Oficina de Plantas Medicinais do Projeto Saber na Prática reúne comunidade na Horta Comunitária do Pacuca

 

“Que planta é essa?”.  Com algum ramo recém-colhido na mão, o ambientalista, colecionador e cultivador de plantas medicinais Alésio dos Passos Santos repete inúmeras vezes a mesma pergunta. Moringa, jambu, mil-ramas, guaçatonga, picão-preto, ora-pro-nobis, feijão-guandu, urtiga, fafia… Entre 40 e 50 espécies vegetais foram apresentadas por ele durante a oficina de Plantas Medicinais do Projeto Saber na Prática que ele facilitou no dia 20 de maio na Horta Comunitária do Pacuca, no bairro Campeche, sul da Ilha de Santa Catarina. A atividade reuniu moradores e moradoras da comunidade, além de profissionais da saúde e interessadxs em geral. O ciclo de oficinas Saber na Prática é viabilizado através do Programa de Apoio a Projetos da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis.

“Cada planta é um laboratório de princípios ativos”, afirma Alésio ao início de sua fala. Muito mais do que apontar quais sintomas ou doenças podem ser aliviados por tal planta, ele conta histórias sobre seus nomes e usos tradicionais. “A intenção é trabalhar com a educação para o uso correto da planta”. Com a diminuição das áreas de restinga em função da urbanização e da especulação imobiliária e a desvalorização dos saberes tradicionais de curandeiros e benzedeiras pela nossa chamada “cultura moderna”, a riqueza terapêutica da biodiversidade vegetal também vai sendo esquecida. “Benzedeira tem que ter no Posto de Saúde, para trabalhar o corpo e a alma”, avalia Alésio, que também defende que práticas terapêuticas integrativas – como massagem, óleos essenciais e cromoterapia – no sistema de saúde público.

A médica Aline de Oliveira Laurindo, participante da oficina, concorda que os profissionais da saúde precisam de mais (in)formação em plantas medicinais. Como não teve essa disciplina na faculdade, busca cursos e oficinas como essa. “Todo mundo usa as plantas, mas elas podem ter efeito colateral. Então vim aqui não só pra saber o que indicar, mas também as contra-indicações”, afirma Aline. “As plantas podem ser mais acessíveis para os pacientes, além de ser uma forma de fortalecer a cultura e o conhecimento das comunidades”, completa.

Ataíde Silva, presidente da Associação de Moradores do Campeche, também esteve na atividade e gostou muito. “O Alésio sempre relaciona o conhecimento técnico e prático com muita descontração, e ainda usando plantas do nosso ambiente”, disse.

Para saber mais sobre Plantas Medicinais, visite a página da Farmácia da Natureza, projeto coordenado por Alésio. Outra iniciativa fundada por ele é a Quinta das Plantas, que realiza encontros semanais sobre plantas medicinais na Associação dos Funcionários Fiscais de Santa Catarina, no bairro Canasvieiras.

Veja abaixo mais fotos da Oficina de Plantas Medicinais. Para saber sobre as próximas atividades, escreva para sabernapratica.cepagro@gmail.com.

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