Diversificação agroecológica da fumicultura é referência em visita técnica da CQCT

Entre os dias 28 e 30 de março, uma comitiva com representantes de diversos ministérios do Brasil, Uruguai, Jamaica e Filipinas, juntamente com membros do Secretariado da Convenção-Quadro para Controle do Tabaco e da Organização Panamericana de Saúde estiveram reunidos em Florianópolis para discutir o artigo 17 da CQCT, que versa sobre a promoção de alternativas econômicas para os trabalhadores que dependem da indústria do tabaco. Para compreender melhor a experiência brasileira em diversificação em áreas cultivadas com tabaco, a comitiva visitou duas propriedades agroecológicas: a da família Will, em Nova Trento, com produção de hortaliças e agroindústria; e de Gilmar e Lúcia Cognacco, em Leoberto Leal. Ambas famílias fizeram a transição do cultivo de fumo para a agroecologia, e foram assessoradas pelo Cepagro através do Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco do MDA ainda em 2006.

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Mesa de abertura, da direita para esquerda: Carmen Audera (Secretariado da CQCT), Tânia Cavalcante (Ministério da Saúde), Luci Choinacki (Delegada do MDA em SC), Paulo Tapajós (Ministério das Relações Exteriores) e representantes do Uruguai, Filipinas e Jamaica.

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Técnicos e técnicas de outras organizações que executam chamadas do MDA de diversificação da fumicultura também estiveram presentes, junto com agricultores assessorados. Cooptrasc, Coopertec, Unitagri (SC), Deser (PR) e Capa (RS) marcaram presença.

DSC_0291baixaO agricultor Edgar Guginski, de Canoinhas (SC), relata sua experiência de transição da fumicultura para o cultivo de alimentos. Ele ainda mantém 30 mil pés de fumo na sua propriedade, mas está investindo na produção de morangos orgânicos, com assessoria da Cooptrasc.

DSC_0289baixaChristianne Belinzoni e Hur Ben Corrêa, do Ministério de Desenvolvimento Agrário, apresentaram e tiraram dúvidas dos participantes sobre o Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco. O PNDACT foi criado em 2005 na esteira da ratificação da Convenção-Quadro para contribuir na transição produtiva de quase 200 mil famílias de agricultores que naquele momento dependiam da produção de tabaco.

DSC_9362baixaO segundo dia do evento foi dedicado a uma visita de campo a propriedades que fizeram a transição da fumicultura para o cultivo de alimentos. Uma delas foi a da família de Alcides Will, que trocou a dura lida na estufa de fumo pelo trabalho em cinco estufas de hortaliças orgânicas.

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Energias renovadas depois de um belo almoço com alimentos agroecológicos preparado pela família Will.

DSC_0375baixaA construção de uma agroindústria foi uma das estratégias da família Will para abandonar a fumicultura. Hoje eles produzem conservas e geleias que são comercializadas em mercados, restaurantes e feiras locais.

DSC_0406baixaA segunda parada da visita de campo foi na propriedade de Gilmar Cognacco (em pé, à direita), na comunidade Vargem dos Bugres, em Leoberto Leal. Gilmar chegou a ter quase 200 mil pés de fumo na propriedade. Hoje cultiva verduras e frutas orgânicas e coordena uma feira agroecológica em Brusque.

DSC_0467baixaO último dia do evento foi aberto para que os países falassem sobre o contexto da produção de tabaco e compartilhassem suas impressões sobre a visita. Na foto, representantes do Ministério da Agricultura da Jamaica, que notaram principalmente como as baixas taxas de juros para crédito agrícola no Brasil contribuem para o desenvolvimento da agricultura familiar.

DSC_0446baixaNas Filipinas, a produção de tabaco abrange cerca de 50 mil famílias. A grande maioria delas, contudo, não é proprietária das terras que cultiva, diferenciando-as bastante do contexto brasileiro. Entretanto, a comitiva notou positivamente a participação da agricultura familiar em programas de compras institucionais.

DSC_0492baixaComo encaminhamento do encontro, será elaborado um relatório para subsidiar as discussões sobre o artigo 17 durante a 7ª Convenção das Partes da CQCT (COP 7), que acontece neste ano na Índia.

O evento teve repercussão nas mídias locais. Abaixo, confira a matéria da repórter Márcia Peixe para o jornal Correio Catarinense, de São João Batista:

14A TV RBA, de Rio do Sul, cobriu a etapa de Leoberto Leal da visita. Veja a matéria neste link.

Veja abaixo mais algumas fotos do evento:

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