da Rede Ecovida de Agroecologia, além da agrônoma Aline de Assis, da equipe técnica do Cepagro. O grupo pôde conhecer e conversar sobre comercialização, cestas agroecológicas, produção animal agroecológica, plantas medicinais e preparados homeopáticos, além de visitar a Casa da Semente Crioula.

Há algum tempo a coordenação do Núcleo Litoral Catarinense da Rede Ecovida vinha discutindo maneiras de se tornar mais rede de Agroecologia e menos rede de certificação. Segundo Cátia Cristina Rommel, do Grupo Germinação (Anitápolis e Santa Rosa de Lima), o objetivo das capacitações era que os agricultores pudessem trabalhar mais a Agroecologia e passar menos tempo se fiscalizando e se punindo, ir para além da certificação. A visita ao CPRA, que se localiza na cidade de Pinhais, próxima a Curitiba, contemplou o desejo do grupo, pois incluiu diversos temas que vinham sendo discutidos nas reuniões.

A capacitação começou com uma discussão sobre formas mais democráticas e contra hegemônicas de comercialização, e que assegurem também menos fragilidade para os agricultores em meio às oscilações de mercado. Depois viram as questões de manejo animal agroecológico, rotação de pastagem, uso de fitoterápicos e outras formas de controle de parasitas. Além de conhecer várias espécies de abelhas nativas.

O CPRA, como eles mesmo falam, possui o privilégio de trabalhar exclusivamente a Agroecologia, o que é raro. O Centro é uma autarquia do estado e em um mesmo espaço consegue concentrar várias abordagens. Durante a capacitação, os agricultores do Núcleo aprenderam ainda sobre construção de estufas usando bambu, plantas medicinais aromáticas e abordagens das Cromatografias de Pfeiffer, uma forma de análise de solo que o próprio agricultor pode fazer.

Em seguida, o grupo seguiu para a Associação Brasileira de Amparo a Infância (ABAI), em Mandirituba/PR, instituição que trabalha com crianças a partir da ecologia e usando sementes crioulas como forma de autonomia. Além disso eles abrigam a Casa da Semente Crioula, onde fazem um trabalho de resgate de sementes com as crianças. Lá os agricultores puderam trocar e adquirir sementes agroecológicas, o que é muito difícil de conseguir, segundo Cátia. Por fim, aprenderam como selecionar variedades de milho e visitaram o senhor Dantas, um dos guardiões de sementes que possui uma grande diversidade.

Cátia Cristina contou que a Casa da Semente Crioula é uma experiência que também envolve a Rede Ecovida de Agroecologia, porque algumas das sementes utilizadas pelos produtores associados vêm de lá. A agricultora disse ainda que essa capacitação era um sonho e que depois de meses de articulação, foi muito gratificante ter feito a viagem, “Olhar de fora o nosso lugar é sempre enriquecedor, é como cruzar uma fronteira e olhar para o teu país, é sempre uma percepção diferente quando se olha de fora. Está todo mundo voltando pra casa com muito entusiasmo e muita inspiração”.

A agricultora Cristina Alves, do Grupo Associada (Nova Trento e Major Gercino), se sentiu engajada a também se tornar uma guardiã, tentar plantar essas sementes crioulas, conseguir novas a partir do plantio e repassá-las. “Foi um conhecimento maravilhoso saber que existem pessoas que são esses guardiões e que protegem essas sementes e que têm a capacidade de estar passando para outras pessoas e de cuidar desse tesouro com muito carinho”, disse Cristina. A sensação ao final da viagem foi de quero mais.

SOBERANIA, SEGURANÇA ALIMENTAR E AGROBIODIVERSIDADE SÃO DEBATIDAS NA GRANDE FLORIANÓPOLIS

Avaliar e propor melhorias para políticas públicas de Alimentação e Agricultura são os objetivos do Seminário Estadual Segurança Alimentar e Nutricional: Programa de Aquisição de Alimentos e Programa Agrobiodiversidade, que acontece entre os dias 4 e 6 de dezembro em São José. Promovido pelo Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA) e pela Câmara Intersecretarial de Segurança Alimentar e Nutricional (CAISAN) o evento reúne consumidores/as, agricultores/as e Poder Público para discutir principalmente três programas governamentais: o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), o Programa Terra Boa (também chamado Troca-Troca) e o Programa Estadual de Agrobiodiversidade, recentemente elaborado pelo CONSEA/CAISAN. Comercialização e abastecimento de alimentos orgânicos, sementes transgênicas e crioulas são alguns dos temas a serem tratados na programação, que acontece no Golden Hotel, no bairro Serraria. Os debates e mesas redondas são abertas ao público em geral.

Criado em 2003, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma ação do Governo Federal para colaborar com o enfrentamento da fome e da pobreza no Brasil e hoje representa um importante canal de escoamento da produção da agricultura familiar.

Já o Programa Terra Boa acontece no âmbito estadual e tem finalidade “Subvencionar a aquisição de calcário e sementes de milho, a fim de aumentar a produção, reduzindo a dependência de importação”. O Programa faz parte do Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional de Santa Catarina (PESAN). Entretanto, constatou-se que, dentre as variedades de milho distribuídas aos agricultores, grande parte são transgênicas. Durante o Seminário, serão avaliadas possibilidades de ampliar e diversificar as sementes do Programa, promovendo a agrobiodiversidade em Santa Catarina.

Buscando manter e fomentar a utilização de espécies da agrobiodiversidade pelos agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, povos indígenas e quilombolas, o CONSEA e a CAISAN elaboraram o Programa Estadual de Agrobiodiversidade, que também será discutido durante o Seminário. “A conservação da agrobiodiversidade tem como finalidade promovera Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (SSAN), constituindo-se em um componente essencial para o desenvolvimento sustentável”, afirma o texto do programa.

VEJA A PROGRAMAÇÃO DO SEMINÁRIO

 

Grupo de Florianópolis participa de curso de Consumidores e Agroecologia, em Lages

Nos dias 24 e 25 de novembro, grupos de consumidores de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul estiveram reunidos em Lages para participar do 2º Módulo do Curso Consumidores e Agroecologia, promovido pelo Projeto Misereor em Rede. O Cepagro acompanhou o grupo de Florianópolis, que conta com 10 cursistas, entre consumidores e agricultores.

O módulo foi dividido em dois momentos, um teórico e outro com atividades a campo. Os participantes iniciaram o primeiro dia de curso compartilhando os relatos do “Tempo Comunidade”, período entre os módulos em que os grupos realizam dinâmicas entre si para colocar os aprendizados em prática. Erika Sagae, da equipe técnica do Projeto, conta que em Florianópolis o grupo optou por realizar mutirões e oficinas, “Em todas as atividades realizadas houve a participação quase que total dos cursistas, isso demonstra uma coesão do grupo que está cada vez mais integrando, se interagindo e fortalecendo relações”, disse.

Em seguida, os consumidores receberam uma formação sobre os Fundamentos da Agroecologia e Sistemas Agroflorestais e Políticas Públicas, facilitadas pelo agrônomo e educador Natal João Magnanti e pela técnica de campo Carolina couto waltrich,  do Centro Vianei de Educação Popular, de uma forma bastante participativa e construtiva. O dia encerrou com atividades culturais e uma feirinha solidária, gerando uma interação com os grupos de artesãos locais.

No segundo dia, os cursistas fizeram uma saída de campo e puderam conhecer de perto tipos de sistemas agroflorestais existentes. A experiência de agricultura sintrópica, na Propriedade Sol de Gaia, e a Propriedade Rio Bonito, que trabalha com sementes crioulas. Dois momentos muito ricos onde consumidores compreenderam também as dificuldades existentes no escoamento da produção e nos diferentes canais de comercialização.

O curso conta com quatro módulos e, até que o próximo aconteça, os grupos locais voltam a se reunir no tempo comunidade. Segundo Erika Sagae, o grupo de Florianópolis possui uma característica interessante que é ter em sua formação tanto consumidores quanto agricultores. Essa interação está fomentando a criação de duas novas células de consumo.